E quando a população transforma o espaço público? As apropriações do espaço urbano no Bairro Nova Viçosa, em Viçosa-MG

dc.contributor.advisorSolfa, Marilia
dc.contributor.authorCalonga, Thamara Ramalho
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/2311550920488510
dc.date.accessioned2026-05-04T13:09:13Z
dc.date.issued2026-02-26
dc.degree.date2026-02-26
dc.degree.departmentDepartamento de Arquitetura e Urbanismopt-BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal de Viçosa
dc.degree.levelMestrado
dc.degree.localViçosa - MG
dc.degree.programMestre em Arquitetura e Urbanismo
dc.description.abstractEste trabalho investiga as apropriações espontâneas do espaço público urbano no Bairro Nova Viçosa, localizado no município de Viçosa, Minas Gerais, buscando compreender em que contextos essas práticas emergem, como se materializam no território e quais sentidos assumem para os moradores que as produzem e utilizam. Parte-se da hipótese de que tais apropriações, frequentemente classificadas como informais ou marginais pelo planejamento urbano tradicional, constituem práticas legítimas de produção do espaço e revelam demandas urbanas não atendidas pelas políticas públicas institucionais. O estudo dialoga com a produção teórica sobre a produção social do espaço, o direito à cidade, o planejamento urbano alternativo e o urbanismo cotidiano, situando as insurgências urbanas como formas de resistência e de reinvenção da vida urbana em contextos de precariedade socioespacial. A pesquisa adota abordagem qualitativa e desenvolve um percurso metodológico integrado, que combina pesquisa bibliográfica, observação in loco, registros fotográficos, mapeamento territorial, entrevistas semiestruturadas com moradores e análise de conteúdo, fundamentada no método de Laurence Bardin. O recorte empírico concentra-se nas apropriações atualmente ativas no bairro, independentemente de sua data de origem, permitindo a leitura do fenômeno em sua dimensão contemporânea. O mapeamento das intervenções revelou a presença de mobiliários urbanos improvisados, espaços coletivos de permanência, iniciativas comunitárias de paisagismo e usos informais do espaço público, frequentemente produzidos sem apoio do poder público. As entrevistas evidenciaram que essas práticas emergem tanto da escassez de infraestrutura urbana quanto do desejo de pertencimento, cuidado com o lugar e fortalecimento dos laços comunitários, configurando-se como estratégias cotidianas de enfrentamento das desigualdades urbanas. Os resultados indicam que tais apropriações materializam formas alternativas de planejamento, baseadas na experiência vivida, nos afetos e nas necessidades locais, ainda que permaneçam invisibilizadas pelas estruturas institucionais. Como desdobramento da pesquisa, propõe-se o desenvolvimento de um protótipo de plataforma digital colaborativa para o mapeamento dessas intervenções, com o objetivo de ampliar a visibilidade dos dados produzidos, fortalecer a participação cidadã e apontar caminhos para uma gestão urbana mais democrática, sensível e aberta à escuta dos territórios. Conclui-se que reconhecer e incorporar os saberes produzidos no cotidiano constitui passo fundamental para o reposicionamento crítico do planejamento urbano contemporâneo. Palavras-chave: apropriação do espaço urbano; planejamento urbano participativo; urbanismo cotidiano.pt-BR
dc.description.abstractThis dissertation investigates spontaneous appropriations of public urban space in the neighborhood of Nova Viçosa, located in the municipality of Viçosa, Minas Gerais, Brazil, seeking to understand the contexts in which these practices emerge, how they materialize in the territory, and the meanings they acquire for the residents who produce and use them. The study is based on the assumption that such appropriations, often classified as informal or marginal by traditional urban planning, constitute legitimate practices of spatial production and reveal urban demands that are not addressed by institutional public policies. The research engages with theoretical contributions on the social production of space, the right to the city, alternative urban planning, and everyday urbanism, and frames urban insurgencies as forms of resistance and reinvention of urban life in contexts of socio-spatial precariousness. The study adopts a qualitative approach and develops an integrated methodological framework that combines bibliographic research, in situ observation, photographic records, territorial mapping, semi-structured interviews with residents, and content analysis based on Laurence Bardin’s methodology. The empirical focus is placed on appropriations that are currently active in the neighborhood, regardless of their original date of implementation, allowing the phenomenon to be examined from a contemporary perspective. The mapping of interventions reveals the presence of improvised urban furniture, collective spaces for permanence, community-led landscaping initiatives, and informal uses of public space, frequently produced without support from public authorities. The interviews indicate that these practices emerge both as responses to the lack of urban infrastructure and as expressions of residents’ desire for belonging, care for place, and the strengthening of community ties, thus configuring everyday strategies for confronting urban inequalities. The findings demonstrate that these appropriations materialize alternative forms of planning grounded in lived experience, affective relationships, and local needs, although they remain largely invisible to institutional planning frameworks. As an extension of the research, the dissertation proposes the development of a collaborative digital platform for mapping these interventions, aiming to enhance the visibility of the data produced, strengthen citizen participation, and suggest pathways toward more democratic, sensitive, and territorially responsive urban governance. The study concludes that recognizing and incorporating knowledge produced through everyday practices constitutes a fundamental step toward the critical repositioning of contemporary urban planning. Keywords: everyday urbanism; participatory urban planning; urban space appropriation.en
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES)
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
dc.identifier.citationCALONGA, Thamara Ramalho. E quando a população transforma o espaço público? As apropriações do espaço urbano no Bairro Nova Viçosa, em Viçosa-MG. 2026. 151 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2026.
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.47328/ufvbbt.2026.096
dc.identifier.urihttps://locus.ufv.br/handle/123456789/35211
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de Viçosa
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectNova Viçosa (Viçosa, MG)pt-BR
dc.subjectPlanejamento urbano - Participação do cidadãopt-BR
dc.subjectEspaços públicospt-BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ARQUITETURA E URBANISMO::FUNDAMENTOS DE ARQUITETURA E URBANISMO
dc.titleE quando a população transforma o espaço público? As apropriações do espaço urbano no Bairro Nova Viçosa, em Viçosa-MGpt-BR
dc.titleWhen the population transforms public space: urban space appropriations in the Nova Viçosa Neighborhood, Viçosa, MG, Brazilen
dc.typeDissertação

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