Educação Física
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Item Efeitos do treinamento resistido prévio sobre a força muscular e a morfologia e função cardiopulmonar em ratos com hipertensão arterial pulmonar induzida por monocrotalina(Universidade Federal de Viçosa, 2020-12-23) Portes, Alexandre Martins Oliveira; Natali, Antônio José; http://lattes.cnpq.br/7800222452459132Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos do treinamento resistido (TR) prévio sobre a força muscular, a morfologia e a função cardiopulmonar em ratos com hipertensâo arterial pulmonar (HAP) severa induzida por monocrotalina (MCT). Para tal, ratos Wistar (idade ~ 6 semanas) foram divididos em quatro grupos de 13 animais, a saber: sedentário controle (SC); sedentário monocrotalina (SM); treinado monocrotalina sem continuidade do treinamento (TMSC); e treinado monocrotalina com continuidade do treinamento (TMCC). O TR foi realizado por um período de 8 semanas, 3x/semana. Em seguida, os animais dos grupos SM, TMSC e TMCC receberam uma injeção intraperitoneal de MCT (60 mg/kg), enquanto os do grupo SC receberam o mesmo volume de salina. O grupo TMCC continuou o TR por mais 6 semanas e o grupo TMSC permaneceu em suas caixas pelo mesmo período, até a data de eutanásia. Os animais dos grupos SC e SM permanecerem em suas caixas durante todo período experimental. As sessões de TR consistiram de 4 a 9 escaladas em escada vertical carregando cargas progressivas [4 escaladas com 50%, 75%, 90% e 100% do peso máximo carregado (PMC); mais 30g a cada escalada subsequente]. O PMC foi avaliado nas semanas 1, 4 e 8, antes da aplicação de MCT ou salina, e nos dias 20, 27, 34 e 41, após a aplicação de MCT ou salina. A avaliação ecocardiográfica foi realizada ao final da 8º semana, antes da aplicação de MCT, e nos dias 24 e 42, após a aplicação de MCT ou salina, para avaliação da razão tempo de aceleração e tempo de ejeção (TA/TE) e da tricuspid annular systolic plane excursion (TAPSE). Análises histomorfométricas foram realizadas nos tecidos do ventrículo direito (VD), pulmão e bíceps braquial. Em miócitos isolados do VD, foram analisados contração e cálcio (Ca 2+ ) intracelular transiente. Os dados foram comparados, conforme distribuição normal ou não normal, usando-se análise de variância ou Kruskal-Wallis, respectivamente, seguidos de teste post hoc apropriado, sendo erro alfa adotado de 5%. Os resultados mostraram que o TR aumentou o PMC relativo, nas semanas 4 e 8, em comparação à semana 1 e ao grupo SM, antes da injeção de MCT. Após a aplicação de MCT, o PMC relativo permaneceu maior nos grupos treinados que nos sedentários (P<0,05). O PMC relativo do grupo TMSC não foi diferente daquele do grupo SM nos dias 27 e 34 após injeção de MCT (P>0,05). O TR preveniu o aumento da resistência da artéria pulmonar (redução da TA/TE) e a redução da função do VD (redução da TAPSE), 24 dias após injeção de MCT, apenas no grupo TMCC. O mesmo foi observado nos dois grupos treinados no dia 42 após injeção de MCT. O TR preveniu o aumento das massas do coração e do VD e a redução da massa do bíceps braquial. O TR preveniu o aumento da área de secção transversa dos miócitos do VD. O TR também preveniu, mas apenas no grupo TMCC, o aumento da largura e a razão comprimento/largura celular. No pulmão direito, o TR preveniu a redução do percentual de alvéolos pulmonares e o aumento do percentual de alvéolos hemorrágicos, apenas no grupo TMCC. No bíceps braquial, o TR preveniu a redução da área de secção transversa e aumentou o percentual de núcleos. Em miócitos isolados do VD, o TR preveniu a redução da amplitude e da velocidade de contração (3 e 5 Hz), o aumento dos tempos para o pico de contração (1, 3, 5 e 7 Hz) e 50% de relaxamento (1, 3 e 5 Hz), somente no grupo TMCC. O TR preveniu o aumento da amplitude do Ca 2+ intracelular transiente (1, 3 e 5 Hz) e dos tempos para o pico (1, 3, 5 e 7 Hz) e para 50% do decaimento do Ca 2+ intracelular transiente (5 Hz), apenas no grupo TMCC. O TR preveniu a redução da responsividade das células à estimulação a 7 Hz, apenas no grupo TMCC. Em conclusão, o TR aplicado aumenta a força muscular e previne a redução da função sistólica e a hipertrofia do VD, além de prevenir o aumento da resistência da artéria pulmonar