Women in dystopian sands: violence and subjectivities in Who Fears Death, by Nnedi Okorafor
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Universidade Federal de Viçosa
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Set in a post-apocalyptic Africa marked by ethno-racial hierarchies, gendered and class violence, the dystopia Who Fears Death, by Naijamerican writer Nnedi Okorafor, constitutes the corpus of this dissertation. The narrative follows Onyesonwu, an Ewu—a child born of weaponized rape in a context of war—whose body becomes a site upon which colonial power, patriarchy, and racialization are inscribed. The central problem of this research revolves around the way violence operates not only as physical aggression but also as a structuring principle of bodies, subjectivities, memories, languages, and cosmologies. The novel presents violence as colonial, racial, gendered, symbolic, structural, and epistemological, articulating individual trauma with the historical legacy of domination. The hypothesis guiding this study is that the female characters in Who Fears Death are traversed by overlapping layers of these violences, yet they develop strategies of resistance that transform the meanings of their beings. Methodologically, the dissertation adopts an ecofeminist approach articulated with decolonial thought and with africanfuturism, a concept coined by Okorafor that envisions a futurity rooted in Africa. The dissertation is organized into four chapters. The first chapter, “Goat-Skins and Scars: Ewu,” presents the theoretical foundation on body, violence, and the concept of Ewu, a metaphor created by the author and grounded in real conflicts. The second chapter, “Womb of Sand, Wounds of Song: Najeeba,” focuses on the figure of the mother of an Ewu being, engaging themes such as rape as a weapon of war, voice, and motherhood. The third chapter, “Skin the Shade of Sand, Body the Color of Exile: Onyesonwu,” investigates the violences inflicted upon the protagonist and her strategies of both survival and resistance. Finally, the fourth chapter, “Umunne Bound by Blood: Onye, Diti, Luyu and Binta,” discusses the Eleventh Year Rite, one that involves genital cutting, as well as the relationships among the group of young women. It is expected that this work contributes to a critical reflection on the ways literature can both expose and resist systems of domination, amplifying voices and opening paths toward alternative epistemologies and worldmaking practices. Keywords: africanfuturism; decoloniality; dystopian literature; ecofeminism; women's writing
Ambientada em uma África pós-apocalíptica atravessada por hierarquias étnico- raciais, violência de gênero e classe, a distopia Who Fears Death, da escritora nigeriano-americana Nnedi Okorafor, constitui o corpus desta dissertação. A narrativa acompanha Onyesonwu, uma Ewu, isto é, uma criança filha de estupro como arma em contexto de guerra, cujo corpo se torna um espaço de inscrição do poder colonial, do patriarcado e da racialização. O problema central desta pesquisa gira em torno da forma como a violência opera não apenas como agressão física, mas como princípio estruturante de corpos, subjetividades, memórias, linguagens e cosmologias. A obra apresenta a violência como colonial, racial, de gênero, simbólica, estrutural e epistemológica, articulando trauma individual e herança histórica da dominação. A hipótese que orienta este estudo é a de que as personagens femininas de Who Fears Death são atravessadas por camadas sobrepostas dessas violência, mas desenvolvem estratégias de resistência que transformam os sentidos de suas existências. Como método, adota-se uma abordagem ecofeminista articulada ao pensamento decolonial e ao africanofuturismo, conceito cunhado por Okorafor que compreende uma futuridade enraizada em África. A dissertação organiza-se em quatro capítulos. O primeiro capítulo, intitulado “Goat-Skins and Scars: Ewu”, apresenta a base teórica sobre corpo, violência e o conceito de Ewu, metáfora criada pela autora ancorada em conflitos reais. O segundo capítulo, “Womb of Sand, Wounds of Song: Najeeba”, volta-se para a figura da mãe do ser Ewu, encontrando temas do estupro como arma de guerra, voz e a maternidade. O terceiro capítulo, “Skin the Shade of Sand, Body the Color of Exile: Onyesonwu”, investiga as violências sofridas pela protagonista e suas estratégias tanto de sobrevivência quanto de resistência. Por fim, o quarto capítulo, denominado “Umunne Bound by Blood: Onye, Diti, Luyu and Binta”, discute o rito dos 11 anos que envolve mutilação genital, bem como a relação entre o grupo de jovens mulheres. Espera-se que este trabalho contribua para uma reflexão crítica sobre as maneiras pelas quais a literatura pode tanto expor quanto resistir a sistemas de dominação, ampliando vozes e abrindo caminhos para epistemologias alternativas e novas práticas de construção de mundos.Palavras-chave: africanofuturismo; decolonialidade; literatura distópica; ecofeminismo; autoria feminina;
Ambientada em uma África pós-apocalíptica atravessada por hierarquias étnico- raciais, violência de gênero e classe, a distopia Who Fears Death, da escritora nigeriano-americana Nnedi Okorafor, constitui o corpus desta dissertação. A narrativa acompanha Onyesonwu, uma Ewu, isto é, uma criança filha de estupro como arma em contexto de guerra, cujo corpo se torna um espaço de inscrição do poder colonial, do patriarcado e da racialização. O problema central desta pesquisa gira em torno da forma como a violência opera não apenas como agressão física, mas como princípio estruturante de corpos, subjetividades, memórias, linguagens e cosmologias. A obra apresenta a violência como colonial, racial, de gênero, simbólica, estrutural e epistemológica, articulando trauma individual e herança histórica da dominação. A hipótese que orienta este estudo é a de que as personagens femininas de Who Fears Death são atravessadas por camadas sobrepostas dessas violência, mas desenvolvem estratégias de resistência que transformam os sentidos de suas existências. Como método, adota-se uma abordagem ecofeminista articulada ao pensamento decolonial e ao africanofuturismo, conceito cunhado por Okorafor que compreende uma futuridade enraizada em África. A dissertação organiza-se em quatro capítulos. O primeiro capítulo, intitulado “Goat-Skins and Scars: Ewu”, apresenta a base teórica sobre corpo, violência e o conceito de Ewu, metáfora criada pela autora ancorada em conflitos reais. O segundo capítulo, “Womb of Sand, Wounds of Song: Najeeba”, volta-se para a figura da mãe do ser Ewu, encontrando temas do estupro como arma de guerra, voz e a maternidade. O terceiro capítulo, “Skin the Shade of Sand, Body the Color of Exile: Onyesonwu”, investiga as violências sofridas pela protagonista e suas estratégias tanto de sobrevivência quanto de resistência. Por fim, o quarto capítulo, denominado “Umunne Bound by Blood: Onye, Diti, Luyu and Binta”, discute o rito dos 11 anos que envolve mutilação genital, bem como a relação entre o grupo de jovens mulheres. Espera-se que este trabalho contribua para uma reflexão crítica sobre as maneiras pelas quais a literatura pode tanto expor quanto resistir a sistemas de dominação, ampliando vozes e abrindo caminhos para epistemologias alternativas e novas práticas de construção de mundos.Palavras-chave: africanofuturismo; decolonialidade; literatura distópica; ecofeminismo; autoria feminina;
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Citation
PINHEIRO, Maria Isabel Branco. Women in dystopian sands: violence and subjectivities in Who Fears Death, by Nnedi Okorafor. 2025. 93 f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2025.
