Solos e Nutrição de Plantas

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    Fósforo em solos de fertilidade construída: capacidade tampão e disponibilidade.
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-06-27) Silva, Geovani do Carmo Copati da; Cantarutti, Reinaldo Bertola
    Solos brasileiros, sobretudo os do Cerrado, são altamente intemperizados, pobres em fósforo (P) disponível e apresentam grande capacidade tampão de fosfatos (CTP), comportando-se como “dreno” deste nutriente e limitando a produção vegetal. A adubação fosfatada contínua leva ao acúmulo de P, transformando o solo num sistema mais “fonte” e possivelmente reduzindo o tamponamento de fosfato e a importância dos seus indicadores para o entendimento da dinâmica do elemento. Para testar essa hipótese, foram avaliados os fatores Quantidade (Q), Intensidade (I) e Capacidade (FCP) de P em 28 solos, 14 de áreas de fertilidade construída (SFC), com P acima do nível crítico, e 14 de áreas nativas (SFN) coletados nos biomas Cerrado e Mata Atlântica. Foram determinados o potencial de fosfato monocálcico no solo (I) e os indicadores do FCP, como a CTP, a capacidade máxima de adsorção de fosfato (CMAP), a contante relacionada à energia de ligação, o fator capacidade máximo de P (FCPmáx), além do fósforo remanescente (P-rem) em cinco concentrações (15, 30, 45, 60 e 75 mg L¹). Também se determinou a concentração de enxofre no extrato de Mehlich-1 (S-M1) dos solos. Em casa de vegetação, cultivou-se milho por 40 dias em sete pares de solos (SFN e SFC), com e sem P aplicado, e quantificou-se a produção de matéria seca, teor e conteúdo de P na parte aérea e taxas de recuperação de P pela planta e pelos extratores Mehlich-1 e Resina, além do coeficiente de utilização. Nos SFC, em comparação aos respectivos SFN do mesmo local, observou-se reduções na CTP, CMAP, energia de ligação de P, FCPmáx e aumento nos valores de P-rem, evidenciando menor tamponamento. O P-rem, diferentemente da proporção de argila, se mostrou eficiente para detectar as alterações no FCP. Os valores de Io e o desgaste químico do extrator Mehlich-1 foram menores nos SFC, sobretudo naqueles originalmente mais tamponados, mas ainda se mostraram dependentes do FCP. Os SFC também apresentaram maiores teores de P disponível e proporcionaram maiores produção e acúmulo de P nas plantas, mesmo sem nova adubação, além de menor resposta ao fertilizante, evidenciando maior fator Quantidade (Q) de P. A constante relacionada à energia de ligação foi o único índice do FCP que se correlacionou fortemente com crescimento e acúmulo de P nas plantas cultivadas. Embora a produção vegetal tenha se tornado menos sensível ao tamponamento, tanto a recuperação de P pela planta quanto pelo Mehlich-1 permaneceram dependentes do FCP e os indicadores de eficiência de uso do P continuaram condicionados ao tamponamento. Os resultados confirmam que a construção de fertilidade altera a dinâmica do P, reduzindo a relevância do FCP para a produtividade, mas mantendo sua relevância na eficiência do uso do nutriente. Palavras-chave: Fósforo no solo; capacidade tampão de fosfato; P-remanescente; eficiência de uso do P; solos tropicais
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    Agri‘cultura’ que alimenta a terra: qualidade dos solos de quintais agroflorestais
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-06-30) Figueiredo, Luana de Pádua Soares e; Cardoso, Irene Maria; http://lattes.cnpq.br/3113872831492712
    O cultivo em quintais é uma das formas mais antigas de uso da terra. Os quintais podem ser definidos como sistemas agroflorestais, pois integram múltiplas espécies de plantas, dentre elas arbóreas e, às vezes, em associação com animais. Apesar da importância dos quintais, poucas pesquisas são realizadas sobre eles e, em geral, as que são feitas não tratam dos solos, em especial da qualidade e da vida destes solos. Objetivou-se compreender o funcionamento e avaliar a qualidade dos solos de quintais de forma dialogada com as agricultoras. Especificamente objetivou- se: i) identificar e analisar as informações e estratégias de manejo agroecológico de quintais realizadas por mulheres; ii) analisar as funções das espécies vegetais e a qualidade dos solos dos quintais agroflorestais utilizando etnoindicadores e; iii) promover o diálogo entre os conhecimentos