e a atrofia muscular esquelética em ratos com HAP severa induzida por MCT. Todavia, os efeitos preventivos sobre o remodelamento pulmonar adverso, o aumento das dimensões celulares e as disfunções da contratilidade e do Ca 2+ intracelular transiente de miócitos isolados do VD são evidentes apenas quando o TR prévio é continuado após a indução da HAP por MCT (grupo TMCC), o que indica a presença de destreinamento quando o TR é descontinuado (grupo TMSC). Palavras-chave: Treinamento resistido. Hipertensão pulmonar. MCT. Miócitos isolados. Contração. TAPSE.Item Comparações nos efeitos do envelhecimento na fisiologia cardiovascular e termorregulatória em ratos Wistar, Wistar Kyoto e espontaneamente hipertensos durante o repouso e o exercício físico agudo(Universidade Federal de Viçosa, 2020-12-18) Rezende, Leonardo Mateus Teixeira de; Gomes, Thales Nicolau Prímola; http://lattes.cnpq.br/6961110164025789Introdução: O Rato Espontaneamente Hipertenso (SHR) é um modelo experimental amplamente utilizado para o estudo da hipertensão arterial essencial. Contudo, existe um impasse na literatura quanto ao apontamento do modelo a ser utilizado como controle experimental dos SHR, sendo que os ratos Wistar Kyoto (WKY) e os ratos Wistar (WIS) são os mais utilizados. Esta tese foi dividida em quatro capítulos, em que foram realizadas caracterizações dos modelos citados quanto a parâmetros cardíacos e termorregulatórios durante o repouso e durante o exercício físico. Objetivo: avaliar os efeitos do envelhecimento sobre variáveis cardíacas e termorregulatórias durante o repouso e exercício físico agudo em Ratos Espontaneamente Hipertensos e seus principais controles experimentais, Wistar e Wistar Kyoto. Capítulo 1: foi realizada uma revisão de escopo baseada no método Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analysis (PRISMA), com objetivo de mapear todos os estudos que realizaram qualquer tipo de comparação entre WIS, WKY e SHR. Após a aplicação dos métodos de busca e seleção, 161 artigos foram incluídos para análise, sendo que 68.4% indicaram que ambos os animais normotensos podem ser utilizados como controle dos SHR. Em 13.49% e 6.47% dos estudos, foi indicado os WIS e WKY como melhor controle, respectivamente. Capítulo 2: foram avaliados a pressão arterial por meio da pletismografia de cauda e a estrutura e forma cardíaca por meio do ecocardiograma durante o processo de envelhecimento dos animais (16 semanas, 48 semanas e 72 semanas de vida). Foi constatado que para estas variáveis os WIS representam melhor controle, uma vez que os WKY exibiram valores de pressão arterial sistólica próxima ao limiar da hipertensão (WKY: 132 – 146 mmHg; WIS: 116 – 126 mmHg; p<0.05) e perda de função cardíaca antecipada em comparação aos WIS. Capítulo 3: avaliou o ritmo circadiano da temperatura central dos animais durante o processo de envelhecimento (16 semanas, 48 semanas e 72 semanas de vida). A medida foi realizada pelo método de telemetria e análises cronobiológica foram aplicadas sobre os dados. Foi encontrado que os SHR possuem disfunções do ritmo circadiano já com 16 semanas, o que foi apontado principalmente pelo maior MESOR (SHR16: 37,49°C; WIS16: 36,50°C; WKY16: 36,44°C; p<0.05), enquanto os animais normotensos apresentaram um aumento do MESOR com o envelhecimento (WIS16: 36,50°C; WIS72: 37,38°C; WKY16: 36,44°C; WKY72: 37,38°C; p<0.05). Para estas variáveis, foi considerado que ambos os normotensos podem ser utilizados como controle, uma vez que os resultados foram semelhantes. Capítulo 4: avaliou as respostas termorregulatórias e o desempenho dos modelos experimentais durante dois protocolos de exercício físico: exercício progressivo até a fadiga e exercício moderado de intensidade constante. Foi encontrado que os SHR com 16 e com 48 semanas apresentam reduzida capacidade de dissipar calor, indicado pela menor temperatura da pele e pelo menor índice para dissipação de calor. Quanto aos animais normotensos, ambos apresentaram perda progressiva da capacidade de dissipar calor com o envelhecimento, sendo que os WIS foram mais afetados nesse sentido. Conclusão geral: a revisão de literatura apontou que ambos os animais normotensos são amplamente utilizados como controle dos SHR, sendo que a seleção do modelo deve