Microbiologia Agrícola
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Item Efeito de choques térmico e ácido na resistência de Lactobacillus UFV H2b20 em leite em pó(Universidade Federal de Viçosa, 2001-11-05) Furtado, Waléria Cristina de Arruda; Moraes, Célia Alencar de; http://lattes.cnpq.br/6073903060440473Os efeitos do choque térmico, 50 o C por 30min, e do choque ácido, em pH3,5 por 2h e 30min a 37 o C, na sobrevivência de Lactobacillus UFV H2b20 à desidratação em “spray dryer” a 180 o C e na resistência a condições ambientais foi estudado. Em relação ao controle, em leite contendo 10% EST após o processamento do leite em pó, observou-se que tanto o choque térmico quanto o choque ácido conferiram às células maior tolerância ao processo de desidratação testado, sendo a diferença na sobrevivência de quase 2 ciclos logarítmicos. Fica demonstrado o efeito protetor do choque térmico e do choque ácido ao tratamento a 65 o C, por 20min, em que o controle, cerca de 10 3 UFC/ml, não logrou sobrevivência, enquanto as células pré-tratadas sofreram redução de apenas 2 ciclos logarítmicos. O mesmo efeito protetor ao tratamento em pH2,5 por 2h e 30min foi observado. No tratamento em 0,8mg/ml de lisozima por 60min não foi verificado efeito protetor ou deletério desses pré-tratamentos. No tratamento com 1% de sais biliares, verifica-se maior sobrevivência do controle quando comparado com as amostras pré-tratadas. Houve sobrevivência de 10% xdas células do controle e 1% das células pré-tratadas, nos primeiros 30min de exposição. Nas células submetidas ao choque ácido, houve efeito deletério nos primeiros 30min e efeito protetor nos demais períodos demonstrando seu efeito protetor na manutenção do número de células sobreviventes a esse tratamento. Observou-se melhor efeito do tratamento com ácido, quando comparado ao choque térmico.Item Comunidades microbianas e qualidade do solo em povoamentos de eucalipto(Universidade Federal de Viçosa, 2008-08-14) Campelo, Isabella de Souza Gomes; Tótola, Marcos Rogério; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727020U4; Neves, Júlio César Lima; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783076D4; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4765505P8; Barros, Nairam Félix de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783694P8; Silva, Gualter Guenther Costa da; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4794184J8Este trabalho teve como objetivo geral avaliar conjuntos de indicadores físicos, químicos e microbiológicos e analisar a diversidade e estrutura das comunidades microbianas do solo de modo a inferir sobre a Qualidade do Solo. Alterações na estrutura e função das comunidades microbianas e da qualidade do solo, decorrentes do uso do solo com a cultura do eucalipto no Brasil ainda são pouco conhecidos. Com objetivo de analisar essas alterações, o trabalho foi realizado na região do Vale do Rio Doce MG, abrangendo quatro locais climáticos distintos e diferentes classes de solo, Latossolo e Cambissolo, com amostragem em duas épocas, na estação seca e na de chuvas. Foram selecionadas áreas de povoamentos de eucalipto a partir do terceiro ciclo de cultivo, e de matas nativas em Virginópolis, Belo Oriente (Rio Doce), Cocais e Santa Bárbara. Nessas áreas, o conjunto de indicadores microbiológicos e bioquímicos a ser utilizado para a determinação de índices de qualidade do solo deve ser constituído por um número mínimo de indicadores, a saber: o carbono da biomassa microbiana, o quociente microbiano, a taxa de respiração basal, a atividade de fosfatase ácida, o nitrogênio mineralizável e o nitrogênio da biomassa microbiana. Os indicadores microbiológicos e bioquímicos mostraram-se sensíveis para detectar diferenças quanto às classes de solo. Na avaliação do efeito do uso da terra dentro de cada combinação de classe de solo e de cada região, a freqüência de efeitos significativos (p < 0,10) do uso da terra, considerando a classe de solo Latossolo, foi maior para o carbono da biomassa microbiana (75 %) e a atividade da fosfatase ácida (75 %) e, em Cambissolo foi maior para o nitrogênio mineralizável (75 %) e o nitrogênio da biomassa microbiana (50 %). Na estação de chuvas essa freqüência foi maior para a taxa de respiração basal, nitrogênio mineralizável e atividade da fosfatase ácida, todos com 50 %, enquanto na estação seca carbono da biomassa microbiana, nitrogênio mineralizável e o quociente microbiano foram os mais sensíveis para detectar a ocorrência de mudanças. A freqüência de efeitos significativos (p < 0,10) correspondeu a 75 % com estes indicadores. A constatação de variação sazonal nos valores dos indicadores microbiológicos demonstra a necessidade da realização de campanhas de amostragem durante os períodos característicos das estações do ano, para melhor definição do conjunto de indicadores microbiológicos a ser utilizado para avaliação da qualidade do solo. A Eletroforese em Gel com Gradiente Desnaturante (DGGE) com o uso de iniciadores grupo-específico