Educação Física

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    Avaliação mental, física e o efeito do treinamento e destreinamento em pacientes hipertensos e diabéticos do tipo 2, em situação de risco, atendidos pelo Centro Estadual de Assistência Especializada de Viçosa/MG
    (Universidade Federal de Viçosa, 2020-07-23) Teixeira, Robson Bonoto; Lima, Luciana Moreira; http://lattes.cnpq.br/1475381289272317
    Vive-se uma epidemia de doenças crônicas, dentre elas, Hipertensão Arterial (HAS) e Diabetes Mellitus do tipo 2 (DM2). Ambas podem antecipar ou maximizar desordens mentais e físicas. Assim, o exercício físico vem sendo cada vez mais utilizado para minimizar tais condições. Esta tese contempla três artigos distintos. O objetivo geral consiste em um rastreio de aspectos relacionados às condições de saúde mental e física nos pacientes com HAS e DM2, em situação de risco, atendidos no CEAE. Verificaram-se, também, possíveis alterações mentais e físicas decorrentes de um treinamento de vinte semanas com exercícios combinados, seguidos de destreinamento de mesmo período. No primeiro estudo, avaliou-se 120 pacientes hipertensos e diabéticos do tipo 2, sendo 78 mulheres com média de 60 anos e 42 homens com média de 64 anos. Com intuito de avaliar funções cognitivas, foi aplicada a Bateria Breve de Rastreio Cognitivo (BBRC) e para verificar o nível de atividade física diária, utilizou-se o pedômetro. O rastreamento do risco cardiovascular e do percentual de gordura foi feito pelas variáveis: Índice de Conicidade (IC), Relação Cintura-Estatura (RCE), Body Roundness Index (BRI) e Índice de Adiposidade Corporal (IAC). O BBRC apontou que 35% da amostra apresentaram prejuízos na fluência verbal, 18% na memória tardia e 33% no reconhecimento, sendo que as mulheres apresentaram piores resultados (p=0,025) nesta última função cognitiva. Além disso, foi encontrado alto risco cardiovascular e excesso de gordura corporal, além de alto comportamento sedentário. No segundo estudo, a mesma amostra foi avaliada. Foram utilizados o Inventário de Ansiedade de Beck (IAB), o Inventário de Depressão de Beck (IDB), o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) e para a análise da atividade física, utilizou-se o pedômetro. Consideraram-se as mesmas variáveis antropométricas do estudo anterior e o questionário de Pittsburgh (PSQI-BR) foi utilizado para qualidade do sono. Logo, constatou-se maior traço de depressão (p=0,001) e pior qualidade do sono (p=0,023) nas mulheres. Ademais, houve correlação do IDB e PSQI-BR nas mulheres (p=0,002) e do IAB em relação ao IC (p=0,008), RCE (p=0,004) e BRI (p=0,049) nos homens. O terceiro estudo caracterizou-se por ser experimental, contemplando oito pacientes com média de 61 anos. Foram realizadas vinte semanas de treinamento com exercícios combinados e, posteriormente, um destreinamento de mesmo período. Para avaliar o efeito do exercício físico nas funções cognitivas e mentais, foram utilizadas a BBRC, IDB, IAB e SRQ-20 e analisaram-se possíveis alterações nos aspectos: atividade física diária, composição corporal,risco cardiovascular, capacidade física e parâmetros bioquímicos, oriundos do treinamento e destreinamento. Como resultado, houve melhoras na memória tardia (p=0,001); melhora significativa no aprendizado (p = 0,018), desde o início até o final do destreinamento, assim como nos traços de depressão (p=0,008). Ocorreram, também, melhoras na aptidão física, mesmo após o período de destreinamento, e no HDL (p=0,009). Conclui-se, portanto, que se faz necessário dar maior atenção à saúde mental de hipertensos e diabéticos do tipo 2, em situação de descontrole metabólico, e que o treinamento com exercício físico combinado pode ser utilizado como instrumento eficaz contra comorbidades físicas e neuropsiquiátricas. Palavras-chave: Hipertensão. Diabetes. Transtornos Mentais. Exercício Físico.