ser realizada baseada nos objetivos da pesquisa a ser realizada. Este trabalho contribui adicionando mais elementos quanto a caracterização destes. Foi determinado que os WIS são melhor controle para estudos com foco na pressão arterial e na estrutura e função cardíaca. Quanto a trabalhos sobre termorregulação- seja em repouso ou durante o exercício físico- ambos podem ser utilizados, uma vez que os resultados foram bastante semelhantes. Palavras-chave: Termorregulação. Hipertensão. Modelos experimentais. Rato Espontaneamente Hipertenso.Item Efeitos do treinamento aeróbico sobre a contratilidade de cardiomiócitos e a expressão de microRNAs 214 e 208 no ventrículo esquerdo de ratos SHR(Universidade Federal de Viçosa, 2016-07-26) Rodrigues, Joel Alves; Natali, Antônio José; http://lattes.cnpq.br/6845309948900203Neste estudo, investigaram-se os efeitos do treinamento aeróbico sobre a contratilidade de cardiomiócitos e a expressão de microRNAs (miRNAs) no ventrículo esquerdo (VE) de ratos hipertensos. Ratos espontaneamente hipertensos e Wistar normotensos (idade de 16 semanas) foram separados aleatoriamente em quatro grupos: hipertenso sedentário (HS), hipertenso treinado (HT), normotenso sedentário (NS) e normotenso treinado (NT). Os animais dos grupos HT e NT foram submetidos ao treinamento de corrida em esteira, cinco dias/semana, uma hora/dia, em intensidade de 60-70% da velocidade máxima de corrida, durante oito semanas. Após esse período, avaliaram-se: capacidade física, pressão arterial sistólica (PAS), pesos corporal (PC), dos ventrículos (PV) e do VE (PVE), contratilidade e transiente intracelular de cálcio de cardiomiócitos do VE, expressão gênica de mRNA de miosinas de cadeia pesada (α e β- MCP) e miRNAs- 214 e 208 no VE. Os resultados indicaram que a hipertensão aumentou o PVE, as relações PV/PC e PVE/PC, a expressão de miR-208, β-MCP e miR-214, mas reduziu a relação α/β-MCP nos animais hipertensos em relação aos normotensos. O programa de exercício aumentou a capacidade física dos normotensos e hipertensos e reduziu a PAS nos animais hipertensos. Adicionalmente, melhorou a contratilidade celular nos animais normotensos, pois diminuiu o tempo de 50% de relaxamento celular e demonstrou tendência em reduzir o tempo para pico de contração. Também, diminuiu o tempo para o pico nos animais normotensos e o tempo para 50% de decaimento do transiente de Ca 2+ nos animais hipertensos. Além disso, aumentou a expressão de miR-208 e de miR-214, independentemente da hipertensão. Concluiu-se que o exercício aeróbico de intensidade moderada intensidade melhorou discretamente o transiente global de cálcio e não causou nenhum dano à contratilidade dos cardiomiócitos de ratos hipertensos.Item Tradução, adaptação transcultural e validação do “Waisman activities of daily living scale for adolescents and adults with developmental disabilities” para o Português do Brasil(Universidade Federal de Viçosa, 2016-06-23) Teixeira, Renata Machado; Pereira, Eveline Torres; http://lattes.cnpq.br/5478596637718514A participação de indivíduos com deficiência no que se refere às ocupações diárias tem sido considerada um importante indicador de funcionalidade por pais e profissionais da área da saúde. Este constructo tem sido incorporado à literatura científica levando a uma crescente necessidade da disponibilização de instrumentos específicos voltados para a avaliação das atividades de vida diária (AVD) de sujeitos com deficiência. Contudo, não se pode observar em nossa cultura instrumentos para avaliar a realização de AVDs especificamente em sujeitos com Síndrome de Down (S.D.) e Autismo. Portanto o presente estudo tem por objetivos: traduzir e adaptar transculturalmente a escala W-ADL de avaliação de atividades de vida diária para sujeitos com S.D. e Autismo; além de testar a validade de conteúdo da escala; analisando a consistência interna, confiabilidade, efeito teto e efeito piso, e sensibilidade do instrumento. A escala“Waisman activities of daily living scale” é um instrumento composto por uma escala de dezessete itens (17), que enumera de 0 a 2 a capacidade de se desenvolver atividades do cotidiano, na qual 0= não realiza a atividade, 1= realiza com auxílio e 2= realiza sem auxílio. A escala é respondida pelos pais/responsáveis