Microbiologia Agrícola
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Item Análise de região codificadora de rRNA de Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20: Filogenia e presença de seqüência de inserção putativa(Universidade Federal de Viçosa, 2003-03-31) Floresta, Fernanda Arruda; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4737013P7; Queiroz, Marisa Vieira de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785812Z5; Barros, Everaldo Gonçalves de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781285J6; Tótola, Marcos Rogério; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727020U4; Passos, Flávia Maria Lopes; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781817D3O estudo de filogenia baseado em seqüências de rDNA de Lactobacillus UFV H2b20 mostrou que esse microrganismo foi agrupado entre as subespécies de Lactobacillus delbrueckii. Este resultado confirma a nova classificação do isolado, baseada na hibridização DNA-DNA. A análise das substituições de bases mostra que a maioria é causada pela desaminação da 5-metilcitosina, o que causa uma transição GC/AT. A técnica PCR-DGGE de L. delbrueckii UFV H2b20 demonstrou resultados satisfatórios na análise de polimorfismos do operon rrn em microrganismos isolados. Foram encontradas cinco bandas diferentes para o L. delbrueckii UFV H2b20, confirmando a presença de cinco cópias distintas do rDNA 16S nesse microrganismo e possivelmente seis no total. O isolado L. delbrueckii UFV H2b20 apresentou um perfil de bandas diferente das outras linhagens de Lactobacillus, o que poderá ser utilizado para diferenciá-lo dos demais, uma vez que outros métodos baseados em PCR, como RAPD, mostram-se pouco discriminatórios. A análise das seqüências da região do rDNA 16S revelou uma seqüência de inserção putativa, de 915 pb, que foi caracterizada e denominada ISLdH2b20. Ela apresenta uma única ORF e codifica uma transposase putativa que apresenta homologia com a transposase de ISL5. Todos os elementos característicos de uma IS foram identificados bem como as seqüências regulatórias putativas da transposase.Item Archaea como componentes da microbiota endofítica de frutos do cafeeiro(Universidade Federal de Viçosa, 2009-07-13) Oliveira, Marcelo Nagem Valério de; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Costa, Maurício Dutra; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728228J5; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://lattes.cnpq.br/2492455472688118; Tótola, Marcos Rogério; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727020U4; Caixeta, Eveline Teixeira; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728636Z7Este é o primeiro estudo de diversidade genética da comunidade de Archaea associada a frutos de café (Coffea arabica L.). Ele foi realizado em amostras de frutos no estádio cereja das cultivares Bourbon Amarelo, Bourbon Vermelho, Catuaí Amarelo, Catuaí Vermelho e Catucaí Vermelho, em diferentes altitudes. A diversidade de arqueas presentes durante a secagem natural de grãos despolpados em terreiro revestido com cimento também foi estudada. A adição de proteases durante a etapa de lise celular para extração de DNA metagenômico de frutos de café propiciou melhor recuperação de DNA de Archaea. A maior resolução da diversidade na comparação de diferentes regiões hipervariáveis do rDNA 16S por DGGE foi obtida quando se utilizou a região V3 para a amostra da cultivar Catucaí Vermelho em altitude de 936m. A análise da comunidade endofítica de Archaea em quatro cultivares de C. arabica revelou um variado perfil genotípico entre as amostras. Três amostras que apresentaram perfis de DGGE distintos entre si foram escolhidas para construção de bibliotecas de rDNAs 16S. O sequenciamento de 63 clones revelou a existência de 12 UTOs e a prevalência de sequências relacionadas ao filo Euryarchaeota, principalmente de arqueas halofílicas dos gêneros Halobacterium, Halococcus e Haloferax. Ainda no filo Euryachaeota, foram identificadas sequências com alta identidade com Methanobrevibacter, com a hipertermófila Thermoplasma e com sequências relacionadas à arqueas não cultiváveis de ambiente marinho. Das quatro sequências pertencentes ao filo Crenarchaeota, três agruparam filogeneticamente com sequências de arqueas não cultiváveis do solo, e uma com sequências de ambiente marinho. A análise das curvas de rarefação e o cálculo das coberturasmostraram que as bibliotecas construídas foram grandes o suficiente para cobrir a maior parte da diversidade de Archaea presentes em frutos de café cereja. No estudo da diversidade de Archaea durante a seca natural observou-se um aumento do número de UTOs a partir do sétimo dia,permanecendo até o último dia do processo. A análise de agrupamento dos perfis distinguiu as populações presentes nos dias finais de secagem. A ausência de estudos fisiológicos de arqueas não cultiváveis, especialmente de ambientes mesófilos, limita o conhecimento do metabolismo destes micro-organismos e a determinação do papel das endofíticas dos frutos de café. Contudo, estudos metagenômicos da comunidade microbiana associada a frutos de café ajudarão a identificar genes de Archaea e a estabelecer relações entre a presença de determinados micro- organismos e de compostos precursores daqueles que compõe o aroma e sabor na qualidade final da bebida.Item Atividade anti- Listeria de estafilococos coagulase negativos isolados de salame tipo italiano(Universidade Federal de Viçosa, 2010-09-20) Raimo, Vanessa Di; Vanetti, Maria Cristina Dantas; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783874H3; Mendonça, Regina Célia Santos; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4790986E3; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://lattes.cnpq.br/0955358108480745; Santos, Miriam Teresinha dos; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4786872Z0; Paula, Rosinéia Aparecida de; http://lattes.cnpq.br/8437455167904238A utilização de micro-organismos como culturas starter pode contribuir para o desenvolvimento de novos produtos, para a melhoria da qualidade e da segurança dos produtos alimentícios. O objetivo deste estudo foi caracterizar isolados de Staphylococcus coagulase negativos quanto à sua possível contribuição para segurança de produto cárneo fermentado. O crescimento de Staphylocuccus spp. e Listeria spp. foi avaliado em caldo nutritivo e caldo BHI, respectivamente. A sobrevivência e inativação de Staphylococcus spp. e Listeria spp. foram avaliadas em um modelo laboratorial, caldo salame. A atividade de inibição de culturas de Staphylococcus spp. sobre Listeria spp. foi avaliada pelos métodos difusão em ágar e ágar “spot”. A análise da produção de ácidos em amostras de sobrenadantes de Staphylococcus spp. foi feita por HPLC. Salame tipo italiano foi produzido e inoculado com cultura starter comercial acrescida de 106 UFC.g-1 da cultura de Staphylococcus