Extensão Rural
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Item Mudanças climáticas e saberes tradicionais indígenas: uma revisão crítica sobre o tema(Universidade Federal de Viçosa, 2025-12-02) Mouro, Andressa Pereira; Silva, Nathalia Thais Cosmo da; http://lattes.cnpq.br/9030226144896529Essa dissertação consiste em um ensaio crítico que versa sobre a cegueira epistêmica encontrada por trabalhos que abordam a incorporação dos conhecimentos indígenas ao debate científico climático centrado, principalmente, em organizações internacionais como o IPCC e a UNFCCC. Por meio desse trabalho, procuro entender como o tema “mudanças climáticas” está sendo construído como um objeto de interesse científico e como essa construção científica do termo relaciona-se com o processo de formação das principais instituições internacionais voltadas para a discussão climática. Em contraponto, trago a perspectiva dos conhecimentos indígenas sobre as mudanças climáticas através de uma leitura antropológica da questão e de uma crítica propriamente indígena. Palavras-chave: mudanças climáticas; povos indígenas; saberes tradicionais.Item Cultivo de café em terraços: produtividade, análise econômica e mapeamento de potenciais áreas em Minas Gerais(Universidade Federal de Viçosa, 2025-06-26) Melo, Ana Paula Arlinda Martins Romano de; Reis, Janderson Damaceno dos; http://lattes.cnpq.br/3946979403458302O café é um dos principais produtos do agronegócio brasileiro, com Minas Gerais liderando a produção nacional. O cultivo em áreas declivosas, contudo, apresenta desafios significativos, como maior demanda por mão de obra, limitações ao uso de maquinário e elevada suscetibilidade à erosão. Nesse contexto, o terraceamento surge como uma alternativa promissora para regiões montanhosas, contribuindo para a conservação do solo e da água, além de facilitar o manejo e possibilitar a mecanização. Devido à complexidade técnica, é essencial avaliar a produtividade, a viabilidade econômica e mapear as áreas com potencial para o terraceamento, garantindo sua implantação adequada e sustentabilidade. O Capítulo I compara a produção e a produtividade do cafeeiro em sistemas com e sem terraceamento, mostrando que o sistema terraceado apresentou resultados superiores em todas as safras, com destaque para a terceira colheita, que registrou 5,95 litros por planta e 41,3 sacas por hectare, representando um aumento de cerca de 32% em relação ao sistema convencional. O Capítulo II realiza a análise econômica do cultivo de café em áreas terraceadas, sob três cenários econômicos. No cenário otimista, o sistema demonstra alta atratividade, com VPL de R$ 203.182,09 e TIR de 37,49%, indicando forte rentabilidade e baixo risco. No cenário realista, apesar de margens mais modestas, o projeto permanece viável, com VPL positivo de R$ 15.424,40 e TIR de 17,05%, exigindo cautela e gestão eficiente. Já no cenário pessimista, a inviabilidade econômica é clara, com VPL negativo de -R$ 76.671,07, indicando alto risco e prejuízo financeiro. Assim, o terraceamento se justifica principalmente em condições de mercado favoráveis, sendo a mecanização um fator-chave para a viabilidade econômica em cenários menos positivos. O Capítulo III mapeia as áreas em Minas Gerais com potencial para o cultivo de café em terraços, identificando que 0,76% do território possui condições ideais, enquanto 3,3% apresentam condições ideais ou intermediárias. Considerando as áreas já cultivadas convencionalmente, estima-se que entre 3,7% e 5% possam ser convertidas para o sistema terraceado, dependendo do cenário adotado. Palavras-chave: cafeicultura; terraceamento; produtividade; análise econômica; geoprocessamentoItem Certificação da palma de óleo: avaliando a sustentabilidade socioambiental e identificando limites e oportunidades(Universidade Federal de Viçosa, 2025-07-31) Rocha, Bianca Diniz da; Ferreira Neto, José Ambrósio; http://lattes.cnpq.br/2264153142933023A busca pelo desenvolvimento sustentável na produção de commodities agrícolas exige a adoção de padrões de sustentabilidade. Entre os mecanismos mais proeminentes, destacam-se as certificações, que têm se consolidado como instrumentos de mercado cada vez mais relevantes, acompanhando a expansão dos “mercados sustentáveis”. A palma de óleo, conhecida por sua alta produtividade e versatilidade, tem na certificação Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO), criada em 2004, o principal padrão global, que, embora represente um avanço, adota o princípio do “compromisso progressivo”, permitindo melhorias graduais. Esta tese avalia como a certificação RSPO pode contribuir para a sustentabilidade socioambiental nos plantios de palma de óleo. A pesquisa está estruturada em quatro artigos científicos que abordam o contexto brasileiro e global, desenvolvidos através de uma abordagem metodológica integrada baseada em análise estatística e de conteúdo com dados secundários e pesquisa de campo, além do apoio do software NVivo (versão 12.2) para análise qualitativa. Os resultados indicam que a certificação RSPO promove práticas socioambientais mais responsáveis e impulsiona avanços regulatórios e operacionais significativos, embora persistam desafios relacionados à transparência, à qualidade das auditorias e ao engajamento das partes interessadas locais. No Brasil, especificamente no estado do Pará, observaram-se efeitos positivos na geração de emprego e renda, contrastados por desafios de regularização fundiária e participação social. No contexto global, as análises apontaram diferenças marcantes: unidades latino-americanas registraram mais “não conformidades”, sobretudo em direitos trabalhistas, enquanto na Ásia os principais problemas envolveram governança e transparência. Por fim, o estudo conclui que, além da adoção de padrões internacionais, é fundamental levar em conta os contextos territoriais e políticos que influenciam a aplicação desses padrões, por isso a efetividade das iniciativas de sustentabilidade depende diretamente de fatores institucionais e do alinhamento com políticas públicas regionais, que podem ampliar ou limitar seus impactos socioambientais. Palavras-chave: governança territorial; Amazônia paraense; sustentabilidade; certificação RSPO; óleo de palmaItem O licenciamento ambiental no Brasil: discursos e desmontes entre 2019 e 2022(Universidade Federal de Viçosa, 2025-08-08) Fialho, Sara; Oliveira, Marcelo Leles Romarco de; http://lattes.cnpq.br/9025912148075661A pesquisa investiga o processo de flexibilização do licenciamento ambiental no Brasil, objetivando compreender como o arcabouço jurídico-administrativo ambiental tem sido esvaziado por meio de reformas legislativas que favorecem os interesses dos grandes grupos de interesses dos setores econômicos, especialmente o agronegócio e a mineração, o que empreende-se a partir de um resgaste histórico dos principais ciclos econômicos e suas inflexões na formação política do Brasil. Assim, o problema de pesquisa centra-se em compreender como o licenciamento ambiental emerge como objeto de disputas políticas, econômicas e ambientais no seio da política antiambiental construída no Brasil entre 2019 e 2022. A metodologia utilizada baseia-se em uma abordagem qualitativa, com análise documental e revisão bibliográfica de legislações, pareceres técnicos e estudos acadêmicos. Além disso, são examinadas as narrativas políticas e econômicas que sustentam a proposta de reforma do licenciamento ambiental no Brasil. Já as categorias de análise adotadas circundam em torno do licenciamento ambiental, política ambiental, neoliberalismo, neoextrativismo e antiambientalismo. Dessa forma, o estudo demonstra como a política antiambiental erigida entre 2019 e 2022, influenciada pelos grandes interesses econômicos, criou uma atmosfera favorável ao avanço de medidas e proposições legislativas que representassem desburocratização, redução do poder de polícia administrativa do Estado, maior autonomia aos agentes de mercado, dentre as quais destaca-se o Projeto de Lei nº. 2159/2021, que se propõe a criar uma Lei Geral de Licenciamento Ambiental. Nesse sentido, a partir de uma análise da sistemática vigente de licenciamento e as proposições constantes do referido projeto de lei, é possível afirmar que esse último reflete uma agenda que busca reduzir o papel do Estado na regulação ambiental, conferindo maior autonomia ao setor produtivo e enfraquecendo os mecanismos de controle ambiental. Dessa forma, o Projeto de Lei nº. 