ou cuidadores dos indivíduos com S.D. e Autismo. Utilizou-se o referencial metodológico de Beaton et al (2000) para a realização da tradução e retrotradução feitas por dois tradutores independentes, seguidas da avaliação de equivalência semântica, idiomática e cultural da versão traduzida, realizada por um comitê de especialistas. A versão traduzida e adaptada foi submetida à análise do Índice de Validade de Conteúdo (IVC). A versão traduzida, adaptada e com a validade de conteúdo verificada foi administrada em uma amostra de 74 cuidadores de sujeitos com deficiência, sendo 40 com S.D. e 34 com Autismo, com idade média de 20,04 anos. A consistência interna do instrumento foi avaliada através do coeficiente Alpha de Cronbach, e a estabilidade da escala foi avaliada através do teste-reteste (n=39) utilizando o Índice de Correlação Intraclasse. Verificou-se também o efeito teto e o efeito piso, e a sensibilidade do instrumento foi testada utilizando o teste de Kruskall-Wallis e o de Mann-Whitney como post hoc. No processo de tradução e adaptação transcultural, todas as divergências encontradas foram solucionadas no comitê de peritos em consenso. Na análise do IVC, dois itens (5, 16) foram excluídos por não atingirem pontuação suficiente no que se refere à relevância (IVC i 5=0,5) e dimensão teórica (IVC i 5=0,16; IVCi16=0,66). O IVC total do conjunto apresentou valores satisfatórios, acima de 0,80, e o IVC total apresentou um valor acima de 0,90. Encontrou-se valores de alpha superiores a 0,91 e altos índices de correlação no teste-reteste (ICC= 0,99). Não se observou efeito teto e efeito piso. Ao se analisar a faixa etária dos sujeitos, encontrou-se diferença significativa ao se comparar o grupo de adolescentes e adultos (X= - 3,419; p=0,001) e o grupo de crianças e adultos (Z= - 3,419; p=0,001), porém não foi encontrada diferença ao se comparar o grupo de crianças e adolescentes. Conclui-se, portanto, que a versão brasileira do instrumento de atividade de vida diária (EAVD-W) apresenta equivalências semântica, idiomática e de conteúdo além de boas evidências de consistência interna, confiabilidade e sensibilidade. Contudo, fazem-se necessários estudos futuros que busquem testar as propriedades psicométricas da escala.Item Avaliação do nível de atividade física habitual e comportamento sedentário dos pacientes diabéticos com e sem neuropatia periférica atendidos pelo Centro Hiperdia Minas – Microrregião de Viçosa(Universidade Federal de Viçosa, 2016-08-31) Nascimento, Fernanda Ribeiro; Amorim, Paulo Roberto dos Santos; http://lattes.cnpq.br/9354398916092020O diabetes mellitus é um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos que pode levar a várias complicações de saúde como a neuropatia periférica diabética. A neuropatia periférica diabética é a complicação crônica mais comum e incapacitante do diabetes, pois com a degeneração dos nervos o paciente passa a apresentar sintomas e sinais que levam a um risco aumentado para úlceras e amputações, principalmente nos membros inferiores. O manejo da neuropatia periférica diabética inclui principalmente tratamento medicamentoso, pois os efeitos da atividade física nesse público ainda são pouco explorados. O objetivo principal deste trabalho foi avaliar o nível de atividade física habitual e comportamento sedentário dos pacientes diabéticos com e sem neuropatia periférica diabética atendidos pelo Centro Hiperdia Minas – Microrregião de Viçosa. Foram avaliados 75 indivíduos divididos em três grupos de 25 indivíduos, sendo grupo neuropatia periférica diabética (NPD), grupo diabetes (D) e grupo controle (C), com idades entre 35 e 70 anos, de ambos sexos. Para avaliação do nível de atividade física habitual e comportamento sedentário foi utilizado o acelerômetro tri-axial WGT3X-BT (Actigraph, USA) na cintura por uma semana. A avaliação da neuropatia periférica diabética foi realizada por enfermeira treinada no próprio Centro Hiperdia. Foram avaliados ainda a capacidade funcional e a qualidade de vida dos indivíduos e para caracterização da amostra, medidas antropométricas de massa corporal e estatura com posterior cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). As médias de idade foram de 55,60 ± 8,47 anos, 56,56 ± 8,92 anos e 49,48 ± 7,67 