Agroecologia

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    Margaridão como substituto do capim elefante BRS Japiaçu na produção de silagem sem ou com adição de concentrado
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-05-29) Silva, Marcelo Mauad; Lana, Rogério de Paula; http://lattes.cnpq.br/6704451062456761
    Foi objetivo do presente trabalho, avaliar a qualidade de silagens de margaridão (Tithonia diversifolia) em substituição ao capim elefante como alimento volumoso, sem e com adição de concentrado (silagem mistas de volumosos e silagens de dietas completas, respectivamente). Foram feitas silagens mistas contendo 0; 33,3; 66,7; 100% de margaridão em substituição ao capim elefante BRS Capiaçu, sem e com adição de concentrado, com 8 tratamentos (fatorial 4*2) e 3 repetições, totalizando 24 unidades experimentais, em delineamento inteiramente casualizado. As dietas completas foram formuladas para vacas produzindo 10 L/dia. Foram analisados a composição bromatológica das silagens, perdas na ensilagem e recuperação da matéria seca e de seus constituintes. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias de tratamentos comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de significância. Houve efeito linear de nível crescente de margaridão sobre os teores de fibra em detergente neutro (FDN), carboidratos não fibrosos (CNF) e proteína bruta (PB) nas silagens (P<0,05), de forma decrescente, crescente e crescente, respectivamente. Não houve efeito de nível crescente de margaridão sobre os teores de matéria seca (MS), extrato etéreo (EE) e cinzas nas silagens (CZ) (P>0,05), bem como sobre as perdas na ensilagem e recuperação da MS e dos demais constituintes da silagem, exceto no caso da recuperação dos CNF, onde houve aumento linear crescente (P<0,05). A presença de concentrado aumentou os teores de MS, CNF e PB e reduziu os teores de FDN e CZ (P<0,01) e diminuiu as perdas por efluentes e as perdas totais (P<0,01). Entretanto, não alterou o teor de EE das silagens, as perdas gasosas e a recuperação de componentes químicos da silagem (P>0,05). Embora a inclusão de margaridão tenha aumentado o teor de proteína bruta, os níveis alcançados não foram tão elevados quanto esperado. A presença de concentrado, por sua vez, melhorou a composição bromatológica das silagens e reduziu as perdas de efluentes. A interação entre os níveis crescentes de margaridão e a adição de concentrado destacou que o concentrado reduziu as perdas de efluente somente no tratamento com 0% de margaridão, e também aumentou o teor de proteína bruta da silagem, mas de forma pouco efetiva.Palavras-chave: Margaridão ; silagem mista
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    Manejo de plantas de cobertura sobre a qualidade do solo e o desenvolvimento de cafeeiro arábica nas Matas de Minas
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-03-17) Soares, Maciel Carlos; Fernandes, Raphael Bragança Alves; http://lattes.cnpq.br/1075696349399465
    O Brasil é o maior produtor de café do mundo, com destaque especial para Minas Gerais que é o estado de maior produção nacional. Um dos desafios da cultura é o manejo das plantas espontâneas nas entrelinhas do cafeeiro, que quando realizado de forma incorreta, pode potencializar impactos negativos nos atributos físicos, químicos e biológicos do solo, resultando ainda em preocupantes taxas de erosão. Dentre os benefícios esperados do manejo das plantas de cobertura, destacam-se: aporte de serrapilheira, estímulo a microbiota do solo, aumento da matéria orgânica do solo, ciclagem de nutrientes e controle da erosão. Neste cenário, este estudo tem por objetivo geral avaliar os efeitos de diferentes plantas de cobertura na qualidade do solo em sistema agrícola regenerativo implantado com a cultura do cafeeiro sob regime familiar nas Matas de Minas. Os objetivos específicos incluem: i) avaliar o grau de contribuição das diferentes plantas de cobertura para a melhoria do sistema de produção; ii) estudar a decomposição e disponibilidade dos nutrientes das diferentes plantas