Educação Física
URI permanente para esta coleçãohttps://locus.ufv.br/handle/123456789/187
Navegar
54 resultados
Resultados da Pesquisa
Item A influência do ciclo menstrual na composição corporal de mulheres adultas jovens(Universidade Federal de Viçosa, 2025-07-31) Rufino, Thalia Miranda; Oliveira, Claudia Eliza Patrocinio de; http://lattes.cnpq.br/6395490526251784A complexidade do ciclo menstrual (CM), processo fisiológico feminino com duração média de 28 dias e dividido em fase folicular, ovulação e fase lútea, é influenciada por interações hormonais de progesterona, estrogênio, hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH). Estudos recentes aprofundam as variações individuais do CM e sua influência em aspectos da saúde feminina, como humor, força, temperatura corporal e composição corporal (CC). Apesar da relevância, a ciência tem negligenciado as diferenças sexuais, utilizando a fisiologia masculina como padrão, inclusive na pesquisa esportiva, o que limita a compreensão das particularidades femininas e a eficácia de intervenções. As mulheres respondem de forma distinta ao exercício, influenciadas por alterações moleculares, menarca, CM, uso de contraceptivos hormonais e menopausa. As flutuações hormonais do CM, em particular de estrogênio e progesterona, podem impactar a retenção de líquidos, distribuição de gordura e massa muscular, afetando o desempenho físico, autoestima e saúde metabólica. Diante dessas lacunas, esta dissertação apresenta dois artigos: uma revisão sistemática sobre a influência do CM na CC que tem como objetivo, revisar a literatura avaliando o que há sobre a influência do CM na CC, avaliando a qualidade metodológica e descrever os achados e suas contribuições; e um artigo original que analisa as alterações hormonais do ciclo como fator que pode interferir na CC de mulheres adultas jovens. Palavras-chave: mulher; ciclo menstrual; hormônios sexuais.Item Perfil do sono e do desempenho de salto de corredores de trilhas e montanhas(Universidade Federal de Viçosa, 2025-07-22) Matos, Júlia Pagotto; Souza, Helton de Sa; http://lattes.cnpq.br/4091796644131353Endurance and ultra-endurance races on trails and mountains have gained popularity in recent years. They are characterized by long distances, extreme environmental conditions, altitude variations, and unstable terrain, all of which impose significant physiological stress on athletes. In this context, sleep emerges as a key strategy for physical recovery and performance maintenance. Sleep deprivation or poor sleep quality, common in prolonged races, can impair both cognitive functions and physical performance. Despite the growing attention to this topic, few studies have integrated sleep profiles and neuromuscular performance in real-world competition contexts. This dissertation aimed to investigate the sleep profile and vertical jump performance in trail and mountain runners, to expand the understanding of the effects of partial or total sleep deprivation on muscular performance, as well as its potential implications for the health and performance of these athletes. Data collection was carried out during the La Mision Brazil race in 2023 and 2024, with athletes from different distances. Self-explanatory online questionnaires were applied two weeks before the competition, in addition to vertical jump tests conducted before, immediately after, and 24 hours after the competition. In the first study, hierarchical cluster analysis revealed that endurance runners exhibited better sleep quality compared to ultra- endurance runners, who showed greater variability and a higher prevalence of poor sleep quality, especially among women. The second study compared athletes from the 35 km and 80 km races, showing a significant reduction in vertical jump performance after the race and 24 hours later, indicating persistent neuromuscular fatigue. Additionally, negative correlations were observed between poorer sleep scores and lower muscular performance. These findings emphasize the impact of physical and cognitive demands in long-duration races and the importance