Ciência da Nutrição

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    Effects of green and black tea kombuchas consumption on the body composition, intestinal health, and markers of metabolism, oxidative stress, and inflammation in Wistar rats and humans
    (Universidade Federal de Viçosa, 2023-06-02) Costa, Mirian Aparecida de Campos; Barros, Frederico Augusto Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/7580364764224561
    A kombucha é uma bebida obtida pela fermentação de chá verde ou preto por bactérias acéticas, bactérias láticas e leveduras, cujo consumo aumentou exponencialmente nos últimos anos. Estudos in vitro e in vivo sugerem um potencial benefício relacionado ao consumo de kombucha devido, principalmente, ao seu elevado teor de compostos fenólicos. Entretanto, ainda não há consenso na literatura, especialmente em relação à saúde humana. O objetivo deste estudo é avaliar o efeito do consumo regular de kombucha de chá verde e preto sobre a saúde intestinal de ratos Wistar, bem como o consumo regular de kombucha de chá preto sobre a saúde intestinal e marcadores metabólicos, de estresse oxidativo e inflamatórios em adultos com ou sem obesidade. O estudo com animais foi conduzido a partir de amostras obtidas em estudo prévio. Após serem alocados aleatoriamente em um dos grupos, os animais receberam uma das seguintes dietas por dez semanas: dieta padrão (AIN-93M) (n=10); dieta rica em gordura saturada e frutose (HFHF) (n=10); HFHF + kombucha de chá verde (n=10); HFHF + kombucha de chá preto (n=10). Amostras de fezes e do ceco foram utilizadas nas análises. Para o estudo com seres humanos, foram incluídos 23 indivíduos eutróficos e 23 indivíduos com obesidade. Durante oito semanas consecutivas, os participantes consumiram 200 mL de kombucha de chá preto/dia. Eles foram orientados a manter o consumo alimentar habitual e o mesmo padrão de atividade física ao longo do estudo. Amostras de sangue, fezes e urina foram coletadas antes (baseline) e após a intervenção. Em ratos Wistar, kombuchas de chá verde e preto foram capazes de modular a microbiota intestinal ao aumentar a produção de propionato e favorecer o crescimento de microrganismos benéficos como Adlercreutzia no grupo que consumiu kombucha de chá verde. Em humanos, houve diminuição das concentrações séricas de insulina e gama-glutamil transferase em indivíduos com obesidade, bem como marcadores de resistência (HOMA-IR) e sensibilidade à insulina (HOMA-β e índice QUICKI). Em indivíduos eutróficos, as concentrações plasmáticas de interleucina 13 e óxido nítrico aumentaram após a ingestão de kombucha. Houve ainda, aumento das concentrações séricas de colesterol total e fosfatase alcalina, embora esses resultados estivessem atrelados ao hábito alimentar dos indivíduos. A kombucha favoreceu microrganismos como Bacteroidota, Akkermanciaceae e Prevotellaceae e reduziu a abundância de microrganismos associados à obesidade, comocRuminococcus e Dorea, especialmente no grupo obeso. Houve aumento na diversidade fúngica, maior abundância de Saccharomyces e diminuição de Exophiala e Rhodotorula. Pichia e Dekkera, dois dos principais microrganismos encontrados na kombucha e SCOBY, foram identificados como biomarcadores após a intervenção. Em relação às kombuchas utilizadas no estudo experimental, os microrganismos mais abundantes encontrados nos SCOBYs também foram encontrados nas bebidas, embora em maior diversidade. Em relação à kombucha de chá preto utilizada no estudo clínico, 145 compostos fenólicos foram identificados por UPLC-MSE; a maioria flavonoides (81%) e ácidos fenólicos (19%). Lignanas, estilbenos e outros polifenois representam 1% do total. Nossos resultados sugerem desfechos positivos relacionados ao consumo regular de kombucha, embora enfatizemos a importância da alimentação saudável como um todo. Palavras-chave: Antioxidantes; Camellia sinensis; Compostos bioativos; Microbiota intestinal; Polifenois; Obesidade.