para Firmicutes mostrou-se com maior sensibilidade para detectar diferenças causadas pelo efeito do uso da terra, com aumento da diversidade em solos sob eucalipto. Também foi sensível para detectar diferenças sutis nas classes de solo Latossolo e Cambissolo, com menor diversidade para solos da classe Cambissolo. A DGGE com o uso de grupos de iniciadores específicos para g -Proteobacteria, leveduras e fungos mostrou-se sensível para detectar diferenças quanto ao uso da terra e classe de solo. O uso de iniciadores grupo- específico aumentou a sensibilidade da técnica de DGGE para avaliar o efeito do uso da terra com a cultura do eucalipto.Item Diversidade de bactérias endofíticas em frutos de café(Universidade Federal de Viçosa, 2008-03-14) Cordero, Alexander Francisco Perez; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; Costa, Maurício Dutra; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728228J5; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Queiroz, Daniel Marçal de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783625P5; Pereira, Antonio Alves; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4780579Y1O objetivo do presente trabalho foi estudar a diversidade de bactérias endofíticas associadas aos frutos em quatro cultivares de Coffea arabica L., em diferentes altitudes na Zona da Mata Norte, Minas Gerais, Brasil. As amostras de frutos sadios, no estádio cereja, foram coletadas em lavouras de Catuaí Amarelo, Catuaí Vermelho, Bourbon Amarelo e Bourbon Vermelho. O isolamento e a quantificação de bactérias dos frutos foram realizados em meio de cultura R2A, estabelecendo-se uma coleção de culturas de bactérias endofíticas e epifíticas de frutos de café no Laboratório de Ecologia Microbiana (LEM) do Departamento de Microbiologia com 381 isolados, dos quais 134 de endofíticas. Entre essas foram identificados e descritos 48 morfotipos, que constituíram o universo-base para o presente estudo. A identificação fenotípica foi por características culturais e análises de ésteres metílicos de ácidos graxos (FAME) pelo sistema de identificação Sherlock®(MIDI). O estudo das endofíticas cultiváveis foi realizado com dados do seqüenciamento direto de amplicons obtidos por PCR, enquanto que para o das não-cultiváveis foram utilizados primer específicos para grupos de bactérias de três filos, Proteobacteria classes, α, β e γ, Firmicutes e Actinobacteria, sendo os produtos do Nested-PCR analisados por eletroforese em gel de gradiente desnaturante (DGGE). Nas amostras de café cereja a altitudes entre 676 até 1.187 m, as densidades de endofíticas variaram, em UFC.fruto-1, de 2,93 x 104 a 6,2 x 106 em Catuaí Amarelo; 7,6 x 104 a 6,0 x 106 em Catuaí Vermelho; 1,24 x 104 a 1,35 x 106 em Bourbon Amarelo e 4,6 x 104 a 2,69 x 106 em Bourbon Vermelho. As médias de densidades populacionais de bactérias endofíticas, em relação a cultivares e à altitude, diferiram (p<0,05) entre si. Os maiores valores das médias a altitudes superiores a 1.000 m, em Catuaí Vermelho e Bourbon Vermelho, diferiram (p<0,05) das de Catuaí, Amarelo e Vermelho à 676 m . A correlação simples por Pearson mostrou relação positiva (p<0,05) entre as contagens e altitude. As endofíticas cultiváveis foram identificadas com base no perfil FAME/MIDI como sendo de isolados de Curtubacterium flaccumfaciens betae/oortii (LEM CA16, LEM CV20, LEM CA25 e LEM CA28), Brevibacterium epidermis/oidium (LEM BV41), Microbacterium barkeri (LEM CA26 e LEM BV37), Microbacterium luteolum (LEM CA01), Pectinobacterium carotovorum/carotovorum (LEM CA30, LEM CV35, LEM BV38, LEM BA43 e LEM BA45), Pseudomonas putida biótipo A (LEM BA47), Salmonella typhymurium GC grupo B (LEM CV19), Staphylococcus simulans (LEM CV23) e Bacillus sp. (LEM CV24). A análise filogenética com uso de seqüências de rDNA 16S mostrou, para o isolado LEM CV24 uma maior identidade com Bacillus niacini AJ21160.1, enquanto o LEM BV39 correspondeu a Enterobacter amnigenus EU340927.1, e os isolados LEM CA01 e BV37 a Microbacterium sp. Das bactérias endofíticas associadas a cultivares de café, P. carotovorum/carotovorum, S. typhymurium, B. epidermis/oidium, S. simulans, B. niacini e E. amnigenus, são relatadas pela primeira vez como endofíticas em frutos de cafeeiros arábica. As análises de diversidade de bactérias totais, endofíticas e epifíticas, por PCR-DGGE utilizando o primer universal (F948GC/R1378), revelaram a presença de 80 unidades taxonômicas operacionais (UTOs), enquanto a riqueza de endofíticas correspondeu a 64 UTOs. Entretanto, com a utilização de grupos de primer específicos, Nested PCR, a diversidade de bactérias endofíticas correspondeu a uma riqueza de 110 UTOS para o filo Firmicutes, 71 para γ- Proteobacteria e 50 UTOs para Actinobacteria. A constatação da existência de diversidade de endofíticas em C. arábica evidencia a urgência de estudos funcionais desta microbiota, especialmente com relação a compostos precursores de aroma, sabor e acidez, de interesse para produção comercial de cafés de qualidade superior.