anos para os grupos NPD, D e C. As médias de massa corporal foram de 80,46 ± 16,5 kg, 77,15 ± 16,29 kg e 67,62 ± 13,60 kg para os grupos NPD, D e C. As médias de estatura foram de 1,65 ± 0,11 m, 1,59 ± 0,10m e 1,64 ± 0,10m para os grupos NPD, D e C. As médias de IMC foram de 29,55 ± 6,9 kg/m 2 , 30,40 ± 7,45 kg/m 2 e 25,07 ± 3,97 kg/m 2 para os grupos NPD, D e C. Não foram verificadas diferenças significativas entre o nível de atividade física habitual dos grupos avaliados sendo encontradas médias de 299,28 ± 185,64 minutos/semana, 312,71 ± 177,68 minutos/semana e 340,53 ± 165,52 minutos/semana para os grupos NPD, D e C. Também não foram encontradas diferenças significativas no comportamento sedentário sendo encontradas médias de 682,35 ± 63,08 minutos/dia, 695,59 ± 56,98 minutos/dia e 702,85 ± 40,10 minutos/dia para os grupos NPD, D e C. Na avaliação da capacidade funcional foi verificado que o grupo C obteve melhores escores para todos os testes aplicados e que os grupos NPD e D tiveram desempenhos similares nos mesmos. Na qualidade de vida avaliada pelo “SF-36” também obtiveram os melhores escores em todos os domínios o grupo C sendo similares os valores dos grupos NPD e D para quase todos os domínios, exceto para o domínio de dor onde o grupo NPD apresentou escore pior do que os demais grupos. Na avaliação do nível de atividade física habitual do grupo neuropatia periférica diabética de acordo com o desenvolvimento da neuropatia foi verificado que aqueles pacientes sem sensibilidade protetora plantar apresentaram valores significativamente menores do que os pacientes com sensibilidade protetora plantar presente (194,89 ± 152,34 minutos/semana vs. 381,30 ± 171,18 minutos/semana) e os pacientes com maior grau de sintomas neuropáticos apresentarem menores tempos de atividade física habitual que aqueles com quadro menos grave da doença (243,87 ± 174,82 minutos/semana vs. 417,01 ± 158,12 minutos/semana), no entanto, com relação aos sinais neuropáticos não foi verificada diferença significativa no nível de atividade física habitual entre os pacientes com quadro mais grave ou menos grave (306,42 ± 188,38 minutos/semana vs. 276,65 ± 191,96 minutos/semana). Concluímos que não houveram diferenças significativas entre os grupos no que diz respeito ao nível de atividade física habitual e comportamento sedentário, porém verificamos que o grau de desenvolvimento da neuropatia pode interferir no nível de atividade física habitual desses pacientes.Item Histologia hepática após uso crônico de álcool e treinamento físico em ratos Wistar(Universidade Federal de Viçosa, 2016-06-22) Lucca, Marina Silva de; Lima, Luciana Moreira; http://lattes.cnpq.br/2272619362132008A Doença Hepática Alcóolica (DHA) inclui um espectro de doenças, desde uma simples esteatose ao carcinoma hepatocelular, cujos fatores genéticos e ambientais interagem para produzir um fenótipo da doença e sua progressão. Doenças hepáticas contribuem significativamente para a carga global de morbimortalidade. Em princípio, toda a carga global da DHA é evitável, porém difícil de alcançar, pois interfere em hábitos individuais e culturais de longa data. A abordagem para minimizar a carga global de doença da DHA envolve intervenções principalmente nos estágios iniciais da doença. A compreensão dos mecanismos subjacentes à DHA pode auxiliar na descoberta de intervenções que reduzem a progressão da esteatose a formas graves de lesão hepática, como esteatohepatite, fibrose e cirrose. Nesse contexto, o exercício físico tem sido investigado como coadjuvante terapêutico para DHA. O objetivo geral dessa dissertação foi avaliar a histologia hepática após uso crônico de álcool e treinamento físico em ratos Wistar. Essa dissertação contempla dois artigos, sendo que o objetivo do artigo de revisão foi realizar revisão de literatura sobre o tema da dissertação e os objetivos do artigo original foram: descrever a morfologia hepática após uso crônico de álcool e treinamento físico em ratos Wistar; aferir área, perímetro, diâmetro máximo, diâmetro mínimo e fator forma de núcleos e citoplasmas de hepatócitos após uso crônico de álcool e treinamento físico em ratos Wistar; correlacionar alterações na morfologia e morfometria hepáticas com o uso de álcool e treinamento físico em