Perfil do sono e do desempenho de salto de corredores de trilhas e montanhas
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Universidade Federal de Viçosa
Abstract
Endurance and ultra-endurance races on trails and mountains have gained popularity in recent years. They are characterized by long distances, extreme environmental conditions, altitude variations, and unstable terrain, all of which impose significant physiological stress on athletes. In this context, sleep emerges as a key strategy for physical recovery and performance maintenance. Sleep deprivation or poor sleep quality, common in prolonged races, can impair both cognitive functions and physical performance. Despite the growing attention to this topic, few studies have integrated sleep profiles and neuromuscular performance in real-world competition contexts. This dissertation aimed to investigate the sleep profile and vertical jump performance in trail and mountain runners, to expand the understanding of the effects of partial or total sleep deprivation on muscular performance, as well as its potential implications for the health and performance of these athletes. Data collection was carried out during the La Mision Brazil race in 2023 and 2024, with athletes from different distances. Self-explanatory online questionnaires were applied two weeks before the competition, in addition to vertical jump tests conducted before, immediately after, and 24 hours after the competition. In the first study, hierarchical cluster analysis revealed that endurance runners exhibited better sleep quality compared to ultra- endurance runners, who showed greater variability and a higher prevalence of poor sleep quality, especially among women. The second study compared athletes from the 35 km and 80 km races, showing a significant reduction in vertical jump performance after the race and 24 hours later, indicating persistent neuromuscular fatigue. Additionally, negative correlations were observed between poorer sleep scores and lower muscular performance. These findings emphasize the impact of physical and cognitive demands in long-duration races and the importance of personalized strategies, including sleep, to optimize athlete performance and health. Keywords: running; endurance; sleep deprivation; muscular performance
As corridas de endurance e de ultra-endurance em trilhas e montanhas têm ganhado popularidade nos últimos anos. Caracterizam-se por longas distâncias, condições ambientais extremas, variações altimétricas e terrenos instáveis, o que impõe elevado estresse fisiológico aos atletas. Nesse contexto, o sono destaca-se como uma estratégia fundamental para a recuperação física e manutenção do desempenho. A privação ou a má qualidade do sono, comum em provas prolongadas, pode comprometer tanto as funções cognitivas quanto a performance física. Apesar da crescente atenção ao tema, são escassos os estudos que avaliam de forma integrada o perfil de sono e o desempenho neuromuscular em contextos reais de competição. Essa dissertação teve como objetivo investigar o perfil do sono e do desempenho de salto vertical de corredores de trilha e montanha, a fim de ampliar a compreensão sobre os efeitos da privação parcial ou total de sono no desempenho muscular, bem como suas possíveis implicações na saúde e na performance desses atletas. A coleta de dados foi realizada durante a prova La Misión Brasil, nos anos de 2023 e 2024, com atletas de diferentes distâncias. Foram aplicados questionários autoexplicativos online, duas semanas antes da competição, além de testes de salto vertical realizados antes, imediatamente após e 24 horas após a competição. No primeiro estudo, por meio de análise de agrupamento hierárquico, identificou-se que corredores de endurance apresentaram melhor qualidade de sono em comparação aos de ultra-endurance, que demonstraram maior variabilidade e prevalência de má qualidade de sono, especialmente entre as mulheres. O segundo estudo comparou atletas das provas de 35 km e 80 km, revelando redução significativa no desempenho do salto vertical após a corrida e 24 horas depois, indicando fadiga neuromuscular persistente. Além disso, foram observadas correlações negativas entre piores escores de sono e menor desempenho muscular. Esses achados reforçam o impacto das exigências físicas e cognitivas em corridas de longa duração e a importância de estratégias personalizadas, que incluam o sono, para otimizar o desempenho e a saúde dos atletas. Palavras-chave: corrida; endurance; privação de sono; desempenho muscular
As corridas de endurance e de ultra-endurance em trilhas e montanhas têm ganhado popularidade nos últimos anos. Caracterizam-se por longas distâncias, condições ambientais extremas, variações altimétricas e terrenos instáveis, o que impõe elevado estresse fisiológico aos atletas. Nesse contexto, o sono destaca-se como uma estratégia fundamental para a recuperação física e manutenção do desempenho. A privação ou a má qualidade do sono, comum em provas prolongadas, pode comprometer tanto as funções cognitivas quanto a performance física. Apesar da crescente atenção ao tema, são escassos os estudos que avaliam de forma integrada o perfil de sono e o desempenho neuromuscular em contextos reais de competição. Essa dissertação teve como objetivo investigar o perfil do sono e do desempenho de salto vertical de corredores de trilha e montanha, a fim de ampliar a compreensão sobre os efeitos da privação parcial ou total de sono no desempenho muscular, bem como suas possíveis implicações na saúde e na performance desses atletas. A coleta de dados foi realizada durante a prova La Misión Brasil, nos anos de 2023 e 2024, com atletas de diferentes distâncias. Foram aplicados questionários autoexplicativos online, duas semanas antes da competição, além de testes de salto vertical realizados antes, imediatamente após e 24 horas após a competição. No primeiro estudo, por meio de análise de agrupamento hierárquico, identificou-se que corredores de endurance apresentaram melhor qualidade de sono em comparação aos de ultra-endurance, que demonstraram maior variabilidade e prevalência de má qualidade de sono, especialmente entre as mulheres. O segundo estudo comparou atletas das provas de 35 km e 80 km, revelando redução significativa no desempenho do salto vertical após a corrida e 24 horas depois, indicando fadiga neuromuscular persistente. Além disso, foram observadas correlações negativas entre piores escores de sono e menor desempenho muscular. Esses achados reforçam o impacto das exigências físicas e cognitivas em corridas de longa duração e a importância de estratégias personalizadas, que incluam o sono, para otimizar o desempenho e a saúde dos atletas. Palavras-chave: corrida; endurance; privação de sono; desempenho muscular
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MATOS, Júlia Pagotto. Perfil do sono e do desempenho de salto de corredores de trilhas e montanhas. 2025. 74 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2025.