pasteuri BIS 26 e, ou 104 UFC.g-1 da cultura de Listeria monocytogenes IP1-23 ou Listeria innocua LMA 80. Staphylocuccus spp. e Listeria spp. apresentaram maiores velocidades específicas de crescimento em aerobiose na temperatura de 37 °C. Os isolados de Staphylococcus spp. e Listeria spp. não se desenvolveram no caldo salame, nas condições testadas. Não foi observada inibição do sobrenadante das culturas de Staphylococcus spp. sobre L. innocua e L. monocytogenes, entretanto, no cultivo em superfície, as médias dos diâmetro dos halos de inibição variaram de 3 mm a 8 mm. Na análise por HPLC, o ácido láctico foi o detectado em maior concentração, com valores entre 0,2 e 0,4 % v/v. O pH final dos salames tipo italiano após 31 dias de maturação variou entre 4,8 e 5,3. Nos salames, a população de L. monocytogenes IP1-23 foi reduzida em cerca de 5 ciclos logarítmicos quando inoculada juntamente com a cultura starter comercial enquanto no tratamento em que a cultura de S. pasteuri BIS 26 foi adicionada a redução foi de cerca de 2 ciclos log. A diferença observada entre os tratamentos indica que L. monocytogenes IP1-23 foi mais sensível que L. innocua LMA 80. No entanto, os resultados de ensaios in vitro mostraram que nem sempre isto ocorre, e deve-se ter cautela ao utilizar L. innocua como um organismo indicador.Item Atividade de etanol desidrogenase durante a estocagem em culturas usadas na produção de iogurte(Universidade Federal de Viçosa, 2003-08-22) Miguel, Elisângela Michele; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4539484Y5; Brandão, Sebastião César Cardoso; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783541H2; Queiroz, Marisa Vieira de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785812Z5; Santos, Miriam Teresinha dos; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4786872Z0; Vanetti, Maria Cristina Dantas; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783874H3A atividade de etanol desidrogenase, ADH, foi investigada em espécies de bactérias usadas na fabricação do iogurte, Streptococcus thermophilus NCDO 1968, Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus ATCC 11842, Lactobacillus acidophilus ATCC 4356, e da linhagem probiótica Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20, após crescimento a 37°C por 12 horas e estocagem a 4°C por 21 dias. Em meio indicador de álcool, L. delbrueckii subsp. bulgaricus e L. acidophilus apresentaram resultado positivo para atividade de ADH, enquanto L. delbrueckii UFV H2b20, resultado negativo. A detecção da atividade, nesse meio, não foi discriminatória para S. thermophilus. A atividade de ADH, em meio líquido, foi determinada pela medida da oxidação de NAD(P)H e expressa em µmoles de NAD(P)H oxidado por minuto por mg de proteína. A atividade em L. acidophilus foi, em média de 1,06x10-7 µmol.min-1.mg-1, aumentando para 9,17x10- 7µmol.min-1.mg-1, após a estocagem das células em meio MRS, por 5 dias, a 4°C. Também houve aumento de atividade de ADH nos extratos livres de células de L. delbrueckii subsp. bulgaricus e S. thermophilus. Os resultados em meio líquido mostraram que as três culturas apresentaram baixa atividade de ADH durante a estocagem por 21 dias, a 4°C. A metodologia baseada em GC/MS, por headspace, permitiu detectar acetaldeído produzido por L. delbrueckii subsp. bulgaricus, L. acidophilus e S. thermophilus, o qual produziu acetaldeído somente após a estocagem a 4°C. Entretanto, a atividade de ADH não foi observada após a incubação para crescimento a 37°C, por 12 h, nem após a estocagem a 4°C por 21 dias, não sendo observada a produção de etanol, nas condições estudadas. Estes resultados não confirmam a hipótese de uma ADH que se manifestaria após longos períodos em baixas temperaturas, embora baixa atividade da enzima tenha sido detectada em meio líquido. Outros estudos são necessários.Item Características de superfície de Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20 probiótico(Universidade Federal de Viçosa, 2008-02-26) Floresta, Fernanda Arruda; Tótola, Marcos Rogério; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727020U4; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4737013P7; Andrade, Nélio José de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4788281Y5; Pinto, Cláudia Lúcia de Oliveira; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783521J6Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20 tem demonstrado alto potencial de colonizar o intestino de camundongos livres de germes e, também, de imunoestimulação. Essa bactéria possui características fisiológicas e genéticas que a qualificam como probiótica. Um mutante espontâneo desprovido da capacidade de imunoestimulação foi obtido após transferências sucessivas em meio de cultura. A investigação das possíveis causas dessa instabilidade é um dos objetivos desse trabalho. A existência de identidade entre as bactérias foi comprovada por seqüenciamento do rDNA 16S e por Eletroforese em Gel com Gradiente (DGGE), tendo as seqüências apresentado com 99% de identidade e o perfil de bandas no gel sido semelhante. A instabilidade não se deve a um processo de cura deplasmídeo, uma vez que em ambas inexiste DNA plasmidial, como demonstrado por extração convencional de DNA plasmidial e por Eletroforese em Gel de Campo Pulsado (PFGE). As duas bactérias exibiram o mesmo perfil de bandas de proteínas de superfície (SDS-PAGE), porém, diferiram quanto à expressão de proteínas de tamanho correspondente ao de proteínas S. No entanto, por se ter obtido apenas o fragmento amplificado correspondente à porção da âncora do gene codificador de proteína da camada S, inferiu-se que o L. delbrueckii UFV H2b20 não expressa tais proteínas. As micrografias em microscopia eletrônica de transmissão mostram a inexistência de camada S em L. delbrueckii UFV H2b20, selvagem e mutante. Nessas bactérias, a eletroforese em duas dimensões revelou 769 proteínas no extrato de proteínas de superfície da selvagem e 860 na mutante. Desses totais, 323 estavam presentes apenas no selvagem e 414 no mutante. A espectroscopia de massa das proteínas de maior expressão na selvagem e o seqüenciamento de Cterminal em MALDI-TOF/TOF revelaram similaridade com proteínas intracelulares, uma evidência de que ocorreu dano no envelope celular durante o processo de extração de proteínas de superfície. Assim, a hipótese da existência de diferenças entre as duas linhagens, no que se refere às superfícies, não pôde ser comprovada com a metodologia utilizada. A capacidade de adesão de L. delbrueckii UFV H2b20 mutante a um dos mais abundantes carboidratos da mucosa intestinal, N-acetilglicosamina (GlcNAc), mostrouse 27% menor que a selvagem, por medição em Surface Plasmon Resonance (SPR). O estudo de utilização de L. delbrueckii UFV H2b20, como veículo de apresentação de antígeno foi proposto como resultado do trabalho de desenvolvimento de um plasmídeo