ratos Wistar; descrever alterações do peso, tempo de exaustão e velocidade máxima de corrida dos animais durante o experimento; verificar possíveis benefícios do treinamento físico na histologia hepática após uso crônico de álcool.O primeiro estudo demonstrou que a ingesta crônica de álcool causa danos tóxicos diretos e indiretos principalmente ao aumentar o estresse oxidativo, reduzir os níveis de antioxidantes não-enzimáticos, reduzir a relação NAD+/NADH, alterar a função mitocondrial, aumentar a peroxidação lipídica e aumentar a produção de acetaldeído. Por outro lado, os exercícios podem ser uma terapia útil para melhorar a performance e capacidade funcional em indivíduos com doença hepática, podendo ter alguma influência positiva direta, além da simples modificação dos níveis de gordura no fígado. Parece também que a intensidade da atividade física é importante para prevenir a progressão da doença, porém mais estudos são necessários para definir se o exercício físico pode restaurar a saúde hepática e qual seria a quantidade e o tipo de exercício necessários.O segundo estudo foi experimental com 24 ratos Wistar, com duração de 6 semanas, sendo quatro semanas de administração de álcool e duas de treinamento físico. Os resultados apresentados evidenciaram que o treinamento físico aeróbico realizado por duas semanas não foi suficiente para suprimir as alterações histopatológicas do fígado causadas pelo uso crônico de álcool em ratos Wistar. No entanto, esses dados não excluem os benefícios hepáticos da atividade física aeróbica, uma vez que o uso crônico do álcool parece ter minimizado o efeito benéfico do treinamento físico na área do núcleo dos hepatócitos. É possível que uma duração maior do treinamento físico seja necessária para demonstrar benefícios, levando a perspectiva de novo experimento, aperfeiçoando o protocolo de exercício físico e controle das limitações identificadas.Item Avaliação dos fatores de risco cardiovasculares e síndrome metabólica em professores da educação básica da rede privada de Viçosa-MG(Universidade Federal de Viçosa, 2016-07-13) Mota Júnior, Rômulo José; Marins, João Carlos Bouzas; http://lattes.cnpq.br/7422689494038309As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) foram responsáveis pela grande maioria dos óbitos registrados no Brasil em 2014, sendo as doenças cardiovasculares (DCV), um tipo de DCNT, a principal causa de morbimortalidade no país. A associação da obesidade central, identificada por meio da circunferência de cintura (CC), a mais dois fatores de risco cardiovascular caracteriza a síndrome metabólica (SM). Esta síndrome promove um aumento nos riscos de mortalidade por causas gerais e cardiovasculares. Estratégias relacionadas ao estilo de vida vem sendo amplamente recomendadas para a prevenção e tratamento de eventos cardíacos e da SM, sendo a prática regular de atividade física tratada como um dos principais tratamentos não medicamentosos relacionadas a estas patologias. Algumas ocupações laborais apresentam características particulares, propícias ao desenvolvimento de complicações relacionadas à saúde geral e cardiovascular. Diante disso, a presente investigação objetivou avaliar a prevalência de fatores de risco para doenças cardiovasculares e síndrome metabólica em professores da educação básica da rede privada do município de Viçosa-MG. Para a análise dos dados, os resultados foram devidos em 3 capítulos, onde o capítulo 1 teve como objetivo avaliar a prevalência de SM e sua associação com os demais fatores de risco; o segundo capítulo objetivou avaliar a prevalência de sobrepeso e obesidade, além da associação de indicadores antropométricos de obesidade geral e central com fatores de risco cardiovascular; e por fim, o capítulo 3 objetivou avaliar o nível de atividade física por meio do número de passos, bem como sua relação com fatores de risco cardiovascular e indicadores antropométricos. Participaram do estudo 150 professores da educação básica da rede privada de Viçosa-MG, tendo como média de idade 40 +11 anos. Analisou-se o número de passos diários, massa corporal, estatura, índice de massa corporal (IMC), circunferência de cintura (CC), circunferência de quadril (CQ), circunferência abdominal (CA), relação cintura estatura (RCE), relação