From agreements to markets: trade integration and agricultural export dynamics in Latin America

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Universidade Federal de Viçosa

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This thesis examines trade agreements as a policy tool in Latin America and addresses two complementary questions about their effectiveness. Since the 1990s, regional trade agreements have proliferated dramatically as countries turned away from stalled multilateral negotiations, and these agreements have evolved substantially in scope, moving beyond tariff reductions to incorporate provisions on investment, services, environmental standards, labor regulations, and other areas that can influence trade, directly or indirectly. As these agreements have become widely used and vary substantially in scale, scope, and coverage, important questions arise about whether their content matters for their success and whether the heterogeneity across agreements translates into different impacts on trade. This dissertation addresses these questions through two complementary papers focused on Latin America. The first paper asks whether agreement design matters, specifically whether the depth and modernization of negotiated provisions shape their impact on trade. We develop the Depth Index of Trade Agreements (DITA), a new multidimensional measure of agreement depth, constructed via factor analysis with endogenous provision weights, applied to 681 agreements from 1970 to 2019. Our results show that the Pacific Alliance and Central America lag one decade behind North American standards, while South America and the Caribbean lag by two to three decades. Our gravity model estimates confirm that agreement design matters for trade creation: deeper agreements generate substantially larger trade effects, with high-depth agreements producing trade increases of up to 82.6\% in the long run within the Americas, compared to insignificant effects for low-depth agreements. The second paper examines whether regionalism worked in South America, assessing the success of Mercosur and its first wave of agreements with Chile (1996), Bolivia (1997), Peru (2005), and Colombia and Ecuador (2005) in promoting agricultural trade and export diversification in South America. We employ a structural gravity model that incorporates the actual liberalization schedules for each agreement and decomposes trade growth into its intensive and extensive margincomponents, allowing us to identify not only whether these agreements generated trade but also when and through which margin. Mercosur itself produced strong and persistent trade effects across all phases of liberalization, while the associated agreements show more limited and phase-dependent results: Colombia and Ecuador generated positive agricultural trade effects concentrated in specific liberalization stages, whereas Chile, Bolivia, and Peru show little evidence of trade creation. Export diversification occurred across all agreements, with the share of previously undertraded products rising substantially, though trade growth came primarily through the intensive margin, with the only clear exception being Mercosur–Bolivia. Together, the two papers suggest that trade agreements are a more conditional policy tool than often assumed. Their effectiveness depends on both the depth of their commitments and the structural conditions of the partner economies. For Latin America, where heterogeneity in trade policy approaches is substantial, these findings underscore the need to reassess how agreements are designed and what they are expected to achieve. Keywords: trade agreements; international trade. gravity model; Mercosur; agricultural trade;
Esta tese examina os acordos comerciais como instrumento de política pública na América Latina e aborda duas questões complementares sobre sua efetividade. Desde a década de 1990, os acordos comerciais proliferaram drasticamente à medida que os países se afastaram das negociações multilaterais estagnadas, e esses acordos evoluíram substancialmente em escopo, avançando além das reduções tarifárias para incorporar provisões sobre investimento, serviços, padrões ambientais, regulamentações trabalhistas e outras áreas que podem influenciar o comércio, direta ou indiretamente. À medida que esses acordos se tornam amplamente utilizados e variam substancialmente em escala, escopo e abrangência, surgem questões importantes sobre se o conteúdo dos acordos importa para o sucesso deles e se a heterogeneidade entre os acordos se traduz em impactos distintos sobre o comércio. Esta tese aborda essas questões por meio de dois artigos complementares, ambos focados na América Latina. O primeiro artigo pergunta se o desenho institucional dos acordos comerciais importa, especificamente se a profundidade e a modernização das provisões negociadas moldam o impacto desses acordos sobre o comércio. Desenvolvemos o Depth Index of Trade Agreements (DITA), uma nova medida multidimensional de profundidade dos acordos, construída por meio de análise fatorial, com pesos endógenos atribuídos às provisões, e aplicada a 681 acordos entre 1970 e 2019. Nossos resultados mostram que a Aliança do Pacífico e a América Central estão uma década atrás dos padrões norte-americanos, enquanto a América do Sul e o Caribe estão de duas a três décadas atrás. Nossas estimativas do modelo gravitacional confirmam que o desenho institucional dos acordos importa para a criação de comércio: acordos mais profundos geram efeitos comerciais substancialmente maiores, com acordos de alta profundidade produzindo aumentos no comércio de até 82,6% no longo prazo nas Américas, em comparação com efeitos não significativos para acordos de baixa profundidade. O segundo artigo examina se o regionalismo funcionou na América do Sul, avaliando o sucesso do Mercosul e de sua primeira onda de acordos comChile (1996), Bolívia (1997), Peru (2005) e Colômbia e Equador (2005) na promoção do comércio agrícola e da diversificação das exportações na região. Empregamos um modelo gravitacional que incorpora os cronogramas de liberalização de cada acordo e decompõe o crescimento do comércio em componentes de margem intensiva e extensiva, permitindo identificar não apenas se esses acordos geraram comércio, mas também quando estes efeitos foram gerados e por meio de qual margem. O Mercosul, por si só, produziu efeitos comerciais fortes e persistentes em todas as fases de liberalização, enquanto os acordos do bloco apresentam resultados mais limitados e dependentes da fase: Colômbia e Equador geraram efeitos positivos sobre o comércio agrícola concentrados em estágios específicos de liberalização, enquanto Chile, Bolívia e Peru mostram pouca evidência de criação de comércio. A diversificação das exportações ocorreu em todos os acordos, com a participação de produtos anteriormente pouco comercializados aumentando substancialmente, embora o crescimento do comércio tenha ocorrido principalmente pela margem intensiva, com a única exceção clara sendo o Mercosul–Bolívia. Em conjunto, os dois artigos sugerem que os acordos comerciais são um instrumento de política mais condicional do que se costuma assumir. Sua efetividade depende tanto da profundidade dos compromissos acordados quanto das condições estruturais das economias parceiras. Para a América Latina, onde a heterogeneidade nas abordagens de política comercial é substancial, esses resultados reforçam a necessidade de reavaliar como os acordos são negociados e o que se espera que eles alcancem. Palavras-chave: acordos comerciais; modelo gravitacional; Mercosul; comércio agrícola; comércio internacional

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Citation

SILVA, Raphael Gomes da. From agreements to markets: trade integration and agricultural export dynamics in Latin America. 2026. 189 f. Tese (Doutorado em Economia Aplicada) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2026.

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