Biologia Celular e Estrutural

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    Do bioativo natural ao modelo avançado: explorando óleos essenciais e culturas 3D para novas terapias anticâncer
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-10-28) Silva, Franciele Filardi Cimino; Santos, Anésia Aparecida dos; http://lattes.cnpq.br/6281093070169925
    O tratamento do câncer enfrenta o duplo desafio de encontrar agentes terapêuticos seletivos e desenvolver modelos pré-clínicos fidedignos para predizer a resposta clínica. Esta tese abordou ambos os desafios através de três eixos de pesquisa. O primeiro investigou o potencial de produtos naturais, revelando um perfil de atividade distinto para cada óleo essencial (OE) testado: enquanto o OE de canela (rico em fenilpropanoides) destacou-se pela alta atividade citotóxica, o OE de camomila (rico em sesquiterpenos) e o OE de noz-moscada (rico em monoterpenos) exibiram notável seletividade, respectivamente, contra células de hepatocarcinoma (IS > 77) e células de câncer de mama (IS > 13). O segundo eixo se propôs a superar as limitações metodológicas encontradas nos modelos celulares bidimensionais (2D) por meio da padronização de um modelo de esferoide celular tridimensional (3D) cultivado em substrato de rigidez controlada. O modelo 3D foi crucial para revelar que o provável mecanismo antitumoral dos OEs é a desestabilização da arquitetura do agregado via quebra da adesão célula-célula, e não apenas a citotoxicidade direta. Finalmente, o último eixo da pesquisa foi o desenvolvimento de uma plataforma ex vivo de explantes tumorais vascularizados para o adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC), que permitiu diferenciar mecanismos de resistência a quimioterápicos, como a fuga proliferativa, validando seu potencial como ferramenta preditiva para a medicina de precisão. Em conjunto, este trabalho avança desde a prospecção de agentes bioativos até a criação de modelos preditivos complexos, contribuindo com novas ferramentas para a oncologia translacional. Palavras-chave: câncer; óleos essenciais; cultura de células 3D
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    Alterações no intestino médio de larvas de mosquitos Toxorhynchites violaceus e Lutzia bigoti após ingestão de Aedes aegypti
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-07-31) Cruz, João Paulo Pimentel de Oliveira; Martins, Gustavo Ferreira; http://lattes.cnpq.br/4316851995625190
    Mosquitos (Diptera: Culicidae) são vetores de patógenos para humanos e vertebrados de importância veterinária. Larvas predadoras dos gêneros Toxorhynchites e Lutzia alimentam-se de formas imaturas de invertebrados, incluindo mosquitos, oferecendo uma oportunidade única para estudar adaptações digestivas. Neste estudo, analisamos e comparamos a morfologia do intestino médio (IM) de Toxorhynchites violaceus e Lutzia bigoti após a ingestão de larvas de Aedes aegypti, bem como o tempo de retenção do bolo alimentar. Larvas do quarto ínstar de T. violaceus e L. bigoti foram mantidas em jejum por 24 horas e, posteriormente, alimentadas individualmente com larvas de A. aegypti, sendo fornecido uma presa por predador. Os indivíduos foram dissecados em diferentes tempos pós-ingestão (uma, três, cinco, 16 e 24 horas), com um grupo controle em zero horas. O IM foi examinado por microscopia eletrônica de varredura e óptica, utilizando colorações, marcações e impregnações específicas para evidenciar proteínas, lipídios e núcleos. O IM de ambas as espécies apresenta a organização tubular típica dos culicídeos, composto por cecos gástricos (CG), porção anterior e posterior. Os CG de T. violaceus são alongados e cilíndricos, com lúmen escuro e grânulos pigmentados, enquanto os de L. bigoti são digitiformes, com projeções celulares e fibras musculares. A cárdia de T. violaceus é mais desenvolvida, sugerindo maior capacidade de regulação do bolo alimentar e produção de matriz peritrófica. O epitélio do IM anterior em T. violaceus varia de cúbico a colunar, com acúmulo de gotículas lipídicas, principalmente entre uma e 16 horas pós-ingestão. Em L. bigoti, o epitélio é pavimentoso ou cúbico, com gotículas lipídicas discretas apenas após uma hora. A retenção alimentar foi mais prolongada em T. violaceus, com núcleos celulares da presa detectados até uma hora, enquanto em L. bigoti não foram observados núcleos em nenhum tempo. No IM posterior, L. bigoti apresenta uma dilatação mais acentuada, mas em ambas as espécies o epitélio é colunar com borda em escova espessa. A digestão do bolo alimentar induz alterações estruturais no IM, revelando estratégias digestivas e adaptações fisiológicas distintas entre T. violaceus e L. bigoti. Palavras-chave: Aedes aegypti; Toxorhynchites; Lutzia; ceco gástrico; intestino médio
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    Cutaneous toxicity of the advanced glycation end products precursor methylglyoxal and the protective role of Commiphora leptophloeos extracts in an ex vivo skin model
