Níveis de proteína bruta em rações para suínos machos castrados em fase inicial de crescimento, mantidos em ambiente de baixa temperatura
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Revista Brasileira de Zootecnia
Abstract
Sixty crossbred piglets, with average initial weight of 15.1 ± 0.50 kg and 56 ± 3.6 days old were used to evaluate the dietary crude protein levels, for barrows in the initial growing phase, under low temperature environment (15ºC). The animals were allotted to a randomized blocks design, with five treatments, six replications and two animals per experimental unit. The treatments consisted of diets with 17.0, 18.0, 19.0, 20.0, and 21.0% crude protein (CP). The dietary crude protein levels affected daily weight gain, that increased in a quadratic way up to 19.6%. Feed:gain ratio also changed in a quadratic way, increasing up to 20.0%. Daily feed and digestible energy intakes were not influenced by the treatments. The best fit was obtained with the LRP discontinuous model, which estimated the crude protein level at 20%, when the data reached a plateau. The treatments influenced the protein deposition rate, that increased linearly, while the fat deposition rate did not change. It was concluded that the dietary crude protein level of 20.0%, associated to a daily intake of 10.7g total lysine, showed the best results of performance for barrows from 15 to 30 kg, under low temperature environment.
Objetivando-se avaliar níveis de proteína bruta da ração para suínos machos castrados em fase inicial de crescimento, mantidos em ambiente de baixa temperatura (15ºC), foram utilizados 60 suínos mestiços (Landrace x Large White), com peso inicial médio de 15,1 ± 0,50 kg e idade média de 56 ± 3,6 dias. Os animais foram distribuídos em delineamento experimental de blocos ao acaso, com cinco tratamentos, seis repetições e dois animais por unidade experimental. Os tratamentos foram constituídos de rações com 17,0; 18,0; 19,0; 20,0 e 21% de proteína bruta (PB). Os níveis de PB da ração influenciaram o ganho de peso diário, que aumentou de forma quadrática até o nível de 19,6%. A conversão alimentar também variou de forma quadrática, melhorando até o nível de 20%. Os consumos de ração e de energia digestível diários não foram influenciados pelos tratamentos. O ajuste dos dados pelo modelo LRP indicou como nível adequado 20% de PB, a partir do qual os dados permaneceram em um platô. Os tratamentos influenciaram a taxa de deposição de proteína, que aumentou de forma linear, enquanto a de gordura não variou. Concluiu-se que o nível de 20% de PB da ração, associado a um consumo de 10,7 g de lisina diário, promove os melhores resultados de desempenho para suínos machos castrados de 15 a 30 kg, mantidos em ambiente de baixa temperatura.
Objetivando-se avaliar níveis de proteína bruta da ração para suínos machos castrados em fase inicial de crescimento, mantidos em ambiente de baixa temperatura (15ºC), foram utilizados 60 suínos mestiços (Landrace x Large White), com peso inicial médio de 15,1 ± 0,50 kg e idade média de 56 ± 3,6 dias. Os animais foram distribuídos em delineamento experimental de blocos ao acaso, com cinco tratamentos, seis repetições e dois animais por unidade experimental. Os tratamentos foram constituídos de rações com 17,0; 18,0; 19,0; 20,0 e 21% de proteína bruta (PB). Os níveis de PB da ração influenciaram o ganho de peso diário, que aumentou de forma quadrática até o nível de 19,6%. A conversão alimentar também variou de forma quadrática, melhorando até o nível de 20%. Os consumos de ração e de energia digestível diários não foram influenciados pelos tratamentos. O ajuste dos dados pelo modelo LRP indicou como nível adequado 20% de PB, a partir do qual os dados permaneceram em um platô. Os tratamentos influenciaram a taxa de deposição de proteína, que aumentou de forma linear, enquanto a de gordura não variou. Concluiu-se que o nível de 20% de PB da ração, associado a um consumo de 10,7 g de lisina diário, promove os melhores resultados de desempenho para suínos machos castrados de 15 a 30 kg, mantidos em ambiente de baixa temperatura.
