Ciências da Saúde

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    Análise das trajetórias de atividade física e incidência de síndrome metabólica: evidências de uma coorte populacional de egressos de universidades brasileiras (estudo CUME)
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-11-28) Arruda, Renata Corrêa; Alves, Katiusse Rezende; http://lattes.cnpq.br/7522590275960124
    Evidências científicas demonstram que a prática regular de atividade física é um dos principais fatores protetores contra Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, melhorando a sensibilidade à insulina, o perfil lipídico e a composição corporal, contribuindo para a redução do risco cardiometabólico. O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre as trajetórias de atividade física e a incidência de síndrome metabólica. Trata-se de um estudo de coorte prospectivo com 1.138 egressos universitários do Estudo CUME+, acompanhados por seis anos (2016–2022). As trajetórias de atividade física foram identificadas por meio de modelagem de crescimento de classe latente, utilizando um modelo normal censurado, e a associação entre fatores independentes e as trajetórias foi avaliada por modelos de regressão de Cox. Foram identificadas três trajetórias: baixo-baixo (<150 min/semana), com incidência de 5,1%; alto-baixo (300-150) min/semana), com incidência de 6,6%; e alto-alto (>300 min/semana), com incidência de 2,7%. Observou-se redução progressiva no risco de síndrome metabólica com níveis mais elevados e sustentados de atividade física ao longo do tempo. Participantes mais ativos apresentaram maior média de idade (39,5±11,9 anos), maior renda familiar (11,6±8,6 salários mínimos), maior consumo de alimentos in natura (61,3%) e menor consumo de ultraprocessados (22,6%). Em contrapartida, o grupo menos ativo apresentou maior prevalência de hipertrigliceridemia (56,7%). Os resultados indicam que a manutenção de níveis elevados de atividade física ao longo do tempo exerça efeito protetor contra a síndrome metabólica, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à promoção de estilos de vida ativos e saudáveis entre adultos jovens. Palavras-chave: doenças crônicas; síndrome metabólica; estudos de coorte; atividade física; indicadores epidemiológicos
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    Utilização de serviços institucionais de apoio à saúde mental e risco de abandono/desligamento entre estudantes beneficiários da assistência estudantil
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-12-19) Fonseca, Luís Gustavo da Silva; Moreira, Tiago Ricardo; http://lattes.cnpq.br/5312990785592609
    A permanência de estudantes em vulnerabilidade socioeconômica no ensino superior público envolve desafios ligados às desigualdades sociais, às dificuldades acadêmicas e às demandas crescentes por cuidado em saúde mental. Diante desse contexto, este estudo analisa a associação da utilização de serviços institucionais de apoio à saúde mental ao risco de abandono/desligamento entre estudantes beneficiários da assistência estudantil de uma instituição federal de ensino superior. Trata-se de uma coorte retrospectiva, de caráter observacional e analítico, composta por 5.470 estudantes atendidos entre 2012 e 2023. A pesquisa integra dados administrativos de assistência estudantil, atendimentos psicossociais e desempenho acadêmico, definindo o uso de serviços de saúde mental como exposição e a evasão acadêmica (abandono/desligamento) como desfecho. A análise emprega estimadores de sobrevivência de Kaplan-Meier e modelos de riscos proporcionais de Cox, incluindo modelos de fragilidade, permitindo examinar a associação entre características individuais, trajetória acadêmica e participação em serviços psicossociais. Os resultados revelam que o abandono acadêmico apresenta natureza multifatorial, influenciado por características socioeconômicas, raciais, étnicas, desempenho acadêmico e trajetórias formativas. O uso de serviços de apoio à saúde mental mostra efeito protetivo relevante, sobretudo quando ocorre de forma precoce. Observa-se ainda heterogeneidade entre cursos e maior risco de evasão entre estudantes indígenas, em situação de maior vulnerabilidade econômica e com baixo rendimento acadêmico. O estudo apresenta um modelo preditivo, de caráter complementar às análises explicativas, capaz