Adesão dos profissionais de enfermagem de uma unidade de terapia intensiva à prática segura de banho no leito

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Universidade Federal de Viçosa

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O banho no leito é uma intervenção realizada diariamente nas unidades de terapias intensivas para os pacientes que não conseguem realizar de maneira independente a sua higiene corporal e necessitam da assistência de enfermagem. No entanto, embora seja uma rotina para a equipe de enfermagem, o banho no leito não está isento de riscos e não pode ser realizado de forma mecanizada e sem raciocínio clínico, pois quando é executado sem as adequações pertinentes às necessidades do paciente pode gerar mais danos do que benefícios, infringindo gravemente a qualidade e segurança do procedimento e do paciente ocasionando eventos adversos. Assim, a presente dissertação objetivou avaliar a adesão dos profissionais de enfermagem às práticas seguras durante o banho no leito de pacientes críticos. Para tal realizou-se um estudo transversal a partir da observação direta da adesão da equipe de enfermagem às práticas seguras de banho no leito em uma unidade de terapia intensiva, de um hospital de médio porte. Esse estudo foi submetido e aprovado pelo comitê de ética. A adesão profissional às práticas seguras foi classificada como excelente (>95%), boa (90% – 95%), razoável (80% – 90%), ruim (50% – 80%) ou muito ruim (<50%). Essa classificação ocorreu após um período de observação da execução do banho a partir de um check list estruturado. Após o período de observação, realizou-se um treinamento teórico-prático com os profissionais, como produto técnico tecnológico, para atualização da equipe sobre a intervenção de banho no leito. No que tange aos resultados, as observações de 20 profissionais de enfermagem realizando 20 banhos no leito revelaram fragilidades na adesão às práticas seguras em todas as etapas. Antes do procedimento, entre os 14 itens avaliados, 3 (21,4%) foram realizados pelos profissionais em todos os banhos no leito (100%), indicando excelente adesão. No entanto, 9 (64,3%) itens foram realizados em menos de 80,0% dos banhos no leito e, portanto, foram classificados como tendo adesão ruim ou muito ruim. Durante o próprio banho no leito, apenas 5 (38,5%) itens foram realizados em todos os procedimentos, refletindo excelente adesão por parte dos profissionais. No entanto, os 8 itens restantes (61,5%) apresentaram baixa ou muito baixa adesão, pois foram realizados em menos de 80,0% dos banhos de leito. Com relação aos cuidados pós-banho de leito, apenas 4 itens (30,8%) demonstraram excelente adesão (100,0%). Os 8 itens restantes (61,5%) apresentaram adesão inferior a 50,0% e, portanto, foram classificados como muito baixos. Notavelmente, alguns procedimentos, como a remoção das tampas plásticas dos dispositivos de acesso venoso (0,0%) e a verificação da pressão do cuff endotraqueal (0,0%), não foram realizados em nenhum dos banhos de leito. Conclui- se que os profissionais de enfermagem demonstraram baixa adesão às práticas seguras de banho de leito antes, durante e após a intervenção, o que aumentou o risco de eventos adversos relacionados aos cuidados. Palavras-chave: Banhos; Unidades de Terapia Intensiva; Enfermagem; Segurança do Paciente.
Bed bathing is an intervention performed daily in intensive care units for patients who are unable to carry out their own personal hygiene independently and require nursing assistance. However, although it is a routine procedure for the nursing team, bed bathing is not free from risks and cannot be performed mechanically or without clinical reasoning, as when it is carried out without proper adjustments to the patient's needs, it can cause more harm than benefit, severely compromising the quality and safety of the procedure and the patient, leading to adverse events. Thus, this dissertation aimed to evaluate the adherence of nursing professionals to safe practices during bed bathing of critically ill patients. To achieve this, a cross-sectional study was conducted based on direct observation of the nursing team's adherence to safe bed-bathing practices in an intensive care unit. Professional adherence to safe practices was classified as excellent (>95%), good (90%–95%), fair (80%–90%), poor (50%–80%), or very poor (<50%). After the observation period, a theoretical–practical training session was conducted with the professionals, as a technical–technological product, to update the team on the bed-bathing intervention. Regarding the results, observations of 20 nursing professionals performing 20 bed baths revealed weaknesses in adherence to safe practices in all stages. Before the procedure, among the 14 items evaluated, 3 (21.4%) were performed by the professionals in all bed baths (100%), indicating excellent adherence. However, 9 (64.3%) items were performed in less than 80.0% of the bed baths and were therefore classified as having poor or very poor adherence. During the bed bath itself, only 5 (38.5%) items were performed in all procedures, reflecting excellent adherence by the professionals. However, the remaining 8 items (61.5%) showed low or very low adherence, as they were performed in less than 80.0% of the bed baths. Regarding post–bed bath care, only 4 items (30.8%) demonstrated excellent adherence (100.0%). The remaining 8 items (61.5%) showed adherence below 50.0% and were therefore classified as very low. Notably, some procedures, such as removing the plastic caps from venous access devices (0.0%) and checking endotracheal cuff pressure (0.0%), were not performed in any of the bed baths. It is concluded that nursing professionals demonstrated low adherence to safe bed-bathing practices before, during, and after the intervention, which increased the risk of care-related adverse events. Keywords: Baths, Intensive Care Units, Nursing, Patient Safety.

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Citation

PADULA, Lara de Sasse. Adesão dos profissionais de enfermagem de uma unidade de terapia intensiva à prática segura de banho no leito. 2025. 43 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2025.

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