Spoilage potential, biofilm formation and blue pigment production by Pseudomonas paracarnis
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Universidade Federal de Viçosa
Abstract
Dairy product contamination with psychrotrophic microorganisms is a concern for the
dairy industry. Pseudomonas spp. have been frequently associated with blue
pigmentation on the surface of fresh cheeses in recent years, but the structure of this
pigment has not yet been elucidated. Furthermore, the production of lipase and
protease by the Pseudomonas genus has been studied for many years due to the
importance of these enzymatic activities in food spoilage. In addition to the production
of hydrolytic enzymes and pigments, this genus is also recognized for its capability of
biofilm formation, which represents a great risk for the permanence of Pseudomonas
in the industrial environment. The main goal of this work was to evaluate the spoilage
potential, biofilm formation capacity, and blue pigment production of Pseudomonas
isolated from spoiled cheese. The production of blue pigment by strains belonging to
Pseudomonas carnis, Pseudomonas paracarnis, and Pseudomonas fluorescens
species was screened in an in vitro approach. Metabolites produced by P. paracarnis
A006 were identified using gas chromatography followed by mass spectrometry (GC-
MS) after its solubilization and extraction. The influence of different cheese
manufacturing parameters on the production of pigments in a cheese-mimicking matrix
(mini-cheese) was assessed using Response Surface Methodology (RSM) for Box-
Behnken design (BBD). The colorimetric analyses of mini-cheese were carried out to
obtain color variations and validation of the RSM approach. The deteriorating potential
of the pigmented (P. paracarnis - A006) and non-pigmented (P. fluorescens ATCC
13525) strains was evaluated in vitro and in situ (mini-cheese). Proteolytic and lipolytic
activities were quantified using azocasein and p-nitrophenyl palmitate, respectively, as
substrates. Its ability of biofilm formation was assessed by applying the crystal violet
method. P. paracarnis A006 was selected as the best producer of blue pigment among
the evaluated strains, but it was not possible to identify its pigment chemical structure
using the GC-MS approach. However, another 114 metabolites were identified. RSM
highlighted the use of starter culture containing Lactococcus lactis subsp. cremoris,
Lactococcus lactis subsp. lactis and Streptococcus thermophilus, in the cheese-making process, inhibits the multiplication of Pseudomonas. The inoculation of these
lactic acid bacteria led to the inhibition of Pseudomonas growth, as well as the
acidification of the cheeses reduced the production of blue pigment. The mathematical
model defined by RSM determines that the absence of salt, a pH of 6.28 and an
inoculum of 1.2 % of starter culture minimize the blue pigment production. The
availability of nutrients, time and temperature of incubation interfere with proteolytic
and lipolytic activity. P. paracarnis A006 and P. fluorescens ATCC 13525 showed
proteolytic above 2.0 ∆A/mL.h, which demonstrate that both strains have a high
proteolytic potential. Lipolytic activity of tested strains, like its proteolytic activity, is a
strain-dependent characteristic and strongly affected by temperature and incubation
time. The results of this work also revealed lower biofilm formation capacity over time
at 25°C in both nutritional conditions, except for P. paracarnis A006 cultured in MMP.
Eight out of nine genes located in the aprX-lipA operon, which encode genes related
to the proteolytic and lipolytic activity, were identified in the genome of P. paracarnis
A006 and P. fluorescens ATCC 13525. Therefore, defining cheese-making parameters
is an interesting strategy to minimize the technological problems caused by
Pseudomonas spp. Regarding this context, the RSM approach proved to be efficient.
However, the chemical structure of the blue pigment produced by Pseudomonas spp.
must be elucidated to have more information about the factors that can be controlled
to minimize its production.
Keywords: Response surface methodology. Mini-cheeses. Hydrolytic activity.