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    Relação entre estilo parental de alimentação, qualidade alimentar e estado nutricional em crianças com mães servidoras e/ou estudantes de instituições públicas de ensino superior no Brasil
    (Universidade Federal de Viçosa, 2022-12-21) Silva, Iolanda de Fátima Cesar da; Araújo, Raquel Maria Amaral; http://lattes.cnpq.br/6123374302597530
    O estilo parental de alimentação é definido como práticas ou estratégias alimentares utilizadas com o intuito de orientar as crianças na alimentação, e refletem o clima emocional no qual essas práticas ocorrem. Estudos mostram relação dos estilos com condições alimentares e nutricionais da criança que necessitam ser ainda explorados. Objetivo: Analisar as associações do estilo parental de alimentação com a qualidade da alimentação e estado nutricional da criança. Metodologia: Estudo transversal, realizado com servidoras e estudantes de instituições de ensino superior públicas do Brasil e seus filhos de 18 meses a 6 anos. Foi aplicado questionário online com questões sobre condições sócio demográficas; consumo alimentar e antropometria das crianças. Os estilos maternos de alimentação foram identificados a partir do questionário Estilos Parentais de Alimentação (QEPA). Os valores de peso e comprimento da criança foram relatados pelas mães e calculado o índice de massa corporal/idade (IMC/I). As análises estatísticas foram compostas de análise descritiva e análises univariadas. Para testar associação entre variáveis categóricas foi utilizado o Teste de qui-quadrado ou exato de Fisher, e a regressão logística múltipla para examinar as relações que se desejava analisar, com estimativa da odds ratio e intervalo de confiança de 95%.O nível de significância estatístico adotado foi de 5%. Resultados: Foram avaliadas 416 díades mãe-filho, e os estilos maternos de alimentação predominantes foram o indulgente (75,5%) e autoritativo (24,3%). A maioria possuía ensino superior completo, pertencia aos estratos socioeconômicos A e B, morava com companheiro e estava em trabalho remoto. As crianças menores de 2 anos, filhas de mães autoritativas, apresentaram 8,7 vezes mais chances de consumir ultraprocessados e 5,3 vezes menos chance de consumir alimentos ricos em vitamina A, comparadas às filhas de mães indulgentes. As crianças a partir de dois anos, filhas de mães autoritativas, apresentaram 2,5 vezes mais chances de ter o hábito de realizar refeições assistindo à televisão; 2,0 vezes mais chances de consumir biscoitos recheados, doces e guloseimas; e 2,3 vezes menos chances de ter o hábito de realizar no mínimo as três refeições principais no dia, comparadas às filhas de mães indulgentes. A chance das crianças com baixo peso terem mães com estilo autoritativo foi duas vezes menor que em crianças com excesso de peso (1/0,477=2,1). Conclusão: A alta exigência em mães com ocupação, elevada escolaridade, boa condição socioeconômica e alta responsividade na alimentação dos filhos representou maiores chances das crianças consumirem alimentação não saudável e de terem excesso de peso. Palavras-chave: Estilo parental. Qualidade alimentar. Criança. Mães. Estado nutricional.
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    Fatores socioeconômicos, demográficos e condições de saúde como preditores de óbitos por COVID-19 em gestantes adultas hospitalizadas no Brasil
    (Universidade Federal de Viçosa, 2024-03-13) Azevedo, Francilene Maria; Franceschini, Sylvia do Carmo Castro; http://lattes.cnpq.br/8994838218575876
    Globalmente, ocorreram mais de 6,9 milhões de mortes pela COVID-19 até março de 2023, uma infecção respiratória com espectro de pacientes assintomáticos até a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), foi identificada em 2019 e posteriormente declarada como uma pandemia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as gestantes compõem um grupo com maior risco de evoluir para casos mais graves da doença, sobretudo quando apresentam comorbidades. Ainda, as medidas de isolamento implementadas para mitigação do contágio causaram impacto socioeconômico importante, principalmente para a população mais vulnerável social e economicamente, e acarretou a piora de indicadores de desenvolvimento e de saúde. O presente trabalho objetiva avaliar a inter-relação entre a doença COVID-19 e as condições sociodemográficas e de saúde de gestantes brasileiras. Trata-se de um estudo longitudinal, realizado a partir da análise de dados secundários. O conjunto de dados consiste nas notificações nacionais de Síndrome Respiratória do Ministério da Saúde, disponíveis no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP Gripe). Os dados foram selecionados para integrar a amostra de 16202 casos da doença em gestantes adultas (≥20 anos) hospitalizadas em todo período da pandemia. A variável dependente foi a evolução dos casos de hospitalizações por COVID-19 (cura/óbito) e as independentes: idade, etnia, escolaridade, trimestre gestacional e comorbidades (doença cardiovascular, doença hematológica, síndrome de Down, doença hepática, asma, diabetes mellitus, doença neurológica, pneumopatia crônica, imunodeficiência, doença renal e obesidade). Também foram avaliados indicadores de saúde materno infantil (adequação do pré-natal e mortalidade neonatal) e socioeconômicos (Gini, Indice de Desenvolvimento Humano - IDH) e o Índice de Desigualdades Sociais para Covid-19 (IDS COVID-19) dos municípios de residência das gestantes. A imunização contra COVID-19 foi avaliada conforme número de doses, 1ª e 2ª doses ou dose única e o reforço. As análises foram conduzidas no ambiente de desenvolvimento integrado do R, o RStudio, versão 4.3.2. Uma avaliação descritiva foi realizada para caracterização da amostra. A regressão de Poisson com estimativa do risco relativo foi aplicada para verificação de variáveis associadas ao óbito. A análise de regressão Joinpoint foi utilizada para avaliar a tendencia da letalidade da COVID-19. As técnicas de Machine Learning foram adotadas para construção dos modelos preditivos do desfecho da infecção pelo SARS-CoV-2. Ainda, foi realizada a espacialização do IDHM e do IDS COVID-19 segundo a mortalidade materna pela COVID-19 por município brasileiro. O uso de dados secundários dispensa a submissão ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP), segundo os termos da Lei 12527, de 18 de novembro de 2011. A idade mediana entre as gestantes avaliadas foi de 30 anos (P25- 25; P75- 35). A letalidade foi de 7,62% (n = 1236). O risco para o óbito foi maior para mulheres não vacinadas (RR: 4,29; IC: 2,97 – 6,50), com idade ≥ 35 anos (RR: 1,37; IC: 1,13 - 1,67) e com obesidade (RR: 2,08; IC: 1,66 – 2,58). Os fatores socioeconômicos e de saúde materno-infantil municipais apresentaram associação com o óbito, com exceção do índice GINI. Assim como fatores sociodemográficos individuais, a citar-se a etnia e escolaridade, que estiveram relacionadas ao óbito e à adesão ao imunizante. Por fim, o modelo boosting apresentou melhor desempenho no Machine Learning, com acurácia de 74,6%, sensibilidade de 73,3% e especificidade de 76,0%. Na análise espacial, observou-se maior mortalidade materna por COVID-19 em municípios da região Norte e Nordeste. A idade, escolaridade, obesidade e ausência da imunização foram os principais fatores individuais que elevaram o risco de óbito por COVID-19 entre gestantes brasileiras. Além disso, o menor IDHM, menor prevalência de adequação ao pré-natal e maior mortalidade neonatal apresentaram relação com a ocorrência do óbito, assim como o IDS COVID-19, que representa a desigualdade social em saúde no Brasil. O Machine Learning pode ser uma técnica aplicada na predição do desfecho de hospitalizações por COVID-19 a partir de variáveis individuais e indicadores municipais de saúde e sociodemográficos. Sugere-se que na ocorrência de doenças semelhantes, as gestantes sejam priorizadas no esquema de vacinação, sobretudo, aquelas que apresentarem obesidade, com maior idade e de estratos sociais mais vulneráveis. Palavras-chave: Comorbidade. Gestação. Brasil. SARS-CoV-2. Fatores Socioeconômicos.
