Educação Física

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    Influência do método Pilates na qualidade de vida e autopercepção da saúde mental durante a pandemia do SARS-COV-2: um estudo de método misto
    (Universidade Federal de Viçosa, 2022-09-29) Silveira, Fabrício Sette Abrantes; Pereira, Eveline Torres; http://lattes.cnpq.br/0118493633829700
    Objetivos: Analisar a influência do Método Pilates (MP) na qualidade de vida (QV) dos praticantes; analisar se a prática do MP teve influência na saúde mental de acordo com autopercepção dos indivíduos que realizaram a atividade durante a pandemia do SARS-COV-2. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática de literatura, a fim de verificar a influência do MP na QV dos praticantes, por meio de investigação em bases de dados como Google Scholar, Embase, Scopus, Medline via PUBMED e Web of Science. A pesquisa bibliográfica foi iniciada e finalizada em maio de 2021, realizada por dois pesquisadores de forma independente, que também conduziram a avaliação do risco de viés dos artigos incluídos. A compilação dos resultados da revisão sistemática de literatura originou em um artigo, que se encontra publicado e compõe o artigo I desta tese. Sequencialmente, foi realizado um estudo de método misto de pesquisa do tipo triangulação concomitante. A coleta de dados foi realizada de forma online. Os dados quantitativos e qualitativos foram coletados simultaneamente e analisados separadamente. A abordagem quantitativa visou verificar a prevalência de TMC utilizando o Self-Reporting Questionnaire (SRQ – 20). Na abordagem qualitativa, para verificar se o MP influenciou na saúde mental dos praticantes durante a pandemia do SARS-COVV-2, utilizou-se a análise de conteúdo e o software IRAMuTeQ para processamento dos grafos. Este estudo teve a participação de 142 indivíduos, divididos em dois grupos: os que praticaram o MP durante a pandemia (G1) e os que interromperam a prática do método sem a substituir por nenhuma outra neste período (G2). Os voluntários foram estratificados por faixas etárias compreendidas entre 18 e 40 anos; 41 e 65 anos; e 66 anos ou mais. A seleção dos participantes se deu por meio da visita ao setor de Vigilância Sanitária, identificando os estabelecimentos voltados à prática do MP, na cidade de Viçosa – MG. Posteriormente, se contatou os instrutores do método e os adultos e idosos envolvidos na prática do MP, respectivamente. A compilação dos resultados dessa segunda parte da pesquisa originou a produção de um artigo inédito, o qual compõe o artigo II desta tese. Resultados: Conforme explicitado no artigo I, após as etapas de seleção bibliográfica, foram incluídos 30 artigos, sem delimitação de data, idiomas e locais. Evidenciou-se, por meio da revisão bibliográfica, que o MP influenciou na QV dos praticantes nos domínios relacionados à melhora da capacidade funcional, no alívio da dor e na melhora da saúde mental. A análise quantitativa dos dados coletados no artigo II, mostrou não haver diferença significativa na prevalência de TMC entre os indivíduos que continuaram a prática do MP (28,17%) e aqueles que a interromperam (26,76%). Na abordagem qualitativa, composta pela nuvem de palavras e pela análise de similitude, evidenciou que a palavra dor foi a mais mencionada pelos participantes. Foi também o ponto de similaridade nas diferentes faixas etárias, como resposta à pergunta sobre influência do MP na saúde mental mediante a autopercepção dos praticantes durante a pandemia do SARS- COV-2. Conclusão: Nos achados literários pré-pandemia, o MP influenciou na QV dos praticantes nos domínios associados à melhora funcional, alívio da dor e na saúde mental. Já na autopercepção dos praticantes do MP durante a pandemia do SARS-COV-2, a prática do método influenciou na saúde mental, principalmente por promover alívio das dores. Não há, até o presente momento, literatura científica que abarque de forma suficiente o referido tema, destacando o ineditismo do presente estudo. Ressalta-se que os resultados encontrados referiram-se a uma população com perfil sociodemográfico específico, em um recorte temporal relativamente curto, não permitindo concluir que os benefícios mencionados sejam creditados exclusivamente à prática do MP. Sugere-se, assim, a realização de novos estudos. Palavras-Chave: Método Pilates. Saúde Mental. Qualidade de Vida. Coronavírus. Pandemia. Sars-Cov-2. Análise Qualitativa. Análise Quantitativa. Revisão Sistemática.