acadêmicos e populares sobre o manejo do solo. A pesquisa foi realizada em parceria com o projeto GENgiBRe: Relação com a natureza e igualdade de gênero. Uma contribuição à teoria crítica a partir de práticas e mobilizações feministas na agroecologia no Brasil, uma cooperação entre a França e Brasil (Universidade Federal de Viçosa, Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata Mineira e a paulista Sempreviva Organização Feminista). No primeiro capítulo utilizou-se dados secundários das atividades do GENgiBRe realizadas com quinze famílias agricultoras dos municípios de Acaiaca, Divino e Simonésia na Zona da Mata. Nos demais capítulos, pesquisou-se com onze famílias agricultoras das comunidades rurais de Arruda, Curió, Jacinto e Pau de Cedro, localizadas em Viçosa, Minas Gerais. Metodologias participativas foram utilizadas para aprofundar os diálogos sobre a função, o manejo e o uso da terra. Para avaliar a qualidade dos solos utilizou-se etnoindicadores em onze quintais e, para efeito de comparação, em onze roças de milho. Indicadores físicos, químicos e biológicos foram avaliados em solos de três quintais (pomares) e três roças (milho) e de uma mata. Os teores de nutrientes, a densidade, a umidade e a acidez do solo, a capacidade de troca de cátions, a biomassa microbiana, frações da matéria orgânica, teores e estoque de carbono orgânico do solo e a fauna do solo foram avaliados. O manejo dos quintais era realizado majoritariamente pelas mulheres e as roças pelos homens. A adubação dos solos dos quintais foi realizada sem utilização de adubos químicos e agrotóxicos, mas com a utilização de resíduos orgânicos. Nas roças, adubação química e agrotóxicos, principalmente herbicidas, foram utilizados. Os principais etnoindicadores de qualidade do solo identificados foram a cor, a vegetação espontânea, a temperatura e a fauna edáfica. Os quintais possuem aproximadamente 30% de espécies arbóreas e diversidade superior quando comparados às roças. Da diversidade de plantas identificadas nos quintais, 80% foram associadas à alimentação, para consumo próprio ou doações. Os quintais possuem melhores qualidades biológicas, físicas e químicas em relação às roças de milho, com maiores teores de umidade, nutrientes e carbono em diferentes compartimentos da matéria orgânica. A fauna (epigeica e edáfica) também foi mais abundante e diversa nos quintais. As metodologias participativas utilizadas possibilitaram os diálogos e as trocas de saberes sobre a qualidade do solo. Os resultados permitem afirmar que os quintais agroflorestais promovem benefícios para humanos e não-humanos e são sistemas agroalimentares resilientes. Os quintais servem, por isto, como exemplos para conservação do solo e para desenhar agroecossistemas sustentáveis, principalmente frente às emergências climáticas. Os quintais possuem memórias culturais das pessoas que cuidam deles, principalmente as mulheres. Elas são guardiãs da biodiversidade e responsáveis por promover solos mais saudáveis. Palavras-chave: agroecologia; avaliação participativa; etnociências; etnoindicadores; fauna do solo; manejo ecológico do solo; matéria orgânica do solo; mulheres; saberes populares; sistemas agroalimentares resilientes
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    Tecno-solo construído com subproduto do beneficiamento da bauxita e aglomerante orgânico: produtividade vegetal da Urochloa decumbens e balanço de carbono
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-08-06) Vieira, Maria Carolina da Silva; Soares, Emanuelle Merces Barros; http://lattes.cnpq.br/7503876449368831
    O beneficiamento da bauxita - minério de alumínio - gera um subproduto com baixa concentração de sólidos, tradicionalmente destinado a barragens de rejeito, estruturas associadas a elevado risco de rompimento. Como alternativa, processos de desaguamento têm sido utilizados para obtenção de um subproduto sólido, denominado "torta de argila". Esse material é acrescido de resíduos orgânicos e recoberto com o topsoil decapeado da área pré-lavra, criando um solo artificial (tecno-solo) acima do estéril de fundo de mina. Apesar de aplicável na recuperação de áreas degradadas pela mineração, esse solo construído apresenta limitações físicas, químicas e biológicas, demandando estratégias para recuperar suas funcionalidades ecossistêmicas. A