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    Consumo de alimentos ultraprocessados, trajetórias de índice de massa corporal e incidência de obesidade e depressão em adultos brasileiros: estudo CUME
    (Universidade Federal de Viçosa, 2024-02-27) Leal, Arieta Carla Gualandi; Hermsdorff, Helen Hermana Miranda; http://lattes.cnpq.br/9915559595941916
    O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o papel do consumo de alimentos ultraprocessados (UPP) sobre a incidência de depressão e trajetórias de IMC em participantes da Coorte de Universidades Mineiras (CUME). Métodos: Este estudo incluiu adultos brasileiros com alta escolaridade que preencheram o questionário de base de linha de base e um ou mais questionários de seguimento coletados nos anos de 2018, 2020 e 2022. Esta pesquisa foi aprovada pelos comitês de ética de todas as instituições envolvidas no estudo. Os questionários continham questões sociodemográficas, antropométricas, estilo de vida e diagnóstico médico de doenças. Os participantes também responderam a um questionário de frequência e consumo alimentar (QFCA) com 144 itens alimentares, validado especificamente para a população do estudo. Para o cálculo do UPP, todos os alimentos do QFA foram classificados de acordo com o grau de processamento dos alimentos (classificação NOVA). O autorrelato de peso, altura foram usados para cálculo do IMC, enquanto a incidência de obesidade foi determinada pelo reconhecimento de novos participantes com IMC ≥30kg/m² em algum dos questionários de seguimento. Em relação a depressão a incidência foi indicada a partir do diagnóstico médico da doença desde o preenchimento do último questionário de seguimento. Para as associações longitudinais, a análise de riscos proporcionais de Cox foi utilizada. Ainda, para identificação de trajetórias, foi realizada a modelagem de Crescimento de Classe Latente (LCGM), em seguida, aplicada a regressão multinomial para associar o consumo de UPP com as trajetórias de IMC. Os modelos foram ajustados por: sexo, idade, nível de atividade física (ativo/insuficientemente ativo/inativo), estado civil (solteiro/casado), renda familiar (real/mensal), horas de sono (<7h / 7 a 9h / >9h/por noite), consumo abusivo de álcool (sim/não) e consumo total de energia (kcal/d). Para estimar a HR, Odds ratio e IC95%, utilizou-se o quartil inferior de consumo de UPP como categoria de referência. As análises estatísticas foram realizadas software estatístico Stata (Stata Corporation, College Station, Texas, EUA), versão 13.0 e foi adotado um nível de significância (α) de 5%. Resultados: No estudo CUME, o consumo de ingestão calórica de 33 a 72% de UPP foi associado ao risco de desenvolver depressão ao longo de quatro anos de seguimento (HR:1.82; IC 95% 1.15–2.88), ao padrão de trajetória de IMC de obesidade, indicando que maior chance dos participantes com obesidade estarem no padrão de obesidade (OR: 2.50; IC95% 1.17 – 5.33). Além disso, uma bidirecionalidade entre a depressão e obesidade com significância diferente entre homens e mulheres foi identificada nessa coorte. Nas mulheres, o risco de a depressão levar a obesidade foi significativo (HR: 2.14; IC95% 1.47 – 3.11), enquanto os homens mostraram maior risco de a obesidade levar a depressão (HR: 1.82; IC95% 1.05 – 3.16). Conclusão: O consumo de UPP está associado ao risco de desenvolver depressão e à chance de desenvolver a obesidade ao longo do tempo. Além disso, existe uma relação bidirecional. Palavras-chave: Depressão. Obesidade. Estudo longitudinal. Estudo CUME.
