Educação Física
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Item Hierarchy of interpersonal synergies in basketball: a theoretical and methodological approach(Universidade Federal de Viçosa, 2022-12-05) Santos, Rodrigo de Miranda Monteiro; Carneiro Júnior, Miguel Araújo; http://lattes.cnpq.br/1954292229391406The aim of this study was to discuss and identify, theoretically and methodologically, the hierarchical levels (i.e., dyadic and collective) of defensive interpersonal synergies in basketball. We suggest that the characteristics of a task constrain the formation of synergies from the dyadic to the collective level. Consequently, identifying multi-level interpersonal synergies in team sports demands studying the formation of synergies as a task-dependent phenomenon. Likewise, we recommend that future studies address this issue and take into account the relevance of performance goals in each level (i.e., dyadic and collective) of analysis. The Uncontrolled Manifold (UCM) concept was used to determine the limits of variability of values of task elements that allow to stabilize the performance measure. The task elements were players’ positions captured by the bidimensional (x and y) coordinates. The performance goal selected for identifying the presence of interpersonal synergies in the defensive phase of play at the dyadic level was the interpersonal distance between defenders, which, it is assumed, tends to be stabilized to prevent an opponent to get near the basket. At the collective level, the performance goal selected was the distance between the team centroid – formed by the average positions of all players in the court – and the ball, whose stabilization is likely to ensure cohesion in defense. The measures proposed in the present study were adequate to describe the defensive synergistic behavior of a basketball team in a match of the regular season of the NBA, both at dyadic and collective levels. Dyadic synergies predicated on the stabilization of the interpersonal distance by two defenders were observed during the whole match. Although collective synergies were only observed in 30% of the plays, the frequency of synergies predicated on the distance between the team centroid and the ball might be related with the occurrence of more complex team defensive behaviors. No significant differences were found in the frequency or strength of synergies between two teams during an NBA match. The dyadic synergies that most contributed to the formation of collective synergies (D5 and D6, respectively) was the only aspect that significantly distinguished the defensive behavior of Team A and Team B. Nevertheless, the variables proposed in this study were capable of identifying a fair number of interpersonal synergies at both levels (i.e., dyadic and collective). Even so, further research is needed to investigate other performance variables and their association with defensive performance. Keywords: Basketball. Synergies. Uncontrolled Manifold.Item Alterações dos comportamentos humanos habituais e autopercepção da saúde durante a pandemia de COVID-19 numa comunidade universitária(Universidade Federal de Viçosa, 2022-11-25) Guilherme, Larissa Quintão; Amorim, Paulo Roberto dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2014056040579843A COVID-19 ocasionou mudanças nos comportamentos de movimentos da população devido às suas sequelas e o isolamento social, impactando o estado de saúde e tornando suas consequências a longo prazo desconhecidas e/ou inconclusivas. Assim, o principal objetivo do estudo foi identificar alterações de hábitos relacionados à saúde, nível de atividade física (NAF), comportamento sedentário (CS) e índice de massa corporal (IMC) numa população universitária. Trata-se de um estudo transversal com 1655 indivíduos de ambos os sexos (17 a 72 anos) vinculados a Universidade Federal de Viçosa. Aplicou-se um formulário online adaptado do "ConVid: Pesquisa de Comportamentos" e a versão curta do International Physical Activity Questionnaire. O teste de McNemar foi utilizado para a comparação dos indicadores relacionados ao NAF, CS, consumo de tabaco, álcool e IMC, considerando os momentos “antes versus durante” a pandemia (α=5%). Realizou-se também, regressões multinomiais apresentando como desfecho a autopercepção do estado de saúde (AES) e o número de sintomas, associadas com medidas sociodemográficas e comportamentais. Observou-se que durante a pandemia houve um aumento de indivíduos que não atingiram as recomendações nas três categorias do NAF (p<0,001), caminhada (42,8% para 80,6%); AF moderada (74,3% para 80,6%) e AF vigorosa (64,6% para 71,8%). Além de aumento do CS (p<0,001), considerando o tempo de uso elevado (≥4h) para TV (2,4% para 12,7%) e de computador/tablet (58,1% para 81,8%). O consumo de álcool passou de 64,1% para 64,9% (p<0,001) e o uso de cigarros