2159/2021 representa um retrocesso na proteção ambiental, com a precarização da capacidade regulatório-fiscalizatória do Estado, em detrimento do aumento da autonomia de empreendedores, bem como do caráter excepcional conferido ao licenciamento ambiental. Ao final, o estudo sugere que futuras pesquisas avaliem os impactos concretos da flexibilização do licenciamento ambiental, considerando a efetividade da fiscalização e os efeitos socioambientais da nova legislação. Palavras-chave: licenciamento ambiental; neoliberalismo; antiambientalismo; agronegócio; mineraçãoItem As emoções e os projetos de vida das juventudes rurais da Zona da Mata mineira frente às mudanças climáticas(Universidade Federal de Viçosa, 2025-06-30) Duarte, Bruno Monteiro; Silva, Nathália Thaís Cosmo da; http://lattes.cnpq.br/0230522213642154Esta tese investiga como jovens estudantes do Ensino Médio, residentes em comunidades rurais do município de Paula Cândido (MG), interpretam, sentem e reagem às mudanças climáticas, bem como constroem estratégias de adaptação e mitigação a partir de seus cotidianos. A pesquisa se ancora em uma abordagem qualitativa, centrada na metodologia da pesquisa-ação, e busca integrar produção de conhecimento e transformação social por meio de ciclos participativos de escuta, diálogo e intervenção pedagógica. O trabalho foi desenvolvido junto à Escola Estadual Professor Samuel João de Deus, onde o pesquisador atuou também como professor, assumindo um duplo papel que se revelou fundamental para mediar os saberes científicos e tradicionais. A investigação envolveu oficinas pedagógicas, entrevistas de história de vida, grupos focais e plenárias, culminando na co- construção do livro Brenda contra os problemas ambientais. A narrativa da personagem Brenda (uma jovem mulher quilombola e estudante de Agronomia) simboliza a integração entre ciência e ancestralidade, dando forma às estratégias adaptativas desenvolvidas pelos próprios estudantes frente aos problemas ambientais de sua região. A tese propõe, assim, um protocolo educativo de enfrentamento às mudanças climáticas, construído a partir da escuta ativa das juventudes e da valorização dos seus projetos de vida. Ao longo da pesquisa, foi possível observar a passagem de um imaginário individualista para ações coletivas. A análise revelou ainda três eixos afetivos predominantes nas narrativas dos jovens em relação ao clima: medo, tristeza e preocupação, sentimentos que, quando não elaborados, podem gerar quadros de ansiedade climática e desmobilização rural. Contudo, os vínculos positivos com o território e a ancestralidade também emergiram como forças de resistência e permanência no campo. A partir das entrevistas de história de vida, os projetos de vida apareceram como elemento estruturante das experiências juvenis. A maioria dos estudantes desejava permanecer no campo. No entanto, as mudanças climáticas foram reconhecidas como fator de reconfiguração dos seus campos de possibilidades, exigindo adaptações nos percursos formativos, laborais e familiares. A tese mostra que as emoções associadas ao clima — medo, tristeza e preocupação — interferem diretamente na forma como os jovens redesenham seus projetos de vida e compreendem seus papéis em contextos de crise ambiental. Outro ponto central da pesquisa é o papel estratégico da escola como principal espaço de acesso às informações sobre mudanças climáticas. Mesmo com o uso frequente das redes sociais, os jovens identificaram o ambiente escolar como o lugar onde mais elaboram seus saberes e se sentem encorajados a agir. Assim, a escola é compreendida não apenas como instituição formal de ensino, mas como território político, formativo e afetivo. Ao final, a tese propõe um modelo de educação climática contextualizada, afetiva e participativa, ancorada na realidade das juventudes rurais. Trata-se de uma contribuição teórica, metodológica e prática para os estudos sobre clima, educação e juventude no meio rural brasileiro. Palavras-chave: mudança climática; juventude rural; projeto de vida; emoções; ruralidades; história de vidaItem A construção do conhecimento em mutirões agroflorestais: prática coletiva e aprendizagens agroecológicas(Universidade Federal de Viçosa, 2024-06-26) Ferreira, Guilherme