Aprender inglês na escola pública: Uma questão de identidade, investimento e comunidades imaginadas

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Revista de Ciências Humanas

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Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa realizada com estudantes e uma professora de inglês do ensino fundamental, em uma escola pública mineira. Os estudantes revelam suas representações de identidade e diferença e acreditam que aprender inglês implica não só um investimento no futuro, mas também na própria identidade como usuários da língua e como participantes de diferentes comunidades imaginadas: sala de aula que focalize o desenvolvimento da habilidade oral, os Estados Unidos e o mundo globalizado. Além disso, os estudantes da 4a série revelam expectativas elevadas quanto ao início dos estudos em língua estrangeira no ano seguinte e acreditam que irão aprender a falar a língua. Os alunos da 5a série demonstram grande motivação com as aulas porque consideram que estão aprendendo a falar inglês. Por outro lado, a maioria dos estudantes da 8a série se mostra desmotivada devido a uma desarmonia entre a comunidade imaginada, sala de aula como espaço de prática oral, e a metodologia usada pela professora que enfatiza um ensino instrumental, volta- do para a leitura e compreensão de textos. Os instrumentos usados para a coleta de dados foram dois questioná- rios, entrevistas, anotações de campo e gravações em áudio. O referencial teórico utilizado para analisar os resultados foram estudos sobre (a) identidade (Hall, 2003 e Silva, 2000), (b) motivação e investimento (Crookes, G. & Schmidt, 1991; Gardner & Lambert, 1972 e Norton Pierce, 1995) e (c) co- munidades imaginadas (Kanno & Norton, 2003; Murphey, Jin & Li-Chi, 2004; Pavlenko & Norton, 2005 e Norton, 2000).

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