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    Influência do exercício físico e do nível de atividade física na saúde física e mental de mulheres idosas
    (Universidade Federal de Viçosa, 2021-09-29) Encarnação, Samuel Gonçalves Almeida da; Carneiro Júnior, Miguel Araújo; http://lattes.cnpq.br/6985936279113162
    Nessa dissertação são apresentados resultados de três artigos: uma revisão bibliográfica (1) e dois estudos experimentais (2 e 3). Os objetivos desses artigos foram: (1) revisar a importância do exercício físico para idosos durante a pandemia da doença infecciosa causada pelo coronavírus (COVID-19), (2) comparar a prática de exercício físico multicomponente com a atividade física autosselecionada sobre indicadores de saúde física e mental de mulheres idosas, e (3) verificar a associação do nível de atividade física e variáveis sociodemográficas com o risco de doença mental (RDM) de idosas durante a pandemia da COVID-19. A metodologia adotada foi: (1) Uma breve revisão narrativa foi feita nas bases de dados PubMed (Medline) e biblioteca Cochrane, usando a combinação dos seguintes operadores booleanos: população: idosos; intervenção: treinamento aeróbio, treinamento de força, e treinamento intervalado de alta intensidade; desfechos: saúde física, saúde mental, força muscular, aptidão física, desempenho físico funcional. (2) Para a comparação da prática de exercício físico multicomponente e atividade física autosselecionada avaliou-se a velocidade de deslocamento, a potência de membros inferiores, a capacidade funcional, a composição corporal, o perfil bioquímico, o nível de atividade física (NAF), o comportamento sedentário, a qualidade de vida e o RDM de mulheres idosas participantes de projetos de extensão de atividade física. (3) Para verificar a associação do NAF e variáveis sociodemográficas com o RDM de idosas durante a pandemia da COVID-19, foi avaliado o NAF em cinco momentos, sendo fevereiro de 2020 (antes da pandemia), maio, agosto, novembro de 2020 e fevereiro de 2021 (durante a pandemia). O RDM foi avaliado em três momentos, sendo em fevereiro (antes da pandemia), maio e agosto de 2020 e fevereiro de 2021 (durante a pandemia). Também foi obtido o nível de escolaridade (NE) das idosas. Os resultados encontrados mostraram: (1) Na revisão narrativa, discutimos os possíveis efeitos do distanciamento social na saúde dos idosos e descrevemos diferentes estratégias de exercícios físicos a serem realizadas durante a pandemia da COVID-19. Concluiu-se que o treinamento aeróbio, o de força e o intervalado de alta intensidade são eficazes para melhorar as funções imunológicas, autonomia, independência funcional e saúde mental em idosos durante a pandemia de COVID-19. Além disso, os programas de exercícios físicos devem ser planejados, adaptados e controlados com base nas capacidades individuais dos idosos e orientados remotamente por profissionais treinados na prescrição de exercícios físicos. É necessário que os idosos sejam continuamente informados, protegidos e orientados sobre os benefícios e a importância da prática de exercícios físicos durante o distanciamento social causado pela pandemia da COVID-19. (2) A prática de atividade física autosselecionada melhorou indicadores de saúde física e mental de idosas. Todavia, os benefícios obtidos por meio do exercício multicomponente provocaram maiores ganhos em indicadores como velocidade de marcha, capacidade funcional (capacidade aeróbia, agilidade e equilíbrio dinâmico e flexibilidade de membros superiores e inferiores) e marcadores bioquímicos (glicemia de jejum, hemoglobina glicada e creatinina). (3) Durante o distanciamento social causado pela pandemia do COVID-19 foi observado um aumento na incidência do número de idosas com RDM, e esse aumento teve uma associação inversa de magnitude moderada com o NAF durante a pandemia. Além disso, o estudo mostrou uma associação inversa e moderada do NAF e NE com o RDM, mostrando que quanto menor o NAF e NE, maior o RDM. Palavras-chave: COVID-19. Envelhecimento. Exercício Físico. Qualidade de Vida. Saúde Mental. Pandemia.
