Arquitetura e Urbanismo

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    Mapeamento de índices climáticos e avaliação da vulnerabilidade ao desconforto térmico no semiárido brasileiro
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-08-14) Benevides, Mariana Navarro; Carlo, Joyce Correna; http://lattes.cnpq.br/9570065938660976
    Os aspectos climáticos influenciam diretamente o conforto térmico nas edificações. Por isso, avaliar a vulnerabilidade das populações a esses estressores torna se fundamental para identificar áreas de risco, sobretudo em regiões de clima semiárido. O presente estudo busca calcular e mapear o índice de conforto térmico (ICT), os graus dia de resfriamento (GDR) e aquecimento (GDA) e o índice de calor (IC), e recomendar as estratégias construtivas mais adequadas para o semiárido brasileiro utilizando dados meteorológicos diários de 1960 a 2020 em formato raster com resolução espacial de 0,1°×0,1°. Além disso, visa propor o índice de vulnerabilidade ao desconforto térmico (IVDT) para essa região utilizando dados climáticos e socioeconômicos a partir dos indicadores de exposição, sensibilidade e capacidade adaptativa aplicados na estrutura de risco-impacto do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Os resultados obtidos indicam que o percentual anual de ICT anual varia entre 38 e 61%, com maiores condições de conforto na faixa central do semiárido e desconforto por calor de até 60% no extremo noroeste. Os valores de GDR podem atingir até 476°C anuais no noroeste, enquanto os de GDA podem superar os 700°C anuais. Os resultados de IC demonstram que para todo o território semiárido são observadas condições de calor categorizadas como “Atenção” em pelo menos 15% do ano. Apesar disso, a implementação das estratégias de condicionamento térmico recomendadas pode resultar na ampliação de 62% do conforto anual. Os valores de IVDT evidenciam que a maioria dos municípios semiáridos enfrenta algum grau de vulnerabilidade ao desconforto térmico, embora predomine a classificação de baixa vulnerabilidade. Os municípios não vulneráveis ou com baixa vulnerabilidade concentram-se na porção centro-sul, enquanto aqueles com vulnerabilidade moderada a alta estão situados sobretudo no noroeste e no extremo sul. Constatou-se ainda que em um cenário de melhoria socioeconômica a vulnerabilidade de diversos municípios tem o potencial de ser reduzida ou eliminada, enquanto uma piora socioeconômica resultaria no aumento da vulnerabilidade em um número significativo de municípios. O IVDT mostrou-se eficaz ao combinar variáveis climáticas e socioeconômicas em um único índice, tornando-se uma ferramenta estratégica capaz de orientar o desenvolvimento de políticas públicas que priorizem os municípios mais vulneráveis, reduzindo o grau de desconforto térmico da população. Por fim, um banco de dados foi criado e disponibiliza os mapas aqui apresentados de forma espacializada e por município, em escala mensal, sazonal e anual, contribuindo para o avanço no planejamento construtivo de edificações no semiárido brasileiro. Palavras-chave: semiárido; índices climáticos; conforto térmico; estratégias construtivas; índice de vulnerabilidade
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    Depois que você passar debaixo da bandeira, nunca mais vai ser a mesma coisa: memórias, espaços e territorialidades LGBTI+ em Juiz de Fora, MG (1976 - 2024)
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-06-05) Soares Júnior, Wellington Araújo; Civale, Leonardo; http://lattes.cnpq.br/9349141281235626