of personalized strategies, including sleep, to optimize athlete performance and health. Keywords: running; endurance; sleep deprivation; muscular performanceItem Influência do ciclo menstrual na imagem corporal de mulheres adultas jovens(Universidade Federal de Viçosa, 2025-07-30) Araujo, Júlia Zanúncio; Oliveira, Claudia Eliza Patrocinio de; http://lattes.cnpq.br/4800198866272669A presente dissertação buscou aprofundar a compreensão da interação entre as flutuações hormonais do Ciclo Menstrual (CM) natural e aquelas resultantes do uso de anticoncepcionais orais (ACO) e seus impactos nos componentes da Imagem Corporal (IC) de mulheres adultas jovens. Para tanto, o trabalho é composto por dois artigos. O primeiro artigo, uma revisão sistemática, mapeou a literatura existente sobre a influência das fases do CM na imagem corporal de mulheres adultas eumenorreicas. Constatou-se uma lacuna de estudos recentes que empreguem métodos precisos para a definição das fases do CM, além de uma predominância na avaliação da insatisfação corporal (IsC), sem consenso nos resultados e com alto risco de viés devido à falta de controle de fatores de confusão. O segundo artigo, um estudo observacional, investigou a satisfação e a percepção corporal ao longo do CM em mulheres com ciclo regular (Grupo 1) e em usuárias de ACO (Grupo 2). Os resultados revelaram que a percepção e a IsC não apresentaram variações significativas ao longo do ciclo menstrual ou do mês para ambos os grupos, apesar das oscilações hormonais esperadas no Grupo 1. Embora o Grupo 1 tenha demonstrado maior satisfação e menor acurácia na autopercepção e o Grupo 2 maior IsC, as repercussões observadas não se alinham com o comportamento hormonal, evidenciando a complexidade da relação entre CM e IC e contribuindo com mais evidências para a área. Palavras-chave: Ciclo menstrual; Imagem corporal; Flutuação hormonal; Insatisfação corporalItem Efeitos do treinamento físico resistido sobre a atrofia muscular em modelo de hipertensão arterial pulmonar(Universidade Federal de Viçosa, 2025-07-25) Costa, Sebastião Felipe Ferreira; Natali, Antonio Jose; http://lattes.cnpq.br/9379263122946261O objetivo do presente estudo foi investigar os efeitos de um programa de treinamento resistido (RT) aplicado durante o desenvolvimento da HAP induzida por MCT sobre a atrofia da musculatura esquelética em ratos. O primeiro capítulo apresenta uma revisão narrativa sobre os potenciais mecanismos celulares e moleculares que podem contribuir para o surgimento da atrofia muscular em pacientes com HAP, assim como os efeitos do exercício físico sobre a musculatura esquelética nessa condição. Esta revisão discute os principais mecanismos envolvidos na atrofia muscular na HAP, destacando a ativação de vias de proteólise muscular, como o sistema ubiquitina-proteassoma, autofagia e calpaínas, bem como a mudança no tipo de fibra muscular favorecendo a atrofia muscular nessa patologia. Além disso, aborda-se a possível inibição das vias de hipertrofia muscular – antagônicas à degradação proteica. Por fim, os efeitos do exercício físico sobre essa condição são discutidos com base em estudos anteriores que investigaram adaptações musculares esqueléticas, e o exercício se mostra uma intervenção não farmacológica promissora para o manejo da HAP. O segundo capítulo apresenta a investigação dos efeitos do RT realizado durante o desenvolvimento da HAP induzida por MCT sobre a atrofia muscular em ratos. Para isso, quarenta e dois ratos Wistar (~200 g de peso corporal (BW)) foram distribuídos aleatoriamente em três grupos experimentais (n = 14 por grupo): Controle Sedentário (SC), Hipertenso Sedentário (SH) e Hipertenso Treinado (TH). A HAP foi induzida nos grupos SH e TH por meio de uma única injeção intraperitoneal de MCT (60 mg/kg), enquanto o grupo SC recebeu o mesmo volume de solução salina. Os ratos do grupo TH foram submetidos ao RT (subida em escada vertical; 15 subidas com intervalo de 1 minuto; 60% da carga máxima suportada), uma sessão/dia, 5 dias/semana, por aproximadamente 3 semanas. No 23º dia pós-administração de