Toxicidade e respostas locomotoras a inseticidas em Blaptostethus pallescens e Orius tristicolor, predadores de Tuta absoluta

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Universidade Federal de Viçosa

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O uso de inseticidas é o principal método de controle desta praga e esforços têm sido empregados à procura de compostos com menor toxicidade a organismos não- alvo. Assim, neste trabalho foram conduzidos bioensaios com o objetivo de avaliar a toxicidade e as respostas locomotoras de oito inseticidas em Blaptostethus pallescens e ÓOrius tristicolor (Hemiptera: Anthocoridae) que são predadores de T. absoluta. Os inseticidas indoxacarbe e clorantraniliprole foram menos tóxicos para o predador O. tristicolor que para a praga T. absoluta. Já para B. pallescens, indoxacarbe, espinosade, abamectina e clorantraniliprole foram os compostos de menor toxicidade ao predador. Metamidofós, fentoato, cartap e clorfenapir foram os inseticidas de maior toxicidade para ambos os predadores em relação a T. absoluta. Os bioensaios de toxicidade com os sinergistas indicaram que as enzimas do complexo monooxigenases dependentes do citocromo P450 são aquelas de maior contribuição para a detoxificação dos inseticidas em B. pallescens e O. tristicolor. Todos os inseticidas provocaram alterações dos padrões comportamentais de caminhamento nos predadores, com destaque para a abamectina e o indoxacarbe que provocaram grande “evitação” em ambos os inimigos naturais, o que pode resultar em uma maior sobrevivência a campo. Nossos resultados indicam que os inseticidas da nova geração, principalmente clorantraniliprole, são os mais adequados para a sustentabilidade destes programas para a traça do tomateiro, visto que, apresentam alta toxicidade à praga e baixa toxicidade aos predadores estudados.
The use of insecticides is the main method of controlling this pest and efforts have been devoted to the search for compounds with low toxicity to non- target organisms. Thus, this study was conducted with bioassays to evaluate the toxicity and locomotor responses of eight insecticides on Orius tristicolor and Blaptostethus pallescens (Hemiptera: Anthocoridae) that are predators of T. absoluta. The insecticides indoxacarb and chlorantraniliprole were less toxic to the predator O. tristicolor than for the pest T. absoluta. As for B. pallescens, indoxacarb, spinosad, abamectin and chlorantraniliprole compounds were less toxic to the predator. Methamidophos, phentoate, cartap and chlorfenapyr insecticides were more toxic to both predators than T. absoluta. The toxicity bioassays with synergists indicate that the complex enzymes cytochrome P450- dependent monooxygenases are those of greatest contribution to the detoxification of insecticides in B. pallescens and O. tristicolor. All insecticides caused changes in behavioral patterns of pathway in predators, especially abamectin and indoxacarb which caused great "avoidance” in both natural enemies, which can result in a higher survival in the field. Our results indicate that the new generation of insecticides, especially chlorantraniliprole, are best suited to the sustainability of these programs for the tomato leafminer since, it has a high toxicity to the pest and a low toxicity to the predators studied.

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Citation

PEREIRA, Renata Ramos. Toxicidade e respostas locomotoras a inseticidas em Blaptostethus pallescens e Orius tristicolor, predadores de Tuta absoluta. 2013. 29 f. Dissertação (Mestrado em Entomologia) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2013.

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