de estimar o risco individual de abandono/desligamento, testado internamente e com potencial aplicação institucional no monitoramento contínuo e no planejamento de ações preventivas. Reconhece limitações relacionadas ao uso de dados administrativos retrospectivos, à ausência de variáveis subjetivas e à baixa adesão aos serviços psicossociais. Ao integrar variáveis de assistência estudantil, saúde mental e desempenho acadêmico, este estudo contribui para o aprimoramento da aplicação institucional da Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), ao fortalecer a tomada de decisão baseada em dados internos. Conclui-se que a permanência de estudantes em vulnerabilidade requer articulação entre apoio financeiro, acompanhamento acadêmico e suporte psicossocial, aliando análises explicativas e preditivas, e reconhecendo o papel da universidade pública como espaço estratégico de cuidado e como componente complementar da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), especialmente na identificação precoce de demandas e na prevenção de agravos em saúde mental. Palavras-chave: Assistência à Saúde Mental; Saúde do Estudante; Política Pública; Vulnerabilidade Social; Evasão Escolar
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    Inteligência artificial no processo ensino-aprendizagem em ciências da saúde: um estudo compreensivo e avaliativo
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-11-18) Soares, Francina Lana; Mendonça, Erica Toledo de; http://lattes.cnpq.br/7862861538886860
    Objetivo: analisar como as ferramentas de Inteligência Artificial são percebidas e utilizadas por docentes e discentes dos cursos de Ciências da Saúde no processo de ensino-aprendizagem. Métodos: trata-se de estudo com uma problemática do tipo mista (quantitativa e qualitativa). O estudo foi desenvolvido em três etapas. Primeiramente, houve a aplicação de questionários online do tipo Likert a 304 discentes dos cursos de Ciências da Saúde de uma instituição pública de ensino superior da Zona da Mata de Minas Gerais, Brasil, compreendendo os cursos de Enfermagem, Educação Física, Medicina e Nutrição, com a coleta de dados realizada entre os meses de abril a maio de 2025. Realizou-se a análise descritiva e inferencial com comparação das respostas entre os diferentes cursos pelo teste de Kruskal Wallis. Em seguida, realizou-se entrevistas individuais com roteiro preestabelecido com 10 docentes dos cursos supramencionados, entre julho e setembro de 2025. Determinou-se a amostragem por conveniência. A análise dos dados seguiu os pressupostos da Análise de Conteúdo, estruturada em três etapas interdependentes e integrada ao uso do software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires (IRaMuTeQ) versão 0.8 alpha 7. Por fim, foram desenvolvidos dois produtos técnicos: um ebook e um podcast. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética sob o parecer nº 7.283.361. Resultados: na etapa quantitativa, 48,4% dos discentes eram da Educação Física; 23,0% da Enfermagem; 15,5% da Medicina e 13,2% da Nutrição. A mediana de idade foi de 22,5 anos. O conhecimento dos discentes sobre as ferramentas de inteligência artificial ainda é incipiente, mas ressalta os benefícios da tecnologia. Os impactos positivos no processo ensino-aprendizagem foram destacados pelos discentes de Enfermagem e Medicina (p=0,028). Quanto à utilização dessas ferramentas, destacaram-se o auxílio na compreensão do conteúdo e esclarecimento de dúvidas, a fim de reduzir erros e tempo, e de facilitar os estudos. A satisfação com a interface das ferramentas foi destacada mais frequentemente pelos discentes de Enfermagem e Medicina (p=0,002). Quanto à legalidade, o receio em utilizar dados provenientes de inteligência artificial foi mencionado em maior frequência pelos discentes de Medicina (p=0,001) e a preocupação com privacidade e segurança dos dados pelos discentes de Enfermagem e Nutrição (p=0,003). Na etapa qualitativa, 30,0% dos docentes eram do curso de Enfermagem, 30,0% da Medicina, 20,0% da Nutrição e 20,0% da Educação Física. A média de idade foi de 41 anos. O corpus registrou 25656 ocorrências e 829 formas ocorreram apenas uma vez, correspondendo a 3,2% do total. Após a lematização, foram identificadas 1747 formas ativas e 126 formas complementares. A Classificação Hierárquica Descendente resultou em cinco classes lexicais, que foram organizadas em três categorias analíticas. Todas as palavras do dendrograma apresentaram nível de significância (p < 0,001). Ebook sobre boas práticas para o uso de inteligência artificial. Podcast sobre contrapontos da IA. Conclusão: as ferramentas de inteligência artificial vêm sendo significativamente utilizadas pelos participantes, mas ainda de forma incipiente. Reconhece-se que as mesmas são importantes mecanismos auxiliares dos discentes e da maioria dos docentes nas atividades educacionais. Palavras-chave: inteligência artificial; ensino; aprendizagem; ciências da saúde; universidade