recombinante que contém o peptídeo sinal da proteína S fundido à proteína anticâncer, NY-ESO-1, e à região ancoradora de proteína S. A seqüência resultante apresenta todos os fragmentos clonados no mesmo quadro de leitura, favorecendo a expressão de NYESO- 1 na superfície de L. delbrueckii UFV H2b20 e a ampliação da utilidade dessa bactéria.Item Caracterização bioquímica de cocos Gram-positivos isolados de salame tipo italiano para uso como culturas starter: atividade antagonista, atividade de catalase e de nitrato redutase e produção e degradação de aminas biogênicas(Universidade Federal de Viçosa, 2006-12-08) Oliveira, Inês Helena Tristão de; Oliveira, Maria Goreti de Almeida; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4790894D6; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4792339D0; Gloria, Maria Beatriz Abreu; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783318E0; Mantovani, Hilário Cuquetto; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727026Z7Noventa e oito estirpes de bactérias Gram-positivas, em sua maioria estafilococos coagulase negativos, oriundas de salames tipo italiano produzidos por fermentação artesanal e por fermentação industrial, foram caracterizadas quanto a aspectos relacionados ao seu uso em culturas starter. Foi avaliada a atividade antagonista contra bactérias patogênicas e a provável natureza protéica das substâncias inibidoras foi evidenciada pela redução da inibição na presença de protease. Cinquenta e um isolados apresentaram atividade antagonista contra Listeria monocytogenes, dos quais 27 com ação por substância de natureza protéica. Trinta e sete isolados demonstraram atividade antagonista contra Staphylococcus aureus, dos quais 30 com ação por substância de natureza protéica. Dezesseis estirpes de estafilococos, pertencentes às espécies S. capitis subsp. capitis, S. caprae, S. arlettae e S. delphini, tiveram ação antagonista por substância de natureza protéica sobre ambas as bactérias indicadoras. Todos os 98 isolados exibiram atividade de catalase, verificada pelo consumo de peróxido de hidrogênio, sendo 46% com níveis altos de degradação de H2O2, com valores acima de 28,32 μmoles de H2O2 degradado.min-1.mL-1 de suspensão de células com D.O630 nm = 1,0. Sessenta e oito isolados reduziram nitrato a nitrito em ensaio em ágar contendo KNO3, dos quais 44% com atividade de nitrato redutase elevada, com halos característicos de redução de nitrato acima de 12 mm. Onze isolados oriundos dos salames artesanais, pertencentes às espécies S. xylosus, S. arlettae e S. equorum, exibiram elevadas atividades de nitrato redutase e catalase simultaneamente, podendo ser importantes componentes de consórcios para produção de salame. Observou-se uma baixa incidência de genes codificadores de enterotoxinas estafilocócicas, detectados por reação em cadeia de polimerase (PCR), com exceção do gene see presente em 23,5% dos isolados. Quatro isolados apresentaram os genes seb e seh simultaneamente; dois isolados, apenas o gene seh; e um isolado, o gene sej. Os genes sea, sec e sed não foram encontrados em nenhum dos 98 isolados. O gene see foi detectado em nove dos onze isolados com elevadas atividades de nitrato redutase e catalase; os outros dois, as estirpes de S. xylosus CIL 28 e de S. arlettae CIL 24, não apresentaram nenhum gene de enterotoxina. A produção e degradação de aminas biogênicas foram quantificadas por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) de fase reversa por pareamento de íons. Poucos isolados foram capazes de produzir níveis relevantes de tiramina, histamina, putrescina ou cadaverina, mas um grande número foi capaz de degradar histamina e/ou tiramina. Onze isolados produziram entre 2 e 70 mg.L-1 de uma ou mais das aminas e um isolado produziu 720,35 mg.L-1 de tiramina. Sessenta por cento das 98 estirpes conseguiram degradar histamina e/ou tiramina em diferentes intensidades. Trinta e nove por cento das estirpes que não mostraram atividade de aminoácido descarboxilase sobre tirosina, histidina, ornitina ou lisina, exibiram capacidade de degradar tiramina e histamina, sendo, portanto as mais recomendadas para a composição de consórcios de culturas starter para a fermentação de embutidos cárneos. A relevância deste trabalho consiste na seleção de cocos Gram-positivos oriundos de salames artesanais com características bioquímicas desejáveis para uso na fermentação de embutidos cárneos. A coleção caracterizada possibilita inúmeras combinações de estirpes no desenvolvimento de culturas starter. Estirpes com características desejáveis como boa atividade antagonista, não produção de aminas e bom potencial para degradação de histamina ou tiramina, porém com baixa atividade de catalase e nitrato redutase, podem ser usadas em conjunto com outras estirpes que complementam estas características. Até mesmo estirpes com atividade antagonista, não produção e/ou degradação de aminas e boa atividade de nitrato redutase e catalase, mas que apresentam genes de enterotoxina, podem ser usadas como starters, desde que os respectivos genes de enterotoxina sejam deletados.Item Comportamento de Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20 sob condições prevalecentes no trato gastrointestinal humano(Universidade Federal de Viçosa, 2012-07-03) Conceição, Lisiane Lopes da; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Ferreira, Alessandra Barbosa; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4263666T7; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://lattes.cnpq.br/4498666063450184; Peluzio, Maria do Carmo Gouveia; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723914H4; Zerbini, Poliane Alfenas; http://lattes.cnpq.br/8632328159533071Bactérias do gênero Lactobacillus são habitam do trato gastrointestinal humano (TGH) e espécies como Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20, isolado a partir de fezes de criança alimentada exclusivamente com leite materno, apresentam características fisiológicas, tecnológicas, imunológicas e genéticas desejáveis e necessárias à probiose. O objetivo deste trabalho foi estudar a tolerância de L. delbrueckii UFV H2b20 ao suco gástrico e intestinal simulado quando incorporado a uma matriz alimentar, leite fermentado, e também a expressão do gene fbpA que codifica a proteína de ligação a fibronectina, envolvida na adesão ao trato gastrointestinal humano. Os resultados mostraram que L. delbrueckii UFV H2b20 é capaz de manter sua viabilidade em níveis superiores 108 UFC.mL-1 após 28 dias de estocagem refrigerada. Quando submetida às condições prevalecentes no TGH detectou-se que a matriz alimentar avaliada, o leite fermentado, conferiu proteção.. Após o décimo quarto dia de experimento, não houve sobrevivência expressiva ao suco intestinal simulado. O gene fbpA foi identificado por PCR e sequenciamento. Este gene se agrupou com os ortólogos de bactérias probióticas.No entanto, a