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    Efeito de diferentes programas de treinamento resistido sobre a saúde física e mental e a qualidade de vida de pessoas com lesão medular
    (Universidade Federal de Viçosa, 2020-08-31) Rodrigues, Joel Alves; Pereira, Eveline Torres; http://lattes.cnpq.br/6845309948900203
    A Lesão Medular (LM) é uma condição médica séria que causa distúrbios funcionais, psicológicos e socioeconômicos à pessoa acometida por ela. Portanto, indivíduos com LM experimentam deficiências significativas em vários aspectos de suas vidas. E o Treinamento Resistido (TR) tem sido utilizado como instrumento para melhorar indicadores funcionais, cardiorrespiratórios, psicológicos e de Qualidade de Vida (QV) desses pacientes. Contudo, muitos trabalhos relatados pela literatura científica ocorreram na fase de reabilitação, ou na fase aguda, da lesão, em que os indivíduos ainda estão nos hospitais. Assim, o uso do TR na fase crônica e de livre escolha da pessoa com LM ainda é pouco comum. A partir dessa dificuldade de dialogar com a literatura científica dúvidas e lacunas do conhecimento, esta tese objetivou avaliar o efeito de diferentes programas de treinamento resistido sobre a saúde física e mental e a qualidade de vida de pessoas com LM. Para a efetivação desse objetivo, foram realizados quatro estudos com os seguintes focos: (1) Realizar uma revisão da literatura sobre os efeitos do TR na saúde física e mental e na QV das pessoas com LM, para verificar a produção na área de treinamento resistido e de LM, bem como dar suporte científico ao planejamento e execução das ações metodológicas subsequentes; (2) Analisar os efeitos do treinamento funcional sobre indicadores de força muscular, capacidade funcional e QV de pessoas com LM; (3) Determinar os efeitos do TR em circuito sobre a composição corporal, força muscular, potência anaeróbica e capacidade funcional de pessoas com LM; e (4) Estabelecer o efeito de um programa de TR sobre indicadores de saúde geral, estado funcional e mental e QV de pessoas com LM. A amostra foi composta por cinco indivíduos com LM de ambos os sexos, com média de idade de 45 anos, os quais foram acompanhados por dois anos e submetidos a distintos programas de treinamento. Cada protocolo de treinamento foi realizado por 12 semanas e composto por duas sessões semanais. Foram analisadas, antes e depois de 12 semanas de treinamento, a composição corporal, a potência anaeróbica, a potência muscular, a funcionalidade, a força muscular, a qualidade de vida e a sintomatologia do estado mental dos indivíduos com LM. Os resultados de TF apontarammelhora da potência anaeróbica máxima (p = 0,043), máxima relativa (p = 0,043), média (p = 0,042) e média relativa (p = 0,043) e aumento da funcionalidade (p = 0,043) e da QV geral (p = 0,043). Os resultados de TRC indicaram melhora da força muscular (p = 0,028), aumento da agilidade (p = 0,028), manutenção da massa magra, conteúdo mineral ósseo e índice de perda óssea ao logo da vida (T-score). E os resultados de TR apontaram aumento da carga de treinamento, do CMO total (p = 0,043), da potência muscular a 80% de 1 RM (p = 0,043) e do estado funcional (potência anaeróbica e força explosiva dos músculos da cintura escapular), do estado mental e, por fim, melhora da QV. Assim, é possível concluir que o TR é alternativa para a melhora e manutenção da composição corporal, do desenvolvimento da potência muscular, da potência anaeróbica e da força explosiva de membros superiores, o que impactará na capacidade funcional e promoverá maior autonomia e, consequentemente, melhor reflexo na melhoria dos aspectos mentais e da QV da pessoa com LM. Palavras-chave: Lesão da medula espinhal. Treinamento resistido. Exercícios em circuito. Indicadores de qualidade de vida.
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    Associação entre o desenvolvimento motor e a participação esportiva em crianças dos 6 aos 10 anos de idade
    (Universidade Federal de Viçosa, 2020-11-30) Silva, Danielle de Campos; Santos, Fernanda Karina dos; http://lattes.cnpq.br/9348499972457538
    Como uma das áreas do comportamento motor, o desenvolvimento motor considera a complexidade do movimento para compreender o sujeito ao longo da vida. No decorrer das fases do desenvolvimento motor, espera-se que seja alcançada a proficiência para a realização de habilidades motoras, ou então a competência motora. Além disso, outro aspecto motor importante do desenvolvimento motor é a coordenação motora global (CMG), considerada como uma condição precedente a aquisição das habilidades motoras. Um aspecto fundamental associado à competência motora durante a infância é a prática da atividade física. Dentre as práticas de atividade física, sabe-se que o esporte sistematizado pode potencializar a aquisição do repertório motor ao longo da infância. Contudo, torna-se necessário fortalecer as evidências quanto a relação dos aspectos do desenvolvimento motor com a participação esportiva sistematizada em crianças dos 6 aos 10 anos de idade, entendida como uma fase crucial para a progressividade das fases do movimento. Assim, o objetivo do presente trabalho foi investigar a relação entre o desenvolvimento motor e a participação esportiva em crianças dos 6 aos 10 anos de idade. Para isso, dois artigos foram conduzidos. O primeiro artigo foi uma revisão narrativa para compreender os aspectos motores do desenvolvimento motor e, posteriormente, o estado da arte da relação dos mesmos com a participação esportiva das crianças na segunda infância. Já no segundo artigo, foi realizado um estudo de desenho transversal, com 100 crianças que praticavam 2 esportes ou mais, com pelo menos 1 ano de prática. O objetivo foi analisar a CMG associada às características da prática esportiva (tempo de prática e diversidade de atividades esportivas). Para isso, foi utilizado o teste Körperkoordinationstest für Kinder para mensuração da CMG e uma entrevista semiestruturada com os pais/responsáveis legais para determinara prática em atividades esportivas das crianças. Foi observada relação positiva e regular entre a CMG e o tempo de prática (ρ = 0.172, p<0,05) e a não associação significativa entre a CMG e a diversidade de atividades esportivas (ρ=0.056, p>0,05). Sendo assim, torna-se evidente que a relação entre os aspectos motores do desenvolvimento motor e a participação esportiva é importante para compreender o sujeito em movimento, em especial a CMG, compreendida como uma condição imprescindível para a progressão da aquisição das habilidades motoras e posteriormente ao desenvolvimento motor. A interveniência entre os aspectos do desenvolvimento motor e a prática de esportes sistematizados permite compreender a individualidade da progressão do movimento de cada sujeito e tal informação pode enriquecer o conhecimento de profissionais da Educação Física para particularizar a intervenção motora quando necessário. Palavras-chave: Desenvolvimento Motor. Coordenação Motora Global. Habilidade Motora. Participação Esportiva. Participação esportiva sistematizada. Criança.