adição de resíduos orgânicos tem o objetivo de mitigar tais limitações, especialmente por meio do aumento do teor de matéria orgânica do solo (MOS), enquanto o uso do topsoil contribui com a reintrodução da biodiversidade nativa. O objetivo do estudo é avaliar o potencial do tecno-solo construído com torta de argila acrescida de diferentes porcentagens de cama de aviário, quanto à produtividade da Urochloa decumbens e ao balanço de carbono do sistema, em condições de campo, em área minerada em processo de reabilitação. O experimento foi conduzido em blocos ao acaso com três repetições. Os tratamentos consistiram em parcelas contendo o padrão atual de recuperação (topsoil + estéril) (T1) e tecno-solo construído com topsoil + torta de argila com adubação mineral + doses crescentes de cama de aviário (T2: 0, T3: 30, T4: 90 e T5: 160 g kg-1). Foi cultivada a U. decumbens. A avaliação do desempenho produtivo do tecno-solo e do balanço de C compreendeu: (i) a quantificação dos estoques de carbono (C) e nitrogênio (N) nas frações MOP e MOAM da MOS; (ii) a determinação dos estoques de C e N na massa de matéria seca de parte aérea e raiz da U. decumbens; (iii) a mensuração acumulada das emissões de CO2, CH4 e N2O; e (iv) a análise dos estoques de C e N nos lixiviados gerados. A partir disso, foi calculado o balanço de C do sistema em razão da dose de máxima eficiência econômica para a produção de mMS_PA. Essa dose ótima foi de 21,7 g kg-1 de cama de aviário, resultando em saldo positivo de 179,08 Mg ha-1 no balanço de carbono do sistema.Palavras-chave: matéria orgânica do solo; recuperação de área mineradas; equilíbrio ecossistêmico; cama de aviário.
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    Solo como fator chave no monitoramento da recuperação ambiental de áreas de influência da mineração de ouro
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-07-28) Rueda Diaz, Vivian Catherine ; Assis, Igor Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/4307565362985078
    A recuperação de áreas degradadas pela mineração no bioma Cerrado representa um desafio técnico e ecológico, especialmente considerando a importância econômica da atividade minerária no Brasil e a necessidade de alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Este estudo abordou, de forma holística, a avaliação e o monitoramento da recuperação ambiental de áreas mineradas, integrando a revisão sistemática de metodologias, a avaliação de técnicas de restauração e o desenvolvimento de ferramentas específicas de monitoramento, com o objetivo de propor uma abordagem científica robusta e abrangente para a gestão da recuperação dessas áreas no Cerrado. A presente dissertação integrou três capítulos: sendo o primeiro capítulo uma revisão sistemática da literatura sobre metodologias de construção do Índice de Qualidade do Solo (IQS) em recuperação de áreas mineradas; o segundo capítulo aborda o monitoramento em campo de técnicas de restauração em área de empréstimo por mineração de ouro no sudeste do Brasil (Paracatu, Minas Gerais); e o terceiro trata do desenvolvimento de um Índice de Qualidade da Recuperação (IQR) específico por médio da análise de 38 atributos do solo e três da vegetação em áreas de empréstimo e pilhas de estéril com históricos do processo de recuperação. A revisão sistemática indicou a predominância do modelo aditivo ponderado (81%) e o uso do Conjunto Mínimo de Dados (MDS), obtido via Análise de Componentes Principais (ACP), em 65% dos estudos. As funções de pontuação mais utilizadas foram as sigmoidais (35%), e 54% das pesquisas adotaram ecossistemas nativos como referência. Os atributos químicos foram os mais recorrentes nos IQS, com destaque para pH, matéria orgânica, fósforo e potássio, enquanto os indicadores biológicos, apesar de sua alta sensibilidade ao estresse ecológico, ainda são pouco utilizados. A avaliação de campo, realizada entre 14 e 15 anos após a implantação das técnicas de restauração, identificou 29 espécies pertencentes a 17 famílias em três áreas restauradas (A4, A5 e A6), comparadas a dois ecossistemas de referência: uma fitofisionomia de Cerrado stricto sensu e uma pastagem com Uruchloa sp. A combinação do plantio de mudas com as técnicas de enriquecimento e transposição de topsoil promoveu, após 15 anos, promoveu aumentos na densidade de indivíduos, na diversidade