exposição das células de L. delbrueckii UFV H2b20 incorporadas em leite fermentado, por 240 minutos às condições prevalecentes no TGH provocou redução da expressão desse gene, detectado por RT-PCR. A confirmação do envolvimento desse gene sob condições de estresse, na adesão a compartimentos do TGH continua dependente de estudos com mutantes da bactéria.Item Escherichia coli Shiga-Toxigênica (STEC) em abatedouro de bovinos no Estado de Minas Gerais(Universidade Federal de Viçosa, 2008-10-03) Gomes, Andressa Pinheiro; Teixeira, Magdala Alencar; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787866Y1; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://lattes.cnpq.br/5822691880756911; Vanetti, Maria Cristina Dantas; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783874H3; Pinto, Cláudia Lúcia de Oliveira; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783521J6Escherichia coli Shiga-toxigênica, STEC, tem emergido como patógeno que pode causar infecções de origem alimentar e doenças severas e potencialmente fatais, como Colite Hemorrágica (CH) e Síndrome Urêmico Hemolítica (SUH). A maioria dos surtos de CH e SUH tem sido atribuída a estirpes do sorotipo entero-hemorrágico O157:H7, entretanto existe interesse crescente sobre o risco à saúde humana associado com os sorotipos STEC não-O157 veiculados em produtos de carne bovina, contaminados por fezes de ruminantes. Este trabalho teve como objetivos determinar a ocorrência de STEC em bovinos em matadouro frigorífico, localizado no Estado de Minas Gerais. A amostragem foi realizada em dois lotes, lote A com 75 bovinos e lote B com 51 bovinos, em três etapas da linha de abate: pele, após a sangria; carcaça, após a serragem; e fezes, durante a evisceração. Dez animais de cada lote foram amostrados. As amostras foram enriquecidas em caldo EC modificado, mEC e EC modificado acrescido de Novobiocina, mECn, seguindo-se o isolamento de colônias típicas em meio MacConkey sorbitol. Duzentos e quarenta e um isolados bacterianos obtidos nos dois lotes foram identificados como E. coli. Desses, 104 foram provenientes da pele, 93 do material fecal e 44 das carcaças. Por reação em cadeia de polimerase, foi detectado o gene stx em 18 isolados de E. coli. Esses isolados foram provenientes de seis bovinos, sendo quatro do lote A (origem fecal) e dois do lote B (carcaça). O enriquecimento em meio mECn resultou em isolados originados de um bovino, enquanto no mEC os isolados se originaram de cinco bovinos. Os isolados stx positivos foram posteriormente analisados para o gene hlyA, codificador de entero-hemolisina. Quatro isolados, positivos para o gene hlyA, foram provenientes de dois bovinos, um do lote A (origem fecal) e outro do lote B (carcaça). Desses, dois isolados da carcaça apresentaram fenótipo entero-hemolítico. Dez dos 18 isolados potencialmente STEC demonstraram ter efeito citotóxico em células Vero. Oito isolados, provenientes de três bovinos distintos, tiveram os amplicons stx seqüenciados. As seqüências traduzidas de três isolados da carcaça e de um das fezes corresponderam a Stx2, com 98% a 99% de identidade, com referências no GeneBank (NCBI). As seqüências inferidas de quatro amplicons, de origem fecal, corresponderam, com 94% a 96% de identidade, a Stx1. A presença de STEC nas fezes e carcaça de bovinos em matadouro frigorífico no Estado de Minas Gerais enfatiza a importância de implementação do sistema HACCP, e a necessidade de implementar, avaliar e validar medidas de controle que minimizem os riscos de contaminação cruzada durante o processo de abate.Item Estudo da resistência a antimicrobianos em Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20 submetido a condições de estresse(Universidade Federal de Viçosa, 2006-02-22) Ferreira, Alessandra Barbosa; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4263666T7; Moreira, Maria Aparecida Scatamburlo; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4797678J6; Alves, Virgínia Maria Chaves; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781053Z0; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Andrade, Nélio José de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4788281Y5A resistência a antimicrobianos e o efeito de peróxido de hidrogênio sobre o crescimento em Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20 foram estudados. Os efeitos de choque térmico, choque ácido, exposição a sais biliares e presença de peróxido de hidrogênio sobre a resistência a antimicrobianos nesta bactéria também foram investigados. A determinação do modelo de resistência, pelo método de difusão em meio sólido, indicou que L. delbrueckii UFV H2b20 apresenta resistência a vancomicina, a alguns [Beta]-lactâmicos, a sulfametoxol, a aminoglicosídeos, a nitrofuranos, a quinolonas e a colistina e susceptibilidade moderada a cloranfenicol, a tetraciclina, a cefalotina, a ampicilina e a eritromicina. L. delbrueckii UFV H2b20 é capaz de crescer em altas concentrações de peróxido de hidrogênio e inibição completa do crescimento só foi observada com 70 µg mL-1. Os efeitos de condições de estresse sobre a resistência a antimicrobianos foram determinados pela comparação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), realizada pelo método de microdiluição em meio líquido, de células submetidas e de não submetidas às condições de estresse citadas. O choque térmico provocou efeitos diversos sobre a resistência a aminoglicosídeos e a [Beta]-lactâmicos, diminuiu a resistência a nitrofuranos e a tetraciclina e não alterou a resistência a cloranfenicol e a espiramicina. O choque ácido também provocou efeitos diferentes sobre a resistência a aminoglicosídeos e a [Beta]-lactâmicos, diminuiu a resistência a nitrofuranos e a tetraciclina, não alterou a CIM de cloranfenicol e aumentou a resistência a espiramicina. A exposição das células de L. delbrueckii UFV H2b20 a sais biliares provocou diminuição da CIM de quase todos os antimicrobianos testados, exceto furazolidona, sulfametoxol e ácido nalidíxico, que não tiveram a resistência alterada até a concentração máxima testada. A presença de peróxido de hidrôgenio provocou efeitos diferentes sobre a resistência a aminoglicosídeos, diminuiu a resistência a nitrofuranos, a [Beta]-lactâmicos, a tetraciclina e a espiramicina e aumentou a resistência a cloranfenicol. Os resultados demonstram ampla diversidade nas respostas ao choque térmico, ao choque ácido e ao peróxido de hidrogênio e similaridade na resposta à exposição das células de L. delbrueckii UFV H2b20 a sais biliares.Item Filogenia molecular e genômica comparativa de bactérias Grampositivas do trato gastrointestinal(Universidade Federal de Viçosa, 2007-12-20) Silva, Daniele Ferreira da; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Cruz, Cosme Damião; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4788274A6; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4764366H6; Guimarães, Marta