Fraissat Mamede; Mourão, Victor Luiz Alves; http://lattes.cnpq.br/8289904475654182Esta pesquisa tem como objetivo geral investigar as práticas de produção de conhecimento que emergem a partir dos mutirões em sistemas agroflorestais. A dissertação está dividida em três estudos interconectados. O primeiro apresenta uma revisão sistemática para investigar princípios e objetivos que direcionam os mutirões agroflorestais. Para análise foram incluídos 73 trabalhos que relataram tais mutirões. O segundo e o terceiro estudo têm como objetivos analisar as dinâmicas presentes nos mutirões e como ocorrem os diálogos de saberes nesses espaços. Para tanto foi feita uma pesquisa-ação em parceria com a Associação Florestalense de Agroecologia (Aflora) em Florestal-MG. Nas pesquisas empíricas utilizou-se os métodos de observação participante em dez mutirões e a dinâmica “rio do tempo”. O segundo artigo utiliza as contribuições teóricas de Paulo Freire para discutir os dados levantados. O terceiro se pauta na teoria dos rituais de interação de Randall Collins. A revisão destacou a finalidade de se construir a partir dos mutirões agroflorestais processos pedagógicos dialógicos, evidenciando a valorização e a busca pela racionalidade ecológica presente no campesinato. Conclui-se que os mutirões, amparados pela práxis agroecológica, desvela uma prática firmada na realidade local impulsionada pelos interesses das pessoas envolvidas. Os mutirões se mostram como um método para a construção e execução participativa de conteúdos programáticos. O trabalho foi o principal mediador e foco de atenção comum, favorecendo o compartilhamento de ideias e sentimentos. Os mutirões observados foram apontados como rituais de interação de sucesso, tanto pela continuidade como pelo fluxo de energia emocional, favorecendo a aprendizagem. A centralidade da pessoa anfitriã em seu próprio contexto de trabalho durantes os mutirões favorece a troca de experiências, auxiliando o rompimento de uma possível “cultura do silêncio” e apoiando a construção do conhecimento de maneira horizontal, evidenciado pela perspectiva dos rituais de status. Palavras-chave: Agroecologia. Trabalho. Campesinato. Paulo Freire. Rituais de interação.Item Programa Uma Terra, Duas Águas (P1+2): a autonomia das mulheres assentadas no Semiárido cearense(Universidade Federal de Viçosa, 2024-06-25) Kroeff, Mara Cibely de Oliveira Silva; Reis, Janderson Damasceno dos; http://lattes.cnpq.br/8227664617116120O peso da lata na cabeça e o longo trajeto em busca da coleta de água afeta muitas mulheres no Semiárido Brasileiro. No Ceará, cujas características se acirram em determinadas épocas do ano (baixos índices pluviométricos, distinto índice de aridez e secas constantes), essas adversidades interferem na atividade agrícola da região e requer medidas específicas, demandando dos governos, políticas públicas de acesso à água de qualidade para o consumo humano e para produção. Algumas dessas ações – o “Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC)” e o “Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2)”, desenvolvidas pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) em parceria com Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), têm como finalidade a implantação de tecnologias sociais diversas visando promover o acesso aos recursos hídricos de forma socialmente sustentável, por meio da captação e armazenamento autônomo de água em locais específicos, além da obtenção de renda, através da melhoria na quantidade e qualidade da produção. Neste sentido, este estudo tem como objetivo de refletir, no contexto do semiárido cearense, como os programas governamentais de acesso hídrico, a exemplo do P1+2, auxiliam na autonomia socioeconômica das mulheres assentadas, a partir das suas experiências produtivas, no “Assentamento Vida Nova – Aragão”, localizado em Miraíma/CE. Para isso, realizou-se um uma breve apresentação do perfil e das histórias de vida das mulheres assentadas atendidas por ambos os programas governamentais, descrevendo como as tecnologias sociais de captação e armazenamento de água se alinham e/ou alteram as perspectivas femininas destas em seus espaços produtivos. Além disso, buscou-se observar se as políticas públicas