    Colher memórias de pessoas LGBTI+ e investigar, com elas, quais espaços evocam e qual cidade nos apresentam foi o propósito deste trabalho. Contar histórias entretecidas com teoria. Ocupar, com voz, palavra e corpo, um lugar na academia, e produzir, a partir das experiências de vida de pessoas LGBTI+, saberes a respeito dos espaços que criaram e em meio aos quais constituíram suas subjetividades. Para isso, recorremos ao método da história oral para entrevistar nove pessoas LGBTI+ que, de alguma forma, construíram e ainda participam da cena LGBTI+ da cidade de Juiz de Fora, campo de pesquisa. Em seguida, identificamos e mapeamos os espaços e as territorialidades que emergiram nos relatos, agrupados em três categorias: Bares e Casas Noturnas; Festas e Eventos; ONGs e Coletivos. Buscamos estabelecer uma narrativa que contribuísse para a compreensão da existência desses locais e dessas manifestações. Fundamentados em uma perspectiva pós-estruturalista de inspiração foucaultiana, assumimos que os conhecimentos são produções situadas social e historicamente e, por isso, reconhecemos na oralidade um importante vetor de produção e transmissão de conhecimentos, especialmente para grupos sociais marginalizados. Além disso, consideramos que os sujeitos são resultado de discursos, portanto, falar de si também é falar dos espaços e da cidade onde se constituíram, social e politicamente. O desejo, ao final, é que este trabalho cumpra o papel social e político de ajudar a contar, a partir das memórias e dos espaços, uma história ainda por ser escrita. Palavras-chave: sociabilidade LGBTI+; processos educativos; resistência; mapeamento
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    Tudo muda para que tudo permaneça: o planejamento urbano como discurso entre técnica, política e ideologia - estudo de caso de Juiz de Fora- MG
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-06-27) Nascimento, Victor Hugo Godoy do; Civale, Leonardo; http://lattes.cnpq.br/3980211641063332
    Esta tese examina o planejamento urbano, com ênfase no zoneamento, como prática discursiva permeada por ideologia, tomando a cidade de Juiz de Fora (MG) como referência empírica. Partimos da indagação central: de que modo o planejamento urbano, ao se apresentar sob o discurso da técnica e do interesse público, opera historicamente como dispositivo ideológico que aproxima o Estado técnico-burocrático dos interesses do mercado fundiário e imobiliário? A hipótese que orienta a pesquisa é a de que planejamento e zoneamento, graças à sua plasticidade ideológica, sustentam ao longo do tempo um pacto tácito de conveniência entre aparato estatal e capital imobiliário-fundiário. Nosso objetivo é elucidar os mecanismos institucionais, discursivos e simbólicos que legitimam e reproduzem essa convergência funcional na produção do espaço urbano. A investigação articula revisão bibliográfica sistemática, análise documental de legislações e planos (1896–2025), hermenêutica crítica e análise do discurso. Esse percurso permitiu mapear camadas históricas, conceitos-chave e enunciados técnico-normativos, identificando três operações ideológicas recorrentes: (1) naturalização-tecnificação, que recobre decisões políticas com linguagem técnica; (2) universalização, que projeta interesses particulares como se fossem de toda a coletividade; e (3) exteriorização da ideologia, que atribui viés às narrativas alheias enquanto se apresenta como neutra e legítima. Os resultados mostram que o zoneamento opera como dispositivo performativo: ele não apenas regula ou descreve a cidade, mas a produz material e simbolicamente por meio de seus próprios enunciados normativos. Ao classificar usos, alturas e densidades, o zoneamento cristaliza hierarquias socioespaciais e perpetua o pacto implícito entre Estado e capital imobiliário. Concluímos que o planejamento urbano, longe de ser um simples procedimento técnico, constitui-se como linguagem estruturante de disputas simbólicas. Sua crítica exige trazer à superfície as ideologias que fundamentam parâmetros, mapas e narrativas, abrindo espaço para novas formas de pensar e praticar a cidade. Palavras-chave: planejamento urbano; zoneamento urbano; ideologia; análise do discurso; Juiz de Fora-MG
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    Iluminação cênica na arquitetura efêmera e seus impactos na cidade: um estudo sobre o impacto da iluminação natalina na cidade de Petrópolis/RJ
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-05) Silva, Sebastião Cristiano de Azevedo; Pimenta, Rosana Aparecida; http://lattes.cnpq.br/4142683623157707
