Metabolismo antioxidativo e fotossintético de Pereskia aculeata Mill. (Cactaceae) submetida ao arsênio

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Universidade Federal de Viçosa

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No estado de Minas Gerais está localizada uma das principais áreas de extração mineral do Brasil, o que garante a geração de bens de consumo, empregos e um grande impacto econômico e social. Porém, a mineração de ouro, especificamente, é uma das formas antrópicas de mobilização do arsênio (As), um metaloide altamente tóxico, que, ao ser liberado no ambiente, pode contaminar a cadeia alimentar e afetar diretamente os moradores de áreas contaminadas, como é o caso do Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais. Nessa região é comum o consumo de plantas da espécie Pereskia aculeata, uma cactácea rica em nutrientes e minerais, classificada como planta alimentícia não convencional (PANC). Embora tenha muitos estudos no que tange à sua composição nutricional, não há pesquisas quanto à fisiologia e tolerância dessas plantas ao As. Para tanto, plantas de P. aculeata Mill. foram cultivadas em substrato e expostas por 5 dias a concentrações de 1, 2 e 4 µg g -1 de arsenato (AsV), em casa de vegetação, visando avaliar as alterações no metabolismo oxidativo e na fotossíntese. Plantas expostas ao As apresentaram alteração na concentração dos pigmentos cloroplastídicos, alteração da atividade de enzimas do sistema antioxidante enzimático, tais como dismutase do dismutase do superóxido (SOD) e catalase (CAT), aumento nos danos oxidativos em membranas, evidenciado pelo incremento nos teores de malondialdeído, além de danos no aparato fotossintético, confirmando o potencial tóxico deste metaloide. Palavras-chave: mineração; segurança alimentar; ora-pro-nóbis; PANC (Plantas alimentícias não convencionais); poluição.
One of the main mineral extraction areas in Brazil is located in the state of Minas Gerais, which guarantees the generation of consumer goods, jobs and a great economic and social impact. However, mining is one of the anthropogenic ways of mobilizing arsenic (As), a highly toxic metalloid, which, when released into the environment, can contaminate the food chain and directly affect residents of contaminated areas, such as the Quadrilatero Ferrifero. In these municipalities, it is common to consume plants of the Pereskia aculeata species, a cactus rich in nutrients and minerals, classified as an unconventional food plant (PANC). Although there are many studies regarding their nutritional composition, there is no research into the physiology and tolerance of these plants to As. To this end, P. aculeata Mill plants. were grown in substrate and exposed for 5 days to concentrations of 1, 2 and 4 µg g- 1 of As V arsenate in a greenhouse, aiming to evaluate changes in oxidative metabolism and photosynthesis. Plants exposed to As showed visual damage such as chlorosis, necrosis, wilting, senescence, in addition to changes in the concentration of chloroplast pigments, greater activity of enzymes of the enzymatic antioxidant system, such as: superoxide dismutase (SOD) and catalase (CAT), increased oxidative damage to membranes, evidenced by increase in malondialdeidh levels, in addition to damage to the photosynthetic apparatus, confirming the toxic potential of this metalloid. Keywords: mining, food security; ora-pro-nóbis; PANC (Plants with Potential as Food); pollution.

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Citation

FRATTINI, Lais Manço Neves. Metabolismo antioxidativo e fotossintético de Pereskia aculeata Mill. (Cactaceae) submetida ao arsênio. 2024. 41 f. Dissertação (Mestrado em Fisiologia Vegetal) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2024.

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