de cobertura para o cafeeiro; e iii) analisar o custo de controle de cada planta de cobertura baseado no seu respectivo manejo. Para isto, um experimento foi instalado em uma propriedade cafeeira familiar no município de Coimbra-MG, em delineamento em faixas, composto por quatro tratamentos com diferentes manejos das plantas de cobertura nas entrelinhas do cafezal: manejo com herbicida glifosate (HER), utilização de plantas espontâneas como plantas de cobertura (ESP), uso de Urochloa ruzzienzes (BRA), e uso de mix cafeeiro comercial composto por gramíneas e leguminosas (MIX), com cinco blocos dispostos ao longo da declividade. Foram avaliados fatores de desenvolvimento do cafeeiro como diâmetro do caule (DC), altura de plantas (AP), número de nós no ramo ortotrópico (NO), nos ramos plagiotrópicos (NP) e o comprimento dos ramos plagiotrópicos (CP) no início do experimento e 12 meses após sua instalação. No solo, para as profundidades de 0-5 cm, 5-10 cm e 10-20 cm, nas linhas e entrelinhas, foram avaliadas a química do solo (pH, P, K, Ca, Mg, Al e CTCe), carbono total (CT), nitrogênio total (NT) e aspectos físicos, densidade do solo (Ds), densidade de partículas (Dp), macro e microporosidade (Ma e Mi), porosidade total (PT), argila dispersa em água (ADA), condutividade hidráulica em meio saturado (CH). A resistência mecânica á penetração, bem como a umidade e temperatura do solo foram avaliadas em quatro períodos distintos, caracterizando o período chuvosos e seco no início do experimento e após 12 meses. Os custos de cada manejo foram coletados de acordo com as operações realizadas. Os dados foram analisados no software SPEED Stat, considerando a significância de p<0,10. A adoção de plantas de cobertura na cafeicultura de montanha demonstrou impactos relevantes na fertilidade do solo, ciclagem de nutrientes e custos de manejo. Não foram observadas alterações significativas no crescimento dos cafeeiros nem nos atributos químicos do solo, indicando que mudanças nesses parâmetros podem exigir um período mais prolongado de avaliação. A presença da braquiária e do consórcio de plantas (mix) promoveu maior acúmulo de potássio no solo, evidenciando o papel dessas coberturas na mobilização desse nutriente. O mix de plantas também apresentou melhores valores de pH e capacidade de troca catiônica (CTC), destacando seu potencial na melhoria do condicionamento químico do solo. Entretanto, tanto o mix quanto a braquiária apresentaram os maiores custos de manejo, devido à necessidade de investimento inicial em sementes e fertilizantes. Por outro lado, os menores custos foram associados ao uso de herbicidas e à manutenção das plantas espontâneas, o que ressalta o potencial dessas espécies espontâneas na cobertura do solo. Esse resultado também aponta para a necessidade de avaliar o uso do herbicida em conjunto com outros aspectos do manejo de cobertura, considerando a sustentab Palavras-chave: Coffea arábica L.; plantas de cobertura; Urochloa ruziziensis; leguminosa; cafeicultura
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    Produtividade e qualidade nutricional de capim elefante BRS capiaçu em resposta a doses de adubação com esterco bovino e silagem em substituição à cana de açúcar com ou sem adição de concentrado
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-26) Albuquerque, Hiuri Negreiros de; Lana, Rogério de Paula; http://lattes.cnpq.br/5344861968530338
    Esta dissertação foi desenvolvida em dois experimentos. Experimento 1: O objetivo foi avaliar a produtividade e a qualidade nutricional do capim-elefante cv. BRS Capiaçu (Cenchrus purpureus (Schumach.) Morrone) em resposta a doses de adubação com esterco bovino. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com cinco tratamentos (doses de esterco bovino: 0, 10, 15, 20 e 30 t ha-1) e três repetições, totalizando 15 parcelas experimentais. Após 140 dias da aplicação dos tratamentos, foram coletados dados agronômicos e nutricionais das plantas: número de perfilhos ha-1, altura de plantas (m), diâmetro do colmo (mm), comprimento de folhas (m), largura de folhas (mm), biomassa verde (t ha-1), biomassa seca (t ha-1), matéria seca (%), proteína bruta (%), cinzas (%), extrato etéreo (%), fibra em detergente neutro (%) e carboidratos não fibrosos (%). Os dados foram submetidos à análise de variância e regressão, e as médias com efeitos significativos foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significância. Os valores máximos para altura da planta, biomassa verde e biomassa seca foram observados com a aplicação de 30 t ha-1 de esterco bovino, enquanto o comprimento máximo das folhas foi obtido com 24 t ha-1. A adubação não obteve efeito significativo na qualidade nutricional da forragem. Com base nesses resultados, recomenda-se a aplicação de 30 t ha-1 de esterco bovino para maximizar o rendimento agronômico do capim-elefante cv. BRS Capiaçu. Experimento 2: O objetivo foi avaliar a composição química, as perdas de nutrientes e a recuperação da matéria seca e de seus constituintes de silagens mistas contendo 0%, 33,3%, 66,7% e 100% de capim-elefante cv. BRS Capiaçu (Cenchrus purpureus (Schumach.) Morrone) em substituição à cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.), com ou sem adição de concentrado. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial (4 × 2), totalizando oito tratamentos fatoriais, com três repetições. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e análise de regressão, com as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significância. A substituição progressiva da cana-de-açúcar pelo capim-elefante BRS Capiaçu resultou em aumento no teor de MS (%), cinzas (%) e recuperação da MS, além de reduzir significativamente as perdas por efluentes, perdas gasosas e perdas totais (P < 0,05). A adição de concentrado contribuiu para o aumento dos teores de MS e proteína bruta, melhoria na recuperação da MS e redução nas perdas de efluentes e perdas totais das silagens (P < 0,05). Verificou-se também interação significativa entre os níveis de substituição da cana-de-açúcar e a adição de concentrado para a variável perda por efluente (P < 0,05). Em ambas as condições, com e sem concentrado, a inclusão crescente de capim-elefante reduziu as perdas por efluentes, sendo esse efeito mais expressivo na ausência de concentrado. Dentro de cada nível de inclusão, a adição de concentrado reduziu significativamente as perdas por efluente até o nível de 33% de substituição da cana-de-açúcar pelo capim-elefante. Os resultados demonstram que a substituição da cana-de-açúcar por capim-elefante, especialmente com inclusão de concentrado, melhora a qualidade nutricional e reduz perdas durante a ensilagem. Palavras-chave: aditivos; adubação orgânica; Cenchrus purpureus; composição bromatológica; Saccharum officinarum; silagem
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    Feiras como circuitos curtos de comercialização: um olhar sobre experiências na Zona da Mata Mineira
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-19) Freitas, Isabela Fredes de; Costa, Bianca Aparecida Lima; http://lattes.cnpq.br/1399234593165145
    O foco principal da pesquisa é analisar circuitos curtos de comercialização da Zona da Mata Mineira com intuito de compreender os processos organizativos destas experiências, a caracterização socioeconômica e produtiva dos(as) agricultores familiares(as) e a participação das mulheres nestas iniciativas. As feiras estudadas são denominadas livres, agroecológicas, orgânicas, da agricultura familiar e da economia solidária e acontecem, semanalmente, nos municípios de Divino, Espera Feliz, Juiz de Fora, Muriaé, Paula Cândido e Viçosa, no território de abrangência do Polo Agroecológico de Produção Orgânica (Lei estadual N° 23.207 de 27 de dezembro de 2018). Os procedimentos metodológicos adotados na pesquisa foram a aplicação de questionários estruturados com feirantes e entrevistas semiestruturadas com lideranças das seis experiências. Entre os principais resultados, foram identificados os distintos processos sociais que conformam e organizam um circuito curto de comercialização. Os arranjos