foi de 5,7% para 7,8% (p<0,001). Foi constatado aumento do percentual de obesidade (7,7% para 11,1%) e sobrepeso (22,6% para 28,1%). Quando avaliado a associação entre a AES e número de sintomas com medidas sociodemográficas e comportamentais, observou-se que não ser da cor branca (OR= 1,62; p=0,029); ter ensino médio completo (OR= 3,21; p<0,001); ter renda diminuída ou ficar sem (OR=3,67; p<0,001); autoavaliar-se com uma piora na mudança da saúde (OR=20,20; p<0,001); conter diagnóstico para 1 doença crônica ou mais (OR=4,78; p<0,001; OR=5,60; p<0,001); apresentar 5 ou mais sintomas da COVID-19 (OR=3,23; p<0,001) e 3 ou 4 sintomas (OR=3,02; p<0,001), foram fatores que contribuíram para chances elevadas da AES “ruim/péssima”. Entre os fatores comportamentais, destaca-se, não atingir as recomendações do NAF, caminhada (OR=2,52; p=0,01), AF moderada (OR= 3,83; p=0,002), AF vigorosa (OR=3,05; p<0,001); tempo de tela elevado (OR=1,79; p=0,041); obesidade (OR=1,17; p<0,001) e fumar (OR=2,59; p=0,002). Em relação ao número de sintomas, conter 1 DCNT (OR=2,31; p<0,001); autoavaliar-se com AES “ruim/péssima” (OR=1,86; p=0,044), contribuíram para chances elevadas de apresentar “1 a 3” sintomas. Enquanto má qualidade de sono (OR=2,00; p<0,001); consumir bebida alcóolica (OR=1,68; p<0,001); fumar (OR=1,80; p=0,008) apresentaram maiores chances de “4 ou mais” sintomas. Tais resultados demonstraram que a população avaliada apresentou um estivo de vida menos ativo, mais sedentário e com aumento do excesso de peso. Ademais, medidas sociodemográficas e comportamentais apresentaram influência sobre a AES e no número de sintomas da COVID-19. Tais comportamentos podem aumentar os fatores de risco à saúde, necessitando, portanto, de intervenções multidisciplinares. Palavras-chave: Atividade física. Comportamento sedentário. Hábitos. COVID-19. Indicadores do estado de saúde.Item Efeitos do treinamento físico combinado sobre a morfologia e a função cardiopulmonar em ratos com hipertensão arterial pulmonar(Universidade Federal de Viçosa, 2022-07-20) Leite, Luciano Bernardes; Natali, Antônio José; http://lattes.cnpq.br/9754504493752790Objetivo: Investigar os efeitos do treinamento físico combinado de intensidade moderada, durante o desenvolvimento da hipertensão arterial pulmonar (HAP) induzida por monocrotalina (MCT), sobre a morfologia e a função cardiopulmonar em ratos. Metodologia: Ratos Wistar (idade: ~ 2 meses; massa corporal: ~200g) foram divididos em dois grupos de 7 animais cada, para avaliar a sobrevivência: Sedentário Hipertenso Sobrevivência (SHS); e Exercício Hipertenso Sobrevivência (EHS). Outros ratos Wistar da mesma idade e peso foram divididos em três grupos de 14 animais cada, para avaliar as demais variáveis: Sedentário Controle (SC); Sedentário Hipertenso (SH) e Exercício Hipertenso (EH). Os ratos dos grupos SHS, SH e EH receberam uma injeção intraperitoneal (60 mg/kg) de MCT, enquanto os do grupo SC receberam o mesmo volume de solução salina. Todos os ratos foram testados para a velocidade máxima de corrida (VMC) em esteira e a carga máxima carregada (CMC) durante a escalada antes do início do experimento, aos 12 e 14 dias após a injeção de MCT, respectivamente, assim como no final do protocolo experimental (19 e 21 dias após injeção de MCT, respectivamente). A avaliação ecocardiográfica foi realizada no 22º dia após a aplicação de MCT. Os animais dos grupos EHS e EH foram submetidos a um programa de treinamento físico combinado: exercício aeróbico [corrida em esteira (60 min/dia; 60% da velocidade máxima de corrida)]; e exercício resistido [escalada em escada vertical (15 escaladas; 60% da carga máxima)], em dias alternados, 5 dias/semana (segunda a sexta-feira), por aproximadamente 4 semanas. Os ratos dos grupos SHS e EHS chegaram ao óbito com o desenvolvimento da HAP. A eutanásia dos animais dos grupos SC, SH e EH foi realizada na mediana de sobrevivência dos ratos do grupo SHS (23º dia após injeção de MCT). Após a eutanásia, o coração e os pulmões foram removidos, pesados e processados para as análises de interesse. Nos tecidos do ventrículo direito (VD) e pulmão direito foram realizadas análises histomorfométricas. Em miócitos isolados do VD foram analisadas a contração e o Ca 2+ intracelular transiente. Resultados: Os ratos do grupo EHS tiveram mediana de sobrevivência maior (29 dias) que os do grupo SHF (23 dias; p < 0,05). O treinamento combinado aumentou a tolerância ao esforço físico (TTF: 27,6%; CMC relativa: 24,3%). A HAP aumentou a resistência da artéria pulmonar (redução da TA/TE) e reduziu a função do VD (redução da TAPSE). Por outro lado, o treinamento físico combinado preveniu o aumento da resistência da artéria pulmonar e a redução da função do VD. Em nível tecidual, a HAP aumentou a massa do coração, do VD e o percentual de colágeno. Porém, o treinamento físico combinado reduziu