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    Letramento corporal : validação de testes para avaliação da competência motora, motivação e conhecimento de crianças brasileiras
    (Universidade Federal de Viçosa, 2020-12-04) Moreira, João Paulo Abreu; Albuquerque, Maicon Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/7857495315712134
    O letramento corporal vem ganhando popularidade como objetivo central da educação física em diversos países, embora ainda seja pouco difundido no Brasil. Pode ser definido como a motivação, confiança, competência física, conhecimento e entendimento para valorizar e assumir a responsabilidade pelo envolvimento em atividades físicas ao longo da vida. Instrumentos para a avaliação da jornada de letramento corporal têm sido desenvolvidos por pesquisadores, com destaque para o Canadian Assessment of Physical Literacy - 2 nd ed. (CAPL- 2). Integram esta bateria o CAMSA, que avalia a competência motora e o questionário CAPL- 2, que avalia a motivação e o conhecimento. O CAMSA propõe avaliar a competência motora, assim como outros dois testes consolidados na literatura: o KTK e o TGMD-3. Contudo, apenas o TGMD-3 encontra-se validado no Brasil. Em relação ao questionário CAPL-2, o mesmo ainda não foi traduzido, adaptado culturalmente e validado para o Brasil. Desta forma, o presente trabalho foi dividido em três etapas, apresentadas em artigos científicos. O artigo 1 investigou a estrutura fatorial do KTK e comparou quatro métodos para o cálculo do escore fatorial. Os resultados mostraram que o KTK apresenta uma boa estrutura fatorial e que o método mais simples da “soma dos escores brutos” pode ser utilizado para interpretar os resultados. O artigo 2 verificou a validade concorrente do CAMSA, utilizando o KTK, o TGMD-3 e a combinação dos dois testes como medidas de referência. Os resultados mostraram correlações positivas, de moderada a forte, confirmando o teste como alternativa para a avaliação da competência motora O artigo 3 realizou a tradução e adaptação transcultural do questionário CAPL-2 no contexto brasileiro. As análises fatoriais confirmatórias e os índices de ajuste dos modelos confirmaram que o questionário CAPL-2-Br é um instrumento eficiente para avaliar os domínios “motivação e confiança” e “conhecimento e compreensão” do letramento corporal. Palavras-chave: Alfabetização Física. Atividade Física. Questionário. Teste Motor.
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    Efeitos do treinamento resistido prévio sobre a força muscular e a morfologia e função cardiopulmonar em ratos com hipertensão arterial pulmonar induzida por monocrotalina
    (Universidade Federal de Viçosa, 2020-12-23) Portes, Alexandre Martins Oliveira; Natali, Antônio José; http://lattes.cnpq.br/7800222452459132
    Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos do treinamento resistido (TR) prévio sobre a força muscular, a morfologia e a função cardiopulmonar em ratos com hipertensâo arterial pulmonar (HAP) severa induzida por monocrotalina (MCT). Para tal, ratos Wistar (idade ~ 6 semanas) foram divididos em quatro grupos de 13 animais, a saber: sedentário controle (SC); sedentário monocrotalina (SM); treinado monocrotalina sem continuidade do treinamento (TMSC); e treinado monocrotalina com continuidade do treinamento (TMCC). O TR foi realizado por um período de 8 semanas, 3x/semana. Em seguida, os animais dos grupos SM, TMSC e TMCC receberam uma injeção intraperitoneal de MCT (60 mg/kg), enquanto os do grupo SC receberam o mesmo volume de salina. O grupo TMCC continuou o TR por mais 6 semanas e o grupo TMSC permaneceu em suas caixas pelo mesmo período, até a data de eutanásia. Os animais dos grupos SC e SM permanecerem em suas caixas durante todo período experimental. As sessões de TR consistiram de 4 a 9 escaladas em escada vertical carregando cargas progressivas [4 escaladas com 50%, 75%, 90% e 100% do peso máximo carregado (PMC); mais 30g a cada escalada subsequente]. O PMC foi avaliado nas semanas 1, 4 e 8, antes da aplicação de MCT ou salina, e nos dias 20, 27, 34 e 41, após a aplicação de MCT ou salina. A avaliação ecocardiográfica foi realizada ao final da 8º semana, antes da aplicação de MCT, e nos dias 24 e 42, após a aplicação de MCT ou salina, para avaliação da razão tempo de aceleração e tempo de ejeção (TA/TE) e da tricuspid annular systolic plane excursion (TAPSE). Análises histomorfométricas foram realizadas nos tecidos do ventrículo direito (VD), pulmão e bíceps braquial. Em miócitos isolados do VD, foram analisados contração e cálcio (Ca 2+ ) intracelular transiente. Os dados foram comparados, conforme distribuição normal ou não normal, usando-se análise de variância ou Kruskal-Wallis, respectivamente, seguidos de teste post hoc apropriado, sendo erro alfa adotado de 5%. Os resultados mostraram que o TR aumentou o PMC relativo, nas semanas 4 e 8, em comparação à semana 1 e ao grupo SM, antes da injeção de