Ethanol stress responses of Kluyveromyces marxianus CCT 7735 revealed by proteomics and metabolomics analyses
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Universidade Federal de Viçosa
Abstract
Non-Saccharomyces yeasts, such as Kluyveromyces marxianus, have called
attention as promising strains for bioethanol production. K. marxianus displays
desirable physiological characteristics for bioethanol production, such as capacity
to assimilate pentoses and disaccharides beyond sucrose – present in the agro-
industrial and forest residues – and thermotolerance. However, K. marxianus,
contrary to Saccharomyces cerevisiae, is not tolerant to high ethanol
concentrations. Moreover, its physiological responses to ethanol are not well
elucidated; therefore, characterizing its physiological responses under ethanol
stress is pivotal to apply this knowledge into metabolic engineering approaches to
construct strains tolerant to ethanol. Thus, the aim of this work was to determine
the ethanol responses of K. marxianus CCT 7735 subjected to 1 and 4 h of ethanol
stress through both protein and metabolic profiles. It was observed that at 1 h of
stress, although glycolytic enzymes and alcohol dehydrogenases were more
abundant lactose and ethanol are not consumed by the yeast. On the other hand, at
4 h the abundance of proteins involved in carbon pathways and protein translation
was reduced. In addition, there was an increase in the abundance of proteins and
metabolites related to the response to oxidative and osmotic stresses, as well as to
heat shock proteins. Interestingly, at 1 h of exposure to ethanol, plasma membrane
ATPase was highly abundant, likely to counteract the proton motive force
dissipation, which is related to the influx of protons due to increased permeability
caused by ethanol. However, at 1 and 4 h of stress, respectively, the level of the
metabolites trehalose, ergosterol and some amino acids reduced. Therefore, the
results obtained in this study provide important information to improve the
understanding of the ethanol responses displayed by K. marxianus.
No contexto de produção de bioetanol, leveduras não-Saccharomyces, como Kluyveromyces marxianus, vêm recebendo atenção especial. K. marxianus apresenta características fisiológicas desejáveis para a produção desse biocombustível, tais como capacidade de assimilar pentoses e dissacarídeos além da sacarose – presentes nos resíduos agroindustriais e florestais – e termotolerância. Entretanto, K. marxianus não tolera altas concentrações deste álcool, ao contrário da levedura convencional Saccharomyces cerevisiae. Além disso, as respostas fisiológicas dessas leveduras ao etanol não são bem elucidadas; portanto, faz-se necessário caracterizá-las, tendo como perspectiva a aplicação deste conhecimento em estratégias de engenharia metabólica para a obtenção de linhagens tolerantes a este álcool. Assim, este trabalho teve como objetivo determinar, via perfis proteico e metabólico, as respostas apresentadas por K. marxianus CCT 7735 ao etanol por 1 e 4 horas. Foi observado em 1 h de estresse que, embora as enzimas da via glicolítica e álcool desidrogenases sejam mais abundantes, lactose e etanol não são consumidos pela levedura. Por outro lado, em 4 h a abundância de proteínas envolvidas nas vias de consumo de carbono e no processo de tradução reduziu. Além disso, houve aumento na abundância de proteínas e metabólitos relacionados com respostas aos estresses oxidativo e osmótico, bem como de proteínas de choque térmico. Curiosamente, em 1 h de exposição ao etanol, a abundância da ATPase de membrana plasmática aumentou, o que possivelmente ocorreu como uma resposta adaptativa a fim de evitar a dissipação da força próton-motiva que está associada ao aumento da permeabilidade causada pelo etanol. No entanto, em 1 e 4 h de estresse, respectivamente, o nível dos metabólitos trealose, ergosterol e de alguns aminoácidos diminuiu. Portanto, os resultados obtidos neste estudo forneceram informações relevantes para auxiliar o entendimento das respostas apresentadas por K. marxianus, ao estresse por etanol.
No contexto de produção de bioetanol, leveduras não-Saccharomyces, como Kluyveromyces marxianus, vêm recebendo atenção especial. K. marxianus apresenta características fisiológicas desejáveis para a produção desse biocombustível, tais como capacidade de assimilar pentoses e dissacarídeos além da sacarose – presentes nos resíduos agroindustriais e florestais – e termotolerância. Entretanto, K. marxianus não tolera altas concentrações deste álcool, ao contrário da levedura convencional Saccharomyces cerevisiae. Além disso, as respostas fisiológicas dessas leveduras ao etanol não são bem elucidadas; portanto, faz-se necessário caracterizá-las, tendo como perspectiva a aplicação deste conhecimento em estratégias de engenharia metabólica para a obtenção de linhagens tolerantes a este álcool. Assim, este trabalho teve como objetivo determinar, via perfis proteico e metabólico, as respostas apresentadas por K. marxianus CCT 7735 ao etanol por 1 e 4 horas. Foi observado em 1 h de estresse que, embora as enzimas da via glicolítica e álcool desidrogenases sejam mais abundantes, lactose e etanol não são consumidos pela levedura. Por outro lado, em 4 h a abundância de proteínas envolvidas nas vias de consumo de carbono e no processo de tradução reduziu. Além disso, houve aumento na abundância de proteínas e metabólitos relacionados com respostas aos estresses oxidativo e osmótico, bem como de proteínas de choque térmico. Curiosamente, em 1 h de exposição ao etanol, a abundância da ATPase de membrana plasmática aumentou, o que possivelmente ocorreu como uma resposta adaptativa a fim de evitar a dissipação da força próton-motiva que está associada ao aumento da permeabilidade causada pelo etanol. No entanto, em 1 e 4 h de estresse, respectivamente, o nível dos metabólitos trealose, ergosterol e de alguns aminoácidos diminuiu. Portanto, os resultados obtidos neste estudo forneceram informações relevantes para auxiliar o entendimento das respostas apresentadas por K. marxianus, ao estresse por etanol.
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Citation
ALVIM, Mariana Caroline Tocantins. Ethanol stress responses of Kluyveromyces marxianus CCT 7735 revealed by proteomics and metabolomics analyses.2017. 59 f.Tese (Doutorado em Microbiologia Agrícola) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2017.
