Como a sucessão florestal afeta a predação de invertebrados?

dc.contributor.advisorPaolucci, Lucas Navarro
dc.contributor.authorMachado, Lucas de Melo
dc.date.accessioned2026-07-17T14:19:59Z
dc.date.issued2026-06-25
dc.degree.levelGraduação
dc.description.abstractAs florestas secundárias tropicais contribuem para a manutenção de funções ecossistêmicas das florestas primárias, mas a magnitude de processos como a predação pode variar ao longo da sucessão. A hipótese dos inimigos naturais prevê maior predação em ambientes estruturalmente complexos, porém diferentes grupos de predadores podem responder de forma distinta ao processo sucessional e apresentar uso diferenciado dos estratos florestais. Assim, investigamos se a predação aumenta ao longo de um gradiente sucessional na Mata Atlântica, com artrópodes sendo mais afetados em estágios iniciais do que vertebrados, e se ambos os grupos atacam preferencialmente diferentes estratos. Para testar essas previsões, o estudo utilizou iscas sentinelas vivas (larvas de Tenebrio molitor) em cinco áreas com diferentes idades sucessionais, avaliando os estratos do solo e sub-bosque sob tratamentos com e sem exclusão de vertebrados. O avanço sucessional não resultou em aumento da pressão de predação e não influenciou a resposta dos diferentes grupos ou estratos. Em contrapartida, a proporção de ataques foi significativamente maior no solo, e a presença de vertebrados aumentou a predação nos dois estratos. Nossos resultados sugerem que a hipótese dos inimigos naturais não explica plenamente os padrões no gradiente estudado. Além disso, indicam que os diferentes grupos de predadores mantêm a função ecológica de predação relativamente constante ao longo do gradiente, mantendo o controle topo-base independentemente do estágio de sucessão florestal. Esses resultados reforçam a importância das florestas secundárias para a manutenção de funções ecológicas, com potenciais implicações para projetos de restauração florestal e para o controle biológico de pragas em paisagens agrícolas. Palavras-chave: Florestas secundárias; Controle topo-base; Vertebrados; Artrópodes; Interações tróficaspt-BR
dc.description.abstractTropical secondary forests contribute to the maintenance of ecosystem functions provided by primary forests, but the magnitude of ecological processes such as predation may vary throughout succession. The natural enemies hypothesis predicts higher predation rates in structurally complex environments; however, different predator groups may respond differently to successional processes and exhibit distinct use of forest strata. Therefore, we investigated whether predation increases along a successional gradient in the Atlantic Forest, with arthropods being more affected in early successional stages than vertebrates, and whether both groups preferentially attack different forest strata. To test these predictions, we used live sentinel prey (Tenebrio molitor larvae) in five areas representing different successional ages, evaluating both ground and understory strata under treatments with and without vertebrate exclusion. Successional advancement did not increase predation pressure and did not influence the response of predator groups or forest strata. In contrast, the proportion of attacks was significantly higher at ground level, and the presence of vertebrates increased predation in both strata. Our results suggest that the natural enemies hypothesis does not fully explain the patterns observed along the studied successional gradient. Furthermore, they indicate that different predator groups maintain the ecological function of predation relatively constant throughout succession, sustaining top-down control regardless of forest successional stage. These findings reinforce the importance of secondary forests for maintaining ecological functions, with potential implications for forest restoration initiatives and the biological control of pests in agricultural landscapes. Keywords: Secondary forests; Top-down control; Vertebrates; Arthropods; Trophic interactions.en
dc.identifier.citationMACHADO, Lucas de Melo. Como a sucessão florestal afeta a predação de invertebrados?. 2026. 24 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Ciências Biológicas – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2026.
dc.identifier.urihttps://locus.ufv.br/handle/123456789/35627
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de Viçosa
dc.subjectFlorestas secundárias
dc.subjectControle topo-base
dc.subjectVertebrados
dc.subjectArtrópodes
dc.subjectInterações tróficas
dc.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA::ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS
dc.titleComo a sucessão florestal afeta a predação de invertebrados?pt-BR
dc.typeTCC

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