Fonseca Martins; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4790685D6; Mantovani, Hilário Cuquetto; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727026Z7A divulgação recente das informações do genoma completo de bactérias do ácido lático probióticas e do de Listeria monocytogenes, juntamente com as da presença de grandes blocos de genes de virulência, denominados de ilhas de patogenicidade (PAIs) em L. monocytogenes, trouxe à tona o questionamento sobre a possível existência de seqüências comuns aos dois grupos, probióticas e enteropatogênicas, e de genes similares que somente são ativados durante a passagem pelo trato gastrointestinal. O presente trabalho teve como objetivo avaliar por meio de genômica comparativa as semelhanças e diferenças no conteúdo de genes que codificam proteínas de virulência em Listeria monocytogenes EGD-e e os de probiose em Lactobacillus probióticos, além de identificar e caracterizar o gene de resistência ao estresse clp em Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20. As seqüências dos genes selecionados foram capturadas no banco de dados do National Center for Biotechnology Information (NCBI) e para cada gene foi feita uma busca de homologia, com o uso do programa BLASTp, e de ortologia com a utilização do programa Clusters of Orthologous Groups (COG). Os genes homólogos e ortólogos foram selecionados de genomas de Listeria innocua CLIP1162, Lactobacillus acidophilus NCFM, Lactobacillus plantarum WCFS1, Lactobacillus johnsonii NC 533, Lactobacillus gasseri ATCC33233, Lactobacillus salivarius subsp. salivarius UCC118, Lactobacillus reuteri F275, Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus ATCC BAA-365 e Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus ATCC 11842. A análise das árvores filogenéticas reconstruídas com base nos genes de maior interesse reforça a hipótese de que uma comparação paralela pode ser traçada entre a resposta patogênica e a probiótica. As LABs apresentam genes que são de fundamental importância para a probiose e que estão ausentes no patógeno L. monocytogenes, a exemplo da maioria dos genes envolvidos no mecanismo de adesão. Foi confirmada a existência do gene clp, em L. delbrueckii UFV H2b20, com homólogos referente ao complexo proteolítico Clp apresentando alta porcentagem de identidade e similaridade. Dentre os melhores homólogos está o gene clpC presente em vários lactobacilos. Vários fagos positivos foram identificados no banco genômico de L. delbrueckii UFV H2b20. Possivelmente, mais de uma subunidade desse complexo proteolítico foi identificada, uma vez que a sonda se hibridizava com várias dessas subunidades. A confirmação da presença e análise de função de outros genes identificados nos genomas das bactérias probióticas, em L. delbrueckii UFV H2b20, por estudos de genômica funcional, demandará análise comparativa de funções desses genes em outras estirpes probióticas, para justificar a importância de L. delbrueckii UFV H2b20 na saúde e bioprocessamento de alimentos.Item Identificação, caracterização e análise da expressão de genes de resposta ao estresse oxidativo em Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20(Universidade Federal de Viçosa, 2008-10-31) Leite, Marta Cristina Teixeira; Queiroz, Marisa Vieira de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785812Z5; Oliveira, Juraci Alves de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4782512D8; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4764350H1; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Mantovani, Hilário Cuquetto; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727026Z7; Carvalho, Antônio Fernandes de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781655T2; Salomão, Tânia Maria Fernandes; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787017A5O estresse oxidativo é uma importante causa de perda de viabilidade de culturas lácticas utilizadas na indústria de alimentos, bem como as com propósitos probióticos. O presente trabalho teve por objetivo identificar e caracterizar genes de resposta ao estresse oxidativo em Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20, uma bactéria com características potenciais para probiose. Assim, foram identificados e seqüenciados os genes dps, que codifica uma proteína pertencente a família das ferritinas, e pox, que codifica a enzima piruvato oxidase, bem como feita a caracterização parcial do operon que contém o gene spx, um fator transcricional envolvido na resposta ao estresse oxidativo. A análise das seqüencias demonstra que o operon que codifica o gene spx é bastante conservado em sequência e também com relação a sua organização em L. delbrueckii UFV H2b20. Esse operon apresenta 98% de identidade de sequência com os de L. delbrueckii ATCC 11842 e L. delbrueckii ATCC BAA-365. De forma similar, o gene pox também apresenta 98% de identidade de sequência com os genes correspondentes dessas bactérias. O gene dps, ausente no genoma dessas duas estirpes, apresenta alta identidade de sequência (99%) com os genes correspondentes de Lactobacillus plantarum, Lactobacillus rhamnosus e Lactobacillus sakei, três espécies probióticas que não fazem parte do grupo de L. delbrueckii. As análises filogenéticas realizadas com base nos genes spx e pox confirmam a classificação de L. delbrueckii UFV H2b20, embora possua características que a distinguem de outras bactérias da mesma espécie. Demonstra-se também por análise filogenética, com base no gene dps e análise das sequências, que esse gene foi provavelmente adquirido por transferência horizontal a partir de bactérias com características probióticas, sendo o mesmo, portanto, possivelmente relacionado à característica probiótica dessa bactéria. Neste trabalho, também foi avaliada a expressão desses genes em resposta ao estresse oxidativo. Demonstrou-se que a transcrição de todos os genes foi induzida em resposta à presença de oxigênio e que dps é induzido pela presença de peróxido de hidrogênio de forma dose-dependente. A constatação de que spx e dps foram induzidos no início da fase estacionária de crescimento, foi interpretada como resultado da regulação desses genes por fatores que independem da presença ou ausência de oxigênio nessa fase do crescimento. O gene pox apresenta extrema sensibilidade à presença ou ausência de oxigênio sendo rapidamente induzido ou reprimido, respectivamente. O gene pox é reprimido em condições de excesso de glicose, em razão de ser regulado pelo mecanismo de repressão catabólica. Estes resultados também foram observados ao se analisar a atividade dessa enzima quando do cultivo de L. delbrueckii UFV H2b20 na presença de excesso ou restrição de glicose, bem como na presença de galactose. Demonstrou-se, portanto, o papel desses genes na resposta ao estresse oxidativo em L. delbrueckii UFV H2b20. A demonstração do papel desses genes na resposta ao estresse