de implantação dessas TSs, aliadas às demais políticas no campo, atuam como um agente transformador do desenvolvimento sociopolítico dessas mulheres assentadas, efetivando, assim, um avanço em suas qualidades de vida e na sua manutenção no campo. Palavras-chave: recursos hídricos; política pública; gênero; seca; cisterna.Item Cafés diferenciados: os desafios da cadeia agroindustrial do café em Minas Gerais sob a perspectiva dos stakeholders(Universidade Federal de Viçosa, 2024-08-19) Meriqui, Stéfany Amanda; Braga, Gustavo Bastos; http://lattes.cnpq.br/1134129041331492Por muitos anos o Brasil produziu e comercializou cafés sem nenhum tipo de diferenciação e considerados de baixa qualidade. A desregulamentação do mercado no início dos anos de 1990, juntamente ao fim dos acordos internacionais e extinção do Instituto Brasileiro do Café deu início a um novo ciclo para a cafeicultura nacional. Neste mesmo período, ganhou força a preocupação pela sustentabilidade ambiental e social da produção de alimentos, iniciando também um novo padrão de consumo. E é neste contexto que a diferenciação do café se tornou uma estratégia para impulsionar a competitividade e agregar valor à produção. Mas apesar das mudanças, o cafeicultor continuou mal remunerado e à mercê da oscilação constante dos preços do café. Além disso, mesmo com a alta procura por cafés diferenciados, o Brasil ainda exporta majoritariamente café commodity. Com o advento da Terceira Onda do Café, alguns cafeicultores optaram pelo comércio direto, sem atravessadores, aproximando os elos da cadeia e aumentando a experiência para quem está disposto a pagar. Ademais, a origem única do café tem sido apreciada pelos consumidores e os stakeholders se esforçam para o reconhecimento das Indicações Geográficas a fim de aumentar o valor do produto bem como valorizar e proteger a região produtora. O objetivo deste trabalho é compreender qual é a percepção dos stakeholders da cadeia agroindustrial do café das maiores regiões produtoras de Minas Gerais sobre a produção de cafés diferenciados, de modo a identificar os principais desafios para essa produção. Para isto, foi realizada revisão de literatura a fim de analisar as mudanças no cenário da cafeicultura até o surgimento dos cafés diferenciados e quais são as principais tendências para este nicho de mercado. Também foram utilizados dados secundários coletados a partir de entrevistas com os stakeholders da cadeia produtiva do café nas principais regiões produtoras de Minas Gerais. Os desafios identificados neste trabalho foram analisados e o resultado demonstra que a qualidade, crédito, cooperativas, mão de obra e logística necessitam de atenção do poder público, visto que são direcionadores de mudanças na cafeicultura. Palavras-chave: Diferenciação. Café. Cadeia agroindustrial.Item A Pesca artesanal e as políticas públicas pesqueiras em Pernambuco, Brasil(Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-27) Fialho, Micheli Fontes; Ferreira Neto, José Ambrósio; http://lattes.cnpq.br/1406536557510688Desde o final do século XIX, o setor pesqueiro brasileiro tem sido influenciado por políticas públicas, alinhadas sistematicamente a uma abordagem industrial e modernizadora da atividade. Essa priorização da pesca industrial em contraposição à pesca artesanal, atrelada a um conjunto de fragilidades institucionais e programas pouco efetivos, paradoxalmente não desenvolveu o setor industrial como almejado e contribuiu para a perpetuação das vulnerabilidades das comunidades pesqueiras, além da degradação dos recursos naturais. Nesse panorama, a presente pesquisa tem como objetivo analisar as políticas públicas pesqueiras e o seu papel junto às comunidades da pesca artesanal em Pernambuco. Para as análises, recorreu-se a um conjunto de metodologias que buscou compreender o contexto de atuação das políticas públicas que afetam os pescadores do estado, a partir de uma perspectiva que as insere no cenário geral da gestão da atividade pesqueira. O estudo enquadra-se como qualitativo e quantitativo, de caráter exploratório e descritivo, alicerçando-se na pesquisa documental e bibliográfica. Na operacionalização das análises são empregadas técnicas mistas que associam exploração interpretativa