institucionais presentes nessas localidades contribuem para construir os princípios de cada iniciativa. Constatou-se uma diversidade expressiva de produtos, assim como a presença marcante da produção de base agroecológica nas feiras. Foram identificados os 13 diferentes principais canais de comercialização para o escoamento da produção e sete distintas formas de precificação adotadas pelas(os) agricultoras(es). As mulheres representam 60,3% das pessoas que compõem as seis feiras analisadas. Elas estão em todos os espaços de trabalho na unidade familiar e produtiva sem ou com a presença dos homens seja no plantio, no roçado, na adubação, na colheita ou guardando sementes. Por outro lado, são as responsáveis majoritariamente pelos trabalhos de cuidado com a casa, crianças, doentes e idosos. Também se verificou o acesso limitado das mulheres às políticas públicas e processos formativos. O estudo sugere que é necessário o fortalecimento destes espaços, principalmente em relação à assistência técnica e extensão rural de base agroecológica, bem como pelo incentivo do poder público ao acesso democrático de alimentos locais. Palavras-chave: organização coletiva de espaços de comercialização; Diversidade produtiva; Produção Agroecológica ; Economia Feminista; Protagonismo das mulheres agricultoras
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    Composto de resíduo orgânico urbano e inoculação micorrízica no crescimento e nutrição da alface (Lactuca sativa L.) orgânica
    (Universidade Federal de Viçosa, 2024-11-29) Rodrigues, Ana Flávia Oliveira; Watthier, Maristela; http://lattes.cnpq.br/3269004948876019
    A compostagem de resíduos orgânicos urbano reduz os impactos negativos desse material no meio ambiente e o composto gerado pode ser utilizado na produção de alface. O objetivo do estudo foi avaliar a eficiência de doses de composto de resíduos orgânicos urbano e da inoculação de fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) no crescimento, desenvolvimento, nutrição e acúmulo de metais pesados em alface (Lactuca sativa L.), cultivada em solo de alta fertilidade, em sistema em transição para produção orgânica. Foram realizados dois experimentos de campo em paralelo, um com micorriza (FMA+) e o outro sem micorriza (FMA?), em delineamento de blocos casualizados (DBC) e esquema de parcelas subdivididas, tendo nas parcelas as doses de composto (0, 50, 100, 150 ou 200% da dose recomendada) e nas subparcelas as épocas de coleta de plantas (10, 18, 24, 35, 43 e 53 dias após o transplante (DAT)), com quatro repetições. O composto foi incorporado ao solo e o inóculo de FMAs aplicado nas covas antes do transplantio das mudas alface roxa (cv. Gabriela). Foram avaliados a taxa de colonização micorrízica (TAXCOL), a massa fresca (MF) e seca (MS) da parte aérea (PA) e radicular (R), área foliar (AFOL), número de folhas (NFOL), produtividade (PROD), teor de metais pesados (Cr, Cd, Pb e Ni), teor e acúmulo de macronutrientes nas folhas (N, P, K, Ca e Mg), acúmulo de Na e índice SPAD. A taxa média de inoculação micorrízica nas raízes das alfaces foi de 3,55 % no FMA? e 16,00 % no FMA+. Nos dois experimentos, as variáveis de crescimento vegetal não foram afetadas pelas diferentes doses de composto orgânico, apenas pelo tempo de coleta, sendo maiores no FMA? comparado ao FMA+, com destaque para 315,52 e 238,29 g planta?1 de MFPA, e 12,98 e 10,70 g planta?1 de MSPA respectivamente. A produtividade obtida foi de 35,84 no FMA? e 27,08 t ha?1 no FMA+. Os teores de metais pesados nas folhas foram abaixo do limite estabelecido pela legislação brasileira. As plantas não apresentaram sintomas de deficiência nutricional e os acúmulos de macronutrientes foram maiores no FMA? do que no FMA+ na última coleta. O índice SPAD médio foi de 41,93. A aplicação de composto orgânico em solos de alta fertilidade e teores médios de matéria orgânica, não apresenta riscos à saúde humana devido ao baixo acúmulo de metais pesados e pode ser dispensada, por não afetar significativamente os parâmetros de crescimento e desenvolvimento. Porém, sua aplicação pode favorecer o sistema produtivo ao longo do tempo, uma vez que ele pode gerar benefícios físicos, químicos e biológicos, que justificam a sua utilização. Com relação a inoculação de FMAs em solos de elevada fertilidade e associado ao composto de resíduo orgânico urbano, não é recomendada ao agricultor pois promove menor crescimento, produtividade e nutrição da alface, além de elevar o acúmulo de Na nas folhas. Palavras-chave: compostagem; fungo micorrízico arbuscular; macronutrientes; metais pesados; parasita
