Retornos à escala e mercado competitivo: teoria e evidências empíricas

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Revista de Economia e Agronegócio

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Em nível elementar, mas rigoroso, desenvolve-se o conceito de retornos à escala. Argumenta-se que retornos crescentes ou constantes não são compatíveis com a existência de mercados competitivos, pois se convergiria para um número pequeno de empresas, o que contradiz o mundo observado. A tese é que a curva de custo médio tenha forma de U. À direita do mínimo, prevalecem retornos crescentes, no mínimo retornos constantes, e à direita, retornos decrescentes. Em regime de competição, livre de imperfeições de mercado, a firma converge para o ramo de retorno crescente. Quando, no mundo real, se detecta retorno crescente ou constante, tem-se um sinal claro que as firmas estão enfrentando restrições devidas a imperfeições de mercado, as quais as impedem de mover para o ramo de retornos decrescentes da curva de custo médio. Por isto, os resultados de modelos econométricos que detectam retornos crescentes ou constantes devem levar o estudioso a indagar quais imperfeições de mercado fundamentam esses retornos. Além disso, o conhecimento das imperfeições de mercado é básico à formulação de políticas econômicas que visem ao desenvolvimento econômico, num contexto de oportunidades iguais para todo. Os dados disponíveis cobriram seis culturas e mostraram um padrão de muitos produzindo muito pouco, e de poucos produzindo muito, padrão mais visível nas culturas modernas, como a soja. Os resultados revistos de um modelo econométrico indicaram que o grupo mal sucedido, de dois grupos de pequenos produtores, tem retornos crescentes à escala e não pode expandir a produção, dadas as restrições.

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