a massa do VD e o percentual de colágeno. No pulmão direito, a HAP aumentou o percentual de septo alveolar e reduziu o percentual de alvéolos pulmonares. Contudo, o treinamento físico combinado preveniu a redução do percentual de alvéolos pulmonares e o aumento do percentual septo alveolar. Em miócitos isolados do VD, a HAP reduziu a amplitude de contração e a velocidade de contração e relaxamento. Todavia, o treinamento físico combinado preveniu a redução da amplitude de contração e das velocidades de contração e relaxamento. Ademais, a HAP reduziu a amplitude e as velocidades até o pico e de decaimento do Ca 2+ intracelular transiente. Entretanto, o treinamento físico combinado preveniu a redução da amplitude e das velocidades até o pico e de decaimento do Ca 2+ intracelular transiente. Conclusão: O protocolo de treinamento físico combinado aplicado previne o aumento da resistência da artéria pulmonar, a disfunção sistólica do VD e o remodelamento adverso do VD e do pulmão direito, além de promover benefícios na contração e no Ca 2+ intracelular transiente de miócitos isolados do VD em ratos com HAP induzida por MCT. Juntos, estes benefícios contribuem para melhorar a tolerância ao esforço físico e a sobrevivência destes ratos. Palavras-chave: Treinamento físico combinado. Hipertensão pulmonar. MCT. Miócitos isolados. Contração. TAPSE.Item Effects of resistance exercise training on the structure and function of cardiac, pulmonary and skeletal muscle tissues in rats with experimental pulmonary arterial hypertension(Universidade Federal de Viçosa, 2022-12-16) Soares, Leôncio Lopes; Natali, Antônio José; http://lattes.cnpq.br/3732278245047187The general objective of this work was to evaluate the effects of low- to moderate- intensity resistance exercise training (RT) on the structure and function of pulmonary, cardiac and skeletal muscle tissues in the stable pulmonary artery hypertension (PAH) model induced by monocrotaline (MCT) in rats. In the first study we focused on evaluating the effects of RT on the structure and oxidative stress of the lung and biceps brachii, as well as on the function, structure, single myocyte contractility and gene and protein expression in the right ventricle (RV). Male Wistar rats were randomly divided into groups: sedentary hypertension until failure; exercise hypertension until failure; sedentary control; exercise control; sedentary hypertension; and exercise hypertension. PAH was induced by two MCT injections (20 mg/kg, with 7 days interval). After the first MCT injection, animals in the exercise groups were submitted to a low- to moderate-intensity RT protocol (Ladder climbing; 55-65% of the maximal carrying load), 5 times/week, during the experimental period. Echocardiographic examination and physical effort tolerance test were carried out at specific time points of the experimental period. After euthanasia, lung, heart, and biceps brachii were dissected, weighed, and processed for histological, single myocyte, and biochemical analysis. The results show that RT improved survival and physical effort tolerance (i.e., Maximum carrying load), mitigated the pulmonary artery resistance increase (i.e., TA/TE), and preserved cardiac function (i.e., Fractional shortening, ejection fraction, stroke volume and TAPSE). In addition, RT counteracted oxidative stress (i.e., CAT, SOD, GST, MDA and NO) and adverse remodeling in lung (i.e., Collapsed alveoli) and in biceps brachii (i.e., atrophy and total collagen) tissues. Moreover, RT retarded RV adverse remodeling (i.e., hypertrophy, extracellular matrix, collagen types I and III, and fibrosis) and impairments in single RV myocyte contractility (i.e., amplitude and velocity to peak and relaxation). Furthermore, RT improved the expression of gene (i.e., miRNA 214) and regulatory proteins of the intracellular Ca 2+ cycling (i.e., PLB ser16 ) as well as of pathological (i.e., α/β-MHC, and Foxo3) and physiological (i.e., Akt, p-Akt, mTOR, p-mTOR, and Bcl-xL) hypertrophy pathways in RV tissue. In conclusion, along with survival and physical effort tolerance enhancement, low- to moderate-intensity RT during the development of stable MCT-induced PAH postpones pulmonary artery resistance increases and prevents RV dysfunction, RV adverse remodeling and myocyte contractility deterioration in rats. In the second study, we investigated whether low- to moderate-intensity RT is beneficial to left ventricle (LV) and LV myocyte contractile functions in such model of stable PAH induced by MCT. Following the experimental design of the first chapter, the results showed that in conjunction with the improvements in survival and physical effort tolerance, RT mitigated the LV and cardiomyocyte contractility dysfunctions promoted by MCT by preserving the ejection fraction and fractional shortening, the amplitude of shortening, and the velocities