oxidativo é de grande interesse para o desenvolvimento do processo industrial.Item Inhibitory substances produced by Lactococcus lactis strains isolated from naturally fermented sausage(Universidade Federal de Viçosa, 2012-04-13) Saraiva, Margarete Alice Fontes; Queiroz, Marisa Vieira de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785812Z5; Pereira, Maria Cristina Baracat; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4780021E6; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://lattes.cnpq.br/1975641497540314; Moreira, Maria Aparecida Scatamburlo; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4797678J6; Mantovani, Hilário Cuquetto; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727026Z7; Leite, Marta Cristina Teixeira; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4764350H1Neste trabalho, as bacteriocinas produzidas por culturas de Lactococcus lactis isoladas de salame fermentado naturalmente no Brasil foram purificadas e identificadas. O sequenciamento dos produtos amplificados por PCR comfirmou que os genes estruturais das bacteriocinas em todas as culturas de L. lactis são idênticos ao do lantibiótico nisin Z. Plasmídeos foram detectados em todas as culturas de L. lactis e foi observado que culturas curadas foram capazes de produzir bacteriocinas, indicando que os genes relacionados à produção da bacteriocina estão localizados no cromossomo. As bacteriocinas foram purificadas utilizando precipitação das proteínas com sulfato de amônio, cromatografias de troca iônica e de fase reversa, e suas massas moleculares foram confirmadas por MALDI-TOF-TOF. A produção da bacteriocina foi investigada sob diferentes condições de crescimento. Em todas as culturas, a produção de bacteriocina foi paralela ao crescimento celular e alcançou atividade máxima na fase estacionária. Todas as culturas apresentaram produção máxima de bacteriocinas em valores de pH 6.0 e 6.5, em condições de aerobiose e em temperaturas de 25 °C e 30 °C, em meio LAPTg. Triptona e peptona de caseína foram as melhores fontes de nitrogênio para produção das bacteriocinas em todas as culturas. A fonte de carbono foi um dos principais fatores que influenciou a produção de nisin Z. Sacarose foi a fonte de carbono mais eficiente na produção de bacteriocinas pelas culturas de L. lactis ID1.5, ID8.5, PR3.1 e PD4.7, enquanto a frutose foi a fonte de carbono mais eficiente para L. lactis ID3.1. As culturas apresentaram valores de atividades de bacteriocina diferentes, sendo as máximas atividades observadas nas culturas de L. lactis ID1.5 e ID8.5. As sequências dos promotores nisZ e nisF obtidas de todas as culturas foram idênticas entre si, contudo outros fatores podem estar envolvidos nas diferenças da produção das bacteriocinas entre as culturas. Além disso, dois compostos antimicrobianos, de baixo peso molecular, produzidos por L. lactis ID1.5, denominados neste estudo AI e AII, foram purificados e parcialmente caracterizados. O composto AI apresentou um espectro antimicrobiano principalmente contra culturas de L. lactis, incluindo a própria cultura produtora. L. lactis LMGT 2122, Bacillus subtilis DSMZ 347, Listeria innocua BL86/26B, Streptococcus pneumoniae TIGR 4 e Pseudomonas aeruginosa foram os micro-organismos mais sensíveis ao composto AII. A atividade antimicrobiana de ambos compostos foi drasticamente reduzida após tratamento com tween 80, mas a atividade foi mantida após o tratamento térmico e com proteases. Os compostos AI e AII apresentaram propriedades distintas de outras substâncias antimicrobianas produzidas por L. lactis e relevante efeito inibitório contra patógenos do sistema respiratório.Item Metabólitos e genes do catabolismo de lactose e de proteínas envolvidos na formação de flavor em Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20(Universidade Federal de Viçosa, 2011-02-22) Carmo, Ana Paula do; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Carvalho, Antônio Fernandes de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781655T2; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://lattes.cnpq.br/7175679644000558; Silva, Daniele Ferreira da; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4764366H6; Silveira, Wendel Batista da; http://lattes.cnpq.br/7361036485940798A identificação de genes específicos envolvidos na formação de compostos que conferem características de flavor é um requerimento básico para predição do uso potencial de bactérias do ácido láctico (LABs) em indústrias de alimentos. O presente trabalho teve como objetivo identificar metabólitos e genes envolvidos na formação de flavor na bactéria probiótica Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20. As análises filogenéticas com genes que codificam uma lactato desidrogenase, o ldh, e a proteína A de controle catabólico (CcpA), o ccpA-pepR1, demonstram e reforçam a classificação dessa bactéria dentre as do grupo NCFM, como proposto por estudo de genômica comparativa de Lactobacillus. Pelo método da inferência Bayesiana o gene adhE, que codifica uma acetaldeído desidrogenase, demonstra padrão evolucionário próximo ao da linhagem probiótica L. acidophilus NCFM e reforça a interpretação de que é uma nova e incomum subespécie dentre as de L. delbrueckii, a primeira identificada como probiótica. Foram identificados no genoma do L. delbrueckii UFV H2b20 oito genes do sistema proteolítico possuindo relações filogenéticas próximas às linhagens do grupo NCFM, dos quais dois são de sistemas de transporte de oligopeptídeos, oppC e oppBII. As aminopeptidases PepC, PepN e PepX devem ser essenciais para o crescimento das LABs, probióticas ou não, uma vez que os genes que as codificam estão sempre presentes, inclusive no genoma do L. delbrueckii UFV H2b20. Para o gene pepX existe uma provável ligação entre o catabolismo de lactose e a expressão de PepX por meio de regulação da expressão dessa enzima via proteína PepR1/CcpA, uma vez que a organização e regulação da expressão gênica é conservada entre as linhagens de Lactobacillus. A bem conservada história evolucionária do gene ilvE entre as linhagens de L. delbrueckii subsp. bulgaricus e o L. delbrueckii UFV H2b20 constitui evidência de que as vias de degradação de aminoácidos, como as de isoleucina e de valina, são similares entre essas bactérias. Assim, o envolvimento do succinato na produção de flavor no meio de crescimento foi atribuída a atividade de IlvE . A presença do gene que codifica a PepG no genoma do L. delbrueckii UFV H2b20, que está ausente em outras linhagens, pode imprimir maior atividade e efetividade do seu sistema proteolítico. A sequência de aminoácidos de PepG revelou que é uma cisteíno endopeptidase pertencente à superfamília C1 das peptidases, e também uma similaridade de 100 % com a PepG do L. delbrueckii subsp. bulgaricus ATCC 11842. Por sua vez, a análise da sequência de nucleotídeos demonstrou identidade de 99 % com o gene