e na riqueza de espécies lenhosas nativas do Cerrado nas áreas em processo de restauração. Essas áreas se caracterizaram por indicadores ecológicos positivos e níveis de estoques de carbono similares aos do Cerrado nativo. A similaridade florística entre as áreas A4 e A6 reforça a importância de alinhar os indicadores aos objetivos específicos da restauração. O desenvolvimento do IQR, realizado na mesma área de estudo, envolveu três áreas de empréstimo e duas áreas de disposição de estéril: uma com (PAF) e outra sem (NAF) material com potencial de geração de drenagem ácida. A seleção do conjunto mínimo de dados por meio de ACP revelou predominância de atributos químicos (74%). As áreas A4, A5, A6 e NAF apresentaram valores de IQR entre 0,81 e 0,87 em comparação com o Cerrado de referência, evidenciando avanços nos processos de recuperação em direção à restauração ecológica. Em contrapartida, a área PAF apresentou valor inferior (IQR < 0,38), associado ao potencial de geração de drenagem ácida e aos elevados teores de elementos potencialmente tóxicos. A integração dos resultados demonstrou que o IQR é uma ferramenta promissora para o monitoramento da recuperação de áreas mineradas, sendo essencial adaptar sua aplicação aos objetivos locais de recuperação e incorporar indicadores biológicos e vegetais. O IQR desenvolvido demonstrou eficácia como ferramenta de monitoramento ambiental, com a biomassa lenhosa emergindo como um componente-chave do índice, contribuindo significativamente para o aprimoramento das práticas de recuperação de áreas degradadas pela mineração no Cerrado. Palavras-chave: Índice de Qualidade do Solo; Índice de Qualidade de recuperação; restauração ecológica; Cerrado; monitoramento ambiental; mineração; drenagem ácida.
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    Soil tillage, fertilization, and conservation practices for improving coffee yield, quality, and sustainability in Brazil
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-07-04) Calvache, Diego Fernando Arcos; Mattiello, Edson Marcio
    Coffee cultivation in Brazil occurs under a wide range of edaphoclimatic and topographic conditions, necessitating site-specific soil management strategies to ensure sustainable productivity. This doctoral thesis aimed to evaluate the effects of deep soil tillage, organic and mineral fertilization, and land-shaping practices on soil fertility, nutrient dynamics, root development, nutrient export, and coffee productivity (Coffea arabica and Coffea canephora) in different cultivars under contrasting environmental conditions. The first chapter investigated the influence of deep tillage, combined with organic and mineral fertilization, on root development, carbon dynamics, and biological activity in a cohesive soil under Coffea canephora cultivation. The results showed that deep tillage significantly promoted root system expansion, especially in deeper soil layers, increased carbon stocks, and enhanced biological activity throughout the soil profile, contributing to a more resilient rhizosphere environment. The second chapter focused on a Coffea arabica production system under both irrigated and rainfed conditions. It was observed that deep tillage, in combination with organic and mineral inputs, improved nutrient availability, enhanced soil fertility throughout the soil profile, and increased coffee yield. These findings reinforce the importance of integrating physical and nutritional soil management regardless of water availability. In the third chapter, nutrient export via harvested beans was quantified in different Coffea arabica cultivars grown in the Cerrado Mineiro. It was found that nutrient export by coffee fruits in this region is more strongly influenced by yield levels than by genotypic differences among cultivars. The final chapter presents a technical bulletin on the use of bench terraces for coffee cultivation in mountainous areas. It outlines the principles of topographic surveying, terrace design, and construction, with a focus on soil conservation practices and practical recommendations for the sustainable implementation of this technique in sloped landscapes. Taken together, the results of this thesis demonstrate that the adoption of integrated soil management practices, including deep tillage, the use of organic inputs, mineral fertilization, and conservation-oriented terracing, contributes to improved soil fertility, enhanced root performance, greater nutrient use efficiency, and sustained coffee productivity across diverse agricultural zones in Brazil.Keywords: Coffea arabica, Coffea canephora, terracing, cattle manure, nutrient extraction