    A presente dissertação investiga o uso da iluminação cênica na arquitetura efêmera e seus impactos no contexto urbano, com foco no evento Natal Imperial, realizado na cidade de Petrópolis/RJ. O principal objetivo é analisar como a iluminação cênica, aplicada às intervenções temporárias do evento, contribui para a valorização do patrimônio histórico-cultural, a geração de fluxos turísticos e os impactos econômicos e sociais decorrentes. A pesquisa adota uma abordagem teórica e empírica, explorando as interações entre luz e arquitetura efêmera e como essas intervenções ressignificam o espaço público, gerando novas formas de apropriação e percepção dos ambientes urbanos. Com uma metodologia que inclui revisão bibliográfica, análise de estudos de caso e coleta de dados empíricos, a dissertação busca compreender a relação entre a estética das paisagens luminosas e a experiência sensorial proporcionada a moradores e turistas. Os resultados indicam que a iluminação cênica, além de transformar a paisagem urbana de forma poética e simbólica, atua como um recurso estratégico para a promoção turística e a revitalização econômica durante o período do evento. O estudo conclui que a iluminação cênica no Natal Imperial contribui para o fortalecimento da identidade cultural de Petrópolis e sugere diretrizes para futuras pesquisas sobre o uso da iluminação em contextos urbanos efêmeros. Palavras-chave: Iluminação Cênica, Arquitetura Efêmera, Natal Imperial, Patrimônio Cultural, Turismo Urbano.
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    Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) no Brasil: um olhar reflexivo sobre a lei, as práticas, os atores e a participação
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-06-02) Zancaneli, Mariana Alves; Santos, Denise Mônaco dos; http://lattes.cnpq.br/1837183437217029
    A pesquisa aborda o tema da Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS), no que se refere às suas práticas e implementação. É possível perceber, nos últimos anos, um aumento no número de trabalhos sobre o assunto no meio acadêmico, assim como o aumento das diversas ações de ATHIS promovidas por diferentes atores. No entanto, a normativa vem sendo criticada por sua ineficácia na promoção de moradia digna para comunidades vulneráveis, assim como há uma gama muito diversa de ações envolvendo o tema. A partir dessas observações, surge o seguinte questionamento: de que maneira a ampliação das interpretações da Lei da ATHIS e a consequente diversificação das ações de ATHIS impactam a fidelidade aos objetivos centrais da lei? Para responder a essa questão, adota-se a hipótese de que a crescente diversidade de ações atribuídas à assistência técnica para habitação, incentivada pelo aumento da visibilidade do tema e flexibilidade de interpretação da lei, gerada por sua estrutura ampla e genérica, produz iniciativas que nem sempre mantêm fidelidade aos objetivos centrais da lei da ATHIS, ou seja, a assistência técnica. Como consequência, essas ações podem estar desviando o foco e recursos de iniciativas que priorizam a assistência técnica para comunidades vulneráveis no que se refere aos objetivos principais da lei. Assim, o objetivo geral da pesquisa consiste em compreender, de modo analítico e reflexivo, a implementação da ATHIS no Brasil, explorando as diferentes ações desenvolvidas e a conformidade dessas ações com os objetivos previstos pela lei. Para isso, a metodologia adotada baseia-se em revisões de literatura e pesquisas documentais, sobre os temas da ATHIS, nos âmbitos de suas fundamentações e práticas, assim como os processos de projeto participativos. Além disso, adota-se um estudo de campo no qual foram realizados questionários e entrevistas com atores envolvidos, na prática, com as questões de assistência técnica. Com isso, foi possível compreender seus pontos de vista, tanto sobre a lei em si como quanto às ações desenvolvidas atualmente e sua relação com o que é posto pela normativa. Palavras-chave: ATHIS; assistência técnica; assessoria técnica; projeto participativo; habitação de interesse social.
