A educação infantil e o ensino remoto: desafios vivenciados e a relação com a exclusão digital

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Universidade Federal de Viçosa

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O estudo investiga os desafios do Ensino Remoto Emergencial na Educação Infantil durante a pandemia da COVID-19. O objetivo é analisar os desafios do ensino remoto, mediado pelas tecnologias digitais, na Educação Infantil, no contexto das desigualdades sociais e econômicas e tecnológicas brasileiras. Especificamente, buscamos: i) identificar os principais desafios enfrentados pela Educação Infantil, no Brasil, durante a pandemia do Coronavírus; ii) compreender como as desigualdades sociais e digitais influenciaram o acesso e à qualidade da Educação Infantil durante a pandemia; iii) propor recomendações à Educação Infantil para o enfrentamento de crises futuras, considerando as desigualdades existentes. A pesquisa, de abordagem qualitativa e bibliográfica, fundamenta-se na análise de 15 artigos acadêmicos publicados, em língua portuguesa, entre 2020 e 2024, encontrados na base de dados do Portal de Periódicos da CAPES, utilizando do Acesso CAFe - Comunidade Acadêmica Federada, a partir dos descritores “educação infantil” e “ensino remoto”. A base teórica é sustentada por estudos como os de Larrosa (2002), Geremias (2007, 2016, 2023), Feenberg (2010), Dowbor (2024) e Tondin et al. (2024), nas discussões sobre educação, tecnologia e desigualdade social. A análise dos dados, provenientes dos trabalhos científicos, foi organizada em quatro eixos, a saber: Eixo 1: Formação inicial e continuada de professores para atuação na Educação Infantil na pandemia; Eixo 2: Práticas e desafios do ERE na Educação Infantil; Eixo 3: O ERE na Educação Infantil para os profissionais da educação e as famílias das crianças; Eixo 4: Diretrizes e políticas para implementação do ERE na Educação Infantil – Reflexos nas práticas docentes. Os resultados indicam que a formação docente inicial e continuada revelou-se insuficiente para as exigências do ensino remoto, evidenciando dificuldades no uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC). Ademais, a falta de acesso a recursos tecnológicos afetou a mediação pedagógica e o envolvimento das famílias, agravando a exclusão digital e comprometendo o desenvolvimento integral das crianças. As diretrizes emergenciais estabelecidas pelos órgãos reguladores não foram suficientes para garantir equidade no acesso à educação, evidenciando a necessidade de políticas mais inclusivas e estruturadas. A pesquisa conclui que a pandemia intensificou desigualdades preexistentes e ressaltou a importância da capacitação docente, do acesso equitativo às tecnologias e do fortalecimento da relação escola-família para mitigar crises futuras. Recomenda-se a implementação de estratégias educacionais que ofereçam suporte ampliado a professores e famílias, além do investimento em infraestrutura tecnológica para garantir o direito à educação de qualidade para todas as crianças. Palavras-chave: infância ; ensino emergencial; exclusão social; desigualdades socioeducacionais.
This study investigates the challenges of Emergency Remote Teaching in Early Childhood Education during the COVID-19 pandemic. Its objective is to analyze the challenges of remote teaching, mediated by digital technologies, in Early Childhood Education, within the context of Brazilian social, economic, and technological inequalities. Specifically, we sought to: i) identify the main challenges faced by Early Childhood Education in Brazil during the Coronavirus pandemic; ii) understand how social and digital inequalities influenced access to and the quality of Early Childhood Education during the pandemic; iii) propose recommendations for Early Childhood Education in addressing future crises, considering existing inequalities. The research, with a qualitative and bibliographic approach, is based on the analysis of 15 academic articles published in Portuguese between 2020 and 2024, found in the CAPES Journal Portal database, using CAFe Access — Federated Academic Community — through the descriptors “early childhood education” and “remote teaching.” The theoretical framework is supported by studies such as those by Larrosa (2002), Geremias (2007, 2016, 2023), Feenberg (2010), Dowbor (2024), and Tondin et al. (2024), in discussions on education, technology, and social inequality. The analysis of the data, derived from the scientific works, was organized into four axes, namely: Axis 1: Initial and continuing teacher education for work in Early Childhood Education during the pandemic; Axis 2: Practices and challenges of ERT in Early Childhood Education; Axis 3: ERT in Early Childhood Education for education professionals and children’s families; Axis 4: Guidelines and policies for implementing ERT in Early Childhood Education — Reflections on teaching practices. The results indicate that initial and continuing teacher education proved insufficient for the demands of remote teaching, revealing difficulties in the use of Digital Information and Communication Technologies (DICT). Furthermore, the lack of access to technological resources affected pedagogical mediation and family involvement, worsening digital exclusion and compromising children’s integral development. The emergency guidelines established by regulatory bodies were not sufficient to ensure equity in access to education, highlighting the need for more inclusive and structured policies. The research concludes that the pandemic intensified preexisting inequalities and underscored the importance of teacher training, equitable access to technologies, and the strengthening of the school-family relationship to mitigate future crises. The implementation of educational strategies that provide expanded support to teachers and families is recommended, along with investment in technological infrastructure to ensure the right to quality education for all children. Keywords: childhood; emergency teaching; social exclusion; socioeducational inequalities.

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LORDELO, Deborah Moreira. A educação infantil e o ensino remoto: desafios vivenciados e a relação com a exclusão digital. 2025. 144 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2025.

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