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    Estado nutricional de iodo e fatores associados em gestantes brasileiras: estudo Multicêntrico de Deficiência de Iodo (EMDI-Brasil)
    (Universidade Federal de Viçosa, 2024-03-05) Candido, Aline Carare; Franceschini, Sylvia do Carmo Castro; http://lattes.cnpq.br/0530210955354165
    O iodo é essencial para a síntese de hormônios tireoidianos, em que a deficiência pode provocar na gestação aborto espontâneo e hipotireoidismo e o excesso, disfunções tireoidianas. O objetivo desse trabalho foi avaliar o estado nutricional de iodo e os fatores associados em gestantes brasileiras. Esse projeto faz parte do Estudo Multicêntrico de Deficiência de Iodo (EMDI-Brasil). As revisões sistemáticas foram elaboradas segundo o Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analyses (PRISMA) e registradas no International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO). O risco de viés foi avaliado pelas ferramentas do Intituto Joanna Briggs. As meta-análises foram realizadas no software R e Statistical Software (STATA). Nos artigos originais, foram avaliadas gestantes brasileiras maiores de 18 anos. Para a coleta das informações socioeconômicas, demográficas, ambientais e de saúde foi aplicado um questionário semiestruturado. Para caracterização do estado nutricional, foi determinada a Concentração de Iodo Urinário (CIU). A disponibilidade alimentar foi avaliada pelo teor de iodo em amostras de água, alimentos in natura, sal de consumo domiciliar e em temperos. Para estimativa do consumo, foi aplicado o recordatório de 24 horas. Na análise estatística, foi utilizado o teste Shapiro-Wilk para avaliar a normalidade das variáveis. Na análise descritiva, foram apresentadas as frequências absolutas e relativas e medidas de tendência central e de dispersão. Para verificar a associação entre as variáveis obstétricas e socioeconômicas com a CIU, foi utilizado o teste Qui-quadrado. E para avaliar os fatores associados ao estado nutricional de iodo, foi realizada a regressão logística multinomial hierarquizada. O nível de significância adotado foi de 5%. De acordo com as revisões sistemáticas, a prevalência, no mundo, de ingestão excessiva de iodo em 10.736 gestantes foi de 52%. As principais implicações para as gestantes foram hipotireoidismo e hipertireoidismo. Para o recém-nascido, macrossomia e disfunção tireoidiana. Com relação a suplementação, a ingestão de 200 μg/dia de iodo foi capaz de alterar a CIU durante a gravidez, por isso deve ser iniciada no período pré-concepcional. Nos artigos originais, foram avaliadas 2.376 gestantes, com CIU mediana de 186,6 µg/L. A prevalência de deficiência de iodo foi de 36,7%, acima da necessidade 28,7% e excesso 3,6%. A concentração mediana de iodo no sal ingerido foi de 26,6 mg/kg, nos temperos 1,1 mg/100g, na água 2,9 µg/L e nos alimentos in natura 19,4 µg/100g. A ingestão alimentar média de iodo foi de 160,2 µg. Além disso, observamos que houve maior chance de deficiência entre as gestantes não-brancas (OR = 1.83; IC95%:1.27 – 2.64) e menor chance entre as gestantes que não exerciam trabalho remunerado (OR = 0.71; IC95%:0.52 – 0.98). Por outro lado, gestantes que estavam no terceiro trimestre apresentaram menor chance de ter ingestão de iodo acima da necessidade (OR = 0.52; IC95%:0.31 – 0.88). Assim, os resultados desse estudo serão fundamentais para a construção de políticas públicas e para o direcionamento de estratégias efetivas para prevenção e controle dessas alterações que podem provocar consequências irreversíveis para a saúde materna-infantil. Palavras-Chave: Gravidez. Iodo. Estado Nutricional. Saúde Materna. Brasil.
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    Effect of cashew nut (Anacardium occidentale L.) and its by-products (oil and soluble extract) on biomarkers of cardiometabolic risk and gut health
    (Universidade Federal de Viçosa, 2024-02-26) Meneguelli, Talitha Silva; Hermsdorff, Helen Hermana Miranda; http://lattes.cnpq.br/2157054460518286
    Obesity is a global public health issue that triggers chronic low-level inflammation, and dysbiosis, which can lead to increased intestinal permeability. This contributes to various chronic conditions like liver fat accumulation, type 2 diabetes, and cardiovascular disease. Therefore, effective nutritional strategies to combat obesity, lower cardiovascular risk factors, and enhance gut health are essential. Cashew nut is one of the most consumed nuts and contain nutrients that can promote overall health. Thus, the objective of this dissertation was to evaluate the effects of cashew nut soluble extract (CNSE) in the microbiota, intestinal morphology and functionality, and inflammatory markers in an experimental model (Gallus gallus), and cashew nut and cashew nut oil consumption in weight, body composition, cardiometabolic and inflammatory markers, and intestinal permeability in humans. For the experimental study developed at Cornell University-USA, CNSE was assessed in vivo via intra- amniotic administration in intestinal brush border membrane (BBM) morphology, functionality, and gut microbiota. Four groups were evaluated: no injection (control); H2O injection (control); 10 mg/mL CNSE (1%); and 50 mg/mL CNSE (5%). The clinical trial developed at Universidade Federal de Viçosa - Brazil is an 8-wk randomized controlled three-arm dietary intervention, in which subjects were assigned to receive control (CT, free-nuts), cashew nut (CN, 30 g/day) or cashew nut oil (OL, 30 mL/day) plus an energy-restricted diet (-500 kcal). During initial and final days were measured anthropometry and body composition, collected blood, and performed the intestinal permeability test. Also, a 24-hour dietary recall was applied. Statistical analysis was conducted using