MCT, foi realizada ecocardiografia para caracterização da HAP e avaliação da função ventricular direita. No 24º dia, todos os animais foram eutanasiados e, em seguida, os bíceps braquiais foram removidos, processados e destinados às análises subsequentes. O bíceps esquerdo foi destinado às análises histológicas, enquanto o bíceps direito foi utilizado para análises de estresse oxidativo, expressão gênica e expressão proteica. Foi observado que o RT aumentou a tolerância ao esforço físico nos animais com HAP induzida (ou seja, carga máxima suportada 21 dias após a aplicação de MCT: TH = 1,73 ± 0,13 g/BW; SC = 1,19 ± 0,06 g/BW; SH = 0,97 ± 0,08 g/BW; p < 0,05). Em relação ao músculo esquelético, o RT preveniu o seu remodelamento adverso estrutural ao preservar a porcentagem de número de miócitos (SC = 92,84 ± 1,18 %; SH = 88,52 ± 1,92 %; TH = 91,33 ± 1,11 %, p < 0,05), a área da secção transversal (CSA; SC = 6,446,0 ± 533,8 µm²; SH = 4,016,0 ± 500,4 µm²; TH = 5,430,0 ± 282,2 µm², p < 0,05) e a deposição total de colágeno (SC = 2,67 ± 0,45 %; SH = 6,33 ± 0,78 %; TH = 3,64 ± 0,72 %, p < 0,05). Uma forte correlação negativa foi observada entre CSA e colágeno total (r = -0,89; IC 95% = [(-0,9534)-(-0,7369)]; R² = 0,7860; p < 0,05). Além disso, o RT atenuou a expressão gênica de MuRF1 (SC = 1,12 ± 0,18 fold change; SH = 1,83 ± 0,20 fold change; TH = 1,41 ± 0,62 fold change, p < 0,05), atrogin-1 (SC = 1,33 ± 0,29 fold change; SH = 4,66 ± 1,02 fold change; TH = 2,60 ± 0,43 fold change, p < 0,05) e miostatina (SC = 0,43 ± 0,13 fold change; SH = 1,17 ± 0,35 fold change; TH = 0,78 ± 0,09 fold change, p < 0,05), mas não foi capaz de minimizar a expressão de calpaína (SC = 0,99 ± 0,37 fold change; SH = 2,65 ± 0,90 fold change; TH = 2,16 ± 0,90 fold change, p > 0,05). O RT também mitigou o desequilíbrio redox ao preservar a atividade da CAT (SC = 213,20 ± 11,00 U.mg.ptn?¹; SH = 163,20 ± 24,50 U.mg.ptn?¹; TH = 230,00 ± 39,50 U.mg.ptn?¹, p < 0,05) e as concentrações de NO (SC = 4,31 ± 0,88 µmol/L; SH = 1,43 ± 0,39 µmol/L; TH = 2,70 ± 0,40 µmol/L, p < 0,05), bem como as concentrações de PC (SC = 2,14 ± 0,38 nmol/mL; SH = 3,02 ± 0,36 nmol/mL; TH = 2,18 ± 0,27 nmol/mL, p < 0,05). No entanto, o RT não preveniu a redução da atividade da SOD (SC = 62,52 ± 9,14 U.mg.ptn?¹; SH = 37,96 ± 4,91 U.mg.ptn?¹; TH = 46,36 ± 10,80 U.mg.ptn?¹, p > 0,05). Não foram encontrados efeitos da HAP ou do RT sobre a atividade da GST e as concentrações de MDA (p > 0,05). Quanto à via de hipertrofia muscular, nem a HAP nem o RT afetaram essa via (ou seja, Akt-1 e eIF4E) neste modelo experimental (p > 0,05). Em conclusão, o RT realizado durante o desenvolvimento da HAP induzida por MCT protege contra a atrofia muscular ao atenuar o remodelamento estrutural adverso por meio da modulação da proteólise e do desequilíbrio redox. Esses achados destacam o potencial terapêutico do RT como uma estratégia não farmacológica para preservar a funcionalidade muscular e a tolerância ao esforço físico em condições de HAP. Palavras-chave: treinamento físico; proteólise; monocrotalina; intolerância ao exercício; músculo esquelético.Item Influência do treinamento a longo prazo no desenvolvimento da competência motora e da criatividade tática em atletas de futebol da categoria sub-11 e sub-13(Universidade Federal de Viçosa, 2025-07-04) Lisboa, Lucas de Almeida Araújo; Lopes, Mariana Calabria; http://lattes.cnpq.br/3701402083486055A criatividade de jogo é a capacidade do jogador de resolver problemas de forma original, individual ou coletivamente, contribuindo para o sucesso da equipe. Apesar do interesse de muitos treinadores em desenvolver essa habilidade, especialmente nas categorias de base, as pesquisas sobre o tema ainda são escassas. Além disso, diversos obstáculos limitam o potencial criativo dos atletas, e há uma lacuna sobre como incorporar os princípios de criatividade aos treinamentos em diferentes faixas etárias. Assim, o presente estudo teve como objetivo principal analisar a influência do treinamento combinado (técnico-tático) no desenvolvimento da criatividade e competência motora em