pepG do mesmo organismo. O presente trabalho propõe ainda um modelo esquemático para explicar o funcionamento do sistema proteolítico no L. delbrueckii UFV H2b20, com base nos componentes que foram identificados até o momento.Item Microbioma no trato gastrointestinal de bovino da raça Nelore(Universidade Federal de Viçosa, 2013-03-14) Oliveira, Marcelo Nagem Valério de; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Tótola, Marcos Rogério; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727020U4; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://lattes.cnpq.br/2492455472688118; Reis Filho, João Cruz; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4706265D6; Helson Mário Martins do Vale (sob Sigilo); http://lattes.cnpq.br/1801689011454385O avanço no desenvolvimento de tecnologias moleculares tem sustentado o surgimento de novas linhas de pesquisas, dentre as quais o estudo de microbiomas associados ao trato gastrointestinal (TGI) de animais. Este trabalho representa o primeiro estudo da microbiota associada ao TGI de um bovino da raça Nelore (Bos indicus), a qual representa até 70 % do rebanho no Brasil. No presente trabalho foi desenvolvida e testada uma estratégia de amostragem do TGI que possibilitou a identificação da existência de variações nas comunidades microbianas das regiões anatômicas ao longo do mesmo, as quais podem ser detectadas até entre segmentos adjacentes, como nas amostras do intestino delgado e intestino grosso. Tais diferenças residem na estrutura e densidade das comunidades microbianas presentes no lúmen e naquelas associadas à mucosa do epitélio do trato gastrointestinal. Utilizando-se de metodologias moleculares como PCR-DGGE, sequenciamento e RT-PCR para a caracterização das populações de Archaea, Bacteria e Fungi, em amostras do lúmen e da mucosa das nove regiões anatômicas dos quatro segmentos, demonstrou-se que a segregação das populações entre as amostras ocorre para todos os grupos microbianos. Os dados do sequenciamento em grande escala do rRNA 16S bacteriano propiciaram a caracterização das comunidades bacterianas do lúmen e a demonstração da dominância de sequências relacionadas aos filos Firmicutes e Bacteroidetes em todas as amostras, constatando-se grande variação em nível de família dentro desses filos. Ao mesmo tempo, com o pirossequenciamento comprovou-se que as predições sobre microbiotas de outras regiões anatômicas dos segmentos do TGI não devem ser realizadas somente com base em dados oriundos das amostras de rúmen ou de fezes, elas induzem a erros . Esses resultados são da maior relevância quando se considera que a diversidade microbiana, sua funcionalidade e as interações estão diretamente associadas à saúde do animal e não têm sido investigadas nos estudos de microbiologia do TGI em bovinos. Os resultados obtidos neste trabalho representam a primeira caracterização do microbioma associado ao TGI de bovino. Com base nos trabalhos que se seguiram aos da caracterização de microbiomas em humanos, antecipa-se a relevância dos dados para os estudos da nutrição e dos distintos sistemas de manejo, considerando as interações genoma-microbioma do TGI em distintos sistemas de manejo do rebanho de Nelore com o objetivo de se obter maior produtividade do animal e a necessidade de reduzir a pressão por incorporação de novas áreas para a produção animal no Brasil.Item Produção de cultura DVS (Direct Vat Set) para Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20 cultivado em soro de queijo Minas Frescal(Universidade Federal de Viçosa, 2006-05-10) Carmo, Ana Paula do; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Teixeira, Magdala Alencar; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787866Y1; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://lattes.cnpq.br/7175679644000558; Furtado, Mauro Mansur; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783310Z7; Costa, Maurício Dutra; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728228J5Os parâmetros fisiológicos e tecnológicos de importância para o desenvolvimento de sistema DVS para Lactobacillus delbrueckii UFVH2b20 em soro de queijo Minas Frescal estabilizado foram estudados. A maior atividade fermentativa das células do L. delbrueckii UFV H2b20 em soro de queijo ocorreu a 40ºC. Por essa razão, essa temperatura de incubação foi adotada para a condução dos experimentos. Foi observado que a aplicação de choque térmico, 50ºC por 30 minutos, ou choque ácido, pH 3,5 por 30 minutos, a 40ºC, às células de L. delbrueckii UFV H2b20 não afetaram seu crescimento. Foi avaliado ainda se a aplicação de tais pré-tratamentos afetava a sobrevivência aos processos de desidratação das células por liofilização e spray-drying. Foi observado que o choque ácido não afetou a sobrevivência de L. delbrueckii UFV H2b20 aos dois processos de desidratação avaliados. Por outro lado, o choque térmico teve efeito deletério sobre a sobrevivência das células submetidas aos mesmos processos de desidratação. Para as culturas liofilizadas, foi avaliado se a adição de diferentes soluções protetoras (manitol 6%, sorbitol 1,25%, glutamato monossódico 1,25% e mistura das soluções de sacarose 6% e trealose 4%) exercia efeito sobre a sobrevivência de L. delbrueckii UFV H2b20 à liofilização, bem como durante o período de estocagem das células desidratadas a -80ºC por 2 meses. A sobrevivência das células ao processo de liofilização foi maior quando não se adicionaram substâncias crioprotetoras ao soro de queijo. Maior viabilidade durante o armazenamento a -80ºC foi observada quando as células foram pré-tratadas em soro de queijo pH 3,5, ajustado com HCl e sem a adição de outras substâncias antes da liofilização. Observou-se que os choques térmico ou ácido não afetaram a recuperação imediata em leite desnatado reconstituído a 10% das culturas liofilizadas que não sofreram adição de substâncias protetoras. Nas culturas desidratadas por spray-drying, observou-se que as células de L. delbrueckii UFV H2b20, previamente submetidas ao choque ácido, lograram crescimento comparável ao obtido pelas células ativas que não foram submetidas a qualquer condição que possa causar injúria. Essas culturas permaneceram com elevado número de células, mesmo após 2 meses de estocagem a -20°C. Os resultados obtidos levam à conclusão de que a cultura starter probiótica produzida em soro de queijo Minas Frescal estabilizado, desidratada por spray-drying e previamente submetida ao choque ácido, demonstrou características de viabilidade e atividade mais promissoras, e seu uso pode ser recomendado para a elaboração de produtos lácteos fermentados contendo células do L. delbrueckii UFV H2b20.Item Resistência a antimicrobianos e diversidade de β-lactamases em Escherichia coli de origem aviária(Universidade Federal de Viçosa, 2006-10-04) Oliveira Filho, José Carlos de; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4702817E6; Costa, Maurício