of contraction and relaxation in cardiomyocytes. Resistance exercise training also prevented increases in LV fibrosis and type I collagen caused by MCT and maintained the type III collagen and myocyte dimensions reduced by MCT. In conclusion, low- to moderate-intensity RT benefits LV and cardiomyocyte contractile functions in rats during the development of stable MCT-induced PAH. Taken together, these results are of clinical relevance insofar as it indicates that low- to moderate-intensity RT may contribute positively to the health and survival of individuals with stable PAH. Keywords: Pulmonary hypertension. Heart failure. Ventricular dysfunction. Physical exercise. Exercise tolerance. Adverse remodeling. Isolated cardiomyocytes.Item Comportamentos habituais de adolescentes: padrão de sono, da prática de atividade física e tempo sedentário(Universidade Federal de Viçosa, 2022-10-14) Domingues, Sabrina Fontes; Amorim, Paulo Roberto dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2690264354909605Esta tese teve como objetivo geral avaliar o uso do tempo dos comportamentos humanos habituais (CHH) em 24 horas, além de estimar possíveis alterações no índice de massa corporal (IMC) ao realocar o tempo envolvido nesses comportamentos e analisar as possíveis associações temporais e bidirecionais entre os CHH em uma amostra de adolescentes de uma instituição de período integral no Brasil. Trata-se de um estudo transversal com estudantes, entre 15 e 18 anos, de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Aferiu-se o peso corporal e estatura para calcular o IMC. O comportamento sedentário (CS), atividade física leve (AFL), atividade física moderada a vigorosa (AFMV), o tempo total de sono (TTS), tempo acordado após o início do sono (WASO), eficiência do sono (ES), índice de fragmentação do sono (IFS), hora de deitar na cama (HDC]) e hora de levantar da cama (HLC) foram medidos por acelerometria de 24 horas por sete dias consecutivos. O tempo de tela (TT), características demográficas e nível socioeconômico foram avaliados por meio de um questionário. As recomendações de sono, AFMV e TT foram alcançadas por 32,97%, 8,10% e 1,08% da amostra, respectivamente. Nenhum adolescente foi capaz de atingir as recomendações integradas. A análise composicional isotemporal indicou que a substituição de 75, 90 e 120 minutos de AFMV por AFL levou a um aumento significativo estimado em 0.75, 0.76 e 0.78 no zIMC, respectivamente (valor z de 0.01 a 1.49). O TTS e WASO apresentaram associação negativa com CS (β= -0.33; IC95% = -0.39;-0.26 e β= -0.08; IC95% = - 0.14;-0.02) e AFL (β= -0.17; IC95% = -0.25;-0.09 e β= -0.13; IC95% = -0.20;-0.06) de maneira bidirecional (β= -0.21; IC95% = -0.26;-0.15; β= -0.15; IC95% = -0.21;-0.09; β= -0.18; IC95% = -0.25;-0.12 e β= -0.08; IC95% = -0.15;-0.02), respectivamente. Os rapazes apresentaram associação negativa mais forte entre HLC e AFL (β= -0.36; IC95% = -0.48;-0.24) do que as moças (β= -0.18; IC95% = -0.29;-0.08). Durante a semana regular (SR), observou-se associação negativa mais forte entre CS e HDC (β= -0.20; IC95% = -0.26;-0.13), o que também ocorreu entre TTS e AFMV (β= -0.26; IC95% = -0.34;-0.19) em relação ao fim de semana (FDS) (β= -0.17; IC95% = -0.26;- 0.07 e β= -0.08; IC95% = -0.20;-0.04), respectivamente. No FDS verificou-se associação positiva mais forte entre AFL e HDC (β= 0.32; IC95% = 0.21;0.42) do que na SR (β= 0.13; IC95% = 0.06;0.21), assim como verificou-se associação negativa mais forte entre AFL e TTS (β= -0.28; IC95% = -0.40;-0.16) e entre HLC e AFL (β= - 0.40; IC95% = -0.53;-0.26) do que durante a SR (β= -0.13; IC95% = -0.21;-0.06 e β= -0.13; IC95% = -0.25;-0.01), respectivamente. A natureza composicional dos CHH em 24 horas nos mostra que o TTS e a rotina de dormir e levantar em horários adequados pode aprimorar a disponibilidade de tempo para a prática de AF. A AFL, por ser predominante nas atividades de vida diária, ser mais fácil de ser modificada, por apresentar menor barreira e esforço para ser iniciada, pode ser a via inicial para que os adolescentes reduzam o CS e atinjam as atuais recomendações diárias de 60 minutos de AFMV. Mediante isso, ressalta-se a importância da elaboração de políticas públicas que englobem o contexto escolar, familiar e social a fim de viabilizar alterações eficazes nos CHH dos adolescentes em prol de um estilo de vida mais saudável. Palavras-chave: Atividade Física. Comportamento Sedentário. Sono. Acelerometria. Adolescentes. Análise composicional de dados. Análise bidirecional.Item Indicadores multidimensionais do potencial esportivo no processo de seleção de jovens futebolistas(Universidade Federal de Viçosa, 2022-11-17) Paula, Hugo Leonardo Barros de; Marins, João Carlos Bouzas; http://lattes.cnpq.br/2552688277074713INTRODUÇÃO: A seleção e o desenvolvimento de talentos esportivos para o futebol representam