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    Aeração de bioinsumos para uso na cultura do feijoeiro
    (Universidade Federal de Viçosa, 2024-11-28) Vidal, Leandro Viana; Fernandes, Raphael Braganca Alves; http://lattes.cnpq.br/6547172726953491
    Os bioinsumos podem ser grandes aliados na produção vegetal em bases mais sustentáveis e contribuir para a redução da dependência brasileira de fertilizantes importados. A busca pelo aumento da eficiência desses bioinsumos é uma demanda atual, e o uso de técnicas como a aeração pode auxiliar neste processo, uma vez que se espera que possa aumentar a atividade biológica desses produtos. Neste contexto, o presente estudo objetivou avaliar o efeito da aeração artificial dos biofertilizantes Microrganismos Eficientes (EMs) e Supermagro na produção e absorção de nutrientes de plantas de feijoeiro. Um experimento de casa de vegetação foi realizado no qual foram avaliadas duas condições de aeração (aerado e não aerado) juntamente com cinco doses dos bioinsumos (0, 5, 10, 20, e 40 mL/planta) aplicados na concentração de 5% (v/v). As plantas de feijoeiro foram cultivadas por 32 dias e, ao final deste período, as plantas foram colhidas e avaliadas quanto a massa seca de parte aérea e raízes, bem como obtido após digestão da parte aérea os conteúdos acumulados dos macronutrientes N, P, K, Ca e Mg. Os resultados obtidos indicaram que a aeração desfavoreceu a microbiota total presente no EM e no Supermagro, mas favoreceu os solubilizadores de fosfato. A aeração também não proporcionou os benefícios esperados para a produção e absorção de nutrientes no feijoeiro. Em contrapartida, quando não aerados, os bioinsumos avaliados podem aumentar a biomassa da parte aérea da planta, mas em doses maiores de EM e menores de Supermagro. A absorção e acúmulo de macronutrientes no feijoeiro foram também obtidas com doses mais elevadas de EM para N e P, e de doses menores de Supermagro para P, Ca e Mg. Mais pesquisas são recomendadas para avaliar a eficácia de diferentes doses e formas de aplicação desses bioinsumos, especialmente em solos de menor fertilidade. Palavras-chave: phaseolus vulgaris L.; biofertilizantes; supermagro; microrganismos eficientes; agroecologia
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    Agrobiodiversidade e (in)segurança alimentar em quintais produtivos em uma comunidade quilombola da Zona da Mata (MG)
    (Universidade Federal de Viçosa, 2023-02-23) Nunes, Maya da Silva; Priore, Silvia Eloiza; http://lattes.cnpq.br/7062906728810336
    A situação de Insegurança Alimentar em comunidades quilombolas no Brasil têm sido recorrente nos trabalhos científicos realizados nesses territórios. Como contribuintes de segurança alimentar dos(as) atores(as) envolvidos(as), os estudos apontaram a Biodiversidade, presente nos Biomas naturais e a agrobiodiversidade, praticada em quintais produtivos, como meio de acesso e disponibilidade de alimentos. Nesse sentido, o estudo conta com uma análise sistemática para verificar as contribuições da Biodiversidade para Segurança Alimentar em comunidades quilombolas do Brasil, além da pesquisa em uma comunidade quilombola da Zona da Mata Mineira, em atendimento ao objetivo principal de avaliar a agrobiodiversidade local e a situação de (in) segurança alimentar nos quintais produtivos, dessa comunidade. A metodologia utilizada consistiu em abordagem quali-quantitativa, observação participante, entrevistas semiestruturadas, caderno de campo e fotografias das plantas. A identificação dos nomes populares