Hábitos alimentares, adiposidade corporal, estilo de vida e constipação intestinal em crianças de 4 a 7 anos de idade

dc.contributorMoreira, Ana Vládia Bandeira
dc.contributorRibeiro, Sônia Machado Rocha
dc.contributor.advisorFranceschini, Sylvia do Carmo Castro
dc.contributor.authorAndreoli, Cristiana Santos
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/7120176177051229pt-BR
dc.date.accessioned2018-11-30T16:09:10Z
dc.date.available2018-11-30T16:09:10Z
dc.date.issued2018-09-14
dc.degree.date2018-09-14
dc.degree.departmentDepartamento de Nutrição e Saúdept-BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal de Viçosapt-BR
dc.degree.levelDoutoradopt-BR
dc.degree.localViçosa - MGpt-BR
dc.degree.programDoutor em Ciência da Nutriçãopt-BR
dc.description.abstractA constipação intestinal é um problema de saúde comum na infância que afeta a qualidade de vida das crianças e família. A prevalência mundial de constipação vem aumentando, sendo amplamente (0,7- 29,6%) variável de acordo com o País. As mudanças no padrão da alimentação tradicional, em conjunto com aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e o baixo consumo de alimentos ricos em fibras principalmente frutas, legumes e verduras, tem contribuído para o aumento do excesso de peso infantil e desenvolvimento dos distúrbios funcionais do trato gastrointestinal. O objetivo desse estudo foi verificar a associação entre hábitos alimentares, adiposidade coporal, estilo de vida e constipação intestinal em crianças de 4 a 7 anos de vida. Trata-se de um estudo transversal com 152 crianças pertencentes a uma coorte retrospectiva de nascimento no município de Viçosa, Minas Gerais, MG. As crianças foram acompanhadas pelo Programa de Apoio à Lactação (PROLAC) no primeiro ano de vida e reavaliadas na idade de 4 a 7 anos. O PROLAC é um programa de Extensão da Universidade Federal de Viçosa (UFV) em parceria com o Banco de Leite Humano do município e hospital maternidade, sendo esse o único hospital e maternidade da região. Na coleta de dados foram aplicados questionários semiestruturados para obtenção de informações sobre as condições socioeconômicas, estilo de vida, consumo alimentar e constipação intestinal. O consumo alimentar foi avaliado pelo registro alimentar de três dias e lista de frequência de alimentos, a partir desses instrumentos de consumo avaliou-se ainda o consumo de marcadores de alimentação saudável (frutas, verduras, legumes, leguminosas e leite) e não saudável (bebidas açucaradas, guloseimas, frituras, embutidos e achocolatado), ingestão de frutas, e ingestão de água. Para avaliação do estado nutricional das crianças, foram aferidas medidas antropométricas (peso, estatura e perímetro da cintura), procedendo- se ao cálculo do Índice de Massa Corporal para idade (IMC/I) para verificação de excesso de peso; e foi analisada também a relação cintura-estatura (RCE). A composição corporal foi analisada pelo Dual Energy X-ray absorptiometry (DEXA). Foi avaliado o excesso de peso materno de acordo com o IMC para adultos. A constipação intestinal infantil foi caracterizada segundo os critérios de Roma IV e a identificação das fezes pela aplicação da Escala de Bristol. Pelos mesmos métodos investigou-se a presença de constipação materna. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o programa estatístico Stata, versão 13.0. Aplicou-se a análise de regressão de Poisson para investigar a associação entre as variáveis do estudo. A partir dos resultados apresentados observou-se que 32,2% (n = 49) das crianças apresentavam constipação intestinal e dessas, 34,7% (n = 17) apresentavam excesso de peso. Destaca-se que do total das crianças avaliadas 26,3% (n=40) apresentavam excesso de peso. Em relação ao estilo de vida, 73% das crianças com constipação não praticavam atividade física regular e aproximadamente 60% passavam mais de 2 horas por dia em atividades sedentárias, como assistindo televisão ou brincando com jogos eletrônicos. Houve associação estatisticamente significante entre constipação e o tempo diário na escola igual ou superior a 4,5 horas (p = 0,007). Em relação a alimentação, não consumir frutas (p = 0,003), verduras (p = 0,007) e o consumo regular de frituras (p = 0,003) associaram-se positivamente a constipação. Os resultados desse estudo indicam a importância de se avaliar a constipação intestinal infantil precocemente e investigar os hábitos não saudáveis alimentares e de vida das crianças, considerando que esses fatores influenciam o desenvolvimento da constipação. A participação dos familiares é fundamental para o tratamento e prevenção da constipação e as alterações dos hábitos de vida são necessários para melhoria da qualidade de vida da criança.pt-BR
