Resposta celular em linfonodos de bovinos inoculados com Anaplasma marginale

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Data

2003-02-28

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Universidade Federal de Viçosa

Resumo

Foi avaliada a resposta imune contra o patógeno Anaplasma marginale através da inoculação, em bezerros, da amostra AUFV1 2a passagem. Para tanto, foram realizadas técnicas de coloração de rotina e técnicas imunohistoquímicas em cortes de linfonodos superficiais. Inicialmente, foi observada uma resposta proliferativa na área paracortical e, a partir da terceira semana pós-inoculação, grande reatividade de centros germinais. Através da técnica de TUNEL, foram observadas inúmeras células em apoptose, em número estatisticamente significativo aos seis e 13 dias pós-inoculação. Antígenos de A. marginale apresentados por células dendríticas foram detectados pela técnica da Imunoperoxidase Indireta já aos seis dias pós-inoculação, não sendo observados no linfonodo do animal controle negativo. A técnica da Imunoperoxidase Indireta também foi utilizada para a detecção de antígenos CD4, CD8 e WC1, sendo observado um pequeno aumento apenas de linfócitos CD4+. Paralelamente a estes estudos, foram isoladas células mononucleares de sangue periférico (PBMCs), nos mesmos dias em que eram feitas as coletas de linfonodos, para estudos de proliferação e de produção de citocinas após reestimulação ex vivo. Como controle positivo, foi utilizado o mitógeno celular Concanavalina A, além de corpúsculos iniciais de A. marginale. As PBMCs foram estimuladas com dois peptídeos sintéticos baseados na estrutura da proteína de superfície de A. marginale MSP-2, os peptídeos 13590 e 13591. Também foi feito um controle negativo, onde era adicionado apenas meio de cultivo incompleto. Nos testes proliferativos, apenas aos seis dias pós-inoculação os peptídeos tiveram desempenho melhor, estatisticamente significativo (p<0,05), com relação ao controle negativo. Dessa forma, pode-se concluir que os animais inoculados desenvolveram uma resposta imune adaptativa contra o A. marginale, provavelmente envolvendo células T auxiliares. Quanto aos peptídeos sintéticos testados, serão necessários mais estudos, podendo-se afirmar apenas que eles são candidatos ao desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o A. marginale.
The immune response against the pathogen Anaplasma marginale was evaluated after the inoculation, in calves, with the strain AUFV1 2nd passage. For this, routine coloration techniques and immunohistochemistry techniques were performed in slides of superficial limph nodes. In the first week post inoculation, a proliferative response was observed in the paracortical areas and, in the third week, a great number of germinal centers. With the TUNEL technique, many cells in apoptosis were observed, in a number statistically significant six and 13 days post inoculation. Antigens of A. marginale presented by dendritic cells were detected with the Indirect Immunoperoxidase technique six days post inoculation, and these were not observed in the limph node of the negative control animal. The same technique was also performed with the purpose of identifying the surface antigens CD4, CD8 and WC1, and a little augment was observed only on the population of lymphocytes CD4+. Another experiment evolved the isolation of peripheral blood mononuclear cells (PBMCs), wich were isolated in the same days the limph nodes were coleted, for studies of proliferation and production of cytokines after reestimulation ex vivo. The mitogen Con A and initial bodies of A. marginale were utilized as positive controls. The PBMCs were estimulated wiht two synthetic peptides based on the structure of the surface protein of A. marginale MSP-2, named 13590 and 13591. A negative control was also utilized, were was added incomplete medium only. On the proliferative tests, only six days post inoculation the peptides were better than the negative control, with numbers statistically significants (p<0,05). On this way, we could conclude that the inoculated animals developed an adaptative immune response against A. marginale, probably evolving T helper cells. In relation to the synthetic peptides tested, we can only afirm that they are good candidates for the development of a vaccine against bovine anaplasmosis, but more studies have to be performed in this area.

Descrição

Palavras-chave

Anaplasmose, Controle, Vacina sintética, Anaplasma marginale, Anaplasmosis, Control, Synthetic vaccine, Anaplasma marginale

Citação

RESENDE, Daniela de Melo. Cellular response in bovine limph nodes inoculated with Anaplasma marginale. 2003. 72 f. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia, diagnóstico e controle de doenças; Epidemiologia e controle de qualidade de prod. de) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2003.

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