das plantas foi feita pelos (as) representantes dos quintais e auxílio da literatura especializada para nome científico das espécies. Para diagnóstico de (in) Segurança Alimentar, utilizou- se a Escala Brasileira de Insegurança alimentar (EBIA) em conjunto com o levantamento de dados socioeconômicos e demográficos. O programa estatístico PAST foi utilizado para as análises do Qui-quadrado e Mann Whitney. Como resultados: Tratando-se da Agrobiodiversidade, dentre os 17 quintais produtivos avaliados, um total de 134 espécies vegetais de uso alimentício foram citadas, diversificadas em: frutas, hortaliças, raízes e tubérculos, especiarias, leguminosas, miscelâneas, cereal e nozes. 34 plantas de uso medicinal, quatro espécies de animais de criação para consumo ou venda (coelho, porco, galinhas e pato). A produção para autoconsumo aconteceu em todos os quintais produtivos. A representatividade dos quintais para seus (as) representantes perpassa o viés produtivista e de mercado e enlaça significados como: memórias afetivas, ancestralidade, lugar de sossego, redes de reciprocidade etc. Os quintais tiveram em sua maioria, mulheres (65%) e idosos (59%) como representantes. Constatou-se que 53% (n=9) das famílias estavam em Segurança Alimentar e 47% (n=8) em Insegurança Alimentar. Nos quais, 35% (n=6) estão em situação de Insegurança Leve e dois (12%) em Insegurança Alimentar Moderada. Houve associação entre a renda per capita e a situação de (in) Segurança Alimentar (p=0,002). As variáveis diversidade agrícola (p=0,001), número de alimentos (p=0,04), leguminosas (p=0,01) e miscelâneas (p=0,0007) foram maiores no grupo de seguros. Recomenda-se a implementação de políticas públicas que valorizam e incentivam a rica agrobiodiversidade local e que promovam medidas mitigadoras que revertam o quadro da pobreza e insegurança alimentar encontrada. Os achados desse trabalho podem contribuir para o levantamento da agrobiodiversidade nos quintais produtivos, reconhecendo a valorização da cultura, dos conhecimentos e das percepções, o que destaca o papel da agroecologia, que valoriza a cultura de povos tradicionais e contempla a segurança alimentar. Palavras-chave: biodiversidade; agrobiodiversidade; quintais produtivos; (in) segurança alimentar; comunidades quilombolas
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    Sementes crioulas cuidadas por agricultores (as) camponeses (as)
    (Universidade Federal de Viçosa, 2024-04-30) Santos, Camila Raimunda Carvalho dos; Cardoso, Irene Maria; http://lattes.cnpq.br/4997134581414637
    Sementes crioulas são cultivadas e conservadas pela agricultura familiar camponesa e pelos povos e comunidades tradicionais de todo o mundo. Elas são importantes para a agroecologia, pois são mais adaptadas aos sistemas agrícolas locais e são portadoras de conhecimentos construídos e passados por gerações. A agroecologia se baseia na diversidade epistemológica existente e valoriza os conhecimentos dos (as) agricultores (as). Orientada pelos princípios da pesquisa participativa, buscou-se construir uma pesquisa contextualizada, com 19 agricultores (as) do município de Rio Pomba - MG. A dissertação foi organizada em três capítulos. O primeiro, denominado “As sementes da agricultura familiar – revisão”, objetivou compreender melhor o objeto de pesquisa (sementes crioulas) a partir da bibliografia. O segundo, denominado “Pesquisas contextualizadas: a importância das redes, dos Intercâmbios Agroecológicos e das vivências” objetivou analisar os procedimentos metodológicos utilizados para a realização de uma pesquisa contextualizada com sementes crioulas. O terceiro, denominado, “Planto porque eu gosto: por que a agricultura familiar conserva suas sementes crioulas?” Objetivou identificar percepções, conhecimentos, princípios, lógicas e dinâmicas presentes na agricultura familiar camponesa que promovem resistência ao uso exclusivo das sementes comerciais e fazem com que agricultores (as) continuem cultivando e conservando suas sementes crioulas. No segundo capítulo, dois Intercâmbios Agroecológicos