atletas de futebol da categoria sub-11 e sub-13. A amostra foi composta por 40 sujeitos do sexo masculino de 11 a 13 anos de idade, sendo 18 do grupo controle e 22 do grupo experimental. Para avaliação da competência motora, utilizou-se o teste CAMSA, enquanto para a criatividade de jogo, foi aplicado o teste CBTAS. No CAMSA, o critério de avaliação era o escore final de habilidades que variava entre 0 e 14 e era somado ao escore dado pelo tempo gasto no trajeto, que variava de 1 a 14 pontos, a depender do tempo decorrido. No CBTAS, eram avaliados os fundamentos de passe, drible e finalização classificados em tentativas, falhas, fluência, versatilidade e originalidade. O grupo experimental participou de 25 sessões de treino especifico para a criatividade durante os 20 minutos iniciais, e o grupo controle seguia no treino normal da categoria, após os 20 minutos, eles se juntavam. Inicialmente, foi realizado o teste de normalidade dos dados por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov e, de acordo com o resultado, foi realizada a análise de variância para medidas repetidas (ANOVA) ou ANOVA não paramétrica, no desenho de F1-LD-F1. Foi adotado o valor de significância de p<0,05. Para o tamanho do efeito foi utilizado o eta ao quadrado parcial (?p2). A seguinte escala foi utilizada para classificação do tamanho do efeito: trivial (<0,01), pequeno (0,01 a 0,05), moderado (0,06 a 0,13) e grande (=0,14). Os resultados demonstram que em relação a competência motora, houve diferença significativa apenas no fator tempo (p=0,035). Já em relação a criatividade de jogo, no fundamento passe, houve diferença significativa somente no critério de tentativa, tanto em relação ao grupo (p<0,05) quanto na interação grupo x tempo (p<0,01), com um tamanho de efeito pequeno em ambos os casos, em relação ao fundamento de finalização, verifica-se que não há diferenças significativas em nenhum dos fatores, Na comparação entre os grupos ao longo do tempo no fundamento drible, houve diferença significativa no critério fluência e versatilidade, em relação ao fator grupo (p<0,05), sendo os efeitos considerados pequeno e trivial, respectivamente. Pode se concluir que o estudo não identificou diferenças significativas entre os grupos experimental e controle em relação as competências motoras após a intervenção, sendo que ambos melhoraram ao longo do tempo nessa variável. Em relação à criatividade no jogo, a programa de intervenção não apresentou efeitos positivos no grupo experimental, sendo observada uma diferença apenas no critério de tentativas de passes, com o grupo controle apresentando um desempenho superior ao grupo experimental. Palavras-chave: criatividade; futebol; atletasItem Efeitos do treinamento físico resistido e da utilização de decanoato de nandrolona sobre a morfofisiologia cardíaca, propriedades moleculares, mecânicas e balanço redox em cardiomiócitos isolados de ratos Wistar(Universidade Federal de Viçosa, 2025-08-15) Moraes, Alexa Alves de; Carneiro Júnior, Miguel Araujo ; http://lattes.cnpq.br/4104024219355419Introdução: O decanoato de nandrolona (DN) é comumente utilizado por praticantes de musculação, mas seus efeitos combinados ao treinamento resistido (TR) sobre o coração não são plenamente compreendidos. Objetivo: Investigar os efeitos do TR e DN sobre morfofisiologia cardíaca, propriedades moleculares, mecânicas e balanço redox em cardiomiócitos isolados de ratos Wistar. Método: 32 ratos Wistar (12 se- manas; 333 ± 14 g) foram igualmente divididos em: controle (C), controle treinado (C-T), DN (N) e DN treinado (N-T). Os grupos N e N-T receberam 20 mg/kg/semana de DN, enquanto C e C-T receberam solução salina (0,4 ml/kg/semana), durante oito semanas. O TR foi realizado 3x/semana, com 4-9 escaladas em escada carre-gando progressivamente 50-100% do peso máximo carregado, com incrementos de 30 g até a falha. A morfofisiologia cardíaca foi avaliada por ecocardiografia; contrati-lidade de cardiomiócitos dos ventrículos esquerdo (VE) e direito (VD) foi avaliada por sistema de detecção de bordas em frequências de 1, 3, 5 e 7 