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    Indicadores pedológicos na dinâmica do verdor no semiárido brasileiro
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-05-25) Oliveira, Tatiana Custódio de; Souza, José João Lelis Leal de; http://lattes.cnpq.br/2313655722811721
    Áreas em processos de desertificação estão se expandindo em todo o mundo, e as regiões áridas e semiáridas como as do Nordeste brasileiro são as mais suscetíveis a este tipo de degradação devido a diferentes fatores, sejam eles antrópicos e/ou naturais. O presente estudo teve como objetivo compreender os efeitos da desertificação nas propriedades físico-químicas do solo, bem como identificar as variáveis mais importantes para predizer sua suscetibilidade à desertificação. Para isso, utilizou-se um banco de dados de perfis de solo coletados nos últimos cinco anos. Ao todo foram selecionados 92 perfis de solos da região do Cariri Paraibano e Seridó Potiguar, que são as porções mais secas da Caatinga e com maior concentração de municípios suscetíveis à desertificação. A partir de uma série temporal entre janeiro de 2001 a dezembro de 2023, e por meio de imagens da coleção MODIS/061/MOD13Q1 foram identificados os estados iniciais da vegetação (alto ou baixo verdor) e três tendências (ganho de verdor, perda de verdor ou estável) totalizando seis classes: degradado com perda de verdor, degradado com ganho de verdor, degradado estável, conservada com perda de verdor, conservada com ganho de verdor e conservada estável. Foi identificado que as áreas conservadas não possuem maior fertilidade natural, diferentemente do que esperaríamos para aquelas que não passam por um processo de intemperismo intenso. O mesmo foi identificado para as áreas degradadas com ganho de verdor que também não possuem fertilidade natural acima de 50% e apresentam solos moderadamente ácidos. Palavras-chave: perda de verdor; ganho de verdor; desertificação; indicadores pedológicos; semiárido brasileiro.
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    Agricultura regenerativa em solo arenoso na caatinga e sua relação de convivência com o semiárido: um novo “olhAR” para o “SERtão”
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-04-25) Mamede, Tainã Cadija Almeida de; Fernandes, Raphael Bragança Alves; http://lattes.cnpq.br/8100271628714012
    O semiárido apresenta condições edafoclimáticas específicas demarcadas pelo bioma Caatinga. Neste ambiente, os solos arenosos, frequentemente apresentam pouca profundidade e baixa ou ausente estabilidade dos agregados, características que acentuam a susceptibilidade à erosão e a degradação. Neste cenário, práticas de convivência com a seca são relevantes e pouco se conhece sobre o efeito de manejos regenerativos sobre a qualidade desses solos e a manutenção da agrobiodiversidade, os quais constituem fatores importantes para potencializar as funções ecossistêmicas do solo. Diante do exposto, o presente estudo objetivou avaliar os fatores determinantes da qualidade do solo na região semiárida quando submetido ao manejo regenerativo, e seus efeitos sobre a manutenção da agrobiodiversidade. O estudo foi dividido em quatro capítulos, todos executados na região do semiárido do estado da Bahia. O capítulo 1 “Diversidade vegetal e indicadores de qualidade do solo no contexto da agricultura regenerativa de base agroecológica no Semiárido brasileiro” consistiu em identificar a cobertura vegetal agrícola e os indicadores de qualidade do solo sensíveis ao manejo regenerativo de base agroecológica, bem como suas alterações em comparação a sistemas convencionais de plantio e a mata nativa como área de referência. Para tal, foram feitas análise química para fins de fertilidade, análise física e análise biológica, incluindo o estudo de diversidade da cobertura vegetal agrícola. A área de manejo regenerativo foi a que apresentou melhor desempenho dos indicadores de qualidade do solo. O capítulo 2 “Fungos micorrízicos arbusculares (FMA) em resposta ao manejo regenerativo de