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    Fatores de risco de dor aguda relacionados aos cuidados de enfermagem: estudo de validação
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-11-24) Marinato, Cleidiane Maciel; Daskaleas, Luciene Muniz Braga; http://lattes.cnpq.br/2921443494044965
    Trata-se de um estudo metodológico desenvolvido para a validação de conteúdo dos fatores de risco do possível diagnóstico de enfermagem “Risco de Dor Aguda”, relacionado aos cuidados de enfermagem em adultos e idosos. A coleta de dados ocorreu entre novembro e dezembro de 2024 e contou com a participação de 54 enfermeiros especialistas, selecionados conforme critérios de expertise clínica, docente e científica na área da dor aguda. Os participantes avaliaram a definição diagnóstica e oito fatores de risco previamente identificados em uma scoping review: manejo de dispositivos invasivos; mobilização e posicionamento do paciente; manejo de feridas; aspiração traqueal; higiene corporal; administração de soluções ou medicamentos; imobilização; e infiltração/extravasamento de soluções, quanto à relevância, clareza e precisão, utilizando escala Likert de cinco pontos. Para análise, aplicou-se o Índice de Validade de Conteúdo, adotando-se ponto de corte 0,80, além de registrar sugestões qualitativas para refinamento semântico. Entre os especialistas, 55,5% apresentavam titulação Máster, demonstrando alto nível de qualificação do painel. A definição inicial apresentou Índice de Validade de Conteúdo de 0,91 (relevância), 0,94 (clareza) e 0,89 (precisão). Após ajustes sugeridos, a definição final validada foi: “Suscetibilidade do indivíduo de vivenciar dor, com duração inferior a três meses, decorrente de cuidados de enfermagem, que pode comprometer a saúde e o bem-estar.” Todos os oito fatores de risco apresentaram Índice de Validade de Conteúdo 0,80, confirmando sua validade de conteúdo. Os achados evidenciam que o diagnóstico proposto apresenta adequação conceitual, consistência teórica e potencial para preencher uma lacuna na taxonomia da NANDA-I, qualificando o raciocínio clínico preventivo e subsidiando a seleção de intervenções de enfermagem baseadas em evidências. Sua adoção poderá favorecer a identificação precoce de pacientes suscetíveis, fortalecer práticas seguras, promover qualidade assistencial e contribuir para o bem-estar do paciente, especialmente diante de cuidados potencialmente dolorosos. Palavras-chave: Dor; Dor Aguda; Enfermagem; Cuidados de Enfermagem; Diagnóstico de Enfermagem; Estudo de Validação
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    Impacto da ventosaterapia sobre a dor crônica nas costas em adultos e idosos: estudo quase-experimental
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-10-23) Rabelo, Valquíria Eveline Rabelo e; Moura, Caroline de Castro; http://lattes.cnpq.br/2132180309973341
    A dor crônica nas costas é uma condição prevalente em adultos e idosos, com repercussões negativas na funcionalidade, qualidade de vida e uso de serviços de saúde. Nesse contexto, as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, como a ventosaterapia, têm se destacado como estratégias promissoras e de baixo custo para o manejo da dor musculoesquelética. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da ventosaterapia seca, nas modalidades fixa e deslizante, sobre a dor crônica nas costas em adultos e idosos. Trata-se de um estudo quase-experimental, do tipo antes e depois, desenvolvido em um centro de reabilitação do Sistema Único de Saúde, com 92 participantes submetidos a cinco sessões semanais de ventosaterapia. As avaliações foram realizadas antes e após a intervenção, contemplando desfechos clínicos, funcionais e bioquímicos. Para análise dos dados foram aplicados os testes de Wilcoxon emparelhado e McNemar, com nível de significância de 5%. Evidenciou-se aumento significativo do limiar de dor à pressão nas regiões cervical e lombar, redução da intensidade da dor e melhora das incapacidades física, funcional e psicossocial relacionadas à dor. Houve ainda melhora do perfil oxidativo, com aumento da atividade das enzimas antioxidantes catalase e superóxido dismutase e da capacidade antioxidante total, além de redução do consumo de medicamentos e da procura por serviços de saúde em decorrência da dor. A ventosaterapia foi bem avaliada pelos participantes, com relatos de satisfação e baixos índices de efeitos adversos. Conclui-se que a ventosaterapia demonstrou impacto positivo no tratamento da dor crônica nas costas, configurando-se como uma intervenção efetiva, segura e aplicável na prática clínica. Palavras-chave: ventosaterapia; dor nas costas; dor crônica; biomarcadores
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    Panorama da sífilis gestacional no Brasil: estudo ecológico
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-21) Milagres, Diana Cupertino; Toledo, Luana Vieira; http://lattes.cnpq.br/9934662931397751
    A sífilis gestacional (SG) é uma doença prevenível e tratável, e, apesar disso, constitui grande desafio para a saúde pública, especialmente pela alta taxa de transmissão vertical e as complicações associadas. Nesse sentido, esse estudo teve por objetivo analisar os aspectos epidemiológicos da SG e os indicadores de assistência ao pré-natal na atenção básica nas diferentes regiões do Brasil. Trata-se de um estudo ecológico, com uso de dados secundários, sobre SG, no período de 2018 a 2022, extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, Sistema de Informação de Nascidos Vivos e Sistema de Informação em Saúde para Atenção Básica. Foram avaliados incidência de SG, características sociodemográficas, clínicas e indicadores da assistência pré-natal nas regiões do Brasil. Foi realizada análise bivariada e estimados os Odds Ratio. Verificou-se que os casos de SG passaram de 21,4 casos por mil nascidos vivos em 2018, para 32,5 casos em 2022. A maior incidência foi entre as mulheres de 15 a 19 anos, residentes no Norte e Sudeste. Houve aumento dos indicadores de qualidade da assistência ao pré-natal, entretanto, mais da metade das gestantes não tiveram acesso ao pré-natal adequado. Os piores indicadores foram registrados no Sudeste. Como produto técnico vinculado à temática, realizou-se o II Seminário Microrregional de Pré-Natal de alto risco: abordagem das pacientes com sífilis, hipertensão e diabetes, tendo participação expressiva dos profissionais da atenção primária, contribuindo para o aperfeiçoamento e capacitação para o atendimento às pacientes com sífilis gestacional. Conclui-se que no período avaliado, houve aumento da incidência de SG entre adolescentes e discreta melhora da qualidade da assistência ao pré-natal, porém de forma heterogênea nas regiões do Brasil, o justifica a fragilidade das políticas públicas no controle de uma doença multifatorial, como a sífilis. Para superar esses desafios, são necessárias ações intersetoriais direcionadas à população mais vulnerável. Palavras-chave: atenção primária à saúde; sífilis; cuidado pré-natal; qualidade da assistência à saúde; vigilância em saúde pública
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    Fatores sociodemográficos e acadêmicos relacionados à saúde mental dos estudantes universitários
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-03-07) Dias, Wilde Arthur Cardoso; Sediyama, Catarina Maria Nogueira de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/1710954202340884