Hz; avaliaram-se ex- pressões de canais receptores de rianodina 2 (RyR2), cálcio-ATPase do retículo sarcoplasmático (SERCA2a), canais trocadores de sódio-cálcio (NCX) e fosfolam- bam total (FLBt) por ensaio imunoenzimático, e níveis de superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), óxido nítrico (NO), carbonilação de proteínas (PC), malonal- deído (MDA) e capacidade antioxidante (FRAP) nos ventrículos. Resultados: N-T apresentou aumento dos diâmetros ventriculares e espessura septal, redução das frações de ejeção e encurtamento (VE) e da função sistólica (VD), comparado ao N (p = 0,04). O N-T apresentou também aumento do volume e largura de cardiomióci- tos do VE, comparado ao C-T (p = 0,04). No VE, o DN isolado não afetou a contrati- lidade celular, enquanto o TR otimizou os parâmetros. O N-T apresentou aumento na amplitude e velocidade de contração a 5 Hz (p = 0,04), e na velocidade de rela- xamento a 1, 3 e 5 Hz (p < 0,01), além de redução nos tempos para pico de contração e 50% do relaxamento a 1 Hz com-parado ao N (p = 0,04). No VD, fatores DN e TR melhoraram parâmetros contráteis. O N-T aumentou a amplitude e velocidade de contração a 1 e 5 Hz, reduziu o tempo para pico de contração a 1 e 3 Hz e o tempo para relaxamento a 1 Hz em relação a N, além de maior velocidade de relaxamento em comparação a N e C-T (p <0,02). Nas análises moleculares, fator TR reduziu RyR2 em ambos os ventrículos, e DN reduziu todas as proteínas analisadas, exceto o NCX no VD. N-T apresentou meno-res níveis de RyR2 (p < 0,001) e FLBt no VE (p = 0,04) comparado a C-T. Fator TR elevou níveis de PC em ambos os ventrículos, e DN aumentou MDA (VE e VD), PC (VE), reduziu NO (VE) e CAT (VD). O N-T teve maiores níveis de MDA no VE com-parado ao C-T (p = 0,03). Conclusão: TR+DN gerou dilatação biventricular e piora da função cardíaca, melhorou parâmetros de contratilidade celular, reduziu expressões de RyR2 (VE e VD) e de FLBt (VE) e aumentou estresse oxidativo (VE e VD). Palavras-chave: esteroides androgênicos miocárdio; estresse oxidativo anabolizantes; exercício resistido; miocárdio; estresse oxidativo.Item Termorregulação comportamental em idosos e jovens durante exercício de ciclismo no calor(Universidade Federal de Viçosa, 2024-11-11) Lessa, Natália Franciele; Gomes, Thales Nicolau Primola; http://lattes.cnpq.br/7630616580834641O objetivo principal deste trabalho foi avaliar o efeito da idade no comportamento termorregulatório de indivíduos que realizam exercício físico em um ambiente quente. Para isso, esta dissertação foi dividida em dois capítulos. No primeiro capítulo, foram realizadas uma revisão sistemática e metanálise conduzidas de acordo com as diretrizes do PRISMA, com o objetivo de comparar a temperatura corporal TCENTRAL e a TPELE em indivíduos de meia-idade e idosos durante o exercício físico em ambiente quente, em relação a indivíduos adultos. Os resultados mostram que a TCENTRAL foi semelhante entre indivíduos adultos, idosos e de meia-idade durante o exercício físico realizado no calor. Em relação à TPELE, nossos achados demonstraram que os indivíduos de meia-idade e idosos apresentaram menores valores quando comparados aos indivíduos adultos. No segundo capítulo, o objetivo foi avaliar o efeito da idade nas variáveis psicofisiológicas e termorregulatórias durante o exercício autorregulado em ambiente quente. Foi possível concluir, que indivíduos jovens e idosos, durante o exercício perceptualmente regulado em ambiente quente, apresentam respostas semelhantes em relação a CT, ST, TCENTRAL, TPELE, TCORPORAL e TAC porém os idosos apresentam uma sensação de sede atenuada em relação aos jovens. Palavras-chave: Ondas de calor; Termorregulação; Envelhecimento Ciclismo; Exercício autorregulado.Item Efeitos do treinamento resistido com volante inercial na função executiva e qualidade de sono em idosas: um ensaio controlado randomizado(Universidade Federal de Viçosa, 2024-11-29) Cota, Amanda dos Reis; Carneiro Junior, Miguel Araujo; http://lattes.cnpq.br/2687578419153220O treinamento resistido tradicional é eficaz para retardar e amenizar