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    Práticas insurgentes na produção do espaço urbano: diálogos com o planejamento alternativo a partir da BR-440, em Juiz de Fora, MG
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-25) Macêdo, Mariana de Oliveira; Solfa, Marilia; http://lattes.cnpq.br/3951125011430823
    O presente trabalho tem como tema o planejamento urbano alternativo contra- hegemônico, a partir do contexto da cidade de Juiz de Fora (MG). O recorte empírico é a BR-440, uma rodovia federal inconclusa que atravessa a região Oeste da cidade. Embora originalmente projetada para o fluxo de veículos, a interrupção da obra permitiu apropriações diversas por moradores e usuários, especialmente para lazer e mobilidade ativa. A pesquisa tem como objetivo identificar e compreender essas apropriações e resistências emergentes, aqui compreendidas como práticas insurgentes, por revelarem modos outros de produzir o espaço urbano, distantes do urbanismo institucional dominante. Ainda que o foco esteja nas insurgências cotidianas, as resistências organizadas também são abordadas, dada sua relevância frente ao avanço do projeto rodoviário. A metodologia adota uma abordagem qualitativa e exploratória, combinando os métodos histórico, observacional e comparativo, além de pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Esta última incluiu observações diretas, registros fotográficos e entrevistas semiestruturadas. A relevância do estudo reside em sua contribuição ao entendimento das práticas sociais como instrumentos capazes de redirecionar o planejamento urbano. Como resultado, evidencia-se que, por emergirem da microescala e das necessidades reais da população, essas práticas fortalecem abordagens alternativas, como o planejamento insurgente, com potencial de influenciar políticas mais inclusivas e sensíveis às dinâmicas locais. Palavras-chave: Planejamento Urbano Alternativo; Urbanismo Alternativo; Planejamento Urbano Insurgente; Práticas Insurgentes; BR-440
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    Tem história de mulher na cidade (memórias da margem ao centro): inventário cultural, feminismo, decolonialidade e o papel central das mulheres da periferia na produção das cidades
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-03-21) Cury, Mariana Dominato Abrahão; Civale, Leonardo; http://lattes.cnpq.br/3980490514262458
    Esta pesquisa propõe discutir os papéis centrais, singulares e determinantes das mulheres da periferia na produção das cidades, considerando conceitos e percursos metodológicos que têm constituído a base do pensamento contra-hegemônico. Parte-se de questões primeiras que reconhecem as cidades como território de forças, não-neutro, cuja história tradicional e hegemônica invisibilizou a participação feminina e negligenciou suas demandas na produção das cidades. Para tanto, propõe-se a execução do projeto Inventário Cultural das Mulheres do Vale Verde, tendo o bairro Vale Verde - um território periférico -, localizado na cidade de Juiz de Fora-MG, como campo de trabalho. As inquetações levantadas pelo movimento feminista-decolonial somam-se ao método do Inventário Participativo para investigar, de forma coletiva e colaborativa, referências culturais que representam valor e sentido de afeto para as mulheres participantes do projeto. Através da autoria e da oralidade feminina, foi possível não somente mapear importantes lugares e festividades, mas, sobretudo, propor novas categorias feministas-decoloniais e enfatizar, a partir das narrativas das mulheres, nuances importantes do empenho e do trabalho feminino relacionados às referências culturais inventariadas. Palavras-chave: feminismo-decolonial; inventário participativo; planejamento urbano
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    Dinâmicas sócio-espaciais em redes urbanas. Um estudo sobre o Arranjo Populacional de Conselheiro Lafaiete, MG
    (Universidade Federal de Viçosa, 2024-08-26) Pereira, Ana Clara de Souza; Stephan, Italo Itamar Caixeiro; http://lattes.cnpq.br/2922499497730564