SPSS (p- value <0.05). Related to experimental study, CNSE on duodenal morphological parameters showed, in both concentrations, higher Paneth cell numbers, goblet cell (GC) diameter in villi, and mixed GC per villi, while only in the 5% concentration showed higher GC diameter in crypt, depth crypt, and villi surface area. Further, both concentrations decreased GC number and acid and neutral GC. Also, treatment with CNSE at 5% showed a lower abundance of Bifidobacterium, Lactobacillus, and E. coli, which was statistically significant. Moreover, in intestinal functionality, CNSE upregulated aminopeptidase (AP) gene expression at 5% compared to 1% CNSE. In the intervention study, all three groups reduced body fat and weight, waist and hip circumferences. The CN- group had reduction in liver serum markers and in the number of individuals with obesity, as well as an improvement in the lipid profile intensified by the improvement in intestinal permeability, while OL-group had LDL-c, atherogenic index, and IL-1b reductions. Both intervention groups reduced neck circumference and apo B levels. However, it is important to highlight that there was no difference in adiposity, biochemicals, intestinal permeability and inflammatory markers between the three groups. In conclusion, cashew nut and cashew nut oil associated with weight loss and CNSE demonstrated beneficial potential for health. However, the hypothesis of the intervention study was denied since when comparing the three groups there was no statistically significant difference in the markers evaluated. Keywords: cashew nut; Anacardium occidentale L; clinical trial; obesity; cardiometabolic markers; intestinal permeability; inflammatory markers; experimental model; gut health.
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    Functional properties of chia (Salvia hispanica L.) flour, its hydrolyzed protein and phenolic extract on microbiota and gut health in vivo
    (Universidade Federal de Viçosa, 2023-12-19) Mishima, Marcella Duarte Villas; Martino, Hércia Stampini Duarte; http://lattes.cnpq.br/6195936584306643
    Chia has a composition with potential to promote changes in the intestinal tissue that favor its functionality, morphology, and microbiota. Objective: evaluate the functional properties of chia flour, its hydrolyzed protein and phenolics on intestinal microbiota and gut health in vivo. Methodology: four experimental trials were conducted. First experiment: 32 male Wistar rats received the following diets (5 weeks): standard (SD), SD+chia, high-fat diet (HFD), or HFD+chia. Second experiment: 64 female Wistar rats fed either SD or HFD (7 weeks). Then, 32 rats underwent ovariectomy (OVX) while 32 rats underwent surgery without removal of the ovary (SHAM). After a 3-week recovery period, the rats were divided into eight groups and received the following diets (8 weeks): SD, SD+chia, HFD, or HFD+chia, for both OVX and SHAM groups. Intestinal microbiota, short-chain fatty acids (SCFA), IgA production, intestinal pH, histomorphometry, and brush border membrane functionality were analyzed. Then, a systematic review was conducted according to PRISMA guidelines, to answer the question: “How does food derived bioactive peptides can impact on gut health and inflammatory mediators in vivo?”. The third and fourth experiments were conducted in ovo. Third experiment: 45 fertile eggs (Gallus gallus) were divided into five groups receiving different treatments: not injected; 18MΩH20; 10mg/mL of hydrolyzed chia protein (1%); 10mg/mL hydrolyzed chia protein+106 CFU Lacticaseibacillus paracasei or 106 CFU Lacticaseibacillus paracasei. Fourth experiment: 27 eggs divided into three groups: not injected; 18MΩH 20; 10mg/mL (1%) of chia phenolic extract. Upon hatching, the animals were euthanized for analysis of intestinal microbiota composition, morphology, and gene expression related to functionality, inflammation, and intestinal barrier proteins. Results: Paper 1: chia flour consumption in male rats increased SCFA production and improved the circular muscle layer. Diversity and abundance of intestinal bacteria were not affected, but richness increased. Proteins associated with intestinal functionality were downregulated. Paper 2: In OVX female rats, chia flour intake increased production of acetic and butyric acids and decreased the cecum content pH, improved muscle layers and crypt thickness, improved richness and decreased microbiota diversity, and improved the expression of Ap and Si. Paper 3: In SHAM female rats, chia consumption increased the production of acetic and butyric acids in the SD group and propionic acid in the HFD group and decreased the pH of cecal content, while reducing IgA concentration in the HFD+chia group. Nevertheless, it increased microbial richness and diversity. The SD+chia group increased Si and Ap gene expression and decreased Sglt1 and Pept1. Paper 4: The systematic review highlighted the potential positive effects of bioactive peptides on inflammation and gut health. Paper 5: The hydrolyzed chia protein downregulated the gene expression of Tnf-α, increased Ocln, Muc2, and Ap, reduced Bifidobacterium, increased Lactobacillus and improved the intestinal morphology. Paper 6: Chia phenolic extract reduced Tnf-α and increased Si gene expression, reduced the Bifidobacterium, E. coli populations and Paneth cell diameter, increased depth crypt, and maintained villus height. Conclusion: chia can be considered a food with biological potential to improve intestinal health. The effects were demonstrated in different fractions of the seed. Key words: Intestinal Microbiota; Intestinal Morphology; Short Chain Fatty Acids; Intestinal Functionality; Intra-Amniotic Administration; Lacticaseibacillus paracasei; Brush Border Membrane; Ovariectomy.