MCT. Após a aplicação de MCT, o PMC relativo permaneceu maior nos grupos treinados que nos sedentários (P<0,05). O PMC relativo do grupo TMSC não foi diferente daquele do grupo SM nos dias 27 e 34 após injeção de MCT (P>0,05). O TR preveniu o aumento da resistência da artéria pulmonar (redução da TA/TE) e a redução da função do VD (redução da TAPSE), 24 dias após injeção de MCT, apenas no grupo TMCC. O mesmo foi observado nos dois grupos treinados no dia 42 após injeção de MCT. O TR preveniu o aumento das massas do coração e do VD e a redução da massa do bíceps braquial. O TR preveniu o aumento da área de secção transversa dos miócitos do VD. O TR também preveniu, mas apenas no grupo TMCC, o aumento da largura e a razão comprimento/largura celular. No pulmão direito, o TR preveniu a redução do percentual de alvéolos pulmonares e o aumento do percentual de alvéolos hemorrágicos, apenas no grupo TMCC. No bíceps braquial, o TR preveniu a redução da área de secção transversa e aumentou o percentual de núcleos. Em miócitos isolados do VD, o TR preveniu a redução da amplitude e da velocidade de contração (3 e 5 Hz), o aumento dos tempos para o pico de contração (1, 3, 5 e 7 Hz) e 50% de relaxamento (1, 3 e 5 Hz), somente no grupo TMCC. O TR preveniu o aumento da amplitude do Ca 2+ intracelular transiente (1, 3 e 5 Hz) e dos tempos para o pico (1, 3, 5 e 7 Hz) e para 50% do decaimento do Ca 2+ intracelular transiente (5 Hz), apenas no grupo TMCC. O TR preveniu a redução da responsividade das células à estimulação a 7 Hz, apenas no grupo TMCC. Em conclusão, o TR aplicado aumenta a força muscular e previne a redução da função sistólica e a hipertrofia do VD, além de prevenir o aumento da resistência da artéria pulmonar e a atrofia muscular esquelética em ratos com HAP severa induzida por MCT. Todavia, os efeitos preventivos sobre o remodelamento pulmonar adverso, o aumento das dimensões celulares e as disfunções da contratilidade e do Ca 2+ intracelular transiente de miócitos isolados do VD são evidentes apenas quando o TR prévio é continuado após a indução da HAP por MCT (grupo TMCC), o que indica a presença de destreinamento quando o TR é descontinuado (grupo TMSC). Palavras-chave: Treinamento resistido. Hipertensão pulmonar. MCT. Miócitos isolados. Contração. TAPSE.
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    Relação entre atividade física, aptidão cardiorrespiratória, composição corporal e pressão arterial de escolares com idades entre 6 e 10 anos
    (Universidade Federal de Viçosa, 2020-12-01) Gomes, Gabriella Marques de Souza; Santos, Fernanda Karina dos; http://lattes.cnpq.br/5048485894495463
    Mudanças comportamentais associadas a hábitos alimentares inadequados e à redução da prática de atividade física (AF) têm contribuído para elevação do peso corporal, afetando todas as faixas etárias, incluindo a população pediátrica. A condição de sobrepeso/obesidade é reflexo de aumento de medidas corporais, além de parecer ocorrer concomitantemente ao surgimento de hipertensão arterial (HA), comprometendo, assim, a saúde dos indivíduos e levando a uma maior propensão a outras doenças. Ademais, quando ocorre na infância, pode perdurar até a vida adulta. Nesse sentido, torna-se importante analisar potenciais estratégias que possam controlar/reduzir fatores de risco relacionados à obesidade, como prática regular de AF e incrementos nos níveis de aptidão cardiorrespiratória (ApC). Diante disso, o objetivo geral da presente dissertação foi investigar como as variáveis de proteção (AF e ApC) se associam com fatores de risco [composição corporal (CC) e pressão arterial (PA)] em crianças dos 6 aos 10 anos de idade, o qual foi destrinchado em dois estudos. No estudo 1 foi realizada uma revisão de literatura sistemática sobre a associação entre tais variáveis, elaborada de acordo com as recomendações da estratégia PRISMA. A amostra foi composta por 17 artigos, os quais mostraram, em geral, relação inversa entre variáveis de proteção e fatores de risco, sendo a relação da ApC com fatores de risco mais expressiva, em comparação à AF, reforçando a premissa do trabalho da ApC, concomitante à AF, visto que ambas são variáveis relacionadas. No estudo 2, a amostra foi composta por 163 crianças (69 meninas e 94 meninos; 6-10 anos) as quais foram submetidas à avaliações de: medidas antropométricas, para estimar o índice de massa corporal (IMC), perímetro da cintura (PC), relação cintura-estatura (RCE) e percentual de gordura corporal (%GC); PA, através de monitor automático; AF, mensurada através de pedômetro; ApC, avaliada por meio do teste de corrida/caminhada de 6 minutos do PROESP- BR. A normalidade dos dados foi verificada através do teste Kolmogorov-Smirnov; a relação entre variáveis de proteção e fatores de risco foi analisada pelas correlações de Pearson e Spearman, de acordo com a normalidade das variáveis; ANOVA de 1 fator foi utilizada para verificar diferenças entre grupos do estado