Impercepção botânica no ensino de ciências: da mediação transmissiva às metodologias ativas em espaços não formais

dc.contributorSilva, Rafael Gustavo Rigolon da
dc.contributor.advisorGarcia, Flávia Cristina Pinto
dc.contributor.authorMiranda, Vanessa Maria da Silva
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/3269722742587800
dc.date.accessioned2026-09-28T15:07:32Z
dc.date.issued2026-08-31
dc.degree.date2026-08-31
dc.degree.departmentDepartamento de Biologia Vegetalpt-BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal de Viçosa
dc.degree.levelDoutorado
dc.degree.localViçosa - MG
dc.degree.programDoutor em Botânica
dc.description.abstractA impercepção botânica, caracterizada pela dificuldade de perceber, reconhecer e valorizar as plantas, constitui um dos principais desafios para o ensino de Botânica na Educação Básica, estando associada a abordagens tradicionais centradas na memorização e à baixa contextualização dos conteúdos. Diante desse cenário, esta tese teve como objetivo avaliar as contribuições do uso de espaços não formais, articulados a diferentes formas de mediação pedagógica e metodologias ativas, para a superação da impercepção botânica e para a aprendizagem de conteúdos botânicos. A pesquisa foi desenvolvida em três etapas complementares. Inicialmente, investigaram-se as concepções de estudantes, professores e monitores sobre a Botânica e suas dificuldades de ensino, envolvendo 74 estudantes, nove professores e oito monitores. Em seguida, analisaram-se as práticas educativas desenvolvidas durante visitas mediadas ao Herbário VIC e ao Horto Botânico da Universidade Federal de Viçosa, com foco nas mediações pedagógicas, envolvendo 111 estudantes, por meio de observações sistemáticas, registros audiovisuais e questionários. Por fim, foi elaborada e aplicada uma intervenção baseada em metodologias ativas, envolvendo 453 estudantes, com o objetivo de avaliar seus efeitos sobre a aprendizagem. Os dados foram analisados qualitativamente, segundo a Análise de Conteúdo de Bardin (2011), e, na etapa final, por meio análise estatística de Wilcoxon. Os resultados evidenciaram que os estudantes apresentam compreensão restrita da Botânica e visão predominantemente utilitarista das plantas, sendo as principais dificuldades relacionadas à nomenclatura científica, à memorização e à dificuldade de visualização. A análise das visitas revelou a predominância de uma mediação transmissiva, marcada pela centralidade da fala do monitor e pela baixa participação discente, contribuindo para a manutenção da impercepção botânica. Por outro lado, a intervenção baseada em metodologias ativas promoveu diferenças estatisticamente significativas no desempenho dos estudantes, além de maior participação, ampliação do uso da linguagem científica e indícios de reorganização conceitual. Conclui-se que os espaços não formais apresentam elevado potencial educativo, porém seus efeitos dependem diretamente das estratégias de mediação adotadas. A articulação entre metodologias ativas e experiências nesses espaços constitui uma estratégia eficaz para promover aprendizagens mais significativas e contribuir para a superação da impercepção botânica, favorecendo uma compreensão mais integrada e contextualizada do mundo vegetal. Palavras-chave: impercepção botânica; ensino de botânica; metodologias ativas.pt-BR
dc.description.abstractBotanical blindness, characterized by the difficulty in perceiving, recognizing, and valuing plants, constitutes one of the main challenges for Botany education in Basic Education. It is associated with traditional approaches centered on memorization and the limited contextualization of content. Given this scenario, this thesis aimed to evaluate the contributions of using non-formal learning spaces, combined with different forms of pedagogical mediation and active methodologies, to overcoming botanical blindness and promoting the learning of botanical content. The research was conducted in three complementary stages. Initially, the conceptions of students, teachers, and monitors regarding Botany and the challenges involved in teaching it were investigated, involving 74 students, nine teachers, and eight monitors. Subsequently, educational practices developed during mediated visits to the VIC Herbarium and the Botanical Garden of the Federal University of Viçosa were analyzed, focusing on pedagogical mediation and involving 111 students through systematic observations, audiovisual recordings, and questionnaires. Finally, an intervention based on active methodologies was developed and implemented with 453 students to evaluate its effects on learning. The data were analyzed qualitatively using Bardin's (2011) Content Analysis and, in the final stage, through Wilcoxon statistical analysis. The results showed that students have a limited understanding of Botany and a predominantly utilitarian view of plants, with the main difficulties related to scientific nomenclature, memorization, and visualization. The analysis of the visits revealed the predominance of transmissive mediation, characterized by the central role of the monitor's speech and limited student participation, thereby contributing to the persistence of botanical blindness. In contrast, the intervention based on active methodologies resulted in statistically significant differences in student performance, as well as greater participation, increased use of scientific language, and evidence of conceptual reorganization. It is concluded that non-formal learning spaces have considerable educational potential; however, their effects depend directly on the mediation strategies adopted. The integration of active methodologies with experiences in these spaces constitutes an effective strategy for promoting more meaningful learning and contributing to overcoming botanical blindness, fostering a more integrated and contextualized understanding of the plant world. Keywords: botanical blindness; botany education; active methodologiesen
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – (CAPES)
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
dc.identifier.citationMIRANDA, Vanessa Maria da Silva. Impercepção botânica no ensino de ciências: da mediação transmissiva às metodologias ativas em espaços não formais. 2026. 194 f. Tese (Doutorado em Botânica) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2026.
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.47328/ufvbbt.2026.560
dc.identifier.urihttps://locus.ufv.br/handle/123456789/35942
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de Viçosa
dc.publisher.programBotânicapt-BR
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectBotânica - Estudo e ensinopt-BR
dc.subjectEnsino - Metodologiapt-BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS::BOTANICA::TAXONOMIA VEGETAL
dc.titleImpercepção botânica no ensino de ciências: da mediação transmissiva às metodologias ativas em espaços não formaispt-BR
dc.titleBotanical imperception in science education: from transmissive mediation to active methodologies in non-formal learning spacesen
dc.typeTese

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