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-08-06) Massardi, Caroline Tomaz; Gonçalves, Reggiani Vilela; http://lattes.cnpq.br/8540663622747686
    The skin represents the body’s first barrier against the external environment and is therefore constantly exposed to potentially harmful agents such as pollution, ultraviolet radiation, microorganisms, and even physical damage (Woodby et al., 2020). Maintaining skin homeostasis is essential to support the overall homeostasis of the organism (Dehkordi et al., 2019). This organ, the largest in the human body, is composed of two principal layers: the epidermis (outer) and the dermis (inner). The epidermis can be further subdivided into five strata, arranged from the innermost to the outermost: basal layer, spinous layer, granular layer, lucid layer (present only in thick skin), and corneal layer. The epidermal cells are predominantly epithelial cells, or keratinocytes, except in the outermost layer, where they are referred to as corneocytes. This stratification reflects the progressive differentiation of keratinocytes until they reach the stratum corneum. The basal layer is characterized by intense mitotic activity, giving rise to new keratinocytes. The granular layer contains keratinocytes rich in keratohyalin granules, which are essential for maintaining the structural integrity, resilience, and hydration of the skin. The stratum corneum, composed of corneocytes, is distinguished by the absence of nuclei and organelles, consisting instead of keratin-rich cells. The dermis is composed of connective tissue and contains nerve endings and blood vessels that provide nutrition and oxygen to the overlying epithelial cells. It also harbors skin appendages, including glands and follicles (Junqueira & Carneiro, 2022). It is now well established that inflammation and oxidative stress are interdependent processes, mutually reinforcing each other. Reactive species generated by oxidative stress trigger inflammatory responses, while inflammatory mediators can exacerbate oxidative stress. This feedback loop is referred to as oxi-inflammation (Farris et al., 2022; Valacchi et al., 2018). Oxi- inflammation promotes the formation of Advanced Glycation End-products (AGEs) (Sruthi & Raghu, 2021). AGEs are molecules generated through non-enzymatic reactions in which glucose reacts with proteins, lipids, or nucleic acids—a process known as glycation (Singh, 2001). Glycation is harmful because it occurs spontaneously and uncontrollably, altering the structure of biomolecules and leading to multiple cellular impairments, including protein dysfunction, apoptosis, cellular senescence, mitochondrial disturbances, inflammation, and oxidative stress (Ansari & Dash, 2012). Among the compounds capable of inducing oxidative stress and inflammatory processes, methylglyoxal (MGO) is of particular importance (Desai et al., 2010). MGO is an endogenous aldehyde present in all mammals, produced as a byproduct of glucose metabolism (Thornalley, 1996). Under physiological conditions, MGO is detoxified by the glyoxalase system, an enzymatic pathway responsible for its clearance. However, when cellular homeostasis is disrupted and this pathway becomes impaired, MGO can accumulate (Polykretis et al., 2020). The danger lies in its high reactivity, as MGO readily interacts with proteins, lipids, and nucleic acids, acting as a precursor of AGEs (Lo et al., 1994; Rabbani & Thornalley, 2008). For this reason, MGO is frequently employed in laboratory models to induce cellular stress. For example, in order to evaluate the efficacy of antioxidant compounds, it is first necessary to induce oxidative stress in cells or tissues. Once stressed, the application of candidate compounds allows the assessment of their potential antioxidant and anti- inflammatory effects. In recent years, the search for natural compounds capable of modulating inflammation and oxidative stress has gained increasing attention. One such plant used in Brazilian folk medicine is Commiphora leptophloeos, commonly known as Imburana. This species is endemic to the Caatinga biome in northeastern Brazil (De Melo Alcântara et al., 2023). Extracts prepared from its leaves and bark can be tested for biological activity in models of inflamed or stressed tissues (Dantas- Medeiros et al., 2021). To reduce or replace the use of animal models or direct human subjects in clinical testing, ex vivo approaches have emerged as valuable alternatives. These involve the study of tissues removed from the body and maintained under controlled laboratory conditions while preserving much of their original physiological properties (Neil et al., 2022). In this study, ex vivo experiments were conducted using skin explants obtained from patients undergoing elective plastic surgery in Viçosa. The objective of this