um dos maiores desafios para um clube, onde diversos modelos já foram testados, sendo complexa a proposição de uma única sistematização. OBJETIVO GERAL: avaliar indicadores multidimensionais do talento esportivo em jovens futebolistas das categorias sub13, sub15 e sub17, visando estabelecer valores de referência e aspectos que discriminam o potencial esportivo dos atletas e a sua continuidade em um clube de formação. MÉTODOS: foram avaliados futebolistas do sexo masculino das categorias sub13, sub15 e sub17 do Projeto Futebol-UFJF. Os atletas foram submetidos a uma bateria de testes para avaliação de indicadores antropométricos, físico-motores, psicológicos, socioambientais, maturacionais, táticos e técnico. Também participaram 7 treinadores, profissionais de Educação Física, que classificaram os seus atletas como alto potencial ou baixo potencial esportivo. O tratamento estatístico empregado foi o teste t de Student com nível de significância de 5% e o d de Cohen para avaliação do tamanho do efeito. Foram calculados os percentis 10, 30, 50, 70, 90 e 98 de acordo com a idade e o estágio maturacional. Foi utilizado o teste qui-quadrado (X 2 ) para testar a associação bivariada entre os preditores e a res-seleção, e uma regressão logística binária para examinar a influência de cada preditor na probabilidade de um futebolista Sub-15 ser res- selecionado. A dissertação foi estruturada em formato de três artigos. RESULTADOS: artigo 1 - Os futebolistas de alto potencial foram mais rápidos na corrida de 10m, mais ágeis, apresentaram maior experiência esportiva e tempo de prática, maior confiança/motivação e livre de preocupação, maior conhecimento tático e melhor desempenho técnico. Artigo 2 - Valores de referência foram relatados para as faixas etárias de 12 a 17 anos, estratificados pela idade e status maturacional. Os atletas biologicamente avançados apresentaram melhor desempenho no teste de velocidade de 20m quando comparados aos atletas normomaturos, aos 13 anos e 14 anos e foram mais ágeis do que os normomaturos aos 17 anos. Artigo 3 - Atletas selecionados foram mais ágeis, apresentaram melhor condicionamento aeróbico, maiores níveis de competência percebida, melhor desempenho técnico de drible, melhor Δdrible e melhor conhecimento tático relacionado a posicionamento e decisão (PD) do que os atletas des-selecionados. A maior probabilidade de se manter no programa na temporada seguinte ocorre nos atletas que apresentam de forma combinada, maior competência percebida, maior resistência aeróbica e melhor drible. CONCLUSÕES: A velocidade na corrida de 10m, agilidade, experiência esportiva, tempo de prática, confiança/motivação, conhecimento tático e desempenho técnico, são elementos importantes para jovens futebolistas de alto potencial esportivo. Valores de referência das variáveis velocidade 20m, agilidade e drible foram relatados. Com exceção da habilidade técnica, o desempenho dos futebolistas variou em função da idade e do estágio maturacional. Os futebolistas selecionados por seus treinadores apresentaram melhores desempenhos quando comparados aos futebolistas des- selecionados. Variáveis competência percebida, condicionamento aeróbico e habilidade técnica de drible de forma combinada podem influenciar na manutenção de atletas sub15 no clube. Palavras-chave: Futebol. Jovens atletas. Detecção de talentos. Avaliação física. Treinadores. Dados normativos. Maturação.Item Contributos da avaliação e do treinamento para o desenvolvimento da tomada de decisão no futebol(Universidade Federal de Viçosa, 2022-12-15) Machado, Guilherme Figueiredo; Costa, Israel Teoldo da; http://lattes.cnpq.br/6318801496662080Esta tese teve como objetivo compreender e propor melhorias nos processos de desenvolvimento da capacidade de tomada de decisão no futebol relacionados à avaliação e ao treinamento. Para isso, ela foi composta por seis estudos e os seus objetivos foram: 1) verificar através de uma revisão de escopo o efeito da vivência prévia em atividades relacionadas ao futebol e o efeito de intervenções (de campo e laboratório) na capacidade de tomada de decisão de jovens e adultos praticantes de futebol do sexo masculino e feminino; 2) analisar se jogadoras brasileiras de futebol profissional com diferentes níveis de tomada de decisão podem ser diferenciadas a partir da vivência prévia em atividades relacionadas ao futebol e futsal durante seu desenvolvimento e discutir qual foi a trajetória esportiva que mais contribuiu para o desenvolvimento da capacidade de tomada de decisão; 3) verificar a relação entre a vivência prévia em atividades relacionadas ao futebol e futsal com a qualidade e velocidade da tomada de decisão em diferentes fases do desenvolvimento esportivo de jogadoras de futebol profissional de elite; 4) verificar a influência de 25 sessões de treinamento baseadas nos princípios táticos fundamentais