Dutra; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728228J5; Mantovani, Hilário Cuquetto; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727026Z7; Moreira, Maria Aparecida Scatamburlo; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4797678J6A diversidade dos mecanismos de resistência a antimicrobianos foi investigada em Escherichia coli, originadas de frangos de corte. Dos 30 isolados, todos resistentes à ampicilina, 26 apresentaram mais de uma marca de resistência. Foram confirmados modelos de multirresistência, incluindo níveis intermediários de resistência. Em 40% dos casos, ocorreram quatro marcas e 93% dos isolados resistiram à ação de tetraciclina, um promotor de crescimento usual na agropecuária. A diversidade de β-lactamases entre os isolados foi demonstrada pela ação direta contra sete β-lactâmicos. Os isolados com mesmo modelo de resistência possuíam, sob mesmas condições, espectro de ação e de atividade diferentes, mostrando que há amplo pool de genes de resistência, ou diferenças regulatórias nessas bactérias. O isolado com maior espectro de ação, confirmado sobre seis β-lactâmicos, contém um plasmídeo de alta massa molecular, que confere resistência a ampicilina. Um fragmento deste plasmídeo, com aproximadamente 5 kb, foi clonado em pCCR9, vetor usado para detecção de genes de resistência a β-lactâmicos. As análises das seqüências obtidas revelaram 100 % de identidade com TEM-1, uma serina β-lactamase da classe A. Próximo ao gene codificador da TEM-1, foi encontrado um transposon putativo relacionado com os da família Tn3, porém com particularidades na ordem e direção de transcrição dos genes componentes.Item Resistência a antimicrobianos em Staphylococus aureus isolados de gado de leite(Universidade Federal de Viçosa, 2008-02-28) Silva, Carla Cilene Matos; Brito, Maria Aparecida Vasconcelos Paiva e; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787276U0; Vanetti, Maria Cristina Dantas; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783874H3; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4790448Y1; Salomão, Tânia Maria Fernandes; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787017A5; Borges, Arnaldo Chaer; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783573Z8A diversidade genética entre linhagens de Staphylococcus aureus isoladas de casos de mastite bovina da Zona na Mata Mineira e os seus principais modelos de resistência à penicilina, oxacilina, ampicilina e tilosina foram estudados. A análise filogenética dos isolados foi conduzida após amplificação e sequenciamento de regiões de DNA que codificam rRNA 16S, comparando-se sequências dos isolados com as seqüências correspondentes em S. aureus provenientes de casos clínicos humanos depositadas no GeneBank. A caracterização da resistência dos isolados foi feita pela determinação da concentração inibitória mínima (CIM). A presença dos genes blaZ, mecA e ermC foi detectada por amplificação por PCR com primers específicos. As sequências de rRNA 16S de S. aureus provenientes de casos de mastite clínica, subclínica e crônica de diferentes localidades da Zona da Mata Mineira demonstraram diversidade entre os isolados. Dois dos nove isolados de mastite bovina subclínica distinguem-se dos outros por mostrarem-se filogeneticamente mais próximos a uma das linhagens de origem humana do que às outras sete linhagens bovinas. Os isolados provenientes de vacas com mastite clínica separam-se nitidamente dos isolados de origem clínica humana. Isolados de casos de mastite crônica oriundos do mesmo rebanho apresentam grande proximidade entre si e agrupam-se com S. aureus originado de espécimes clínicos humanos. Entre os isolados, 48% mostram-se sensíveis aos antimicrobianos ampicilina e penicilina e 97% mostraram-se sensíveis a oxacilina. As presenças dos genes blaZ e mecA foram detectadas em 16% e 13% nos 31 isolados estudados, respectivamente. Entre os isolados resistentes a ampicilina e penicilina, 31% e 25%, apresentaram o gene blaZ e mecA, respectivamente. O isolado 226/C, proveniente de mastite bovina clínica, foi caracterizado como MRSA. Dos isolados estudados, 6,45% apresentaram resistência à tilosina. e somente o isolado 247/R, proveniente de mastite bovina crônica apresentou o gene ermC. A análise das sequências dos genes blaZ de cinco isolados estudados mostrou que existe uma distância filogenética entre eles e o blaZ de S. aureus de origem humana. As diferenças observadas entre as sequências do gene ermC em isolados de diferentes casos de mastite indicam uma grande diversidade genética entre os genes ermC. Constata-se diversidade genética entre isolados de S.aureus provenientes de vacas com mastite na zona da Mata Mineira, bem como diversidade entre os modelos e entre os genes de resistência a antimicrobianos.Item Tolerância ao congelamento em mutantes de Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20(Universidade Federal de Viçosa, 2009-02-17) Leandro, Eliana dos Santos; Carvalho, Antônio Fernandes de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781655T2; Costa, Maurício Dutra; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728228J5; Moraes, Célia Alencar de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781007D6; http://lattes.cnpq.br/3905457375688413; Vanetti, Maria Cristina Dantas; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783874H3; Queiroz, Marisa Vieira de; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785812Z5Mutantes de Lactobacillus delbrueckii UFV H2b20 foram isolados após procedimento de mutagênese com luz ultravioleta, acridina laranja e etil metano sulfonato. Após este procedimento, foram selecionadas, aleatoriamente, 10 colônias em cada tratamento para serem caracterizadas quanto à velocidade específica de crescimento (µ) e sobrevivência a três ciclos de congelamento e descongelamento. Dentre o total de 30 isolados selecionados os mutantes MUV9, MAC6e MEMS2, sendo estes os que apresentaram maior µ e tolerância a repetidos ciclos de congelamento e descongelamento. A sobrevivência das estirpes mutantes após 15 dias de estocagem a – 20 ºC na ausência e na presença de substâncias crioprotetoras foi maior do que a da estirpe selvagem. Dentre as substâncias crioprotetoras utilizadas, o leite desnatado reconstituído a 10 % foi o que conferiu melhor proteção durante a estocagem a – 20 ºC. Após 15 dias de estocagem a – 20 ºC, os mutantes MAC6 e MEMS2 foram os que apresentaram maior sobrevivência. O choque frio, 10 ºC por 4 horas e o choque térmico, 50 ºC por 30 minutos aumentaram a sobrevivência das estirpes mutantes e da estirpe parental à estocagem de 70 dias a -20 ºC, sendo que o choque frio permitiu maior sobrevivência ao congelamento as estirpes mutantes e parental do que o choque térmico. Os resultados aqui apresentados estimulam a continuidade do trabalho de melhoramento de L. delbrueckii UFV H2b20 para uso tecnológico.