dissertation was twofold: first, to investigate the effects of methylglyoxal on skin tissue and establish a working concentration for laboratory use; second, to employ this concentration as a stress- inducing agent in order to evaluate the anti-inflammatory and antioxidant properties of Imburana leaf and bark extracts in an ex vivo skin model. Accordingly, the dissertation is divided into two chapters corresponding to separate articles. The first presents the experiments and results regarding methylglyoxal as a stress-inducing agent, while the second reports the effects of Imburana extracts on inflamed and stressed skin tissue using the concentration established in the first study. The articles are presented in different formats due to the publication requirements of the journals to which they were submitted. Keywords: oxiinflammation; skin; ex vivo; methylglyoxal; Commiphora leptophloeos
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    Oxinflammation affects transdifferentiation to myofibroblasts, and Trichilia silvatica extract controls the oxinflammatory response: a preclinical analysis
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-04-28) Silveira, Leonardo Lopes; Gonçalves, Reggiani Vilela; http://lattes.cnpq.br/0263515987419662
    Controlling oxidative stress and inflammation (OxInflammation) is a major challenge during the tissue repair process, this may be due to a lack of understanding of the main mechanisms involved in this process or the absence of therapies that promote effective control of key molecules in tissue recovery. Added to this is the presence of chronic diseases that can further impair tissue repair, including diabetes mellitus. Thus, it is increasingly necessary to search for treatments that can control the OxInflammation process. Therefore, understanding these mechanisms is essential to develop effective therapeutic approaches for the treatment of various pathologies. In order to fill these gaps in knowledge, we produced three studies. The first aimed to understand the potential for modulation of inflammation and oxidative stress of plants such as Trichilia silvatica C.DC. In the second, the objective was to understand how the OxInflammation process can influence the transdifferentiation of fibroblasts into myofibroblasts and thus compromise the skin repair process. In the third, the aim was to verify the phytochemical characterization of T. silvatica extracts and how exposure to plant extracts of T. silvatica can control the oxinflammation process in macrophage cell cultures and thus control the harmful effects of oxidative stress and inflammation on cells. The systematic review followed the PRISMA guidelines, and searches were performed on Medline (PubMed), Scopus and Web of Science platforms. The included studies were limited to those that used diabetic murine models with excisional wounds. Bias analysis and methodological quality assessments were performed using the SYRCLE tool. The results confirm that oxinflammation generated by diabetes impairs the transformation of fibroblasts into myofibroblasts by affecting the expression of several growth factors, most notably transforming growth factor beta (TGF-ß) e o NOD-like receptor family, pyrin domain containing 3 (NLRP3). OxInflammation in diabetes also compromises pathways such as SMAD, c- Jun N-terminal kinase, protein kinase C and caspase activation pathways, nuclear factor kappa beta, leading to cell death. In the second study (experimental study), it was observed that hydroalcoholic extracts of the leaf and stem of the plant T. silvatica promoted an increase in free radical scavenging (DPPH and FRAP analysis); above 50%, both of the leaf and the stem. In addition, exposure to the extract of T. silvatica increased cell viability and proliferation, in addition to protecting cells from oxidative stress caused by exposure to H2O2. Concentrations of 100 µg/ml and 250 µg/ml of the extracts increased catalase (CAT) activity, however reduced superoxide dismutase (SOD) activity and nitric oxide concentration. The leaf and stem extracts at concentrations of 100 µg/ml and 250 µg/ml reduced the expression of pro-inflammatory cytokines NFk-ß, TNF-a and COX-2, while the concentration of 250 µg/ml of leaf and 100 µg/ml of stem were able to increase the expression of IL-10 and H1F1 (anti-inflammatory). These results show that the T. silvatica extract revealed the presence of terpenes/steroids, coumarins, condensed tannins and phenolic acids, including chlorogenic and caffeic acids, in addition to having the potential to regulate the inflammatory response and oxidative stress in macrophages. These findings show that this therapy may represent a promising treatment to control the OxInflammation process and thus accelerate the healing process of various diseases. Keywords: Meliaceae; inflammation; oxidative stress; healing; diabetes mellitus; antioxidant; activity.