nutricional consoante PA e também para analisar os grupos da variável proteção (AF e ApC, de forma unificada) com relação aos fatores de risco. As análises estatísticas foram realizadas no software SPSS 22.0. Os resultados demonstraramdiferenças significativas entre os sexos para %GC e ApC (p<0,05); prevalências preocupantes de excesso de peso corporal (34,9%), hipertensão arterial (7,9%) e baixa ApC (22,7%). A AF (de fim de semana e média total) se correlacionou positivamente com PAS e PAD (ρ = 0,176, p=0,025 e r = 0,174, p=0,026) e a ApC se correlacionou inversamente com IMC (ρ= -0,193, p=0,014), RCE (ρ= -0,285, p<0,001), PC (ρ= -0,219, p=0,005) e %GC (ρ= -0,383, p=0<0,001). Crianças com valores mais altos de IMC apresentaram PA sistólica e diastólica maior em comparação a seus pares com valores de IMC mais baixos. Por fim, crianças na zona de risco para ApC e inativo apresentaram maiores valores de indicadores de risco, em comparação a crianças classificadas como “zona sem risco e inativo” e na “zona sem risco e ativo”. Desta forma, o presente estudo fornece evidências de que AF e ApC exercem, de forma unificada, papel relevante na atenuação de efeitos deletérios da obesidade e, consequentemente, em valores de PA. Palavras-chave: Atividade física. Aptidão cardiorrespiratória. Composição corporal. Pressão arterial. Crianças.
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    O impacto do uso de uma camisa de corrida com proteção ultravioleta nos ajustes termorregulatórios em um protocolo de corrida associado à radiação solar artificial
    (Universidade Federal de Viçosa, 2020-12-22) Della Lucia, Emanuel Mattos; Gomes, Thales Nicolau Primola; http://lattes.cnpq.br/1567348477689708
    Introdução: Comercialmente, diversos tipos de camisas são comercializados para praticantes de esportes. Certos modelos, destacam-se por oferecerem proteção ultravioleta contra radiação solar, diminuindo a temperatura da pele dos usuários. Essa queda da temperatura é associadaa um melhor rendimento em exercícios longos. Objetivo: Analisar o impacto do uso de uma camisa com proteção ultravioleta nos ajustes termorregulatórios em um protocolo de corrida associado a radiação solar artificial. Métodos: Nove corredores de rua (Idade: 28 ± 6 anos) realizaram 4 visitas laboratoriais. A 1a visita foi destinada à caracterização da amostra, aplicação de questionários e teste máximo em esteira; na 2a visita foi feita a familiarização ao exercício e nas 3a e 4a visitas foram realizadas as sessões de 10 quilômetros em ambiente quenteassociado à radiação solar artificial (T ambiental SUV: 32,1 ± 0,7oC vs. CUV: 32,3 ± 0,0oC; umidade relativa SUV: 69,0 ± 0,0% vs. CUV: 68,0 ± 0,0%). O exercício consistiu-se de uma corrida autorregulada de 10 quilômetros. As variáveis medidas foram: temperatura gastrointestinal, através de cápsula telemétrica (T gastrointestinal oC); temperatura média da pele, por meio de sensores de temperatura (T pele oC); velocidade de exercício (km/h); conforto térmico (CT); sensação térmica (ST) e percepção subjetiva do esforço (PSE), por meio das escalas subjetivas; a frequência cardíaca, por meio de cardiofrequencímetro (FC); a gravidadeespecífica da urina por meio de refratômetro (GEU); acúmulo de calor (AC); taxa de acúmulo de calor (TAC); tempo total de exercício (min); trabalho (W); respostas de sudorese e Hazard Score. Após verificação de normalidade, os dados foram analisados através da ANOVA TwoWay de medidas repetidas, com post-hoc de Bonferroni, Teste T e Teste T pareado (Média ± DPM; α = 5%). O trabalho foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética (protocolo: 20080619.0.0000.5153). Resultados: Não houve diferença entre os grupos durante exercício autorregulado em relação à T gastrointestinal (SUV: 38,3 ± 0,3°C vs. CUV: 38,4 ± 0,4°C p>0,05), à T pele (SUV: 36,6 ± 0,5°C vs. CUV: 35,8 ± 1,6°C), à velocidade (SUV: 7,9 ± 1,7km/h vs. CUV: 7,6 ± 1,4 km/h; p>0,05), à FC (SUV: 157,1±17,9 bpm vs. CUV: 157,0±1,9bpm; p>0,05), à PSE (SUV: 16,1 ± 3,5 vs. CUV: 18,3 ± 1,5; p<0,05) à massa corporal (SUV: 73,8 ± 6,3kg vs. CUV: 73,8 ± 6,0kg; p>0,05), ao AC (ACSUV: 96,7 ± 18,2W/m 2 vs. ACCUV: 97,8 ± 22,5W/m 2 ; p>0,05) e à TAC (TACSUV: 1,4 ± 0,2W/m2/500 metros vs. TACCUV: 1,3 ± 0,5 W.m 2 /500 metros; p>0,05). Também não foram observadas diferenças entre os exercícios no que diz respeito ao CT (SUV: 3,7 ± 0,4 vs. CUV: 3,8 ± 0,3; p<0,05) e peso final da roupa (CUV: 0,58 ± 0,11kg vs. SUV: 0,57±0,12kg; p>0,05). O tempo total de exercício não apresentou diferenças entre os grupos (SUV: 74,4 ± 12,9min vs. CUV: 69,5 ± 13,9min p>0,05), assim como o trabalho total (SUV: 1337,5 ± 294,9W vs. CUV: 1369,3 ± 231,0W; p>0,05). Conclusão: A utilização de uma camisa com proteção UV não altera as respostas fisiológicas, perceptivas e de desempenho durante exercício autorregulado em ambiente quente associado à radiação solar artificial. Palavras-chave: Roupas. Termorregulação. Atividade Física.