A contaminação de produtos lácteos com microrganismos psicrotróficos é uma preocupação para a indústria de laticínios. Pseudomonas spp. têm sido frequentemente associada à pigmentação azul na superfície de queijos frescos nos últimos anos. Porém, a estrutura deste pigmento ainda não foi elucidada. Além disso, a produção de lipase e protease pelo gênero Pseudomonas tem sido estudada há muitos anos devido à importância destas atividades enzimáticas na deterioração de alimentos. Além da produção de enzimas hidrolíticas e pigmentos, este gênero também é reconhecido pela sua capacidade de formação de biofilme, o que representa um grande risco para a sua permanência no ambiente industrial. O principal objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial de deterioração, a capacidade de formação de biofilme e a produção de pigmento azul de Pseudomonas isoladas de queijo deteriorados. A produção de pigmento azul por cepas pertencentes às espécies Pseudomonas paracarnis e Pseudomonas fluorescens foi testada em uma abordagem in vitro. Os metabólitos produzidos por P. paracarnis A006 foram identificados por cromatografia gasosa seguida de espectrometria de massa (GC-MS) após sua solubilização e extração. A influência de diferentes parâmetros de fabricação de queijos na produção de pigmentos em uma matriz que simula queijo (mini-queijo) foi avaliada usando Metodologia de Superfície de Resposta (RSM) para design Box- Behnken (BBD). As análises colorimétricas dos mini-queijos foram realizadas para obtenção de variações de cor e validação da abordagem RSM. O potencial deteriorante das cepas pigmentadas (P. paracarnis - A006) e não pigmentadas (P. fluorescens ATCC 13525) foi avaliado in vitro e in situ (mini-queijo). As atividades proteolítica e lipolítica foram quantificadas utilizando azocaseína e paranitrofenil palmitato, respectivamente, como substratos. Sua capacidade de formação de biofilme foi avaliada pela aplicação do método do cristal violeta. P. paracarnis A006 foi selecionado como o melhor produtor de pigmento azul entre as cepas avaliadas, mas não foi possível identificar a estrutura química do pigmento pela abordagem GC- MS. No entanto, outros 114 metabólitos foram identificados. A aplicação de RSM destacou que o uso de cultura iniciadora contendo Lactococcus lactis subsp. cremoris, Lactococcus lactis subsp. lactis e Streptococcus thermophilus, no processo de fabricação do queijo, inibe a multiplicação de Pseudomonas. A inoculação destas bactérias lácticas levou à inibição do crescimento de Pseudomonas, bem como a acidificação dos queijos reduziu a produção de pigmento azul. O modelo matemático defino por RSM determinou que a ausência de sal, pH de 6,28 e inóculo de 1,2 % de cultura starter minimizam a produção de pigmento azul. A disponibilidade de nutrientes, o tempo e a temperatura de incubação interferem na atividade proteolítica e lipolítica. P. paracarnis A006 e P. fluorescens ATCC 13525 apresentaram atividade proteolítica acima de 2,0 ∆A/mL.h, o que demonstra que ambas as estirpes possuem alto potencial deteriorador. A atividade lipolítica das estirpes testadas, tal como a sua atividade proteolítica, é uma característica estirpe-dependente e fortemente afetada pela temperatura e pelo tempo de incubação. Os resultados deste trabalho também revelaram menor capacidade de formação de biofilme das estirpes testadas ao longo do tempo quando incubadas a 25°C, exceto para P. paracarnis A006 cultivado em escassez nutricional. Oito dos nove genes localizados no operon aprX-lipA, que codifica genes relacionadas à atividade proteolítica e lipolítica, foram identificados nos genomas de P. paracarnis A006 e P. fluorescens ATCC 13525. Portanto, definir parâmetros de fabricação de queijos é uma estratégia interessante para minimizar os problemas tecnológicos causados por Pseudomonas spp. Neste contexto, a abordagem da RSM mostrou-se eficiente. Porém, a estrutura química do pigmento azul produzido por Pseudomonas spp. deve ser elucidado para obtenção de informações adicionais a respeito dos fatores que podem ser controlados para minimizar sua produção. Palavras-chave: Superfície de resposta. Mini-queijos. Atividade hidrolítica.