e em jogos reduzidos sobre o desenvolvimento da tomada de decisão perceptivo-cognitiva e perceptivo-motora de jogadores de futebol de base de elite; 5) verificar se a capacidade de tomada de decisão diferencia jogadores selecionados e não selecionados em programas de desenvolvimento de talentos no futebol de base de elite do Brasil; e 6) comparar a vivência prévia em atividades relacionadas ao futebol durante a infância e adolescência entre jogadores de futebol de base de elite do Brasil e Espanha e discutir qual trajetória esportiva caracteriza o desenvolvimento esportivo no futebol de elite do Brasil e Espanha. Considerando o primeiro objetivo, verificou-se que o envolvimento em atividades específicas de futebol, como a prática deliberada e o jogo deliberado desde a infância, é essencial para desenvolver habilidades de tomada de decisão, e intervenções de campo como a abordagem baseada em jogos podem desenvolver alguns comportamentos da tomada de decisão em diferentes contextos (escolar, clubes de futebol e jogadores universitários). Em relação ao segundo objetivo, verificamos que em cada período avaliado (infância, início da adolescência e final da adolescência), as atletas com melhor tomada de decisão acumularam mais tempo percentual de sua participação em atividades de prática deliberada, em comparação com o grupo de baixa tomada de decisão e a trajetória de diversificação especializado caracterizou a participação no esporte durante a infância. Para o terceiro objetivo, verificamos que a prática deliberada no futebol e no futsal, especialmente durante a infância e início da adolescência, está relacionada a uma melhor qualidade da tomada de decisão, enquanto o jogo deliberado no futebol, principalmente na infância e no início da adolescência, está relacionado a uma capacidade de tomada de decisão mais rápida. Considerando o quarto objetivo, concluímos que 25 sessões de treinamento baseadas nos princípios táticos fundamentais e em jogos reduzidos e condicionados, melhoraram as habilidades perceptivo-cognitivas relacionadas ao tempo de tomada de decisão e às habilidades perceptivo-motoras de tomada de decisão. Em relação ao quinto objetivo, verificamos que os jogadores selecionados pelos clubes de futebol de elite no Brasil possuem melhores habilidades de tomada de decisão em relação ao tempo e a qualidade que decidem em comparação com os não selecionados. Por fim, para o sexto objetivo, verificamos que os jogadores de futebol masculino de elite sub-18 espanhóis e brasileiros foram diferenciados pela idade de início no envolvimento de diferentes atividades no futebol e pela participação em atividades de treinamento durante a infância e início da adolescência. A trajetória esportiva durante a infância dos jogadores de futebol masculino na Espanha foi caracterizada pela trajetória de engajamento precoce, enquanto no Brasil foi caracterizada pela diversificação especializada. Palavras-chave: Habilidades perceptivo-cognitivas. Leitura do jogo. Treinamento. Histórico esportivo. Identificação e desenvolvimento de talentos. Pedagogia do esporte. Prática deliberada. Jogo deliberado. Futsal. Futebol feminino.Item Relação da temperatura da pele medida por termografia infravermelha com a gordura corporal e índice de massa corporal em adolescentes do sexo masculino(Universidade Federal de Viçosa, 2022-11-04) Reis, Hamilton Henrique Teixeira; Marins, João Carlos Bouzas; http://lattes.cnpq.br/8976181710432364A Termografia Infravermelha (TI) é uma tecnologia que vem sendo altamente utilizada por profissionais do corpo clínico como ferramenta auxiliar no diagnóstico de doenças e na prevenção e reabilitação de lesões através da análise da temperatura da pele (T P ). Entretanto, para que o processo de análise de uma imagem térmica seja realizado com a maior precisão e qualidade, alguns fatores precisam ser levados em consideração, como o percentual de gordura (%G) e o índice de massa corporal (IMC). Poucos estudos foram encontrados sobre essa temática, sendo realizados somente com adultos. Visando contribuir com uma melhora no processo de avaliação e ação profissional, esta tese tem por objetivo avaliar o impacto do %G e do IMC na T P de adolescentes do sexo masculino e propor tabelas de normalidade térmica para avaliações termográficas. Para atender esse objetivo a tese foi estruturada em quatro artigos: o primeiro, uma revisão narrativa, apresenta as bases fisiológicas da influência do tecido adiposo e de medidas antropométricas nos valores da T P e seu impacto na avaliação da TI. O segundo, terceiro e quarto são experimentais e avaliam a influência do IMC e do %G na T P . Para todas as análises foi utilizado o termovisor FLIR ® T420, ajustado de acordo com recomendações específicas para a coleta. Para avaliação dos termogramas foi utilizado o software ThermoHuman®, permitindo a análise de sete Regiões