Equilíbrio bioclimático e o crescimento da vegetação secundária na Amazônia brasileira

Loading...
Thumbnail Image

Journal Title

Journal ISSN

Volume Title

Publisher

Universidade Federal de Viçosa

Abstract

A resiliência da floresta Amazônica diante das mudanças climáticas e do uso da terra tem se tornado uma questão crucial. No entanto, observa-se que as atividades antrópicas vêm reduzindo essa resiliência, aproximando a Amazônia de um ponto crítico de desequilíbrio bioclimático. O desmatamento, o uso intensivo da terra e a consequente queda da produtividade agropecuária podem levar ao abandono de áreas, permitindo o crescimento da vegetação secundária. Apesar da crescente importância desse tema, ainda são escassos os estudos que avaliam o potencial de transição bioclimática levando em conta a regeneração florestal proporcionada pela vegetação secundária. Assim, este estudo busca preencher essa lacuna ao quantificar variáveis como precipitação, evapotranspiração, déficit hídrico e o crescimento da vegetação secundária. Os resultados indicam que o desenvolvimento da vegetação secundária consegue influenciar de forma positiva para manutenção do equilíbrio bioclimático na região Central. Na região Leste, é possível observar que a presença da vegetação secundária, por mais importante que seja, não consegue garantir que o risco de transição climática da região seja mitigado, uma vez que o efeito sobre o regime de chuvas é positivo, mas desfavorável em relação ao déficit hídrico. Por outro lado, na região Sul, o crescimento da vegetação secundária não é suficiente para manter condições climáticas adequadas ao desenvolvimento das florestas. Mesmo com a regeneração florestal, partes importantes do bioma ainda estão em risco de passarem pela transição climática. Palavras-chave: Florestal. Vegetação secundária; Equilíbrio bioclimático; Regeneração.
The resilience of the Amazon rainforest to climate change and land use has become a critical issue. However, anthropogenic activities have been reducing this resilience, bringing the Amazon closer to a critical threshold of bioclimatic imbalance. Deforestation, intensive land use, and the consequent decline in agricultural productivity can lead to land abandonment, allowing for the growth of secondary vegetation. Despite the increasing relevance of this topic, studies evaluating the bioclimatic transition potential considering forest regeneration through secondary vegetation remain scarce. This study aims to fill this gap by quantifying variables such as precipitation, evapotranspiration, water deficit, and secondary vegetation growth. The results indicate that the development of secondary vegetation positively contributes to maintaining bioclimatic stability in the Central region. In the Eastern region, despite the importance of secondary vegetation, its presence alone is insufficient to mitigate the risk of climatic transition, as its effect on rainfall patterns is positive but unfavorable concerning the water deficit. Conversely, in the Southern region, the growth of secondary vegetation is not enough to sustain climatic conditions suitable for forest development. Even with forest regeneration, critical areas of the biome remain at risk of undergoing climatic transition. Keywords: Secondary vegetation; Bioclimatic equilibrium; Forest regeneration.

Description

Citation

FIALHO, Viviane de Paula. Equilíbrio bioclimático e o crescimento da vegetação secundária na Amazônia brasileira. 2025. 41 f. Dissertação (Mestrado em Meteorologia Aplicada) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2025.

Endorsement

Review

Supplemented By

Referenced By