solos arenosos no bioma Caatinga no nordeste do Brasil.” visou avaliar a ocorrência de espécies e a densidade de esporos de FMA em um sistema de manejo regenerativo (MR) e convencional (MC) no semiárido, bem como em uma área de vegetação nativa com fragmento de Caatinga (CA) e relacionar com as propriedades de solo e as espécies vegetais. A fertilidade do solo e a biodiversidade parece ter tido importante influência na resposta da atividade dos FMA. O capítulo 3 “Espectrorradiometria de solos arenosos na perspectiva da agricultura regenerativa no bioma caatinga” avaliou a resposta espectral de solos na avaliação de diferentes sistemas de manejo regenerativo no semiárido. Os espectros obtidos foram capazes de diferenciar os tratamentos, especialmente aqueles com incremento de matéria orgânica a partir do manejo regenerativo. O capítulo 4 “Relações de convivência com a seca pela agricultura regenerativa de base agroecológica na ótica do metabolismo social agrário no semiárido brasileiro: considerações iniciais como incentivo a agroecologia no sertão” visaram obter respostas preliminares acerca das estratégias de convivência com a seca de um organismo agrícola. Os resultados mostraram que o fluxo interno de energia está sendo alimentado em maior proporção pela biomassa seca daquilo que está sendo reinvestido a partir do funcionamento ecológico do organismo agrícola, resultando assim em um índice PPL - EROI positivo. Palavras-chave: Permacultura; Agroecologia; Policultivo Manejo regenerativo; Solos arenosos; Permacultura; Policultivo.
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    Antrossolos de terrazas no Deserto do Atacama: caracterização e uso de um patrimônio material e cultural andino
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-05-26) Rosa, Fabricio Morais; Schaefer, Carlos Ernesto Goncalves Reynaud ; http://lattes.cnpq.br/3637513959132276
    Este estudo examina o conhecimento agrícola tradicional e as práticas de manejo do solo das populações indígenas no Deserto do Atacama, com foco nos Lican Antai (Atacameños) e suas técnicas agrícolas sustentáveis, por meio das terrazas (Andenes), em condições áridas extremas. A pesquisa combina os preceitos dos métodos etnopedológicos com a caracterização pedológica para documentar e compreender como as práticas agrícolas ancestrais e atuais, influenciam propriedades químicas, físicas e mineralógicas destes solos, permitindo assim que essas comunidades prosperassem em um dos lugares mais secos da Terra. O primeiro capítulo investiga os Anthrosols do Deserto do Atacama, analisando como as populações tradicionais transformaram os solos através da agricultura ao longo de alguns séculos. Amostras de solo de seis vilarejos foram coletadas e analisadas quanto à granulometria, matéria orgânica, nutrientes, condutividade elétrica e mineralogia. Os resultados revelam três principais processos de antrossolização: a construção das terrazas com materiais selecionados, irrigação com água de degelo andina para suprir a necessidade das plantas sem induzir salinização e a adição de esterco animal, que aumenta significativamente o conteúdo de matéria orgânica dos solos e auxilia na ciclagem de nutrientes. Essas práticas melhoraram a estrutura do solo, a retenção de água e a fertilidade, indicando que o manejo tradicional desses solos desempenha um papel fundamental na agricultura sustentável em ambientes áridos. A análise mineralógica da fração argila destacou a presença de carbonatos secundários em alguns solos cultivados, provavelmente como resultado da irrigação, ilustrando ainda mais o impacto das intervenções humanas nas propriedades do solo. O segundo capítulo foca nos terraços agrícolas mantidos pelos agricultores Lican Antai, documentando suas sofisticadas práticas de manejo da água e do solo. Por meio de entrevistas abertas baseadas nos preceitos etnopedológicos e análise quantitativa do solo, esta pesquisa revela como os sistemas tradicionais de irrigação, regulamentados por autoridades locais como as directivas e o Juez de Agua, foram cruciais para sustentar a produção agrícola. Apesar dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, incluindo a redução da neve e precipitações irregulares, esses sistemas continuam a funcionar com base em séculos de conhecimento tradicional indígena. Ao debruçar pelas práticas de manejo