dc.description.abstractIntestinal constipation is a common childhood health problem that affects the quality of life of children and families. The worldwide prevalence of constipation has been increasing, being broadly (0,7- 29,6%) variable according to the country. Changes in the traditional eating pattern, coupled with increased consumption of ultra-processed foods and the low consumption of fibre-rich foods, mainly fruits, legumes and vegetables, have contributed to an increase in childhood weight problems and the development of functional disorders of the gastrointestinal tract. The objective of this study was to verify the association between eating habits, body adiposity, lifestyle and intestinal constipation in children from 4 to 7 years of age. It is a cross-sectional study with 152 children belonging to a retrospective birth cohort analysis in the municipality of Viçosa, Minas Gerais (MG). The children were monitored by the Lactation Support Programme (PROLAC) in the first year of life and reassessed at the age of 4 to 7 years. PROLAC is an Extension programme of the Federal University of Viçosa (UFV) in partnership with the Human Milk Bank of the municipality and maternity hospital, which is the only one in the region. For the data collection, semi-structured questionnaires were used to obtain information regarding socio-economic conditions, lifestyle, food consumption and intestinal constipation. Food consumption was evaluated using the three-day food record and food frequency list. From these consumption instruments, consumption of healthy (fruits, greens,vegetables, legumes and milk) and unhealthy (sweetened beverages, goodies, fried food, sausages and chocolate milks) food markers, fruit intake and water intake were also evaluated. To evaluate the nutritional status of the children, anthropometric measurements were taken (weight, height and waist circumference), and the Body Mass Index for age (BMI/Age) was calculated for verification of excess weight; and the waist-to-height ratio (WHtR) was also analysed. Body composition was analysed by Dual Energy X- ray Absorptiometry (DEXA). Excess maternal weight was assessed according to the BMI for adults. Childhood intestinal constipation was characterised according to the Rome IV diagnostic criteria and the identification of stool by the application of the Bristol scale. By the same methods the presence of maternal constipation was investigated. The statistical analyses were performed using the Stata statistical programme, version 13.0. Poisson regression analysis was applied to investigate the association between study variables. From the results presented, it was observed that 32.2% (n = 49) of the children presented with intestinal constipation and of these, 34.7% (n = 17) were overweight. It is noteworthy that 26,3% (n=40) of the children evaluated were overweight. Regarding lifestyle, 73% of the children with constipation did not practice regular physical activity and approximately 60% spent more than 2 hours a day performing sedentary activities, such as watching television or playing electronic games. There was a statistically significant association between constipation and daily school time equal to or greater than 4.5 hours (p = 0.007). Regarding diet, not consuming fruit (p = 0.003), vegetables (p = 0.007) and regular consumption of fried foods (p = 0.003) were positively associated with constipation. The results of this study indicate the importance of evaluating childhood intestinal constipation early and researching the unhealthy eating and lifestyle habits of children, considering that these factors influence the development of constipation. The participation of family members is essential for the treatment and prevention of constipation and changes in lifestyle are necessary to improve the child's quality of life.en
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Geraispt-BR
dc.identifier.citationANDREOLI, Cristiana Santos. Hábitos alimentares, adiposidade corporal, estilo de vida e constipação intestinal em crianças de 4 a 7 anos de idade. 2018. 107 f. Tese (Doutorado em Ciência da Nutrição) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2018.pt-BR
dc.identifier.urihttp://www.locus.ufv.br/handle/123456789/22662
dc.language.isoporpt-BR
dc.publisherUniversidade Federal de Viçosapt-BR
dc.rightsAcesso Abertopt-BR
dc.subjectConstipação intestinalpt-BR
dc.subjectHábitos alimentarespt-BR
dc.subjectCriançaspt-BR
dc.subject.cnpqAnálise Nutricional de Populaçãopt-BR
dc.titleHábitos alimentares, adiposidade corporal, estilo de vida e constipação intestinal em crianças de 4 a 7 anos de idadept-BR
dc.titleEating habits, body adiposity, lifestyle and intestinal constipation in children from 4 to 7 years of ageen
dc.typeTesept-BR

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