e duas as vivências de dois dias na casa de dois agricultores foram realizadas. Os Intercâmbios Agroecológicos e as vivências, enquanto instrumentos pedagógicos, favoreceram a realização de pesquisas participativas e contextualizadas, pois permitiram entender parte do contexto sociocultural onde as sementes crioulas estavam inseridas e viabilizaram a discussão coletiva sobre a importância da conservação das sementes crioulas. Os Intercâmbios possibilitam a articulação entre o conhecimento científico e o popular, contribui para fortalecer a agroecologia, a agricultura familiar e o manejo da socioagrobiodiversidade. No terceiro capítulo, os Intercâmbios Agroecológicos e a entrevista semiestruturada foram utilizadas. Os dados foram organizados em quatro categorias de análise: diversidade; razões que orientam a conservação, estratégias de conservação e desafios para a conservação. Foram identificadas 148 variedades, de 43 espécies, distribuídas em 19 famílias botânicas. As sementes crioulas são conservadas pela agricultura familiar pois estão inseridas dentro de princípios como a luta por autonomia, a alimentação saudável, o não uso de agrotóxicos, a identidade com a roça, a importância da conservação e por todo valor ancestral. Os principais desafios para a conservação é a desimportância atribuída a essas sementes, o acesso e autonomia sobre a terra, o cultivo para silagem, condições climáticas e circulação das sementes. Palavras-chave: sementes crioulas; agroecologia; agricultura familiar camponesa
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    Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e segurança alimentar e nutricional dos estudantes da rede municipal de Belém-PA, no contexto da pandemia de Covid-19
    (Universidade Federal de Viçosa, 2023-06-14) Farias, Carla Mariely Negrão; Priore, Silvia Eloiza; http://lattes.cnpq.br/5783685082010270
    O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) é um importante programa de garantia da Segurança Alimentar e Nutricional e do Direito Humano à Alimentação Adequada, sendo reconhecido mundialmente. Durante a crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus, em todo território nacional as aulas presenciais da rede pública de ensino tiveram de ser suspensas e com isso a distribuição de alimentos nas escolas foi paralisada, atingindo também os agricultores familiares que tiveram dificuldades de escoar seus produtos, deixando de atender o Pnae. A dissertação teve como objetivo avaliar os impactos da pandemia no funcionamento do Pnae e na Segurança Alimentar e Nutricional dos estudantes da rede municipal de ensino de Belém, capital do estado do Pará. Trata-se de um estudo de caráter quantitativo cujos dados são referentes a dois momentos, antes (2019) e durante a pandemia (2020 e 2021). E foram obtidos utilizando pesquisa documental e entrevistas semiestruturadas direcionadas a quatro atores sociais do Pnae em Belém- PA, sendo eles: Nutricionista do Quadro Técnico da Secretaria Municipal de Educação, Diretora-Geral da Fundação Municipal de Assistência ao Estudante, representante da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural e presidente do Conselho de Alimentação Escolar. O projeto foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Viçosa, nº 5.317.938, e a participação ocorreu mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os resultados do estudo trazem que houve distribuição de kits de alimentos para os alunos de todas as escolas do município em 2020 e 2021 e a distribuição foi realizada nas escolas frequentadas pelos estudantes. Durante o ano de 2020 não houve diferenciação de composição dos kits entre as modalidades de ensino, nem houve presença de alimentos oriundos da agricultura familiar para todos os estudantes. Concluiu-se que, tanto os estudantes, quanto os agricultores sofreram agravos que podem ter contribuído negativamente para a manutenção da Segurança Alimentar e Nutricional. Palavras-chave: Alimentação escolar; Segurança Alimentar e Nutricional; Covid-19; agricultura familiar; escolas municipais.