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    Recordatório alimentar habitual para avaliação do consumo alimentar em idosos: desenvolvimento do protocolo de aplicação e validação de conteúdo e de face
    (Universidade Federal de Viçosa, 2019-07-31) Valença, Silvia Eugênia Oliveira; Ribeiro, Andréia Queiroz; http://lattes.cnpq.br/3211600469791003
    A transição demográfica e o envelhecimento populacional são fenômenos que impõem a necessidade de discussão de políticas públicas voltadas para o bem-estar do idoso, a fim de preservar sua saúde e autonomia ao longo da vida. O envelhecimento está associado à maior incidência e prevalência das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT), portanto, a identificação dos fatores de risco é fundamental na prevenção e controle dos agravos. Dentre tais fatores de risco, estão incluídos os distúrbios do estado nutricional, uma vez que se relacionam à maior morbidade por DCNT e incapacidade em idosos. Dessa forma, a avaliação do estado nutricional nessa população torna-se imprescindível. Sendo a avaliação do consumo alimentar um dos parâmetros utilizados para elaborar o diagnóstico nutricional, são necessários instrumentos apropriados para mensurar o consumo alimentar. O Recordatório Alimentar Habitual (RAH) vem sendo utilizado para avaliar o consumo alimentar de idosos, mas possui como principais limitações não ser validado e não possuir um protocolo de aplicação para sua reprodução padronizada. Assim, o objetivo do presente estudo foi elaborar o protocolo de aplicação para o RAH em idosos e avaliar sua validade de conteúdo e de face. Além disso, foi realizada uma revisão de escopo sobre o RAH, a fim de reunir as características do instrumento, que subsidiou a elaboração do protocolo e corroborou a lacuna do RAH quanto à sua validade e inconsistências quanto à metodologia de aplicação entre os estudos que o utilizaram. O protocolo de aplicação foi elaborado por três nutricionistas que atuam no Programa Municipal da Terceira Idade (PMTI), Viçosa, Minas Gerais, Brasil, e utilizam o instrumento durante o atendimento. O protocolo proposto tem seis etapas de aplicação: anotação do horário e local da primeira refeição do dia; listagem rápida dos alimentos; detalhamento quanto ao tipo e modo de preparo dos alimentos; quantidades consumidas; revisão da refeição junto ao idoso; descrição da refeição seguinte. Essa primeira versão foi testada em um estudo piloto com um grupo de cinco idosos e obteve uma avaliação satisfatória, portanto, não foi modificado. Na sequência, foi submetida à validação de conteúdo através da avaliação por doze especialistas que atribuíram notas em uma escala de quatro pontos quanto à clareza e relevância do conteúdo das etapas e do protocolo como o todo. Posteriormente às alterações propostas pelos especialistas, procedeu-se a etapa de validação de face com um grupo de dezessete idosos. Foi calculado o Coeficiente de Validade de Conteúdo final (CVCf) e coeficiente Kappa (k), considerando satisfatórios valores de CVCf ≥ 0,8 e k ≥ 0,4. O conteúdo das etapas e aspectos gerais do protocolo foram avaliados satisfatoriamente pelos especialistas, exceto a etapa em que o idoso deve elencar os alimentos habitualmente consumidos na refeição e as justificativas para o período de referência e frequência de consumo considerada habitual, onde a concordância em relação à clareza foi fraca (k=0,35), o que culminou na reformulação das mesmas. A redação do protocolo também foi alterada a partir de sugestões e comentários realizados pelos especialistas visando torna-lo mais claro. Já na validação de face, todos os itens e aspectos obtiveram alta proporção de notas “3” e “4” e excelente concordância. A partir dos resultados da validação de conteúdo e de face, considerou-se que o protocolo de aplicação do RAH é claro e representativo para avaliar o consumo habitual dos idosos. Dessa forma, o RAH está adequado para ser utilizado de forma padronizada em pesquisas futuras, agregando evidências sobre o consumo alimentar da população com 60 anos ou mais. Palavras-chave: Consumo alimentar. Estudos de validação. Idosos.
