The land is no mother: an ecofeminist reading of the dystopian novel Gold Fame Citrus by Claire Vaye Watkins

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Universidade Federal de Viçosa

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Contemporary dystopian literature written by women often criticizes broad social, political and environmental concerns while also focusing attention on gender issues. In the dystopian novel Gold Fame Citrus (2015), American award-winning author Claire Vaye Watkins provokes reflections about women’s place in the Anthropocene, narrating the trajectory of a protagonist amidst the environmentally devastated state of California in the United States. My research investigates how the protagonist Luz Dunn from Gold Fame Citrus constitutes her subjectivity in the climate crisis. For our theoretical and methodological approach, we draw on concepts especially from ecofeminism, but also from dystopian studies, gender studies, feminist literary criticism and ecocriticism. Firstly, I argue that the association between woman and nature plays an active role in the protagonist’s constitution of subjectivity. In addition, I demonstrate that this connection is underlined by the androcentric logic, which endorses the domination and exploitation of both women and nature. However, I discuss how Watkins’ writing challenges the traditional representations of the landscape, such as pastoral, wilderness and desert, and helps destabilize dualized and gendered conceptions of nature. Moreover, I explore how motherhood, both as an experience and institution, help shape the protagonist’s subjectivity and show the importance of care in a decaying world. Finally, I interpret Luz Dunn’s open-ended destiny as an ambiguous confrontation to the androcentric front, as she oscillates between alienation and resistance. Thus, Watkins’ dystopia can be seen as a warning against the implications of the ideologies that reinforce the oppression of women, nature and others, calling attention to the need of rethinking not only our human relationships, but also the relationships between humans and non-humans. Keywords: contemporary literatures in English; dystopias; ecocriticism; ecofeminism; women’s writing.
A literatura distópica contemporânea escrita por mulheres frequentemente critica amplas questões sociais, políticas e ambientais, ao mesmo tempo que concentra a atenção em questões de gênero. No romance distópico Gold Fame Citrus (2015), a premiada autora americana Claire Vaye Watkins provoca reflexões sobre o lugar da mulher no Antropoceno, narrando a trajetória de uma protagonista em meio ao ambientalmente devastado estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Minha pesquisa investiga como a protagonista Luz Dunn, de Gold Fame Citrus, constitui sua subjetividade na crise climática. Para nossa abordagem teórica e metodológica, recorremos a conceitos principalmente do ecofeminismo, mas também dos estudos distópicos, estudos de gênero, crítica literária feminista e ecocrítica. Em primeiro lugar, argumento que a associação entre mulher e natureza desempenha um papel ativo na constituição da subjetividade da protagonista. Além disso, demonstro que essa conexão é reforçada pela lógica androcêntrica, que endossa a dominação e a exploração tanto das mulheres quanto da natureza. Contudo, discuto como a escrita de Watkins desafia as representações tradicionais da paisagem, como o pastoral, a natureza selvagem e o deserto, bem como ajuda a desestabilizar concepções dualistas e generificadas da natureza. Além disso, exploro como a maternidade, tanto como experiência quanto como instituição, ajuda a moldar a subjetividade da protagonista e demonstra a importância do cuidado em um mundo em decadência. Por fim, interpreto o destino aberto de Luz Dunn como um confronto ambíguo contra a frente androcêntrica, à medida que ela oscila entre alienação e resistência. Assim, a distopia de Watkins pode ser vista como um alerta contra as implicações das ideologias que reforçam a opressão das mulheres, da natureza e de outros grupos, chamando a atenção para a necessidade de repensar não apenas nossas relações humanas, mas também as relações entre humanos e não humanos. Palavras-chave: distopias; ecocrítica; ecofeminismo; escrita de autora feminina; literaturas contemporâneas em língua inglesa.

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LOPES, Kelma Aparecida Saraiva. The land is no mother: an ecofeminist reading of the dystopian novel Gold Fame Citrus by Claire Vaye Watkins. 2026. 94 f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2026.

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