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    Desempenho de métodos antropométricos na avaliação da adiposidade em adultos jovens brasileiros
    (Universidade Federal de Viçosa, 2020-10-29) Guisso, Ingrid Daroz; Amorim, Paulo Roberto; http://lattes.cnpq.br/1022143295463286
    A obesidade é um transtorno de incidência crescente no Brasil e no mundo, considerada importante fator de risco para desenvolvimento de comorbidades metabólicas e doença cardiovascular. A fim de orientar o gerenciamento adequado da doença e desenvolver estratégias preventivas, a obesidade deve ser diagnosticada precoce e precisamente através de um método acessível e facilmente aplicável a toda a população. Métodos de referência para análise precisa da adiposidade, como a absorciometria por dupla emissão de raios X (DXA), são de difícil acesso a nível populacional, mas amplamente utilizados na validação de outros métodos mais simples e de fácil aplicabilidade. Vários métodos de fácil aplicação se propõe avaliar a adiposidade, no entanto, não há consenso sobre o desempenho dos mesmos na população de adultos jovens brasileiros. Um melhor entendimento sobre o desempenho dos métodos preditores de obesidade se faz relevante para a promoção e manutenção da saúde, portanto, o presente estudo objetiva investigar a validade e desempenho de diferentes métodos antropométricos para avaliação da adiposidade em adultos jovens brasileiros. A presente dissertação contempla dois artigos distintos, sendo os objetivos específicos: a) verificar a validade da equação massa de gordura relativa (MGR) na estimativa do percentual de gordura corporal (GC) em adultos brasileiros; b) verificar o desempenho dos métodos antropométricos índice de massa corporal (IMC), circunferência de cintura (CC), relação cintura-estatura (RCE), índice de adiposidade corporal (IAC) e MGR em avaliar a adiposidade, e identificar os valores de corte ideais para obesidade em adultos jovens brasileiros tendo a DXA como referência. Foram avaliados 233 adultos jovens universitários, 132 homens (22,6 ± 2,6 anos) e 101 mulheres (23,0 ± 2,7 anos). Para desenvolvimento do primeiro estudo, foram realizadas as medidas antropométricas estatura e perímetro do abdômen para cálculo da MGR. Para testar a associação entre o %GC estimado pela MGR e o medido pela DXA foi utilizado o coeficiente de correlação de Spearman. A concordância e reprodutibilidade entre os métodos foi avaliada através do procedimento de Bland-Altman. A MGR apresentou valor médio de 27,8 ± 7,3 %GC enquanto pela DXA o valor médio foi de 25,8 ± 9,9 %GC. A correlação entre MGR e DXA foi de r = 0,86 (p<0,001). Houve diferença estatisticamente significante entre os métodos. A concordância avaliada pelo teste de Bland Altman entre o método proposto e a referência foi baixa, apontando um viés de - 2,0 %GC, com limites de concordância variando de 8,34 a -12,34. Para desenvolvimento do segundo estudo foram realizadas as medidas antropométricas estatura, perímetro de cintura, abdômen e quadril e massa corporal para posterior cálculo do IMC, RCE, IAC e MGR. Para testar a associação entre os métodos antropométricos e a referência (DXA), foi utilizado o coeficiente de correlação de Spearman. Análises de Curvas ROC foram utilizadas para avaliar a capacidade de predição de obesidade dos índices e para definir os pontos de corte que melhor identificam a obesidade. A MGR apresentou melhor correlação com o percentual de gordura corporal aferido por DXA entre os homens (0,809) e quando analisada a amostra total (0,860), também apresentou maior valor de AUC entre os homens (0,935). Entre as mulheres o IAC apresentou maior valor de correlação com o %GC por DXA (0,772) e maior valor de AUC (0,892). Os pontos de corte 24,3 %GC para os homens na MGR e 29,5 %GC para o IAC entre as mulheres apresentaram melhor relação entre sensibilidade e especificidade para determinação da obesidade. Devido às limitações observadas no primeiro estudo na utilização da MGR, o método não é indicado em estudos de base populacional com indivíduos de características similares aos do presente estudo. No entanto, no segundo estudo, comparado aos demais métodos, a MGR foi o que obteve melhor desempenho geral dentre os analisados, especialmente entre os homens. Com base nos resultados obtidos é possível concluir que em contexto de inacessibilidade a exames tidos como referência na análise da composição corporal e adiposidade, a utilização do IAC entre as mulheres e da MGR ente os homens adultos jovens brasileiros fornecem estimativa válida da adiposidade corporal para acompanhamento da saúde populacional, apresentando superior desempenho quando comparados ao IMC, CC e RCE. Palavras-chave: Antropometria. Composição corporal. Avaliação física.
