História e literatura: um diálogo possível? Germinal, de Émile Zola

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Glaúks - Revista de Letras e Artes

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No atual cenário pandêmico do coronavírus, os governantes têm proferido discursos para expor as medidas sociais e econômicas delineadas para o enfretamento de consequências da doença. Tendo isso em vista, o presente trabalho objetiva analisar os ethé construídos por dois políticos brasileiros – João Doria e Jair Bolsonaro – em discursos oficiais, proferidos no mesmo dia, cujo tema tratado foi a COVID-19. Partimos de hipótese de que os ethé construídos por esses políticos evidenciariam uma divergência de posicionamentos já demarcada por de terminados veículos da imprensa brasileira. Nosso aporte teórico abrangeu os estudos de Charaudeau (2008), segundo o qual os sujeitos, ao interagirem nos diversos atos linguageiros, estabelecem determinadas imagens de si, com base nas imagens que atribuem aos seus destinatários. Valemo-nos também dos estudos sobre o ethos propostos por Amossy (2018), para quem o orador mobiliza imagens de si em seu discurso para autenticar o argumento apresentado. A partir da análise empreendida, foi possível averiguar como o Doria e o Bolsonaro delineiam as imagens de: legitimidade, credibilidade, aproximação, dentre outras. Nossa hipótese de pesquisa foi refutada, posto que evidenciamos uma convergência nos ethé instaurados e, também, nas estratégias discursivas utilizadas.

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ARAUJO, Patrícia Vargas Lopes de. História e literatura: um diálogo possível? Germinal, de Émile Zola. Glaúks - Revista de Letras e Artes, Viçosa, v. 19, n. 2, p. 133-152, jul./dez. 2018.

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