Identificação de novas unidades de conservação no estado do Espirito Santo utilizando o Sistema de Análise Geo-Ambiental/SAGA
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Universidade Federal de Viçosa
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O estado do Espirito Santo, que ocupa uma área de 45.597 km², possui um relevo dividido em três regiões básicas: uma costeira, outra de tabuleiros ao norte, e uma última montanhosa a sudoeste. Sua cobertura florestal está hoje reduzida a 12,5% de florestas naturais (ESPÍRITO SANTO, 1990). Desse total, cerca de somente 2,44% e representado por unidades de conservação, que foram criadas na sua maior parte pelo incentivo e orientação do Prof. Augusto Ruschi, naturalista e um dos pioneiros da conservação da natureza no Brasil. A preocupação em selecionar amostras representativas dos diferentes ecossistemas florestais foi defendida por Ruschi, sendo criada, já em 1943, a Reserva Biológica do Rio Barra Seca (RUSCHI 1949b), dando início a um processo de proposição de criação de várias unidades de conservação, apesar de algumas delas nunca terem sido implantadas e outras ficarem tão reduzidas que já não correspondiam mais aos objetivos para os quais foram criadas. Dentro desse contexto, procurando resgatar essa iniciativa, buscou-se a identificação de novas unidades de conservação, empregando-se uma metodologia composta de um programa denominado SAGA, Sistema de Analise Geo-Ambiental, que permite a comparação de registros cartográficos de diferentes épocas (SILVA e SOUZA, 1988). O primeiro desses registros foi desenvolvido sobre um modelo teórico de reconstituição da vegetação primitiva do estado do Espirito Santo, na escala de 1:1.000 000, subdividido em seis regiões fitoecológicas. O segundo é o mapa da vegetação atual, obtido de mapas de uso solo/cobertura vegetal, na escala 1:100.000, elaborado a partir de imagens de satélite Landsat TM (anos de 1987, 1988 e 1989), fornecidas pela Secretaria de Estado para Assuntos de Meio Ambiente do Estado do Espírito Santo. Ao segundo mapa foram sobrepostas informações sobre a localização das unidades de conservação obtidas do Mapa Planialtimétrico, elaborado pela EMPRESA CAPIXABA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMCAPA (1986).Mediante opção de monitoria ambiental do SAGA, foram quantificados e localizados os remanescentes florestais para cada região fitoecológica, identificando-se, ainda, o uso que foi dado à cobertura florestal para cada caso, após quase cinco séculos de colonização. A partir da comparação final entre as diferentes regiões fitoecológicas, foi possível verificar o percentual de área preservada sob forma de unidades de conservação, para cada região. Com base nessa comparação, foram localizados os remanescentes florestais potencialmente aptos a serem transformados em novas áreas protegidas no estado do Espírito Santo. Como resultado do uso dessa metodologia, é proposta, inicialmente, a criação de oito novas unidades de conservação num total de 350.000 ha, aproximadamente, elevando a área preservada no Estado de 2,44% para 3,544%, totalizando 161.317 ha, além de preservar amostras de outros ecossistemas ainda não protegidos sob a forma de unidades de conservação.
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MOTA, Edson Valpassos Reuter. Identificação de novas unidades de conservação no estado do Espirito Santo utilizando o Sistema de Análise Geo-Ambiental/SAGA. 1990. 140 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 1990.