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    Comparações nos efeitos do envelhecimento na fisiologia cardiovascular e termorregulatória em ratos Wistar, Wistar Kyoto e espontaneamente hipertensos durante o repouso e o exercício físico agudo
    (Universidade Federal de Viçosa, 2020-12-18) Rezende, Leonardo Mateus Teixeira de; Gomes, Thales Nicolau Prímola; http://lattes.cnpq.br/6961110164025789
    Introdução: O Rato Espontaneamente Hipertenso (SHR) é um modelo experimental amplamente utilizado para o estudo da hipertensão arterial essencial. Contudo, existe um impasse na literatura quanto ao apontamento do modelo a ser utilizado como controle experimental dos SHR, sendo que os ratos Wistar Kyoto (WKY) e os ratos Wistar (WIS) são os mais utilizados. Esta tese foi dividida em quatro capítulos, em que foram realizadas caracterizações dos modelos citados quanto a parâmetros cardíacos e termorregulatórios durante o repouso e durante o exercício físico. Objetivo: avaliar os efeitos do envelhecimento sobre variáveis cardíacas e termorregulatórias durante o repouso e exercício físico agudo em Ratos Espontaneamente Hipertensos e seus principais controles experimentais, Wistar e Wistar Kyoto. Capítulo 1: foi realizada uma revisão de escopo baseada no método Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analysis (PRISMA), com objetivo de mapear todos os estudos que realizaram qualquer tipo de comparação entre WIS, WKY e SHR. Após a aplicação dos métodos de busca e seleção, 161 artigos foram incluídos para análise, sendo que 68.4% indicaram que ambos os animais normotensos podem ser utilizados como controle dos SHR. Em 13.49% e 6.47% dos estudos, foi indicado os WIS e WKY como melhor controle, respectivamente. Capítulo 2: foram avaliados a pressão arterial por meio da pletismografia de cauda e a estrutura e forma cardíaca por meio do ecocardiograma durante o processo de envelhecimento dos animais (16 semanas, 48 semanas e 72 semanas de vida). Foi constatado que para estas variáveis os WIS representam melhor controle, uma vez que os WKY exibiram valores de pressão arterial sistólica próxima ao limiar da hipertensão (WKY: 132 – 146 mmHg; WIS: 116 – 126 mmHg; p<0.05) e perda de função cardíaca antecipada em comparação aos WIS. Capítulo 3: avaliou o ritmo circadiano da temperatura central dos animais durante o processo de envelhecimento (16 semanas, 48 semanas e 72 semanas de vida). A medida foi realizada pelo método de telemetria e análises cronobiológica foram aplicadas sobre os dados. Foi encontrado que os SHR possuem disfunções do ritmo circadiano já com 16 semanas, o que foi apontado principalmente pelo maior MESOR (SHR16: 37,49°C; WIS16: 36,50°C; WKY16: 36,44°C; p<0.05), enquanto os animais normotensos apresentaram um aumento do MESOR com o envelhecimento (WIS16: 36,50°C; WIS72: 37,38°C; WKY16: 36,44°C; WKY72: 37,38°C; p<0.05). Para estas variáveis, foi considerado que ambos os normotensos podem ser utilizados como controle, uma vez que os resultados foram semelhantes. Capítulo 4: avaliou as respostas termorregulatórias e o desempenho dos modelos experimentais durante dois protocolos de exercício físico: exercício progressivo até a fadiga e exercício moderado de intensidade constante. Foi encontrado que os SHR com 16 e com 48 semanas apresentam reduzida capacidade de dissipar calor, indicado pela menor temperatura da pele e pelo menor índice para dissipação de calor. Quanto aos animais normotensos, ambos apresentaram perda progressiva da capacidade de dissipar calor com o envelhecimento, sendo que os WIS foram mais afetados nesse sentido. Conclusão geral: a revisão de literatura apontou que ambos os animais normotensos são amplamente utilizados como controle dos SHR, sendo que a seleção do modelo deve ser realizada baseada nos objetivos da pesquisa a ser realizada. Este trabalho contribui adicionando mais elementos quanto a caracterização destes. Foi determinado que os WIS são melhor controle para estudos com foco na pressão arterial e na estrutura e função cardíaca. Quanto a trabalhos sobre termorregulação- seja em repouso ou durante o exercício físico- ambos podem ser utilizados, uma vez que os resultados foram bastante semelhantes. Palavras-chave: Termorregulação. Hipertensão. Modelos experimentais. Rato Espontaneamente Hipertenso.