cintura-quadril (RCQ), Índice de conicidade (IC), Índice de adiposidade corporal (IAC), percentual de gordura corporal (%GC), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), glicose (GL), colesterol total (CT), lipoproteína de alta (HDL-C), baixa densidade (LDL-C), triglicerídeos (TG), colesterol não HDL, tabagismo e escore global de risco cardiovascular. Assim, a prevalência de SM foi de 28,7%, tendo como fatores mais frequentes, circunferência de cintura elevada, seguido pelo HDL-C baixo, hipertensão arterial, triglicerídeos elevados e diabetes mellitus, além disso houve associação da SM com o sexo, idade, estado nutricional, dislipidemias, hipertensão arterial, hiperglicemia e nível de atividade física. A prevalência de excesso de peso na população, pelo IMC, foi de 50%, sendo que 19% dos professores apresentaram obesidade. Houve associação positiva do IMC com os demais indicadores antropométricos, assim como para PAS, PAD, GL, HDL-C e TG. Os indicadores CA, RCQ, RCE se associaram positivamente com todas as variáveis analisadas, enquanto o IC só não se associou ao HDL-C. O %GC e IAC só apresentaram associação com GL e TG. Entre os docentes avaliados, 42% superaram os 10000 passos/dia de média, apresentando menores valores para as variáveis idade, IMC, CC, RCQ, RCE, IC, %GC, GL, CT e LDL-C. O número de passos apresentou correlação inversa e fraca com os indicadores CC, RCE e %GC. O único fator de risco que apresentou associação com a condição de baixo número de passos foi hipertensão arterial. Diante do exposto é possível concluir que a prevalência de SM nos professores da educação básica da rede privada foi ligeiramente inferior à registrada no Brasil, sendo a circunferência de cintura elevada o fator de risco mais encontrado, e o tabagismo o único fator de risco que não se associou a esta síndrome. Além disso, foi observado uma elevada prevalência de excesso de peso nos docentes, sendo esta semelhante à média nacional. O indicador de obesidade geral (IMC) apresentou associação com os principais fatores de risco cardiovascular, contudo, os indicadores de obesidade central (CA, RCE e RCQ) explicaram melhor as alterações sobre os parâmetros bioquímicos e pressóricos. Por fim, a maioria dos docentes foram classificados como insuficientemente ativos, onde aqueles que atingiram a recomendação mínima de 10000 passos por dia apresentaram menor idade, um melhor perfil antropométricos (IMC, CC, RCQ, RCE, IC, %GC) e bioquímico (GL, CT e LDL- C).Item Resposta termográfica da pele em exercícios realizados com diferentes segmentos corporais em remoergômetro(Universidade Federal de Viçosa, 2015-07-08) Silva, Alisson Gomes da; Marins, João Carlos Bouzas; http://lattes.cnpq.br/9280396059700907Esta dissertação foi proposta com o objetivo de analisar a resposta da temperatura da pele (TP ) em diferentes tipos de exercício realizados em remoergômetro, além de comparar os valores de TP obtidos por duas câmeras térmicas com diferente resolução. Para tal foram desenvolvidos três estudos. No primeiro estudo o objetivo foi comparar valores de TP de termogramas obtidos por duas câmeras com diferente resolução, além de verificar se as possíveis diferenças entre os instrumentos interferem na avaliação da simetria térmica das panturrilhas. Foram obtidos simultaneamente dois termogramas do corpo todo (anterior e posterior) com duas câmeras, sendo uma com resolução de 160 x 120 pixels (FLUKE) e a outra de 320 x 240 pixels (FLIR). Foram registrados os valores de TP máxima e média do abdômen, bíceps braquial, quadríceps, lombar, tríceps braquial e panturrilhas. Como resultado, a câmera de maior resolução apresentou maiores valores de TP em todas as comparações, sendo que em sete ocasiões as diferenças foram significativas. O viés médio variou de 0,22 °C a 0,64 °C. Não foi verificada diferença significativa entre as câmeras na comparação da diferença térmica bilateral, e o viés médio foi de 0,04 °C. Como conclusão, termogramas obtidos por câmeras termográficas de diferentes resoluções podem apresentar divergência nos valores de temperatura; porém, as diferenças não refletem em prejuízo na avaliação da simetria térmica bilateral das panturrilhas. No segundo estudo o objetivo foi analisar a resposta da TP antes, imediatamente