dos dados e técnicas quantitativas e estatísticas, especificamente, a bibliometria, o coeficiente de Spearman e a correlação espacial a partir da utilização do I de Moran Global e Local univariado e bivariado. Os resultados mostram, inicialmente, que as pesquisas acadêmicas sobre a pesca artesanal são escassas no que se refere, sobretudo, ao pescador e seus modos de vida e são ainda mais limitadas no que tange à temática das políticas públicas. No que se refere ao conhecimento sobre as comunidades pesqueiras, nota-se a falta de um sistema de informações robusto e inclusivo que possibilite conhecer a sua realidade, de modo a amparar decisões governamentais compatíveis às suas potencialidades, necessidades e desafios. Já em termos de políticas públicas materializadas em ações concretas, verifica-se que, embora tenham aumentado, no decorrer dos anos, o número de iniciativas que reconhecem os pescadores como beneficiários, na prática, não houve uma ampliação proporcional de acesso. Conclui-se, portanto, que não há uma política estruturada e arranjos institucionais adequados às necessidades da pesca artesanal, tampouco que se debruce na valorização dos seus modos de vida, na superação das suas adversidades, na garantia de acesso aos territórios e na preservação dos recursos pesqueiros e naturais. As políticas públicas estaduais e federais são pontuais e descontinuadas ou com limitação de acesso. No caso, das duas principais, o Seguro-Defeso e o Chapéu de Palha, ainda que demonstrem continuidade, maior abrangência, não possuem articulação institucional vertical e horizontal, alinhados a uma proposta estadual e nacional voltadas à gestão sustentável da pesca. Palavras-chave: Pesca artesanal; Políticas públicas; Pernambuco; Brasil; Bibliometria; Correlação; Análise espacialItem Governança e as interações entre diferentes atores sociais em áreas de preservação ambiental: o caso da APA Serra da Neblina em Cataguases, MG(Universidade Federal de Viçosa, 2024-06-28) Silva, Flávia Ventura; Moura, Roseni Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/3626528830740932Esta dissertação investiga a governança em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), com foco na consolidação da APA Serra da Neblina em Cataguases, Minas Gerais. Destaca-se a importância da governança participativa como elemento fundamental para uma gestão eficaz dessas áreas, enfatizando o envolvimento da comunidade, de políticas públicas sensíveis às demandas locais e da distribuição equitativa de recursos. Além disso, aborda-se a relevância do licenciamento ambiental no contexto das APAs, ressaltando a necessidade de critérios rigorosos, transparência nos processos de licenciamento e fiscalização efetiva para garantir a proteção do meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável. Os desafios históricos enfrentados no licenciamento ambiental, especialmente relacionados à atividade mineradora, são discutidos, ressaltando a necessidade de conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. O objetivo deste estudo é analisar as interações entre diferentes atores sociais que influenciam a governança em áreas de preservação ambiental, com foco na APA Serra da Neblina. A pesquisa adota uma abordagem metodológica que permite analisar a estrutura da governança em APAs, os desafios e as oportunidades na consolidação da APA Neblina, bem como aspectos da mineração em áreas sensíveis. A criação da APA Serra da Neblina em 2015 é analisada como resposta aos impactos ambientais causados pela mineração na região, evidenciando a mobilização da comunidade local. No contexto da governança em APAs, destaca-se a importância da participação ativa da sociedade, transparência nas decisões e representatividade adequada para uma gestão participativa bem-sucedida. Os resultados enfatizam a necessidade de medidas urgentes para fortalecer a governança em APAs, incluindo a implementação de políticas públicas, o estabelecimento de parcerias eficazes entre governo, comunidade e instituições, um arranjo institucional capaz de garantir a manutenção da mobilização social e o aprimoramento dos sistemas de licenciamento e monitoramento ambiental. Palavras-chave: governança; mobilização social; área de proteção ambiental.