Corporais de Interesse (RCI): T P Global e T P média nas visões anterior e posterior do tronco, braços e membros inferiores. O segundo artigo, preliminar, avaliou um indivíduo para cada faixa de classificação de IMC proposta pela Organização Mundial de Saúde, compondo um total de 4 avaliados, todos com 16 anos e demonstrando que há uma redução progressiva nos valores da T P conforme os valores de IMC aumentam. No terceiro, foram avaliados 100 adolescentes (16,83±1,08 anos, 66,51±13,35 kg, 175,25±0,76cm), divididos em baixo peso (n=33), peso normal (n=34) e sobrepeso (n=33). A estatística ANOVA One-Way, com post hoc de Bonferroni, demonstrou que existem diferenças na T P em todas as RCI (p≤0,01) em função do IMC, correlacionando de maneira negativa (p<0,05), com ênfase para as regiões anterior (r= -0,68, p≤0,001) e posterior (r= -0,64, p≤0,001) do tronco. No quarto artigo os avaliados foram divididos em 2 grupos: 50 com obesidade (16,64±0,13 anos, 78,93±1,43kg e 175,54±1,06cm) e 50 sem obesidade (16,78±0,15 anos, 56,48±1,20kg e 174,96±1,10cm) conforme classificação de Williams et al. (1992), sendo os valores de %G estimados por avaliação com a Dual Energy X-Ray Absorptiometry. O teste T de Student demonstrou que indivíduos com obesidade tem menores valores de T P (p<0,05) e uma correlação negativa (p<0,01) para todas as RCI, com destaque para as regiões anterior e posterior de tronco, 1,28°C (p≤0,001) e 1,18°C (p≤0,001) mais baixas em indivíduos com obesidade, respectivamente. Foram elaboradas tabelas normativas, utilizando diferentes faixas de percentis para classificar o estado da T P para cada RCI de acordo com o IMC e %G. É possível concluir que o %G e o IMC influenciam nos valores da T P na população de adolescentes do sexo masculino. Palavras-chave: Termografia infravermelha. Composição corporal. Tecido adiposo. Índice de massa corporal. Adolescentes.Item Influência do método Pilates na qualidade de vida e autopercepção da saúde mental durante a pandemia do SARS-COV-2: um estudo de método misto(Universidade Federal de Viçosa, 2022-09-29) Silveira, Fabrício Sette Abrantes; Pereira, Eveline Torres; http://lattes.cnpq.br/0118493633829700Objetivos: Analisar a influência do Método Pilates (MP) na qualidade de vida (QV) dos praticantes; analisar se a prática do MP teve influência na saúde mental de acordo com autopercepção dos indivíduos que realizaram a atividade durante a pandemia do SARS-COV-2. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática de literatura, a fim de verificar a influência do MP na QV dos praticantes, por meio de investigação em bases de dados como Google Scholar, Embase, Scopus, Medline via PUBMED e Web of Science. A pesquisa bibliográfica foi iniciada e finalizada em maio de 2021, realizada por dois pesquisadores de forma independente, que também conduziram a avaliação do risco de viés dos artigos incluídos. A compilação dos resultados da revisão sistemática de literatura originou em um artigo, que se encontra publicado e compõe o artigo I desta tese. Sequencialmente, foi realizado um estudo de método misto de pesquisa do tipo triangulação concomitante. A coleta de dados foi realizada de forma online. Os dados quantitativos e qualitativos foram coletados simultaneamente e analisados separadamente. A abordagem quantitativa visou verificar a prevalência de TMC utilizando o Self-Reporting Questionnaire (SRQ – 20). Na abordagem qualitativa, para verificar se o MP influenciou na saúde mental dos praticantes durante a pandemia do SARS-COVV-2, utilizou-se a análise de conteúdo e o software IRAMuTeQ para processamento dos grafos. Este estudo teve a participação de 142 indivíduos, divididos em dois grupos: os que praticaram o MP durante a pandemia (G1) e os que interromperam a prática do método sem a substituir por nenhuma outra neste período (G2). Os voluntários foram estratificados por faixas etárias compreendidas entre 18 e 40 anos; 41 e 65 anos; e 66 anos ou mais. A seleção dos participantes se deu por meio da visita ao setor de Vigilância Sanitária, identificando os estabelecimentos voltados à prática do MP, na cidade de Viçosa – MG. Posteriormente, se contatou os instrutores do método e os adultos e idosos envolvidos na prática do MP, respectivamente. A compilação dos resultados dessa segunda parte da pesquisa originou a produção de um artigo inédito, o qual compõe o artigo II desta tese. Resultados: Conforme explicitado no artigo I, após as etapas de seleção bibliográfica, foram incluídos 30 artigos, sem delimitação de data, idiomas e locais. Evidenciou-se, por meio da revisão bibliográfica, que o MP influenciou na QV dos praticantes nos domínios relacionados à melhora da capacidade funcional, no alívio da dor e na melhora da saúde mental. A análise quantitativa dos dados coletados no artigo II, mostrou não haver diferença significativa na prevalência de TMC