Qualidade e duração do sono, ingestão proteica, fragilidade física em pessoas idosas: evidências do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA- Brasil)

dc.contributorLopes, Leidjaira Juvanhol
dc.contributorGriep, Rosane Harter
dc.contributor.advisorRibeiro, Andréia Queiroz
dc.contributor.authorSouza, Ângela Maria Natal de
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/9207981298387971
dc.date.accessioned2025-05-29T11:00:19Z
dc.date.issued2025-03-20
dc.degree.date2025-03-20
dc.degree.departmentDepartamento de Nutrição e Saúdept-BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal de Viçosa
dc.degree.levelDoutorado
dc.degree.localViçosa - MG
dc.degree.programDoutor em Ciência da Nutrição
dc.description.abstractFragilidade física, alterações do sono e da ingestão alimentar são eventos importantes nesse grupo etário e tem merecido a atenção da comunidade científica. Nesse contexto, a associação entre o sono e a fragilidade física, bem como o efeito da ingestão proteica nessa relação ainda é limitado. A presente tese objetivou avaliar a associação entre qualidade, duração e padrões de sono e a fragilidade física em pessoas idosas brasileiras, bem como efeito modificador da ingestão proteica nesta associação, em análise estratificada por sexo. O artigo de revisão sistemática avaliou a literatura científica acerca da associação entre qualidade e duração do sono e fragilidade física em pessoas idosas (= 60 anos). Foi desenvolvido de acordo com as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyzes (PRISMA), cuja busca foi realizada no Cochrane Library, Embase e Pubmed. Foram incluídos 17 estudos originais (13 estudos transversais e quatro estudos longitudinais), publicados entre 2009 e 2024. Na sequência, foi realizada uma análise transversal (2017-2019) de dados de 4.853 participantes (= 60 anos) do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). A qualidade e duração do sono foram avaliadas por questões autorrelatadas e os padrões do sono identificados por análise de classes latentes. A fragilidade física foi avaliada pelo fenótipo de Fried e os participantes classificados como robustos, pré- fragilidade e fragilidade. A ingestão de proteína foi categorizada como baixa quando = 1,2g/Kg/dia. Realizou-se análise descritiva e bivariada. Modelos de regressão logística multinomial (brutos e ajustados) foram utilizados para estimar as associações global e estratificadas por sexo, e foi testada interação multiplicativa com a ingestão proteica. Do total de participantes, 55,3% eram mulheres e a idade mediana foi de 66 (IIQ: 63-70) anos, 52,2% apresentaram pré-fragilidade (54,3% e 51,8% entre homens e mulheres, respectivamente) e 6,8% fragilidade (7,9% e 5,5% entre homens e mulheres, respectivamente), sendo as diferenças significantes entre os sexos (p < 0,001). Foram obtidos dois padrões de sono (padrão satisfatório e o não satisfatório). Após ajuste por fatores de confusão, a privação do sono, a insônia inicial, a insônia intermediária, a insônia final, a curta da duração do sono e o padrão de sono não satisfatório se associaram com a fragilidade em ambos os sexos, e a maioria dessas exposições se associaram à pré- fragilidade. Entre as mulheres, o padrão de sono não satisfatório esteve associado a maiores chances de pré-fragilidade e fragilidade, já entre homens, somente com a fragilidade. Nas análises de interação, observou-se que, em geral, as associações entre a má qualidade e curta duração do sono e fragilidade são mais fortes entre aqueles com baixa ingestão proteica. Independente do sexo, a má qualidade e a curta duração do sono e o padrão de sono não satisfatório se associaram com a pré- fragilidade e fragilidade, e a ingestão de proteínas atuou como um modificador de efeito dessa associação. São necessárias medidas preventivas e/ou terapêuticas de forma sinérgica que considerem as diferenças sexuais para a abordagem dessas condições de saúde no cuidado desses indivíduos, com destaque para intervenções nutricionais relacionadas à ingestão proteica. Palavras-chave: Qualidade do sono; Duração do sono; Padrões de sono; Ingestão proteica; Fragilidade física; Pessoas idosaspt-BR
dc.description.abstractPhysical frailty, changes in sleep and food intake are important events in this age group and have received attention from the scientific community. In this context, the association between sleep and physical frailty, as well as the effect of protein intake on this relationship, is still limited. The present thesis aims to evaluate the association between sleep quality, duration and patterns and physical frailty in Brazilian older adults, as well as the modifying effect of protein intake on this association, in an analysis stratified by sex. The systematic review article evaluated the scientific literature on the association between sleep quality and duration and physical frailty in older adults (= 60 years). It was developed in accordance with the recommendations of the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), whose search was carried out in the Cochrane Library, Embase and Pubmed. 17 original studies were included (13 cross-sectional studies and four longitudinal studies), published between 2009 and 2024. Subsequently, a cross- sectional analysis (2017-2019) of data from 4,853 participants (= 60 years old) of the Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brazil) was carried out. Sleep quality and duration were assessed by self-reported questions and sleep patterns identified by latent class analysis. Physical frailty was assessed using the Fried phenotype and participants were classified as robust, pre-frailty and frailty. Protein intake was categorized as low when = 1.2g/kg/day. Descriptive and bivariate analysis was carried out. Multinomial logistic regression models (crude and adjusted) were used to estimate global and sex-stratified associations, and a multiplicative interaction with protein intake was tested. Of the total participants, 55.3% were women and the median age was 66 (IIQ: 63-70) years, 52.2% were pre-frailty (54.3% and 51.8% among men and women, respectively) and 6.8% frailty (7.9% and 5.5% between men and women, respectively), with significant differences between the sexes (p < 0.001). Two sleep patterns were obtained (satisfactory and unsatisfactory). After adjustment for confounding factors, sleep deprivation, initial insomnia, intermediate insomnia, final insomnia, short sleep duration and unsatisfactory sleep pattern were associated with frailty in both sexes, and the majority of these exposures were associated with pre-frailty. In interaction analyses, it was observed that, in general, the associations between poor quality and short sleep duration and frailty are stronger among those with low protein intake. Regardless of sex, poor quality and short sleep duration and unsatisfactory sleep patterns were associated with pre-frailty and frailty, and protein intake acted as an effect modifier of this association. Preventive and/or therapeutic measures are needed in a synergistic way that consider sexual differences to address these health conditions in the care of these individuals, with emphasis on nutritional interventions related to protein intake. Keywords: Sleep quality; Sleep duration; Sleep pattern; Protein intake; Physical frailty; Older adultsen
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
dc.identifier.citationSOUZA, Ângela Maria Natal de. Qualidade e duração do sono, ingestão proteica, fragilidade física em pessoas idosas: evidências do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA- Brasil). 2025. 146 f. Tese (Doutorado em Ciência da Nutrição) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2025.
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.47328/ufvbbt.2025.322
dc.identifier.urihttps://locus.ufv.br/handle/123456789/34100
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de Viçosa
dc.publisher.programCiência da Nutriçãopt-BR
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectIdosos - Sonopt-BR
dc.subjectSono - Qualidadept-BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::NUTRICAO::ANALISE NUTRICIONAL DE POPULACAO
dc.titleQualidade e duração do sono, ingestão proteica, fragilidade física em pessoas idosas: evidências do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA- Brasil)pt-BR
dc.titleSleep quality and duration, protein intake and physical frailty in older adults: evidence from the Longitudinal Adult Health Study (ELSA-Brasil)en
dc.typeTese

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