A contaminação de produtos lácteos com microrganismos psicrotróficos é uma preocupação para a indústria de laticínios. Pseudomonas spp. têm sido frequentemente associada à pigmentação azul na superfície de queijos frescos nos últimos anos. Porém, a estrutura deste pigmento ainda não foi elucidada. Além disso, a produção de lipase e protease pelo gênero Pseudomonas tem sido estudada há muitos anos devido à importância destas atividades enzimáticas na deterioração de alimentos. Além da produção de enzimas hidrolíticas e pigmentos, este gênero também é reconhecido pela sua capacidade de formação de biofilme, o que representa um grande risco para a sua permanência no ambiente industrial. O principal objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial de deterioração, a capacidade de formação de biofilme e a produção de pigmento azul de Pseudomonas isoladas de queijo deteriorados. A produção de pigmento azul por cepas pertencentes às espécies Pseudomonas paracarnis e Pseudomonas fluorescens foi testada em uma abordagem in vitro. Os metabólitos produzidos por P. paracarnis A006 foram identificados por cromatografia gasosa seguida de espectrometria de massa (GC-MS) após sua solubilização e extração. A influência de diferentes parâmetros de fabricação de queijos na produção de pigmentos em uma matriz que simula queijo (mini-queijo) foi avaliada usando Metodologia de Superfície de Resposta (RSM) para design Box- Behnken (BBD). As análises colorimétricas dos mini-queijos foram realizadas para obtenção de variações de cor e validação da abordagem RSM. O potencial deteriorante das cepas pigmentadas (P. paracarnis - A006) e não pigmentadas (P. fluorescens ATCC 13525) foi avaliado in vitro e in situ (mini-queijo). As atividades proteolítica e lipolítica foram quantificadas utilizando azocaseína e paranitrofenil palmitato, respectivamente, como substratos. Sua capacidade de formação de biofilme foi avaliada pela aplicação do método do cristal violeta. P. paracarnis A006 foi selecionado como o melhor produtor de pigmento azul entre as cepas avaliadas, mas não foi possível identificar a estrutura química do pigmento pela abordagem GC- MS. No entanto, outros 114 metabólitos foram identificados. A aplicação de RSM destacou que o uso de cultura iniciadora contendo Lactococcus lactis subsp. cremoris, Lactococcus lactis subsp. lactis e Streptococcus thermophilus, no processo de fabricação do queijo, inibe a multiplicação de Pseudomonas. A inoculação destas bactérias lácticas levou à inibição do crescimento de Pseudomonas, bem como a acidificação dos queijos reduziu a produção de pigmento azul. O modelo matemático defino por RSM determinou que a ausência de sal, pH de 6,28 e inóculo de 1,2 % de cultura starter minimizam a produção de pigmento azul. A disponibilidade de nutrientes, o tempo e a temperatura de incubação interferem na atividade proteolítica e lipolítica. P. paracarnis A006 e P. fluorescens ATCC 13525 apresentaram atividade proteolítica acima de 2,0 ∆A/mL.h, o que demonstra que ambas as estirpes possuem alto potencial deteriorador. A atividade lipolítica das estirpes testadas, tal como a sua atividade proteolítica, é uma característica estirpe-dependente e fortemente afetada pela temperatura e pelo tempo de incubação. Os resultados deste trabalho também revelaram menor capacidade de formação de biofilme das estirpes testadas ao longo do tempo quando incubadas a 25°C, exceto para P. paracarnis A006 cultivado em escassez nutricional. Oito dos nove genes localizados no operon aprX-lipA, que codifica genes relacionadas à atividade proteolítica e lipolítica, foram identificados nos genomas de P. paracarnis A006 e P. fluorescens ATCC 13525. Portanto, definir parâmetros de fabricação de queijos é uma estratégia interessante para minimizar os problemas tecnológicos causados por Pseudomonas spp. Neste contexto, a abordagem da RSM mostrou-se eficiente. Porém, a estrutura química do pigmento azul produzido por Pseudomonas spp. deve ser elucidado para obtenção de informações adicionais a respeito dos fatores que podem ser controlados para minimizar sua produção. Palavras-chave: Superfície de resposta. Mini-queijos. Atividade hidrolítica.
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Citation
FALQUETO, Andressa. Spoilage potential, biofilm formation and blue pigment
production by Pseudomonas paracarnis. 2023. 76 f. Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2023.