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    Estudo citogenômico de DNA satélites em abelhas das tribos Meliponini e Bombini: uma perspectiva evolutiva
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-03-28) Vignati, Zulemara Boldrini Manhago; Lopes, Denilce Meneses; http://lattes.cnpq.br/3184532181898289
    A heterocromatina é rica em sequências repetitivas, como DNA satélite (satDNA) e elementos transponíveis. As novas ferramentas de bioinformática têm auxiliado na identificação dessas sequências, permitindo um estudo mais detalhado de suas características. Aliando ferramentas da bioinformática, como o RepeatExplorer2, às técnicas de citogenética molecular, como a Hibridização in situ Fluorescente (FISH), avaliamos espécies das tribos Meliponini e Bombini com o objetivo de ampliar o entendimento sobre o papel e a evolução dessas sequências nesses grupos. Estudos recentes com Meliponini mostraram que a heterocromatina é constituída por uma família de satDNA que predomina sobre os outros satélites. Devido a isso, as análises de citogenética molecular foram feitas utilizando o satDNA mais abundante como referência. No Capítulo I, realizamos uma análise citogenômica de Frieseomelitta varia e avaliamos o compartilhamento do satDNA mais abundante dessa espécie com outras do mesmo gênero e de 13 gêneros adicionais de Meliponini. Nosso objetivo foi caracterizar o satelitoma de F. varia e verificar se seu satDNA mais abundante é compartilhado com outras abelhas. Constatamos que o satDNA FvraSat01-306 é o mais abundante no genoma de F. varia e está presente em 10 das 17 espécies analisadas, localizando-se principalmente na região centromérica. No Capítulo II, sequenciamos e analisamos o genoma de quatro espécies do gênero Partamona para caracterizar seus satelitomas e compreender como o satDNA mais abundante está distribuído nos cromossomos. Também investigamos sua participação na constituição dos cromossomos B de P. helleri em diferentes populações, buscando contribuir para o entendimento da origem e composição desses cromossomos, bem como para esclarecer as relações filogenéticas do grupo. Verificamos que, qualitativamente, os genomas das espécies de Partamona são semelhantes, mas quantitativamente, espécies do clado A apresentam menor teor de satDNA em comparação às do clado B. Além disso, nossas análises mostraram que o satDNA PartamonaSat01-316 ocupa principalmente as regiões de heterocromatina centromérica e pericentromérica, sendo o principal constituinte dos cromossomos B observados em algumas populações. No Capítulo III, analisamos o satelitoma de seis espécies do gênero Bombus, com o objetivo de caracterizá-lo e verificar se a biblioteca dessas espécies de Bombus segue os padrões observados em Meliponini. Nossos resultados mostraram que o satelitoma das espécies de Bombus contém 100 famílias de satDNAs, sendo a maioria compartilhada entre as seis espécies. A maioria desses satDNAs possui mais de 50% de AT, sendo os maiores percentuais de AT observados entre os não compartilhados. Em geral, o satelitoma é composto predominantemente por uma família de satDNA e a variação na biblioteca de uma espécie se dá mais em termos quantitativos do que qualitativos uma vez que a maioria dos satDNA são compartilhados. Palavras-chave: Genoma; DNA repetitivo; RepeatExplorer; Citogenética
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    Potencial anti-tumoral de óxidos de terras raras: citotoxicidade e migração celular
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-27) Cunha Júnior, Arlindo Sérgio; Santos, Anésia Aparecida dos; http://lattes.cnpq.br/8826522348169417