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    Efeitos do treinamento físico resistido sobre propriedades histológicas, morfológicas, mecânicas, gênicas e proteicas do coração de ratos espontaneamente hipertensos
    (Universidade Federal de Viçosa, 2020-12-21) Moura, Anselmo Gomes; Natali, Antônio José; http://lattes.cnpq.br/1181350246738672
    O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos do treinamento resistido (TR) sobre propriedades histológicas, morfológicas, mecânicas, gênicas e proteicas do coração de ratos espontaneamente hipertensos. Para tal, ratos adultos da linhagem Wistar Kyoto ou espontaneamente hipertensos (SHR), com 16 semanas de idade, foram alocados em um dos 4 grupos, com 16 animais cada, a saber: normotenso sem treinamento (NS), normotenso treinado (NT), hipertenso sem treinamento (HS) e hipertenso treinado (HT). Os animais dos grupos NT e HT, foram submetidos a um protocolo de TR, com escaladas em escada vertical (80o de inclinação), 3 vezes por semana, durante 8 semanas. A pressão arterial (PA) e a frequência cardíaca de repouso (FCR) foram mensuradas antes e após o período de TR. O exame ecocardiográfico foi realizado após o período de TR, para analisar a morfologia e a função sistólica do ventrículo esquerdo (VE). As circunferências torácica (CT) e abdominal (CA) e o comprimento naso-anal foram medidas e a relação CA/CT e o índice de massa corporal (IMC) foram calculados. A quantidade total de lipídios foi determinada e o conteúdo de lipídio e o percentual de gordura foram calculados. Após eutanásia, foram determinadas as massas do coração (MCor), dos ventrículos (MV), do ventrículo direito (MVD), do septo interventricular (MS) e do VE (MVE). As razões MV:MCor, MVE:MCor e MVE:tíbia foram calculadas. No VE, a área de secção transversa (AST) foi mensurada e as proporções histomorfométricas de citoplasma, de núcleo, de vasos sanguíneos, de matriz extracelular e de colágeno tipo I e tipo III foram determinadas. A razão entre os colágenos III e I foi calculada (razão III:I). As expressões gênicas dos biomarcadores inflamatórios (TNF, fator de necrose tumoral; IL-10, interleucina 10), de função endotelial (VEGF, fator de crescimento vascular endotelial; ET-1, endotelina 1) e de tecidos não contráteis (Colágeno tipo I e tipo III) do VE foram mensuradas. As expressões das proteínas reguladoras de cálcio (Ca2+) do VE (SERCA2a, cálcio ATPase do retículo sarcoplasmático 2a; NCX, trocador de sódio e cálcio; PLBt, fosfolambam total; CAV1.2, canal de cálcio do tipo L 1.2) foram determinadas. Em miócitos isolados do VE, foram determinados a contratilidade e o Ca2+ intracelular ([Ca2+]i) transiente. Os dados foram analisados por meio de ANOVA two-way para medidas repetidas ou ANOVA two-way, seguidas do post hoc de Tukey, quando necessário. O tamanho do efeito foi calculado utilizando-se o índice d de Cohen para grupos emparelhados. Os dados foram apresentados como média ± EPM. P < 0,05 foi considerado significativo. Os resultados mostraram que os animais SHR apresentaram maior força muscular relativa e menor massa corporal, comparados aos normotensos. O TR não reduziu a PA e a FCR (p > 0,05). O TR aumentou a Mcor, a MV, a MVE e as razões MV:Mcor, MVE:Mcor e MVE:tíbia, além de prevenir a redução dimensão interna do VE e da fração de ejeção. O TR preveniu o aumento da largura, da AST de miócitos, do % de núcleos e do colágeno do tipo I. Além disso, aumentou o percentual do colágeno do tipo III e a razão III:I e diminuiu o percentual de matriz extracelular (p < 0,05) no VE. Contudo, não houve efeito, tanto da hipertensão quanto do TR (p > 0,05), nas expressões gênicas de VEGF, ET-1, IL-10, TNF e colágenos tipo I e tipo III. Em miócitos isolados do VE, o TR aumentou a amplitude, as velocidades até o pico e de decaimento do [Ca2+]i transiente, a amplitude de contração, as velocidades de contração e de relaxamento celular (p < 0,05). O TR preveniu também o aumento da expressão proteica de FLBt (p < 0,05), sem alterar a expressão da SERCA2, NCX e CAV1.2 (p > 0,05) no VE. Em conclusão, o TR aplicado preveniu o remodelamento adverso, promoveu benefícios nas propriedades morfológicas, melhorou as propriedades mecânicas e a expressão proteica relativa à recaptação de Ca2+ para o retículo sarcoplasmático, sem afetar a expressão gênica de biomarcadores inflamatórios, de função endotelial e de tecidos não contráteis no VE de ratos espontaneamente hipertensos. Palavras-Chave: Exercícios Físicos. Hipertensão. Miócitos cardíacos. Contração miocárdica.