Biofuel plant species and the contribution of genetic improvement
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Crop Breeding and Applied Biotechnology
Abstract
The paper analyses the puzzle of the food-energy-environmental security interaction, to which biofuels are part of the solution. It presents and discusses the contribution of genetic improvement to biofuels, with regard to the production of raw materials (oil and ethanol-producing plant species) and designs perspectives, opportunities, risks and challenges, with a special focus on the Brazilian scene. Bioethanol is a consolidated biofuel owing largely to the sugarcane breeding programs. These programs released 111 sugarcane cultivars and were responsible for a 20.8 % gain in productivity of bioethanol (in m3 ha-1) between 2000 and 2009. The program of Brazilian biodiesel production, initiated in 2005, had an annual growth rate of 10 % and the country is already the world's fourth largest producer. However, the contribution of breeding to biodiesel production is still modest, due to the lack of specific improvement programs for oil.
O artigo analisa o quebra-cabeças que se tornou a interação segurança alimentar x energética x ambiental, e os biocombustíveis são parte da solução. Apresenta e discute a contribuição do melhoramento genético para os biocombustíveis, com referência a produção de matérias-primas (espécies alcooleiras e oleaginosas) e projeta perspectivas, oportunidades, riscos e desafios, com ênfase no cenário brasileiro. O bioetanol é um biocombustível consolidado graças, em grande medida, ao programas de melhoramento da cana. Esses programas foram responsáveis pelo lançamento de 111 cultivares de cana e por um ganho de 20.8 % na produtividade de bioetanol (em m3 ha-1), no período 2000-2009. O programa brasileiro de produção de biodiesel, lançado em 2005, teve crescimento anual acentuado de 10 % e o País já é o quarto maior produtor mundial. Todavia, a contribuição do melhoramento para produção de biodiesel é ainda modesta, em razão da escassez de programas de melhoramento específicos para óleo.
O artigo analisa o quebra-cabeças que se tornou a interação segurança alimentar x energética x ambiental, e os biocombustíveis são parte da solução. Apresenta e discute a contribuição do melhoramento genético para os biocombustíveis, com referência a produção de matérias-primas (espécies alcooleiras e oleaginosas) e projeta perspectivas, oportunidades, riscos e desafios, com ênfase no cenário brasileiro. O bioetanol é um biocombustível consolidado graças, em grande medida, ao programas de melhoramento da cana. Esses programas foram responsáveis pelo lançamento de 111 cultivares de cana e por um ganho de 20.8 % na produtividade de bioetanol (em m3 ha-1), no período 2000-2009. O programa brasileiro de produção de biodiesel, lançado em 2005, teve crescimento anual acentuado de 10 % e o País já é o quarto maior produtor mundial. Todavia, a contribuição do melhoramento para produção de biodiesel é ainda modesta, em razão da escassez de programas de melhoramento específicos para óleo.