    O câncer é um grupo de doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado de células com potencial de invasão e metástase. Estima-se que, globalmente, o número de novos casos de câncer em 2050 aumentará 77% em relação aos 20 milhões estimados em 2022, com crescimento mais acentuado nos países de baixo e médio Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Diante disso, é fundamental que tratamentos mais eficazes sejam desenvolvidos. Entre os fatores que podem diminuir a eficácia quimioterápica estão a resistência a múltiplas drogas (MDR), presente em cerca de 90% dos pacientes, a baixa seletividade e a ineficiente biodistribuição. Tendo isso em vista, este trabalho avaliou a atividade citotóxica de óxidos de terras raras - óxido de itérbio (Yb2O3), óxido de neodímio (Nd2O3), óxido de érbio (Er2O3) e óxido de európio (Eu2O3) - por meio de ensaio de MTT em linhagens humanas tumorais e linhagens normais de macaco (BGM e Vero), foram determinados os percentuais de morte celular após 48 h de tratamento, as concentrações inibitórias de 50% das células (IC50) e os índices de seletividade (IS). Os óxidos testados induziram morte celular com valores de IS semelhantes aos de quimioterápicos já em uso, como doxorrubicina e cisplatina, IS ˜ 1. Destacam-se os resultados preliminares determinados para Nd2O3 na linhagem de câncer de mama , IS = 1,88, e para Yb2O3 em linhagens de câncer colorretal, SW480: IS = 1,11; HT-29: IS = 1,64. Já Er2O3 e Eu2O3 demonstraram maior seletividade para HT-29, IS de 1,52 e 1,66, respectivamente. Ademais, Yb2O3 e Nd2O3 demonstraram inibição expressiva da migração celular em SW480. Assim, os resultados indicam o potencial desses óxidos de terras raras para o desenvolvimento de formulações inéditas com maior seletividade e aplicabilidade terapêutica. Palavras-chave: câncer; terras raras; citotoxicidade
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    Interação patógeno-abelha-pesticida: a supressão de apoptose pelo patógeno Nosema ceranae no intestino médio suceptibiliza o hospedeiro Apis mellifera (Hymenoptera: Apidae) na ação tóxica e histopatológica do inseticida ciantraniliprole
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-13) Resende, Matheus Tudor Cândido Santos de; Serrão, José Eduardo; http://lattes.cnpq.br/4090350475235225
    As populações de abelhas estão ameaçadas por estressores como pesticidas, redução de diversidade de recursos e patógenos. Alguns estressores podem atuar fragilizando as abelhas a ação de outros estressores. Dentre os inseticidas, ciantraniliprole atua em canais de cálcio ligantes de rianodina das células musculares, causando a morte do inseto. O microsporídeo Nosema ceranae é patógeno da abelha Apis mellifera responsável pela nosemose, sendo parasita intracelular do epitélio do intestino médio, causando danos à s células, com capacidade de reduzir a morte celular por apoptose, um mecanismo de defesa contra patógenos intracelulares. A redução de apoptose por N. ceranae pode inviabilizar um dos mecanismos fisiológicos pelos quais as abelhas contrapõem a ação de pesticidas. O objetivo foi testar a hipótese da supressão da apoptose do epitélio do intestino médio das abelhas por N. ceranae como mecanismo causal responsável pela fragilização das abelhas a ação do inseticida ciantraniliprole. Especificamente foram avaliadas supressão da apoptose e danos histopatológicos no intestino médio de operárias de A. mellifera. Abelhas infectadas por N. ceranae tiveram sobrevivência reduzida após a exposição a apenas uma das concentrações subletais testadas de ciantraniliprole. Abelhas infectadas e expostas à concentração subletal deletéria de ciatraniliprole apresentaram menor ativação da via apoptótica na porção anterior do intestino médio que abelhas apenas expostas ao inseticida e maior ativação da via na porção posterior que abelhas apenas apenas infectadas. As porções medial e posterior do intestino médio de abelhas infectadas e expostas ao inseticida em