    A saúde mental de universitários tem sido tema de estudos e motivado novos serviços. A Política Nacional de Assistência Estudantil (Lei 14.914/2024) enfatiza a importância da saúde mental como serviço de base comunitária, valorizando a família e uma cultura inclusiva para permanência dos estudantes nas universidades, ainda negligenciado por alguns serviços. Este estudo, de recorte descritivo analítico transversal, investigou fatores relacionados à saúde mental e permanência na universidade de estudantes atendidos em um serviço de saúde mental da Universidade Federal de Viçosa - UFV. Adotada como cenário, a UFV é referência na oferta de assistência estudantil nas modalidades de alimentação, moradia e saúde, contando na saúde mental com profissionais de Psiquiatria, Psicologia e Serviço Social, cujos usuários compuseram a população da pesquisa. Foram extraídos dados secundários de arquivos assistenciais e sistemas de gestão da UFV, que constavam diagnósticos, informações acadêmicas e demográficos dos estudantes de graduação e pós-graduação atendidos no serviço, e em seguida foram utilizados os testes qui-quadrado e análise multivariada para correlacionar dados. Os resultados mostraram alta frequência de diagnósticos e impressões diagnósticas relacionados à transtornos de ansiedade (48,18%), com maior prevalência no sexo feminino (70,48%), sem associação estatística com variáveis acadêmicas e sociofamiliares. Para usuários com sintomas emocionais, depressivos e de humor (12,62%), identificou-se fator de proteção no sexo masculino (OR: 0,45; IC: 0,24-0,79). A probabilidade de problemas de permanência nos cursos foi maior entre os usuários com esses sintomas (OR: 2,28; IC: 1,27-3,98), com reprovações em disciplinas (OR: 3,71; IC: 1,31-11,47), que residiam com os pais (OR: 3,99; IC: 1,5-10,63) ou cônjuge/filhos (OR: 3,0; IC: 1,13 - 7,87) e que possuíam alta ou média vulnerabilidade social (OR:1,91; IC: 1,01-3,59 e OR: 3,29; IC: 1,57 - 6,90). Conclui- se que, entre os usuários da unidade de saúde mental, a permanência desses em seus cursos está mais relacionada a fatores acadêmicos e sociofamiliares do que a diagnósticos de saúde mental, o que sugere enfoque integral e comunitário às políticas de assistência estudantil. Palavras-chave: saúde mental; estudantes universitários; fatores sociais
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    Simulação clínica como metodologia de ensino-aprendizagem no manejo de Lesão por Pressão
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-03-07) Vieira, Jéssica Caroline Louzada; Salgado, Patrícia de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3511913206339961
    Objetivo: O objetivo geral deste trabalho foi avaliar a influência da Simulação Clínica como estratégia educacional no conhecimento de estudantes de graduação em Enfermagem sobre avaliação, prevenção e manejo de Lesões por Pressão. Metodologia: Trata-se de um estudo quase-experimental, não randomizado, realizado em maio de 2023 com estudantes de graduação em Enfermagem. Amostra aleatória simples constituída por 20 estudantes. O estudo foi conduzido em três etapas. 1) pré-teste; 2) aplicação da intervenção (Simulação Clínica); 3) pós-teste. Para o pré e pós-teste utilizou-se um instrumento validado, o Teste de Conhecimento de Lesão por Pressão de Caliri e Pieper. Realizou-se análise descritiva e o teste t de Student de medidas repetidas. Adotou-se um nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: O trabalho gerou dois produtos: um artigo científico e um e-book. Os resultados do artigo apresentaram que a maioria dos participantes eram do sexo feminino (90%) com idades entre 20 e 26 anos. Após a intervenção educativa, os níveis de conhecimento sobre lesões por pressão aumentaram significativamente (p<0,001), com destaque para a melhoria na identificação de estratégias preventivas, como o uso de cremes protetores (de 45% para 85%) e reposicionamento adequado no leito (de 10% para 55%). O e-book intitulado “Confecção de Moulage para a Simulação Clínica” apresenta, de forma resumida, os conceitos básicos da Simulação Clínica e uma ampla seleção de materiais, receitas simples e dicas práticas para reproduzir condições clínicas, caracterizar pacientes simulados, personalizar manequins e criar cenários realistas com precisão. Conclusão: A Simulação Clínica demonstrou ser uma metodologia que influencia positivamente o conhecimento de estudantes de enfermagem sobre lesões por pressão e contribui para o desenvolvimento de competências essenciais e fortalecendo a prática baseada em evidências e o cuidado seguro. O desenvolvimento do e-book como produto técnico reforça a relevância da moulage como recurso acessível e realista, ampliando as possibilidades de capacitação e promovendo impactos sociais positivos ao democratizar o acesso a práticas inovadoras de ensino.Palavras-chave: Enfermagem; Educação em Enfermagem; Treinamento por Simulação; Instrução para Enfermeiros; Lesão por Pressão; Cuidados de Enfermagem.