após e durante o período de recuperação de três protocolos de exercício intenso realizados com diferentes segmentos corporais em remoergômetro. Os participantes foram submetidos a um teste máximo com distância de 2000 m (T2000m ) realizado com movimentação simultânea de membros superiores (MS) e inferiores (MI), seguido de testes realizados apenas com membros superiores (TMS) ou inferiores (TMI), todos com a mesma duração determinada pelo tempo obtido no T2000m . Foram obtidos termogramas do peitoral, dorsal superior, bíceps braquial, antebraço e quadríceps antes, exatamente após os testes e com 10, 20 e 30 minutos de recuperação (REC-10min, REC-20min, REC-30min). Não foi encontrada diferença significativa na TP em repouso quando cada RCI foi comparada entre si (p>0,05). Ao longo dos momentos foram observadas mudanças na TP em todas as RCI (p<0,001). As variações no peitoral foram equivalentes entre os três tipos de exercício (sem interação significativa, p=0,29), enquanto as demais áreas apresentaram respostas térmicas de diferente magnitude (interação significativa, p<0,001). A TP do peitoral reduziu após o exercício (p<0,05) e aumentou durante a recuperação (p<0,05 comparando com o momento pós-teste), sem retornar ao valor de repouso (p>0,05). A TP na região dorsal superior reduziu após os testes (p<0,05) e retornou ao repouso (p>0,05) no TMS (REC-10min) e no T2000m (REC-30min). No quadríceps foi observada uma redução após os três testes (p<0,05), contudo a TP retornou ao valor de repouso (p>0,05) no T2000m e TMI (REC-10min), enquanto no TMS a TP se manteve abaixo do baseline (p<0,05). No bíceps braquial e antebraço foi observado aumento na TP (p<0,05) mais pronunciado no TMS em relação ao T2000m, enquanto no TMI a TP no bíceps braquial permaneceu abaixo do repouso (p<0,05) e se restabeleceu no antebraço (p>0,05) com REC-10min. Como conclusão, o exercício intenso em remoergômetro realizado com diferentes segmentos corporais proporciona uma resposta térmica da pele específica e de diferente magnitude nas regiões corporais avaliadas. A forma de movimentação corporal interfere no padrão de respostas da TP quando a solicitação do quadríceps, dorsal superior e braço é alterada com as variações de exercício. No terceiro estudo o objetivo foi comparar a resposta da TP antes, imediatamente após e no período de recuperação de dois tipos de exercício, sendo um de curta duração e alta intensidade frente a outro de longa duração e moderada intensidade. Os participantes foram submetidos ao T2000m e a um protocolo de exercício moderado de carga constante. Foram obtidos termogramas do peitoral, abdômen, dorsal superior, lombar, bíceps braquial, antebraço, quadríceps, isquiotibiais e panturrilhas antes, exatamente após os protocolos e com REC-10min, REC-20min, REC-30min. Não foi encontrada diferença significativa na TP em repouso quando cada RCI foi comparada entre si (p>0,05), exceto no peitoral e dorsal superior (p<0,05). Ao longo dos momentos foram observadas alterações térmicas em todas as RCI nos dois protocolos de exercício (p<0,001). As variações no peitoral, dorsal superior e abdômen não foram equivalentes entre os exercícios (interação significativa, p<0,05), enquanto as demais RCI apresentaram respostas térmicas equivalentes entre os protocolos (sem interação significativa, p>0,05). Exatamente após os dois exercícios a TP reduziu em todas as RCI do tronco e membros inferiores, enquanto nos membros superiores a TP se manteve estável em relação ao repouso. Durante os 30 minutos de recuperação a TP retornou ao valor de repouso no quadríceps, isquiotibiais, dorsal superior e abdômen nos dois exercícios. Nas panturrilhas e lombar a TP permaneceu abaixo do valor de repouso enquanto nos membros superiores os valores elevaram acima do repouso durante a recuperação. O peitoral apresentou um restabelecimento térmico apenas no exercício moderado, enquanto no exercício intenso a TP permaneceu abaixo do valor de repouso. Em conclusão, o exercício intenso de curta duração e moderado prolongado em remoergômetro proporcionam respostas térmicas diferenciadas ao longo do tempo nas RCI do peitoral, dorsal superior e abdômen. Nas RCI do tronco e membros superiores as respostas térmicas são equivalentes entre os exercícios.