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    Agroecossistemas e soberania alimentar na Vila Céu do Mapiá e entorno, Floresta Nacional do Purus
    (Universidade Federal de Viçosa, 2023-06-02) Araujo, Uriel Laurentiz de; Simas, Felipe Nogueira Bello; http://lattes.cnpq.br/2452667851122416
    A crescente transição global do consumo para alimentos industrializados tem desconectado os povos de seus ambientes e trazido consequências de ordem ecológica, econômica, social e cultural, com impactos negativos sobre a saúde pública. Com o avanço do modelo de desenvolvimento contemporâneo, as populações isoladas amazônicas vêm transformando a sua alimentação e os seus modos de vida. Esta realidade é vivida pelas comunidades locais na Floresta Nacional (FLONA) do Purus e tem se intensificado nos últimos dez anos com o aumento do consumo de alimentos industrializados, juntamente com a crescente importação das cidades de produtos agrícolas como arroz, feijão, legumes, farinha, que formam a base da alimentação regional, e tradicionalmente eram produzidos localmente. Frente a tal cenário, parte da comunidade local tem buscado há vários anos a reconstrução dos sistemas agroalimentares locais por meio da valorização da agricultura e do consumo de alimentos produzidos localmente, com o resgate de conhecimentos e práticas adaptadas ao ambiente amazônico. Dentro desse contexto, o presente trabalho busca apoiar a construção da soberania alimentar na FLONA do Purus, por meio de um diagnóstico exploratória organizada em dois capítulos. O primeiro capítulo traça, por meio da sistematização das experiências, uma retrospectiva histórica das ações da agricultura no território estudado. Para a sistematização foram realizadas entrevistas com informantes-chave, pesquisa documental e revisão bibliográfica sobre a agricultura na FLONA do Purus. A sistematização permitiu identificar diferentes fases de ações e direcionamentos da agricultura local na construção de uma rede agroalimentar local, através da valorização de práticas de trabalho coletivo, a constituição de novos polos de produção de alimentos, a experimentação agroecológica e o apoio técnico e logístico para a comercialização de alimentos locais. No segundo capítulo, o objetivo foi a caracterização de agroecossistemas locais atuais, com uma análise da situação dos principais polos de produção de alimentos da FLONA do Purus, a vila Céu do Mapiá (Vila), a comunidade Fazenda São Sebastião e Igarapé Mapiá (Fazenda) e as praias do Purus (Praias). Para esta caracterização foram integradas metodologias como a observação participante, entrevistas-semiestruturadas, caminhadas transversais e a análise dos atributos sistêmicos dos agroecossistemas por meio do método de análise econômico-ecológica de agroecossistemas (Método Lume). Os principais sistemas de cultivo são os roçados de corte e queima, sistemas agroflorestais, os quintais produtivos e os plantios de agropraias. A autonomia é um atributo sistêmico de maior destaque em todos os polos produtivos, já que os agricultores possuem uma baixa dependência de insumos para realizar suas práticas agrícolas. Além disso os agroecossistemas possuem uma grande diversidade de espécies o que possibilita diversas colheitas e a evolução de roçados para sistemas agroflorestais. A capacidade de adaptação foi maior na Vila devido as transformações sociais e o fluxo de pessoas neste polo produtivo. Entre as principais fragilidades das comunidades observa-se o baixo protagonismo da juventude em Vila e Fazenda, enquanto que nas Praias, devido ao isolamento geográfico e à vulnerabilidade das famílias, o atributo com menores avaliação foi a integração social foram a desses sistemas. A caracterização dos agroecossistemas permitiu identificar a realidade socioambiental das famílias, indicando que as ações futuras de fomento à agricultura, como acesso às políticas públicas para acesso à financiamento e equipamentos, capacitações e acompanhamento de sistemas agroflorestais e dos cultivos das agropraias. As comunidades da FLONA do Purus representam exemplos valiosos de desenvolvimento rural sustentável na Amazônia, ressaltando a importância da construção de redes agroalimentares locais e da busca pela soberania alimentar. Palavras-chave: Agroecologia. Alimentos Locais. Amazônia. Sistemas Agroalimentares.