    Uma rede urbana é composta por um conjunto funcionalmente articulado de centros urbanos, que envolve uma complexa diferenciação entre cidades e se torna importante para a compreensão de uma determinada região ou país. Para que se tenha conhecimento de uma rede urbana é preciso identificar os diferentes níveis hierárquicos das cidades que a compõem, os setores econômicos predominantes, os eixos viários e os meios de comunicação que possibilitam os diversos fluxos entre elas, assim como quais são esses fluxos, suas direções e intensidades. Desse modo, o objetivo desta tese de doutorado foi analisar o Arranjo Populacional de Conselheiro Lafaiete – AP, do qual fazem parte seis municípios: Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Jeceaba, Ouro Branco, Queluzito e São Brás do Suaçuí; para compreender o papel de cada município numa escala regional e investigar como ocorrem as interações sócio-espaciais entre eles. Classifica-se Conselheiro Lafaiete como uma cidade média e Congonhas, Jeceaba, Ouro Branco, Queluzito e São Brás do Suaçuí como cidades pequenas, ainda que em diferentes escalas. A metodologia adotada para realização dessa pesquisa de caráter descritivo e exploratório, foi dividida em três etapas: embasamento teórico, análise documental e produção cartográfica. A revisão teórica permitiu o entendimento dos conceitos de urbanização, globalização, rede urbana, hierarquização, centralidade, cidades médias e pequenas, mobilidade urbana e movimentos pendulares. Esses conceitos permearam toda pesquisa e auxiliaram na compreensão dos fenômenos urbanos ocorridos dentro do Arranjo. Outros procedimentos metodológicos adotados foram: análise de dados, visitas em campo e desenvolvimento de mapas. As análises desenvolvidas nesta tese demonstraram a relevância do AP de Conselheiro Lafaiete no contexto da rede urbana estadual e até mesmo nacional. Conselheiro Lafaiete teve seu papel central fortalecido, visto que essa centralidade se dá por suas características de cidade média e pela alta oferta de serviços. Congonhas afirmou-se como um polo minerário regional. Ouro Branco e Jeceaba se consolidaram como um complexo industrial múltiplo. A forte presença da indústria modificou e segue modificando o Arranjo Populacional. São Brás do Suaçuí e Queluzito são municípios que não apresentam grande expressividade no Arranjo. Percebeu-se que os movimentos pendulares revelam uma tendência territorial contemporânea, em que muitas pessoas escolhem habitar em uma localidade e trabalhar em outra. As consequências das interações socioespaciais dentro do Arranjo refletem-se diretamente nos seis municípios, nas suas condições econômicas, socioambientais e nos fenômenos ligados à modificação desses espaços. Reconhece-se nesta pesquisa a necessidade de uma gestão urbana integrada e articulada entre os municípios do AP de Conselheiro Lafaiete, que podem alavancar o desenvolvimento econômico local e regional. Palavras-chave: Rede urbana; Arranjo populacional; Cidades pequenas; Cidades médias ; Planejamento regional; Planejamento urbano
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    Caminhabilidade em cidades médias de relevo acentuado: comparação de instrumentos de avaliação em Viçosa/MG
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-04-16) Almeida, Daniela Pereira; Stephan, Italo Itamar Caixeiro; http://lattes.cnpq.br/4139821926149258
    Caminhabilidade pode ser considerada como a qualidade que caracteriza o grau em que o ambiente é apropriado e amigável a variadas necessidades de indivíduos que transitam no espaço urbano. O uso de instrumentos de coleta e análise de dados de caminhabilidade padronizados potencializa a comparação entre estudos e resultados. Porém, os instrumentos de mensuração e avaliação de caminhabilidade comumente utilizados foram desenvolvidos em contextos físicos e sociais diversos do encontrado em uma cidade média brasileira. Neste sentido, a pesquisa buscou responder à pergunta: "É possível apontar um instrumento de avaliação de caminhabilidade que tenha maior validade para cidades de médio porte brasileiras?". Assim, o objetivo geral da pesquisa é identificar métodos válidos para mensuração e avaliação de caminhabilidade em cidades médias brasileiras. Trabalhou-se com a hipótese de que apresentaria mais associação com o desfecho o instrumento cujos indicadores de Estética, Diversidade