os efeitos deletérios do envelhecimento. O treinamento resistido com volante inercial é um método que vem sendo estudado e mostrado resultados promissores para a funcionalidade de idosos. No entanto, ainda são limitadas as evidências a respeito dos seus efeitos na função executiva e na qualidade de sono de mulheres idosas. Portanto, o objetivo desta dissertação foi avaliar os efeitos do treinamento resistido com volante inercial na função executiva e qualidade de sono de idosas. A dissertação foi dividida em dois capítulos, ambos utilizando a mesma metodologia. A amostra foi composta de 29 idosas. O primeiro capítulo avaliou o efeito do treinamento resistido com volante inercial na função executiva, utilizando os seguintes testes: Victoria Stroop (controle inibitório), Spam de dígitos (memória de trabalho) e teste de Trilhas partes A e B (flexibilidade cognitiva). Os resultados indicaram que tanto o treinamento com volante inercial e o treinamento resistido tradicional melhoraram a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva, com a flexibilidade cognitiva apresentando uma melhora superior no treinamento resistido com volante inercial. O segundo capítulo avaliou o efeito do treinamento resistido com volante inercial em parâmetros da qualidade de sono de idosas. Para avaliação de medidas objetivas do sono, foi utilizada a actigrafia e para as medidas subjetivas, o índice de Qualidade de Sono de Pittsburg (PSQI). Os principais resultados mostraram que não houve diferença significativa nas medidas objetivas entre os dois tipos de treinamento. No entanto, ambos os treinamentos melhoram o escore global do PSQ após as intervenções, com o treinamento resistido com volante inercial apresentando um resultado superior. Em relação aos componentes do PSQI, houve melhora na qualidade subjetiva de sono em ambos os grupos, sendo apresentado uma melhora superior no treinamento resistido tradicional. O uso de medicamentos para dormir no último mês reduziu em ambos os grupos após as intervenções e a disfunção diurna melhorou no treinamento resistido com volante inercial. Conclui-se que o treinamento resistido com volante inercial é uma ferramenta segura para trabalhar com idosos e tende provocar melhoras na memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e em parâmetros subjetivos do sono.Palavras-chave: ação excêntrica. função executiva. mulher. qualidade de sono.Item O impacto do jogador curinga nas demandas físicas e psicofisiológicas em jogos reduzidos de futebol(Universidade Federal de Viçosa, 2024-08-20) Campos, Matheus Gomes de; Marins, João Carlos Bouzas ; http://lattes.cnpq.br/5290000773467624Esta dissertação teve o objetivo de analisar o efeito da manipulação do número de jogadores de futebol em jogos reduzidos condicionados para a verificação de variáveis físicas e psicofisiológicas, utilizando diferentes tipos de superioridade numérica. Para tal, foram desenvolvidos três estudos. No primeiro estudo, o objetivo foi analisar, por meio de uma revisão sistemática da literatura, estruturas de jogos reduzidos condicionados com jogadores curinga e demandas físicas e/ou psicofisiológicas. A busca encontrou 323 registros entre os anos de 2002 a 2022. Após a triagem, foram incluídos 11 estudos que analisaram variáveis físicas, as zonas de velocidade, distância total percorrida, acelerações e desacelerações. Para variáveis psicofisiológicas, alguns estudos utilizaram a frequência cardíaca (FC), lactato sanguíneo e percepção subjetiva de esforço. As formas de estruturas empregadas mais presentes foram 3 vs.3 + 1, 3 vs. 3 + 2 e 4 vs. 4 + 2. Todos os valores de FC se apresentaram acima de 75% da FC máxima, lactato acima de 2,2 mmol/L, percepção subjetiva de esforço (PSE) dentro da faixa de exercício moderado-muito forte e distância total percorrida (DTP) com apenas três estudos abaixo de 100 metros/minuto. No segundo estudo, o objetivo foi identificar e comparar as demandas físicas e psicofisiológicas de jogadores regulares e curingas, através da manipulação do número de jogadores, para análise do efeito de diferentes superioridades