do solo, mostra-se que as práticas agrícolas tradicionais, como rotação de culturas, pousio sazonal e fertilização orgânica, melhoram a fertilidade do solo e promovem a saúde a longo prazo, com maiores teores de matéria orgânica, pH e condutividade elétrica estáveis. O estudo também enfatiza as dimensões espirituais e culturais do manejo agrícola, com o culto à deusa Pachamama, que representa o ambiente, e rituais como a limpia de canales, refletindo uma profunda conexão entre a cosmovisão Lican Antai e suas práticas agrícolas. Essa dissertação destaca a relação intrincada entre o conhecimento tradicional, o manejo sustentável do solo e da água e a resiliência dessas comunidades diante das mudanças climáticas. Palavras-chave: manejo ancestral; agricultura; conhecimento indígena; Inca; antrossolização; salinização; matéria orgânica.
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    Eficiência nutricional e aspectos fisiológicos de mudas de espécies arbóreas nativas em resposta à disponibilidade de nutrientes
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-03-25) Ferraz, Karin da Costa Ribeiro; Fernandes, Raphael Bragança Alves; http://lattes.cnpq.br/6646497446556365
    Com a crescente demanda pela produção de espécies nativas para se alcançar os objetivos globais de recuperação de áreas degradadas, faz-se necessário estudos aprofundados sobre a demanda nutricional dessas espécies e suas potencialidades. O presente estudo investigou a influência da disponibilidade de nutrientes no solo sobre a fisiologia e o crescimento de nove espécies nativas submetidas ao crescimento em níveis crescentes de NPK, com foco na eficiência fotossintética, produção de biomassa e estratégias de utilização de nutrientes. Os resultados indicaram que a fertilização não impacta significativamente a eficiência fotossintética ou o acúmulo de pigmentos e açúcares, sugerindo que essas espécies possuem mecanismos adaptativos eficientes para lidar com diferentes condições nutricionais. Algumas espécies, como Copaíba, Saboneteiro e Ipê Felpudo, ajustaram sua fotoproteção conforme o aumento de nutrientes, enquanto Paineira e Cedro demonstraram maior sensibilidade ao estresse por desbalanço nutricional . A produção de biomassa variou conforme a estratégia de crescimento das espécies. Espécies de crescimento rápido, como Timbaúva e Paineira, apresentaram maior desenvolvimento radicular, favorecendo a estabilidade do solo e a absorção de nutrientes, tornando-as indicadas para as fases iniciais de recuperação de áreas degradadas. Espécies de crescimento intermediário, como Cedro e Cássia-Rosa, destacaram-se pela formação de copas densas, podendo auxiliar na criação de microclimas favoráveis à regeneração. Já espécies de crescimento lento, como Ipê Roxo e Angico-Vermelho, demonstraram menor produção de biomassa, mas maior adaptação a solos pobres e maior resistência estrutural. A eficiência de utilização de nutrientes variou entre as espécies. Paineira destacou-se pelo uso eficiente de nitrogênio, enquanto Ipê Felpudo e Ipê Roxo demonstraram maior eficiência na absorção e translocação de fósforo e potássio. A Timbaúva, por ser leguminosa, apresentou potencial para fixação biológica de nitrogênio, reduzindo a necessidade de fertilização externa. A análise de agrupamentos funcionais revelou três grandes estratégias: pioneiras de rápido crescimento e alta eficiência de utilização (Paineira e Timbaúva), espécies não pioneiras de crescimento lento, mas eficientes na absorção e translocação de nutrientes (Ipê Felpudo e Ipê Roxo) e leguminosas adaptadas à absorção e translocação de fósforo (Angico-Vermelho e Cássia-Rosa). Os resultados encontrados reforçam a importância de considerar a eficiência nutricional e o papel ecológico das espécies na escolha de mudas para projetos de restauração ambiental. A seleção de espécies adaptadas a solos de baixa fertilidade pode reduzir custos com fertilização e promover maior resiliência dos ecossistemas restaurados. Além disso, estudos de longo prazo são recomendados para avaliar a persistência dos efeitos nutricionais ao longo do desenvolvimento das plantas e sua interação com outros fatores ambientais, como o sombreamento e estresse hídrico. Palavras-chave: espécies erbóreas nativas brasileiras; eficiência de uso de nutrientes; recuperação de ecossistemas degradados.