concentração subletal deletéria apresentaram menor ativação da via apoptótica que abelhas apenas expostas ao inseticida. Esses resultados evidenciam que o padrão diferencial de colonização do epitélio intestinal pelo patógeno influencia a capacidade de redução de apoptose e o processo de interação do hospedeiro com o pesticida, onde em regiões de maior colonização o epitélio é incapaz de mitigar, com impactos histopatológicos, comprometendo a fisiologia do órgão. Além disso, a associação deletéria entre patógeno-pesticida é concentração- dependente. As implicações histopatológicas do trabalho indicam tanto que as porções do intestino médio precisam ser consideradas quanto que alguns parâmetros histopatológicos como a vacuolização citoplasmática são responsivas ao efeito de ambos os estressores associados, enquanto a fragmentação celular não. O índice de lesão se mostrou uma métrica eficiente para avaliar o estresse do órgão, porém seu significado é dependente da interpretação de cada um dos parâmetros utilizados em seu cálculo. Em conclusão , N. ceranae tem potencial de fragilizar as abelhas a ação do ciantraniliprole, tornando esse patógeno de abelhas chave em contextos de múltiplos estressores nos quais as abelhas podem se encontrar inseridas . Palavras-chave: Microsporídio; Intestino médio; Caspase-3; Histopatologia; Associação patógeno-pesticida.
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    Atividade protetora do eugenol contra toxicidade hepática e reprodutiva induzida por mercúrio em ratos Wistar machos
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-25) Lopes, Izabela da Silva; Neves, Mariana Machado; http://lattes.cnpq.br/2505962412696582
    O mercúrio é um metal tóxico amplamente encontrado na natureza nas formas inorgânica, orgânica e elementar. Este metal pode causar sérios danos à órgãos vitais, como o fígado, e também, ao aparelho reprodutor masculino. Entre os mecanismos envolvidos nos efeitos nocivos causados pelo mercúrio, o estresse oxidativo destaca-se como um dos principais. O mercúrio causa aumento da geração de espécies reativas de oxigênio e interfere na atividade de diferentes enzimas antioxidantes. Compostos que apresentam propriedades antioxidantes, como o eugenol, interagem rapidamente com espécies reativas de oxigênio, protegendo estruturas celulares contra danos oxidativos. Neste contexto, considerando os impactos que o mercúrio provoca na saúde humana, principalmente através de mecanismos oxidativos, estudos experimentais tornam-se cruciais para investigação da atividade protetora de agentes antioxidantes como o eugenol, em um contexto de toxicidade induzida por mercúrio. Por isso, o presente estudo objetivou avaliar o efeito da exposição ao eugenol e mercúrio, separadamente e simultaneamente, sobre parâmetros hepáticos, uma vez que o fígado é um órgão central na desintoxicação do organismo, e reprodutivos, considerando o aparelho reprodutor masculino como um alvo crítico da toxicidade do mercúrio. Quarenta ratos Wistar machos (~100 dias de idade), foram divididos aleatoriamente em quatro grupos experimentais (n=10/grupo): controle, eugenol, mercúrio e eugenol + mercúrio. Os ratos receberam por gavagem, respectivamente, 0,5 mL de Tween-20 a 2% (veículo), 0,5 mL de eugenol, concentração de 10 mg Kg-1, 0,5 mL de mercúrio (Cloreto de mercúrio - HgCl2), na concentração de 0,6 mg Kg-1, e os dois compostos (mesmo volume) nas suas respectivas concentrações. A exposição aos dois compostos ocorreu respeitando um intervalo de 30 minutos entre a ingestão de 0,5 mL de eugenol e de 0,5 mL de mercúrio (CEUA nº 06/2024). Após o período experimental de 30 dias (exposição subaguda), os fígados, testículos e epidídimos foram coletados e análises bioquímicas, histológicas e enzimáticas foram realizadas, além de determinar a proporção