numéricas. A amostra foi composta por 27 jovens do sexo masculino (16,4 ± 1,7 anos, 62,9, 179,5 ± 5,6 cm) de três categorias de base de diferentes faixas etárias, sendo elas Sub-15 (n=9), Sub-17 (n=9) e Sub-20 (n=9). Os voluntários realizaram três jogos condicionados representados por uma igualdade numérica (4 vs. 4), superioridade numérica fixa (5 vs. 4) e superioridade momentânea através do jogador curinga (4 vs.4 + 1). Na categoria Sub-15, houve um aumento significativo na FC de treino (FCt), PSE, DTP e zona de velocidade 1 (D1). Para a categoria sub-17, houve um aumento significativo na D1 e zona de velocidade 2 (D2). Para a categoria sub-20, houve uma diminuição significativa na FC de recuperação (FC rec), desacelerações (DEC), acelerações máximas (Máx Dec), velocidade máxima (Vel Máx), e D1. Por fim, a manipulação de diferentes estruturas de JRC utilizando superioridades numéricas distintas, especialmente para as cargas físicas, deve ser controlada dentro do processo do treinamento do futebol com JRC. No terceiro estudo, o objetivo foi comparar e analisar se diferentes estruturas de JRC influenciam as demandas físicas e psicofisiológicas entre diferentes grupos de atletas de categorias de base. Apresentaram diferenças significativas, respectivamente, as zonas de velocidade 1, 2, 3 e 4 (D1, D2, D3 e D4), Sprints e distância total de sprints (DTP Sprints), DTP, Máx DEC, número de acelerações (ACEL), e número de desacelerações (DEC). Os resultados encontrados mostraram que de todas as diferenças significativas encontradas nas comparações entre categorias, a Sub-20 obteve maiores valores em relação a Sub- 15 ou Sub-17. É possível concluir que os diferentes tipos de JRC podem sofrer o efeito da manipulação de jogadores para cargas físicas e psicofisiológicas. Palavras-chave: futebol; jogos reduzidos; demandas físicas; jogador curinga; esporte.Item Influência do ciclo menstrual na temperatura da pele de mulheres jovens(Universidade Federal de Viçosa, 2024-08-08) Valente, Juliana Souza; Oliveira, Cláudia Eliza Patrocínio de; http://lattes.cnpq.br/4099950040958651Uma crescente onda de mulheres praticantes de exercícios tem demonstrado aumento do número de participantes em esportes de elite, alcançando pela primeira vez na história, o mesmo número de atletas femininas e masculinos nas competições nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Dado esse fato, nota-se a necessidade de compreender a fisiologia do exercício na mulher uma vez que as pesquisas voltadas para o desempenho desse público não acompanharam o aumento de atletas femininas. O Ciclo menstrual (CM) promove alterações nas concentrações dos hormônios estradiol, progesterona, LH e FSH, modificando a cinética da temperatura corporal, mensurada por diferentes formas. Contudo, pela termografia infravermelha foi pouco estudado. Assim, essa dissertação é composta por dois artigos, o primeiro deles trata-se de uma revisão sistemática, com objetivo de revisar a literatura acerca da temperatura da pele avaliada pela técnica de termografia infravermelha em mulheres considerando o CM, sendo demonstrado que poucos trabalhos estudaram a influência dos hormônios sexuais femininos sobre a temperatura da pele avaliados por termografia infravermelha. Além disso, foram encontradas discrepâncias na subdivisão das fases do CM e nos métodos de monitoramento do ciclo, podendo as avaliações não terem levado em consideração os diferentes perfis hormonais. O segundo artigo teve como objetivo avaliar a temperatura irradiada da pele pela termografia infravermelha de mulheres eumenorréicas em diferentes fases do CM e entre usuárias de contraceptivos orais. Foi demonstrado que mesmo havendo flutuações hormonais ao longo das fases do CM, não houve diferenças significativas na temperatura irradiada da pele, nem entre usuárias de CO e mulheres que não usam CO na condição de repouso, o que leva a deduzir que não há necessidade de monitorar o CM para realizar avaliações termográficas. Palavras-chave: Temperatura irradiada da pele. Ciclo menstrual. Hormônios femininos. Termografia infravermelha.