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    Efeitos do consumo de diferentes tipos de óleos vegetais sobre a inflamação, o estresse oxidativo, a permeabilidade e a microbiota intestinais em mulheres com excesso de peso
    (Universidade Federal de Viçosa, 2019-12-16) Cândido, Thalita Lin Netto; Alfenas, Rita de Cássia Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/5658172391237337
    A prevalência de excesso de peso tem aumentado em todo o mundo. Entre os fatores associados à patogênese do excesso de peso e suas comorbidades estão a inflamação, o estresse oxidativo, o aumento da permeabilidade e alterações na microbiota intestinal. Acredita-se que a dieta exerça importante papel modulador sobre tais fatores, em especial a quantidade e o tipo de lipídio ingerido. Entretanto, ainda não há consenso entre os pesquisadores neste sentido. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito do consumo de óleo de soja, óleo de oliva extra virgem e óleo de coco associados à dieta restrita em calorias sobre as variáveis citadas anteriormente em mulheres com excesso de peso. Para averiguar tal efeito, na presente tese são apresentados quatro artigos, sendo dois de revisão e dois originais. Artigo 1: Disbiose e endotoxemia metabólica induzidas pela dieta rica em gorduras - O objetivo desta revisão foi analisar a influência de dietas hiperlipídicas sobre a disbiose e endotoxemia metabólica. Foram consultadas as bases de dados Medline/Pubmed e Scopus. Os artigos incluídos foram publicados entre 2007 e 2017. Após análise critica, os resultados dos estudos apontaram que dietas ricas em gorduras estão associadas à redução na diversidade bacteriana intestinal, ao aumento na permeabilidade intestinal e à maior passagem de LPS. A endotoxemia instalada pode ser considerada um fator causal para instalação de inflamação de baixo grau. Assim, é essencial a identificação de estratégias dietéticas que possam minimizar os efeitos gerados. Artigo 2: Efeito da qualidade lipídica da dieta na endotoxemia metabólica: uma revisão sistemática - Nesta revisão sistemática, foram avaliados criticamente os estudos em que se investigou o efeito da qualidade lipídica da dieta na endotoxemia metabólica em humanos. Os artigos foram selecionados em três bases de dados, PubMed, Scopus e Library Cochrane e as palavras-chave foram definidas conforme a terminologia para indexação do Medical Subject Headings (MeSH). Segundo os resultados dos estudos incluídos, maiores concentrações de LPS pós-prandiais (1 a 6 h) foram associadas à ingestão de dietas ricas em ácidos graxos saturados (SFAs). Por outro lado, concentrações mais baixas de endotoxina foram observados após a ingestão de dietas ricas em ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs). No entanto, em estudos de maior duração (4 a 12 semanas), o consumo dos diferentes tipos de ácidos graxos parece não exercer efeitos sobre a endotoxemia metabólica. Artigo 3: Efeito da ingestão de diferentes tipos de lipídios sobre o estresse oxidativo e a inflamação em mulheres com excesso de peso: um ensaio clínico randomizado, paralelo e duplo-cego – Acredita-se que o consumo de óleos com diferentes perfis em ácidos graxos pode ter efeitos diferenciados sobre o estresse oxidativo e a inflamação, podendo modular a origem e o desenvolvimento de diversas doenças crônicas. Assim, nós investigamos o efeito da ingestão de óleo de coco, óleo de oliva extra virgem e óleo de soja associados à dieta com restrição calórica sobre marcadores do estresse oxidativo e inflamação em mulheres com excesso de peso. Sessenta e duas mulheres com excesso de peso receberam café da manhã contendo 25 ml de um dos óleos testes: óleo de soja (n= 21), óleo de oliva extra virgem (n=22) e óleo de coco (n=19), durante 9 semanas consecutivas (± 5 dias). Foram prescritas dieta com restrição calórica (- 500 kcal/dia) e normolipídica (32% da energia proveniente de gorduras) a cada participante. Amostras sanguíneas foram coletadas no primeiro e último dia de experimento. Foram analisados marcadores do estresse oxidativo (catalase (CAT), óxido nítrico (ON), malondialdeído (MDA) e FRAP) e de inflamação (IL-8; IL- 1β; IL-6; IL-10; IL-12, TNF- α). O consumo do óleo de oliva extra virgem aumentou a atividade antioxidante (FRAP) e reduziu as concentrações de MDA, ON e IL-1 β após o período de intervenção. A ingestão de óleo de soja aumentou as concentrações de FRAP e IL-10, além de reduzir a de ON. O óleo de coco não alterou as variáveis avaliadas. Assim, concluímos que o consumo de óleo de oliva, rico em MUFAs, e de óleo de soja, rico em PUFAs, aumentaram a atividade antioxidante plasmática e melhoraram variáveis do estresse oxidativo e inflamação. Artigo 4: Efeito da ingestão de óleos fontes de diferentes tipos de ácidos graxos associados à dieta restrita em calorias sobre a microbiota e a permeabilidade intestinais em mulheres com excesso de peso - Acredita-se que o tipo de ácido graxo dietético pode modular o ecossistema bacteriano intestinal. No entanto, a eficácia desse efeito ainda é inconclusiva. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da ingestão de óleos ricos em diferentes tipos de ácidos graxos, associados a dietas normolipídicas e restritas em calorias, na microbiota e permeabilidade intestinais, na concentração sérica de LPS, ácidos graxos de cadeia curta e pH fecais. Tratou-se de um ensaio clínico randomizado, paralelo, duplo-cego com duração de 9 semanas consecutivas (± 5 dias), no qual mulheres com excesso de peso receberam diariamente café da manhã contendo 25 ml de um dos óleos testes: óleo de soja (n=17), óleo de oliva extra virgem (n=19) ou óleo de coco (n=16). Amostras sanguíneas, fecais e de urina foram coletadas no primeiro e último dia de experimento. O consumo dos três tipos de óleos não afetou a diversidade e a abundância relativa de bactérias intestinais. Observamos aumento na riqueza bacteriana estimada pelo índice Chao 1 e redução na concentração do ácido graxo de cadeia curta isovalérico no grupo que ingeriu óleo de soja. A permeabilidade paracelular e transcelular aumentaram após a ingestão de óleo de oliva extra virgem e óleo de coco. Porém, as concentrações de LPS permaneceram inalteradas. Portanto, a ingestão de dieta normolipídica contendo diferentes tipos de ácidos graxos (saturados, mono e poliinsaturados) associada à dieta restrita em calorias afetou de forma modesta a microbiota e a permeabilidade intestinais, sem resultar em endotoxemia metabólica em mulheres com excesso de peso. Palavras-chave: Endotoxemia. Estresse oxidativo. Inflamação. Permeabilidade intestinal. Microbiota intestinal. Óleo de soja. Óleo de oliva extra virgem. Óleo de coco.