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    Treinamento de força e seus efeitos sobre as manifestações de força, os indicadores antropométricos e a qualidade de vida de indivíduos com lesão medular espinhal
    (Universidade Federal de Viçosa, 2021-10-08) Santos, Lucas Vieira; Moreira, Osvaldo Costa; http://lattes.cnpq.br/8954895132959153
    A Lesão Medular Espinhal (LME) é uma condição incapacitante com consequências fisiológicas, emocionais e econômicas para a vida dos indivíduos acometidos por essa lesão. A LME impõe complicações sensoriais e motoras, sexuais e digestivas, atrofia muscular e o aparecimento de reflexos não fisiológicos. Também provoca desordens psicológicas e impactos negativos na Qualidade de Vida (QV). O exercício físico potencializa a autonomia nas atividades da vida diária de pessoas com LME, prevenindo complicações secundárias e proporcionando um estilo de vida ativo. Entre os tipos de exercício, o Treinamento de Força (TF) mostra-se eficiente no aumento da força muscular e melhora os parâmetros antropométricos, os níveis de funcionalidade e a QV de idosos, adultos saudáveis e pessoas com outras desordens neurológicas. Contudo, o TF quando aplicado em indivíduos com LME geralmente é associado a técnicas complementares, como a eletroestimulação, e isso prejudica o melhor entendimento dos efeitos desse treinamento nessa população. Assim, nesta Dissertação o objetivo foi elucidar os efeitos do TF realizado exclusivamente – sem associação com outras técnicas – sobre as manifestações da força muscular, os indicadores antropométricos, os sintomas de ansiedade, a depressão e a QV de pessoas com LME. Foram executadas duas revisões sistemáticas, uma delas com meta-análise, visando aos seguintes objetivos: (1) Elucidar os efeitos do TF realizado exclusivamente (considerando cada manifestação da força muscular) em indivíduos com LME; e (2) Analisar os efeitos do TF, sem a associação com outras técnicas, sobre os aspectos relacionados a indicadores antropométricos, dor, estresse, depressão, funcionalidade e QV de pessoas com LME. Esses dois estudos foram realizados seguindo as diretrizes dos Itens de Relatório Preferidos para Revisão Sistemática e Meta-Análises (PRISMA), com o uso das frases (("Spinal Cord Injury") AND ("Resistance Training") OR ("Strength Training")) no título e no resumo. Não foi estabelecida uma data de corte para a inclusão dos artigos. Esses estudos deveriam ser publicados em inglês e os participantes ter idade superior a 18 anos e realizar os exercícios de forma autônoma, assim como os protocolos de treinamento deveriam durar, no mínimo, seis semanas. No Capítulo 1, investigaram-se o TF e seus efeitos sobre as manifestações de força de pessoas com LME, em que foi encontrado um efeito geral de Z = 4,79 (p < 0,00001), evidenciando-se a eficiência do TF em aumentar a força muscular de pessoas com LME. No Capítulo 2, analisou-se o objeto de estudo sobre os efeitos do TF nos aspectos relacionados a indicadores antropométricos, dor, estresse, depressão, funcionalidade e QV de pessoas com LME. Os resultados apontaram incrementos na massa livre de gordura e índice de massa corporal, redução da gordura corporal, dor, sintomas de depressão, estresse e aumento da funcionalidade, autopercepção e QV. Conclui-se que o TF é uma modalidade eficiente para o incremento das manifestações da força muscular em pessoas com LME e, além disso, constitui importante alternativa para a melhoria dos indicadores antropométricos, de sintomas de ansiedade, depressão e QV dessa população. Palavras-chave: Treinamento de Força. Lesão Medular. Qualidade de Vida. Ansiedade. Depressão. Composição Corporal.