de usos do solo e Segurança no trânsito estivessem associados ao desfecho, considerando-se como potenciais mediadores aspectos sociodemográficos e naturais. O local de estudo escolhido para a pesquisa é a área urbana de Viçosa, localizada na Zona da Mata de Minas Gerais, classificada como Centro Sub-regional B, com uma população de 76.430 pessoas em 2022. Nesse contexto, foram avaliados os instrumentos de macrocaminhabilidade Walkability Index (WI) e o Índice de Caminhabilidade (IC), assim como os instrumentos de microcaminhabilidade Microscale Audit of Pedestrian Streetscapes (MAPS-A), Spotlight Virtual Audit Tool (S-VAT) e o Índice de Caminhabilidade (iCam). Os instrumentos que melhor apresentaram correlação com o desfecho (contagem de pessoas nas ruas), métrica de validade de construto, foram o WI (macrocaminhabilidade) e o MAPS-A (microcaminhabilidade). A hipótese foi parcialmente confirmada, uma vez que, dos construtos que se previam estarem mais associados ao desfecho, apenas estética não apresentou associação. Além disso, destaca-se ainda a importância da coleta e análise de indicadores que podem mediar a relação entre aspectos de caminhabilidade e intensidade de pessoas nas vias, como a renda dos habitantes e a topografia da região. Especificamente no local de estudo adotado, verificou-se a discrepância de distribuição de aspectos contextuais no território urbano relativos à renda, inclinação de vias, densidade residencial, intensidade de usos diversos e atendimento de transporte público, fatores reiteradamente associados à mobilidade pedonal. Palavras-chave: Mobilidade urbana; Pedonal; Topografia; Urbanismo; Validade
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    Fachadas duplas verdes: caracterização e diretrizes projetuais para o contexto bioclimático brasileiro
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-02-26) Silva, Patrícia Soares da; Tibúrcio, Túlio Márcio de Salles; http://lattes.cnpq.br/3284090741750617
    No Brasil, muitas edificações necessitam de estratégias para adaptação climática. Por abrigar diversas espécies vegetais aplicáveis, o país apresenta grande potencial de uso das fachadas verdes duplas. Apesar de pouco difundidas no Brasil, esses sistemas podem oferecer diversos benefícios aos usuários, como controle do clima, conforto, economia energética, qualidade do ar, bem-estar psicológico, entre outros. Esta pesquisa teve como objetivo caracterizar fachadas verdes duplas adequadas a regiões do clima brasileiro. Iniciou-se com uma revisão de literatura sobre os conceitos e classificações de paredes verdes, assim como o uso e benefícios das fachadas verdes duplas. A metodologia incluiu um mapeamento para compreender sua utilização no Brasil e delimitar a região estudada (Zonas Bioclimáticas 1, 2, 3, 6 e 8). Em seguida, foi feita uma análise documental da norma ABNT NBR 15220-3 que, em conjunto com as pesquisas anteriores, contribuiu para identificar como as fachadas verdes duplas podem auxiliar nas estratégias e parâmetros das edificações para as zonas bioclimáticas estudadas. Desenvolveram-se então diretrizes para a utilização dos benefícios das fachadas verdes duplas, para cada situação de fachada, nas zonas bioclimáticas estudada e para a seleção de espécies vegetais. Foram consideradas duas situações: fachadas com pelo menos um período de insolação direta e fachadas predominantemente sombreadas. Percebeu-se que a vegetação deve ser selecionada de acordo com os benefícios esperados e a insolação da fachada. Utilizou-se o catálogo de espécies do AuE Software para identificar plantas adaptadas às condições locais, compatíveis com a exposição solar e capazes de fornecer os benefícios almejados. Por fim, desenvolveram-se critérios para a implementação de fachadas verdes duplas no clima brasileiro de forma que estas contribuam para o controle climático. Resultados confirmam a necessidade de estratégias bioclimáticas para edificações no Brasil e o potencial climático do país para o cultivo de grande variedade de espécies vegetais com características para o funcionamento de fachadas verdes duplas nas zonas bioclimáticas estudadas. Palavras-chave: Fachadas verdes duplas; Zonas bioclimáticas brasileiras; Diretrizes