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    Assessment of rehabilitation process in post-dam-collapse and post-mining sites: the role of technogenic soils and pedogenetic evidence
    (Universidade Federal de Viçosa, 2025-07-03) Imbaná, Rugana; Assis, Igor Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/6066671110381174
    In an era marked by global environmental disturbance and profound socio-ecological transformation, the United Nations' 17 Sustainable Development Goals (SDGs) present an unprecedented vision for a just and sustainable future. However, amidst overlapping crises—climate change, resource scarcity, and biodiversity loss—questions of priority, trade-offs, and feasibility remain unresolved, particularly within the contested framework of the Anthropocene. This doctoral thesis explores one such paradox: the urgent need to restore ecosystems degraded by mining and industrialization, even as these activities remain essential to the energy transition itself. Focusing on Technosols—engineered or derived from anthropogenic materials—this research examines their ecological functionality and potential as tools for sustainability in post-dam-collapse and post-mining contexts. Drawing on fieldwork across Brazil and Poland, the thesis comprises three integrative studies that assess Technosols from physical, chemical, biological, and micromorphological perspectives. The first study, based in Brumadinho (Brazil), evaluates a constructed Technosol at the “Marco Zero” area, where lateritic waste and topsoil were combined to jumpstart ecological restoration following the 2019 B1 dam collapse. Over a 2.5- year period, modest but significant gains in microbial activity and nutrient cycling suggest that Technosols can facilitate ecological recovery when coupled with sustained management and monitoring. The second study investigates Technosol performance in the hydrologically dynamic Pantanal biome. Using a customized Rehabilitation Quality Index (RQI), seasonal analyses showed improved ecosystem similarity to reference areas during the rainy season and significant vulnerabilities during the dry period, highlighting the importance of climate-responsive post-mining restoration design in the highlands of the Pantanal tropical wetland systems. The third study shifts to a temperate European context, where Spolic Technosols derived from sulfide-rich mining waste in southern Poland were analyzed micromorphologically. Despite their recent formation (dating back up to 200 years), these technogenic soils exhibit pedogenic features such as clay illuviation and iron oxide coatings, providing evidence of slow but ongoing soil-forming processes and hinting at the long-term viability of Technosols, even in acidic, metal-rich substrates. Together, these three studies contribute to a nuanced understanding of Technosols not as inert substrates but as dynamic systems capable of evolving ecological functionality. By bridging macro- and microscale indicators, this doctoral thesis advances theoretical frameworks in soil science and restoration ecology while offering actionable insights for post-industrial land management. It argues for restoration approaches that are locally grounded, climate-adapted, and socially informed—essential considerations in a world where the boundaries between natural and anthropogenic systems are increasingly blurred. In summary, this doctoral research explains how engineered and derived soils from anthropogenic materials, when carefully designed and monitored, can transform degraded environments into thriving, functional ecosystems. In doing so, it reframes waste not as an endpoint, but as a beginning—an opportunity for ecosystem rehabilitation and resilience in the Anthropocene. Keywords: Technosols; Ecological restoration; Anthropocene.