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    Desfechos nutricionais em crianças brasileiras expostas à infecção congênita por Zika vírus e o impacto familiar e social em municípios da Zona da Mata mineira
    (Universidade Federal de Viçosa, 2019-02-26) Donateli, Cíntia Pereira; Costa, Glauce Dias da; http://lattes.cnpq.br/7959882651902928
    A infecção pelo Zika vírus acarretou uma epidemia alarmante que afetou especialmente o grupo materno-infantil. Mesmo com o fim da emergência de saúde pública declarada em 2016, o Zika vírus e seus desfechos associados continuam a ser um desafio significativo para a saúde pública. Embora já se conheça alguns desfechos associados a infecção congênita como a presença de microcefalia grave, calcificações intracranianas e outras anomalias cerebrais, a infecção pelo Zika ainda não foi totalmente caracterizada e há poucos estudos avaliando os aspectos nutricionais deste grupo, o que é de suma importância visto o impacto da nutrição no crescimento, desenvolvimento e o surgimento de complicações na vida adulta. O diagnóstico intrauterino de um filho com alguma deficiência gera momentos conflituosos, de choque e negação, além do medo, frente as idealizações da gravidez. Essa condição interfere diretamente na rotina familiar e social. Tendo em vista os riscos relacionados ao crescimento e desenvolvimento das crianças acometidas pela síndrome congênita do Zika vírus, o presente estudo objetivou avaliar os desfechos nutricionais em crianças brasileiras expostas à infecção congênita por Zika vírus e o impacto familiar e social em municípios da Zona da Mata Mineira, Brasil. Trata-se de um estudo com uso de dois bancos de dados: a) Estudo de coorte retrospectiva com dados secundários oriundos do Registro de Eventos em Saúde Pública – Microcefalia (RESP-Microcefalia). Foram incluídos neste estudo 2.777 casos confirmados de recém-nascidos e crianças com síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika em todo o Brasil, nos anos de 2015 a 2018. As variáveis dependentes estudadas foram: baixo peso ao nascer, prematuridade e pequeno para idade gestacional (PIG). As variáveis independentes estudadas foram: idade materna, raça, região do país, alterações congênitas, sexo do recém-nascido, tipo de gravidez, tempo de detecção da microcefalia, presença de exantema na gestação e critério diagnóstico. Realizou-se estatística descritiva para conhecer a incidência do baixo peso ao nascer, da prematuridade e do PIG. Optou-se pela regressão de Poisson com variância robusta. A medida de associação foi o risco relativo (RR) e seu respectivo intervalo de confiança (IC) de 95%. O nível de significância adotado foi α de 5%. A partir das análises os fatores independentemente associados ao PIG foram tipo de gravidez, o período de detecção da microcefalia, a idade materna e a presença de exantema na gestação. Ao baixo peso foram associados o sexo do recém-nascido, o tipo de gravidez, a presença de microcefalia, a presença de exantema na gestação e a região do país. E a prematuridade associou-se ao tipo de gravidez, as alterações congênitas do recém-nascido e a região do país. b) Estudo transversal, com abordagem quali-quantitativa realizado entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019 em cinco municípios da Zona da Mata de Minas Gerais com crianças cujas mães foram infectadas por Zika vírus durante a gestação, total de 16 mães entrevistadas e 14 crianças avaliadas. Para avaliação do estado nutricional foram analisados os valores em score-z dos índices antropométricos: peso/estatura (P/E), peso/idade (P/I) e Índice de Massa Corporal/Idade (IMC/I). Para avaliação do crescimento utilizou-se o índice estatura/idade (E/I) e procedeu-se ao cálculo da relação cintura-estatura (RCE). Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Viçosa (parecer nº 2.705.484). Os achados desse estudo mostraram que 92,86% das crianças eram eutróficas na avaliação do índice P/I e nos índices antropométricos de IMC/I e P/E, 78,57% e 85,72%, respectivamente apresentavam risco de sobrepeso. Para o índice E/I, 92,86% das crianças apresentaram estatura adequada para a idade. Quanto ao índice RCE, a média foi de 0,53. Na análise qualitativa realizamos entrevistas para avaliar o impacto familiar e social decorrente da infecção pelo Zika vírus durante a gestação. Foram identificadas cinco categorias dos impactos após a infecção por Zika vírus durante a gestação: efeitos a nível familiar e profissional; efeitos nas relações sociais; efeitos a nível pessoal e com o companheiro; efeitos sobre a maternidade e efeitos a nível do acesso à saúde. Os achados deste estudo revelam que a atitude de vigilância do estado nutricional da gestante e do recém-nascido em programas destinados ao acompanhamento do pré-natal e pós-natal podem minimizar os desvios nutricionais, tanto a carência quanto o excesso, e promover uma melhor qualidade de vida. Além disso a reorganização do serviço deve ser proposta entre os diferentes atores a fim de que novos canais de comunicação sejam criados para minimizar as desigualdades sociais existentes e melhorar a assistência à saúde.