entre os indivíduos que continuaram a prática do MP (28,17%) e aqueles que a interromperam (26,76%). Na abordagem qualitativa, composta pela nuvem de palavras e pela análise de similitude, evidenciou que a palavra dor foi a mais mencionada pelos participantes. Foi também o ponto de similaridade nas diferentes faixas etárias, como resposta à pergunta sobre influência do MP na saúde mental mediante a autopercepção dos praticantes durante a pandemia do SARS- COV-2. Conclusão: Nos achados literários pré-pandemia, o MP influenciou na QV dos praticantes nos domínios associados à melhora funcional, alívio da dor e na saúde mental. Já na autopercepção dos praticantes do MP durante a pandemia do SARS-COV-2, a prática do método influenciou na saúde mental, principalmente por promover alívio das dores. Não há, até o presente momento, literatura científica que abarque de forma suficiente o referido tema, destacando o ineditismo do presente estudo. Ressalta-se que os resultados encontrados referiram-se a uma população com perfil sociodemográfico específico, em um recorte temporal relativamente curto, não permitindo concluir que os benefícios mencionados sejam creditados exclusivamente à prática do MP. Sugere-se, assim, a realização de novos estudos. Palavras-Chave: Método Pilates. Saúde Mental. Qualidade de Vida. Coronavírus. Pandemia. Sars-Cov-2. Análise Qualitativa. Análise Quantitativa. Revisão Sistemática.Item Efeito da demanda física simulada de uma partida de futebol na temperatura da pele de jovens jogadores avaliada por termografia infravermelha(Universidade Federal de Viçosa, 2022-12-14) Silva, Alisson Gomes da; Marins, João Carlos Bouzas; http://lattes.cnpq.br/9280396059700907O objetivo dessa tese foi analisar a capacidade da termografia infravermelha de identificar fadiga residual induzida pela demanda física simulada de uma partida de futebol. Para tal, foram desenvolvidos dois estudos. No primeiro, foi realizada uma revisão integrativa para analisar os trabalhos que investigaram o efeito da fadiga residual induzida por exercício na temperatura da pele (T P ) pós-exercício, medida por termografia. Foram identificados 1579 estudos nas bases de dados Medline/Pubmed, Science Direct, Scopus, Embase e Web of Science. Foram incluídos na revisão 22 estudos, realizados com exercícios resistidos (n=12), esportes de endurance (n=6), partida de futebol (n=2), treino pliométrico (n=1) e treinamento de potência-velocidade (n=1). Em quinze artigos (68,2%) foi reportado que o exercício causa um aumento tardio na T P , o que foi atribuído à resposta inflamatória em 10 artigos (45,5%). Porém, seis estudos (27,3%) não encontraram efeito do exercício na T P , e um encontrou uma redução de T P . Portanto, ainda não é possível determinar com bom nível de evidência científica que a termografia possa ser empregada para avaliação de fadiga residual induzida por exercício. No segundo estudo, o objetivo foi analisar a resposta da T P a diferentes volumes de demanda física simulada de uma partida de futebol e correlacionar a resposta térmica com marcadores bioquímicos e subjetivos de recuperação. Em ordem randomizada, 14 jogadores (idade: 18,0±1,2 anos; massa corporal: 68,7±4,9 kg; estatura: 175,4±6,8 cm; gordura corporal: 5,1±2,2 %; VO 2 max: 50,8±3,3 mL·kg −1 ·min −1 ) completaram 90 min e 45 min de um protocolo de demanda física simulada de uma partida de futebol. Nos momentos 24h antes (baseline) e 24h e 48h após o término das sessões, foram registradas a T P a partir de termogramas, níveis sanguíneos de creatina quinase e proteína c reativa, e a recuperação percebida pela escala de Qualidade Total de Recuperação. ANOVA two-way com post-hoc de Bonferroni mostrou que a T P aumentou 48h (vs. baseline) após o protocolo de 90 min nas 4 regiões avaliadas na coxa posterior (∆=0,3-0,4°C; p≤0,001) e em 2 de 4 regiões na coxa anterior (∆=0,3°C, p=0,013, p=0,009). Já no momento 24h após a condição de 45 min, a T P reduziu significativamente em todas as regiões da coxa (8 regiões) e não retornou ao valor basal 48 h após (em 7 regiões). Não houve alteração térmica na perna (p>0,05). Análises de correlação mostraram que a T P foi positivamente relacionada aos níveis de creatina quinase e proteína c reativa, e inversamente relacionada aos escores de qualidade total de recuperação. Portanto, a termografia identifica diferentes magnitudes de fadiga residual induzida pela demanda física simulada de partida de futebol. A simulação de uma partida de 90 min gera um aumento na T P após 48h, especialmente na região posterior de coxa, enquanto um menor volume de 45 min reduz a T P na coxa 24h e 48h após. Maiores valores de T P são relacionados ao dano muscular, inflamação e pior recuperação percebida após um protocolo de demanda física simulada de futebol. Palavras-Chave: Termografia. Temperatura Cutânea. Exercício Físico. Futebol. Fadiga.
