Explicação irônica em A via crucis do corpo, de Clarice Lispector

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Revista de Ciências Humanas

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A obra A via crucis do corpo (1974) foi destacada como obra que contrasta com os demais livros da escritora Clarice Lispector por conter textos escritos sob encomenda e abordar temas como sexo por meio de uma linguagem direta, por vezes, chocante. Para muitos críticos, o tom menor de suas narrativas é reconhecido pela própria escritora no primeiro texto da obra intitulado “Explicação”, pois nele se lê a seguinte justificativa: “Mas há hora para tudo. Há também a hora do lixo”. O presente trabalho detém-se neste texto propondo discutir seu lugar entre a ficção e a não-ficção.
The book A via crucis do corpo (1974) was highlighted as a work that contrasts with the other books by the writer Clarice Lispector because it contains texts on demand and discusses topics such as sex in a direct language, sometimes shocking. For many critics, the lower tone of its stories is recognized by the writer herself in the first text of the work, entitled “Explicação”, because the following statement can be read in it: “Mas há hora para tudo. Há também a hora do lixo”. This work focuses on this first text proposing to discuss its place between fiction and nonfiction.

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