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    Qualidade de vida e sentidos do viver de idosos urbanos e rurais: uma abordagem na perspectiva de Viktor Frankl
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-03-06) Silva, Isabela Suelen Pereira da; Ferreira, Débora Carvalho; http://lattes.cnpq.br/3469219750241667
    Introdução: A qualidade de vida na velhice abrange aspectos físicos, psicológicos, sociais e ambientais, que são fundamentais para alcançar o envelhecimento saudável. A pesquisa parte do pressuposto de que, entender essas relações, é possível identificar fatores que influenciam o viver, o adoecer e manter-se saudável dos idosos em diferentes ambientes. A partir disso, adota-se a teoria de Viktor Frankl, centrada na busca do sentido da vida, para compreender a vivência desses indivíduos. Objetivo(s): Compreender as relações entre qualidade de vida do idoso no contexto rural e urbano sobre a perspectiva da teoria de Viktor Frankl. Métodos: Estudo descritivo, exploratório, de natureza qualitativa realizado no primeiro semestre de 2024 no município de Coimbra situado na Zona da Mata, região Sudeste de Minas Gerais. O estudo foi desenvolvido junto aos idosos cadastrados nas Unidades de Saúde da Família (USF) do município na faixa etária de 75 a 80 anos de idade. Os dados foram coletados por meio de uma entrevista gravada através de um roteiro semiestruturado sobre a percepção da qualidade de vida no decorrer do envelhecimento. Para a obtenção dos dados foi utilizado a técnica de análise de conteúdo proposto por Bardin (1997) e analisados à luz da logoterapia de Viktor Emil Frankl, buscando compreender o sentido atribuído pelos idosos à sua experiencia de vida. Resultados: Da análise emergiram cinco categorias centrais: “Qualidade de vida em idosos: bem-estar e a construção de um sentido para viver; “Funcionalidade e autonomia: o sentido de agir com liberdade”; “Sentidos do envelhecimento: entre a consciência do tempo e conquistas não realizadas”; “Uso de medicamentos, condições de saúde e a percepção de sentido na vida dos idosos; “Necessidades e aspirações dos idosos: O desejo como sentido”. Observou-se associação entre, saúde, qualidade de vida, autonomia, funcionalidade e relações familiares e sociais. Conclusão: À luz da teoria de Viktor Frankl, a qualidade de vida na velhice vai além da ausência de doenças, envolvendo vivência de propósito e significado. A perda de habilidades exige ressignificação da identidade, mas também proporciona adaptação e bem-estar. No estudo, não houve diferenças significativas entre idosos urbanos e rurais. No meio rural, a conexão com a natureza e as atividades reforçam o senso de pertencimento, apesar das dificuldades de acesso a serviços. No urbano, a maior oferta de recursos nem sempre garante satisfação, especialmente com fragilidade nas redes de apoio. Para promover a qualidade de vida na velhice, é essencial considerar não apenas o local, mas a trajetória de vida. A ampliação das redes de suporte, o fortalecimento da saúde e a criação de espaços que valorizem a voz dos idosos são fundamentais para que o fluxo de suas vidas continue com plenitude e significado. Palavras-chave: idosos; envelhecimento; qualidade de vida; saúde; viktor frankl; bem-estar; sentido da vida
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    O grupo terapêutico como instrumento de cuidado para a saúde mental dos trabalhadores da atenção primária à saúde no contexto da pandemia da covid-19
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-03-07) Sousa, Helesângela Silva Melo; Henriques, Bruno David; http://lattes.cnpq.br/7937022294534539
    Este estudo buscou entender o grupo terapêutico como instrumento de cuidado para a promoção da saúde mental de trabalhadores da Atenção Primária à saúde que atuaram no atendimento a casos de COVID-19, considerando os impactos da pandemia e as diretrizes da Resolução 7.303/2020 da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. A compreensão ocorreu por meio do trabalho realizado pela Equipe Complementar em Saúde Mental (ECSM) no Município de Muriaé/MG, entre maio e dezembro de 2022, utilizando o grupo terapêutico como instrumento. Esses espaços foram utilizados como estratégia solidária para a promoção da saúde mental. Trata-se de um estudo qualitativo, realizado por meio da coleta de dados de 78 questionários semiestruturados aplicados aos profissionais de saúde de 18 Unidades Básicas de Saúde, entre junho e setembro de 2024. Na análise dos dados, utilizou-se Análise de Conteúdo, apoiada pelo Software Iramuteq. Os resultados evidenciaram que os participantes se sentiram beneficiados com a estratégia terapêutica e que as políticas públicas podem impactar positivamente o cuidado em saúde mental dos profissionais de saúde. Palavras-chave: saúde mental; atenção primária à Saúde; COVID-19; trabalhadores da saúde; Grupo terapêutico