de mercúrio e outros microelementos no fígado dos animais. Ainda, amostras de espermatozoides foram também coletadas para avaliar viabilidade, motilidade e morfologia. Os dados foram analisados pela análise de variância (ANOVA) unidirecional, seguida do teste post hoc de Tukey e as diferenças foram consideradas significativas quando p < 0,05. Os resultados mostram que o eugenol foi capaz de reduzir o acúmulo do mercúrio no fígado e reduzir significativamente as concentrações de marcadores de estresse oxidativo, como malondialdeído e óxido nítrico, elevados pela ação deste metal. Histologicamente, ratos expostos ao mercúrio exibiram lesões hepáticas em maior número e diversidade, como hemorragia, enquanto aqueles expostos ao eugenol apresentaram aspectos histológicos mais preservados. No aparelho reprodutor masculino, a exposição ao mercúrio reduziu a atividade das enzimas antioxidantes, como a superóxido dismutase e aumentou as concentrações de óxido nítrico. Ainda, a ingestão do metal afetou parâmetros espermáticos, causando diminuição da motilidade. A exposição ao eugenol mitigou os danos oxidativos e preservou a integridade histológica dos órgãos. Além disso, o eugenol melhorou a motilidade espermática, neutralizando os danos induzidos pelo mercúrio. Essas descobertas sugerem que o eugenol é um agente eficaz na proteção contra toxicidade hepática e reprodutiva induzida por mercúrio, enfatizando sua relevância para o desenvolvimento de estratégias de proteção contra poluentes ambientais. Palavras-chave: Hepatócito; Testículo; Histologia; Estresse oxidativo; Espermatozoides
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    Expressão heteróloga de uma glicoproteína ativa em Leishmania tarentolae
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-14) Passos, Ginnie Rangel; Fietto, Juliana Lopes Rangel; http://lattes.cnpq.br/1700115318753606
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    Morfologia neural em operárias de formigas: conexões entre morfologia cerebral e especialização comportamental
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-26) Raimundo, Ana Paula Pereira; Serrão, José Eduardo; http://lattes.cnpq.br/2513218296712351
    O cérebro de insetos é um mosaico de sub-regiões, envolvidas em diferentes funções, que vão desde o processamento de informações sensoriais e de ordem superior à coordenação do comportamento. As sub-regiões do cérebro variam em tamanho e complexidade nos diferentes taxa de insetos. Fatores ambientais, dieta ou comportamentos sociais podem ter implicações independentes no cérebro e no tamanho de seus compartimentos. As categorias de estilo de vida, têm um efeito importante na função cerebral, determinando os recursos e informações de que os cérebros precisam e têm acesso para produzir comportamentos adaptativos. As espécies de formigas caracterizadas por padrões excepcionais de castas e subcastas fornecem modelos importantes para examinar as relações de morfologia, estrutura do cérebro e especialização comportamental em associação com a divisão do trabalho e elementos relacionados a complexidade social. O tamanho do cérebro de operárias de formigas pode variar conforme os desafios ecológicos e se refletir em diferenças na percepção sensorial, processamento de ordem superior e/ou demandas motoras necessárias para o desenvolvimento de tarefas. Estudos intraespecíficos podem fornecer valiosas informações sobre a flexibilidade dos traços cerebrais e os interespecíficos e podem identificar variações morfológicas selecionadas através da evolução. Assim, torna-se importante analisar a morfologia das regiões cerebrais de operárias de formigas levando em consideração o tamanho e conexões das neurópilas, associando estes dados aos hábitos de vida de cada espécies. Palavras-chave: Formigas; Cérebro; Morfologia